A situação do grupo militar privado Wagner, ligado à Rússia, tem sido tensa no leste da Ucrânia, durante as últimas semanas. Por exemplo, a milícia realizou diversos recuos em Bakhmut, cidade que havia sido tomada pelas forças paramilitares russas recentemente. Enquanto isso, as tropas ucranianas avançaram e tomaram o controle de várias posições estratégicas na região.

O recuo foi confirmado pelo ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmando que os mercenários estavam apenas em “treinamentos militares” na região. Por outro lado, Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, está tecendo inúmeras críticas ao presidente Vladimir Putin e ao governo russo pela situação na cidade. Ele alertou que as suas tropas estão totalmente desfavoráveis e que não consegue se defender das investidas ucranianas.

Enquanto isso, tropas ucranianas seguem avançando em uma possível nova ofensiva na região de Donbass. A nova tentativa de retomada dos territórios está sendo feita em várias frentes, incluindo Bakhmut.

Segundo Prigozhin, os ucrianianos estão atualmente a “500 metros de Bakhmut”, cada vez mais próximos de entrarem no território da cidade. O líder do grupo Wagner ainda contou que o último recuo levou as suas tropas a uma perda de quase cinco quilômetros quadrados.