Gaeco investiga fraude de R$ 850 mil em contratos de obras e reformas de escolas em Rio Verde
15 outubro 2026 às 10h02

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Na manhã desta quinta-feira, 15, o grupo de atuação especial de combates ao crime organizado da Região Sul (Gaeco Sul) do Ministério Público de Goiás cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Rio Verde e Barra do Garças. As ações foram praticadas contra um grupo chefiado por um contador empresário que já tinha passagem em outras fações de mesmo modus operandi.
Os contratos firmados pelo grupo criminoso, supostamente, aconteciam de forma fraudulenta em procedimentos de dispensa de licitação e direcionamento de contratações públicas na execução de obras e reformas em escolas com posterior desvio das verbas. Os valores negociados chegam a R$850 mil.
O vídeo a seguir mostra os profissionais envolvidos na investigação avaliando os documentos apreendidos.
A 5ª Vara das Garantias da Comarca de Aparecida foi o órgão que expediu os mandados e os principais crimes investigados são promoção e integração de organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), contratação direta ilegal e fraude à licitação (art. 337-E do Código Penal), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio da Polícia Militar de Goiás e de membros do Ministério Público do Mato Grosso.
O chefe do grupo criminoso teria importado as práticas de outra fação que integara anteriormente e contruído o seu próprio núcleo de corrupção. O sistema consiste em burlar os processos licitatórios e conseguir dinheiro público para construir e reformar escolas, mas, na prática, desviar o dinheiro e, posterioremnte, falsificar o registro legal dos valores, prática conhecida como lavagem de dinheiro.
O que diz a Seduc
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO) esclarece que não é investigada na Operação Legado e que nenhuma de suas unidades administrativas foi alvo da ação.
As unidades escolares possuem autonomia legal para contratar serviços diretamente, conforme a legislação vigente. A Seduc acompanha essas contratações, não tolera irregularidades e defende a apuração rigorosa de eventuais desvios.
A Secretaria mantém fiscalização permanente dos contratos e adota medidas administrativas, incluindo sanções a empresas que descumprem suas obrigações.
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