Após quase um mês de internação hospitalar, a criança de 10 anos baleada por três disparos de arma de pressão recebeu alta médica no último domingo, 12. O garoto estava sob cuidados na enfermaria pediátrica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), localizado na capital goiana.

O crime ocorreu no dia 14 de setembro, no município de Palmeiras de Goiás, situado na região central do estado. Diante da severidade dos ferimentos, a vítima precisou ser transferida emergencialmente para a UTI do Hugol. Durante o tratamento, apresentou evolução positiva: foi extubada em 1º de outubro e deixou a Unidade de Terapia Intensiva no dia 6 de outubro, permanecendo na enfermaria até a liberação médica.

Investigação policial e contradições

O caso tomou novos rumos ao longo das apurações conduzidas pela Polícia Civil. Inicialmente, a mãe e o padrasto do garoto declararam às autoridades que os disparos haviam ocorrido de forma acidental. Contudo, a verificação dos fatos revelou divergências significativas nos depoimentos prestados pelos adultos.

A partir das inconsistências, a polícia passou a tratar o episódio como tentativa de homicídio e efetuou a prisão dos responsáveis. Atualmente, são apontados como suspeitos de envolvimento no crime:

  • A mãe da criança;
  • O padrasto do menino;
  • O proprietário da fazenda onde a família residia.

As prisões dos três envolvidos foram confirmadas e divulgadas pela corporação em 21 de setembro. Até o momento, as defesas dos investigados não foram localizadas para se manifestarem sobre as acusações.

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