O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira, 16, da foto oficial do G7 ampliado, grupo que reúne os líderes das principais economias do mundo e os países convidados para a cúpula. Em seguida, os participantes seguiram para uma reunião fechada sobre solidariedade internacional, na qual Lula fez um discurso.

O presidente brasileiro foi o primeiro líder convidado a ser cumprimentado pelo anfitrião da cúpula, o presidente da França, Emmanuel Macron. Também participam do encontro o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi, e o presidente do Quênia, William Ruto.

Durante a cerimônia e a sessão de fotos, Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conversaram. Na reunião ampliada, porém, os dois ficaram posicionados praticamente frente a frente na mesa de debates. Representantes do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento também participaram do encontro.

A presença de Lula na cúpula gerou especulações sobre uma possível reunião com Trump, após os Estados Unidos proporem novas tarifas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro, no entanto, nega que a viagem tenha sido motivada por esse objetivo e afirma que uma conversa informal seria insuficiente para tratar de um tema complexo como a questão tarifária.

Em 2 de junho, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, além de mais 12,5% devido a alegações relacionadas à importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

Mais tarde, Lula terá reuniões com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Entre os principais temas está a decisão da União Europeia de proibir a entrada de produtos brasileiros de origem animal a partir de setembro.

O governo brasileiro considera a medida preocupante e busca diálogo com as autoridades europeias. Embora Von der Leyen tenha influência limitada sobre a decisão dos países do bloco, a reunião será uma oportunidade para apresentar a posição brasileira.

Na segunda-feira, 15, Lula se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, e com Emmanuel Macron. Os encontros abordaram temas como comércio bilateral e o acordo Mercosul-EFTA, considerado pelo governo brasileiro uma alternativa para ampliar mercados em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo.

A cúpula ocorre em Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, sob forte esquema de segurança e com acesso restrito à imprensa.

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