Ataque a tiros cometido por estudantes deixa três mortos em escola nas Filipinas
22 junho 2026 às 09h50

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Um ataque a tiros em uma escola pública de ensino médio na cidade de Tacloban, na província de Leyte, no centro das Filipinas, resultou na morte de três estudantes e deixou outros sete feridos na manhã desta segunda-feira, 22. Dois adolescentes, de 14 e 15 anos, ambos alunos da instituição, foram detidos pela polícia como os autores dos disparos. De acordo com o chefe da polícia regional, o brigadeiro-general Jason Capoy, os suspeitos utilizaram duas pistolas para cometer o crime. As identidades das vítimas e dos agressores não foram divulgadas pelas autoridades em conformidade com as leis locais de proteção a menores.
O crime ocorreu no início do turno escolar na Escola Nacional San Jose, uma unidade que atende a cerca de 1.500 estudantes. Segundo os investigadores, os dois atiradores invadiram duas salas de aula consecutivas. Os suspeitos entraram na primeira sala e abriram fogo e, quando os alunos correram em pânico para tentar escapar, eles perseguiram algumas das vítimas até um segundo cômodo.
A polícia informou que a maior parte dos mortos e feridos é composta por estudantes do sexo feminino. Um dos adolescentes foi imobilizado e detido ainda dentro do perímetro escolar logo após o atentado, enquanto o segundo conseguiu fugir a pé e se esconde em uma residência nas proximidades, sendo localizado pelas forças de segurança após denúncias de moradores.
Em um primeiro depoimento informal à polícia, os dois menores, descritos como amigos muito próximos, afirmaram que decidiram realizar o ataque porque sofriam bullying de forma recorrente no colégio. A polícia abriu um inquérito para apurar a veracidade do relato e investigar a motivação de forma mais profunda.
Até o momento, não há registros de antecedentes criminais contra os dois jovens. Outro ponto central da investigação é determinar como os adolescentes tiveram acesso às armas de fogo. O general Capoy destacou que os atiradores conseguiram entrar armados no campus devido a uma brecha na segurança, já que apenas um vigilante estava de plantão para monitorar múltiplos portões de acesso.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., manifestou profundo pesar as famílias e determinou a abertura de uma investigação rigorosa sobre a tragédia. Por meio da subsecretária de Comunicações, Claire Castro, o governo ordenou um reforço imediato nas medidas de segurança de escolas, postos de trabalho e espaços públicos em todo o país.
A porta-voz declarou que o presidente ficou profundamente consternado com o incidente, classificando-o como uma situação de imensa tristeza e terror, especialmente para os pais das vítimas. Embora crimes violentos envolvendo armas de fogo sem licença sejam um desafio de segurança pública nas Filipinas, atentados em ambientes escolares são considerados episódios extremamente raros no país asiático.
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