O procurador da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Iure Castro, protocolará nesta segunda-feira, 27, um pedido para que a Justiça determine a prisão do influenciador e pré-candidato a deputado federal Danilo Faria. A medida foi motivada por supostas declarações consideradas homofóbicas e xenofóbicas feitas por Faria nas redes sociais, entre elas falas direcionadas a nordestinos que vivem em Goiás. Além da prisão, o procurador também solicita o bloqueio do passaporte do influenciador e outras medidas cautelares.

Procurada pelo Jornal Opção, a assessoria de Danilo Faria informou que o departamento jurídico ainda está analisando o caso antes de se manifestar. Assim que houver um posicionamento, esta matéria será atualizada.

Segundo Iure Castro, o pedido já foi encaminhado por e-mail às autoridades e será protocolado oficialmente. Paralelamente, ele afirmou que pretende apresentar uma representação contra Danilo Faria junto ao Solidariedade, partido ao qual o influenciador é filiado, para pedir que sua participação nas convenções seja barrada. “O problema é que esse tipo de discurso estimula manifestações misóginas, homofóbicas e xenofóbicas. Não podemos aceitar esse tipo de fala”, afirmou o procurador.

Além das medidas criminais, Castro disse que ingressará com uma ação de indenização por danos morais coletivos, em conjunto com uma associação de nordestinos. O valor pleiteado é de R$ 10 milhões.

O procurador também argumenta que, caso o influenciador seja condenado por todos os crimes apontados na representação, a soma das penas poderá ultrapassar dez anos de prisão. Segundo ele, uma eventual prisão cautelar dependerá de decisão da Justiça e não possui prazo previamente definido.

Ao justificar a iniciativa, Iure Castro afirmou que episódios desse tipo têm se tornado recorrentes e atingem principalmente grupos vulneráveis.

“São ataques à comunidade LGBTQIA+, aos indígenas e agora aos nordestinos. Não podemos normalizar esse tipo de discurso”, declarou.

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