O Ministério Público de Goiás (MP-GO) recomendou que as aulas da Escola Reunida Adelino Américo Azevedo, localizada no povoado de Grupelândia, em Porangatu, sejam retomadas imediatamente. O MP goiano propôs uma ação civil pública contra o município e o secretário municipal de Educação, João Mário Toledo Lima, que teve seu afastamento pedido pelo órgão.

Na ação, o promotor de Justiça Wilson Nunes Lúcio explica que, apesar de a unidade escolar ter hoje cerca de 80 alunos pré-matriculados, sendo 27 da segunda fase do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), o município impediu os pais de efetivarem as matrículas de seus filhos. Esse seria o motiva para que a escola fosse fechada parcialmente e os alunos transferidos para a Escola Reunida de São Sebastião, que fica a 13 quilômetros de Grupelândia, que possui aproximadamente 400 habitantes e fica a 40 quilômetros de Porangatu.

Ao Ministério Público, o  município justificou que a medida reduziria os custos  uma vez que a escola para a qual os estudantes foram transferidos tem uma melhor estrutura, com uma sala a mais, o que seria uma melhoria para os alunos. No entanto, para o MPGO, a conduta vai contra a legislação de diretrizes básicas da educação.

O promotor relatou que os pais dos alunos e todo o povoado de 400 pessoas ficaram indignados com o fechamento da escola. Segundo eles, não houve qualquer reunião prévia com a comunidade local antes da tomada de decisão. Wilson acredita que não há necessidade de impor o sofrimento de ter que estudar longe, enfrentando diariamente uma viagem de 30 minutos em estrada de chão.

Na ação, o promotor destaca que o primeiro aluno que é buscado pelo transporte escolar é recolhido às 10h30 para chegar apenas às 13h na escola hoje fechada e retorna pra casa às 19h30. E isso levando em conta que as escolas oferecem apenas um lanche para os alunos.

O objetivo da ação do MPGO é que ambas as escolas, tanto a do povoado da Grupelândia quanto a da Capelinha de São Sebastião, permaneçam integralmente abertas e à disposição da comunidade.