Dia do Meio Ambiente reúne especialistas e gestores para debater conservação, turismo de observação de fauna e bioeconomia em Goiás
03 junho 2026 às 17h08

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Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, representantes de instituições públicas, pesquisadores, gestores ambientais e profissionais do setor turístico participaram, na manhã desta quarta-feira, 3, do evento “Conservação, Turismo de Observação de Fauna e Bioeconomia”, realizado no Auditório do Ibama, em Goiânia.
A programação reuniu palestras, apresentações de iniciativas governamentais e uma mesa de debate voltada aos desafios e oportunidades do turismo de observação de fauna em Goiás. O encontro foi promovido por instituições parceiras, entre elas Ibama, ICMBio, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiás Turismo, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
Durante a abertura, o superintendente do Ibama em Goiás, Leo Caetano, destacou a importância de estruturar políticas públicas permanentes voltadas à observação de vida silvestre no estado. Segundo ele, a proposta é fortalecer iniciativas já existentes e ampliar o apoio governamental para o setor.
“Essa árvore possa crescer e dar frutos. Então, a ideia desse programa, para a gente entender, é institucionalizar como um programa a observação de vida silvestre, porque as iniciativas são muito, às vezes, da região do hotel, mas tem pouca ação do governo para estimular isso. Então, a ideia é começar a estimular isso”, afirmou.
A palestra de Leo Caetano abordou o Programa Caminhos da Biodiversidade, iniciativa que busca integrar conservação ambiental, turismo sustentável e geração de renda para comunidades locais por meio da valorização da biodiversidade brasileira.
Na sequência, a representante da Goiás Turismo, Daniella Pereira Barbosa, apresentou o tema “Turismo de Observação de Fauna e Desenvolvimento Regional”, destacando o potencial do estado para o fortalecimento do segmento.
Segundo a palestrante, Goiás possui uma ampla diversidade de destinos turísticos que podem se beneficiar da crescente demanda por experiências ligadas à natureza e à observação da fauna. “Em Goiás eu sempre falo do turismo. A gente tem 13 regiões turísticas. A Chapada dos Veadeiros é apenas uma delas. E vale ressaltar que tem tudo a ver com o que a gente está falando aqui”, destacou.
Daniella também ressaltou o reconhecimento nacional e internacional conquistado pela Chapada dos Veadeiros, atualmente o principal destino goiano promovido pela Embratur no exterior.
“A região da Chapada é o nosso único destino de promoção internacional hoje da Embratur,que é o órgão responsável pela promoção do turismo no exterior. Em 60 anos é a primeira vez que a gente tem um destino goiano sendo promovido pelo Brasil, que é a Chapada dos Veadeiros. Então, isso é muito marcante, muito importante para a gente que trabalha dentro do setor turístico”, afirmou.
Ao abordar referências de sucesso no turismo de observação de fauna no país, a palestrante citou a experiência desenvolvida em Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal.
“A gente tem dois outros exemplos, que é o Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e aí eu quero ressaltar um exemplo muito legal, que é de Mato Grosso do Sul. Eles têm ganhado inúmeros prêmios com o desenvolvimento responsável e o trabalho deles de promoção é incrível. É bonito. Mato Grosso do Sul se tornou uma referência”, destacou.
A programação também contou com apresentações sobre fortalecimento das unidades de conservação estaduais e federais, experiências municipais em educação ambiental e conservação urbana, além de iniciativas ligadas à observação de aves, ciência cidadã e educação ambiental.
O encerramento foi marcado por uma mesa de debate sobre os desafios e oportunidades para o turismo de observação de fauna em Goiás. Entre os temas discutidos estiveram a necessidade de integração entre órgãos públicos, setor privado e comunidades locais, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à conservação e o potencial econômico da bioeconomia associada ao turismo sustentável.
O evento reforçou a importância da biodiversidade goiana como patrimônio natural e ativo estratégico para o desenvolvimento regional, demonstrando que a conservação ambiental e a atividade turística podem caminhar juntas na geração de oportunidades econômicas, valorização dos territórios e proteção dos recursos naturais.



