O Estado de Goiás vive uma nova onda de calor, apontou o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). Na última segunda-feira, 13, o país alcançou um novo recorde de demanda do setor energético, com 100.955 megawatts (mw) atingidos no Sistema Interligado Nacional (SIN) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com maior demanda, aumentam também os problemas de fornecimento de energia elétrica.

Antes do início do período chuvoso, a concessionária que administra a energia no Estado, Equatorial Goiás, havia dito que não está preparada para o início das chuvas. A reportagem entrou em contato para saber se a concessionária está preparada para as ondas de calor e aguarda retorno. Segundo o Cimehgo, as temperaturas tendem a aumentar no Estado de Goiás.

“Até sexta-feira teremos essas altas temperaturas atuando aqui no estado de Goiás. Apesar que pode ocorrer uma ou outra pancada de chuva em áreas isoladas, até mesmo em formato de tempestade, mas não resolve a situação. O calorão ainda vai permanecer em todo o Estado. No final do semana, no entanto, nós teremos aí o avanço de uma frente fria e uma redução das temperaturas. De uma maneira mais geral, fica o alerta para o risco potencial de tempestades para o final de semana, porque está muito quente e chegando uma massa mais fria”, explicou André Amorim, gerente do Cimehgo.

Recorde demanda energia

O recorde anterior ao de outubro é do mês de setembro, e equivale a 97.659 mw, mês que também foi impactado por uma onda de calor, que coincidiu justamente com o pico do El Niño.

Dessa demanda de energia, 61,1% foi de origem por geração hidráulica; 10,8% de geração solar; 10,5% térmica; 9,2% eólica; e 8,4% centralizada.

A perspectiva dos especialistas é de que, se o calor continuar, impactos no setor energético e agropecuário, principalmente, devem ser sentidos em breve. Em ambos os casos, o bolso do consumidor deve ser atingido.

Nota da Equatorial Goiás

“O foco das ações é para trazer mais segurança e estabilidade ao sistema que está sobrecarregado e que vem sendo atingido fortemente por chuva e vento no Estado”, afirma o presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, que tem trabalhado para a recuperação da rede de distribuição de energia muito degradada na área de concessão. A companhia acredita que a transparência é fundamental para que os goianos possam acompanhar o trabalho que está sendo desenvolvido ao longo dos últimos 10 meses e daqui para frente.  

Por isso, compartilha um extenso cronograma com centenas de obras que já estão sendo feitas e que ainda serão executadas em todas as regiões do Estado. Até dezembro deste ano, o Norte, Nordeste, Sudoeste, Sul e Centro de Goiás vão receber ampliações de subestações, podas de árvores, novas ligações e manutenções nos equipamentos, entre outros serviços.

A partir de janeiro de 2024 estão previstas novas inspeções na rede, automação e modernização de subestações. As ações vão trazer mais capacidade energética aos municípios e redução das interrupções no fornecimento de energia. A expectativa da companhia é que, gradativamente, os goianos possam sentir os efeitos desse trabalho.  

Desde que a Equatorial assumiu a transmissão de energia, em Goiás, foram investidos mais de R$1,38 bilhões. O recurso foi empregado na substituição de equipamentos, reconstrução da rede e entrega de importantes obras como novas subestações e linhas de transmissão. Até setembro de 2023, só em Goiânia e Região Metropolitana, a Equatorial ampliou e modernizou subestações, investiu na troca de transformadores e reforçou o atendimento aos clientes. 

O desafio é grande, na mesma dimensão do trabalho que está sendo executado. A companhia tem convicção da sua capacidade na transformação da realidade da energia em Goiás. Por isso, conta com cada um dos seus clientes no acompanhamento do trabalho que está sendo desenvolvido. Os esforços são ininterruptos para a recuperação da rede de energia que está sucateada há mais de duas décadas.