Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes de guerra na Síria
11 agosto 2026 às 08h13

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O tribunal sírio condenou à morte, nesta terça-feira, 11, o presidente deposto Bashar al-Assad. A decisão, proferida à revelia, também impõe a pena capital ao irmão mais novo do ex-governante e a um de seus primos, Atef Najib. O grupo foi julgado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, atos perpetrados ao longo dos 14 anos de guerra civil na Síria, um período marcado por uma brutalidade que resultou em cerca de 500 mil mortos.
A condenação de Najib, que liderou a repressão na província de Daraa, epicentro do levante popular que desencadeou o conflito em 2011, foi acompanhada de perto pela opinião pública. O ex-general de brigada compareceu ao tribunal sob forte esquema de segurança, mantido em uma jaula e paramentado com uniforme de presidiário durante a leitura da sentença.
Destino incerto
Apesar da severidade da sentença, a execução da pena permanece uma hipótese distante. Bashar al-Assad e seu irmão, Maher, fugiram de Damasco em dezembro de 2024, após o colapso de seu regime sob a pressão de insurgentes. Desde então, encontram-se exilados na Rússia, sob proteção do governo de Moscou.
O julgamento marca um capítulo simbólico no ajuste de contas da Síria com seu passado recente. Enquanto o país tenta reconstruir suas instituições após anos de devastação, a condenação dos arquitetos do antigo regime envia um sinal claro sobre a responsabilização por atrocidades que, por mais de uma década, desenharam o cenário político e humanitário da nação.
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