Com a recente notícia que o planeta Terra atingiu a marca de 8 bilhões de pessoas, a mensuração do impacto da crescente população mundial e o impacto disso aumentou a preocupação de ambientalistas. Embora não seja possível uma ação de preservação global, a máxima é pensar globalmente e agir localmente.

Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, aponta desafios para a humanidade como as mudanças climáticas e a população aumentando velozmente em países mais pobres. “É uma ocasião para celebrarmos a diversidade e os avanços, enquanto consideramos a responsabilidade compartilhada da humanidade com o planeta”, disse António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Antropóloga e socióloga, representante do fundo de populações da ONU (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant comemora o aumento populacional, citando ser uma consequência do avanço em tecnologia e acesso à saúde e deve ser celebrado. “O mundo, de alguma maneira, está cuidando melhor da sua população. Isso dá esperança também para o meio ambiente”, salientou.

Problemas graves de meio ambiente são complexos e podemos tê-los ou não. A concepção da UNFPA e da ONU é a de nos assegurarmos que esses 8 bilhões tenham boa qualidade de vida”, cita: “Uma tendência demográfica não é só boa ou má, tudo depende dos nossos esforços,” acrescenta.

O planeta chegou a 8 bilhões de habitantes durante a realização da Cúpula do Clima (COP-27), que se encerrou na semana passada no Egito. Lá, o principal debate foi sobre criar um fundo monetário financiado por países mais ricos (e com maior emissão de gases do efeito estufa). Os recursos seriam para ajudar nações de renda baixa ou em desenvolvimento a enfrentarem os efeitos das mudanças climáticas, como maremotos, furacões, tempestades e outros desastres naturais que se agravaram nos últimos anos.

Virada ambiental

Enquanto ações de dimensões globais não se concretizam, projetos de conscientização e recuperação de áreas desmatadas são realizadas em vários locais. Em Goiás, foi instituído o Dia Estadual da Consciência Ambiental, que é celebrado desde 2019, em 22 de novembro. Neste ano, a data marcou a abertura da 4ª edição da Virada Ambiental e da Semana Estadual da Consciência Ambiental. O evento foi sediado e realizado na terça-feira, 22, pela Saneago e parceiros, na área da Elevatória de Água Bruta Meia Ponte.

A coordenação da Virada Ambiental é do professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA), Emiliano Lobo. Ele lembra que o programa “começou na UFG e agora é uma ação do Estado e da coletividade, passando de extensão para política pública”. Neste ano, a ação abrangeu todos os 246 municípios, passou para quatro estados e quatro países. “Ações como a Virada Ambiental ajudam localmente atingir alguns ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são uma coleção de 17 metas globais, estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas] em especial, ao 13, sobre combate às mudanças climáticas”, acredita.