O setor de acolhimento do Centro de Saúde do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) reforça equipe de especialistas em saúde mental (seis psicólogos e dois psiquiatras) para atender servidores e magistrados. De acordo com informações do órgão, serviço poderá ser estendido para o interior, com atendimento remoto. A iniciativa coincide com o calendário de prevenção e combate ao assédio e discriminação no Poder Judiciário, campanha promovida pelo TJGO em consonância com as determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Pesquisa recente mostra adoecimento desses profissionais já que 51% dos magistrados brasileiros afirmaram necessitar de tratamento médico, psicológico e psiquiátrico após ingressar na carreira. O número é o segundo maior dos países pesquisados e só fica atrás do Uruguai com 53%. Esses dados são do “Perfil da magistratura latinoamericana”, estudo feito pelo Centro de Pesquisas Judiciais da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e a Federação Latinoamericana de Magistrados (Flam). Além disso, um em cada três juízes toma remédios regularmente para controlar o estresse e a ansiedade provocados pelo desempenho de suas atividades profissionais.

Sobre o Centro de Saúde do TJGO

É o departamento especializado para o recebimento de denúncias de assédios. O diretor do setor, Paulo Henrique Fernandes Sardeiro frisa que a pandemia da Covid-19 agravou os casos de saúde mental e que esse aumento também foi sentido pela equipe do Centro de Saúde do TJ. “Atendemos prontamente o pedido do Centro de Saúde para o reforço desse setor de acolhimento, pois o bem-estar dos magistrados e servidores é uma prioridade da nossa gestão, preocupada em garantir condições dignas de trabalho e um ambiente saudável e respeitoso para todos”, destacou o presidente do TJGO, desembargador Carlos França.