Com informações de Fabrício Vera.

O segundo nome da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Olavo Noleto, afirmou em entrevista ao Jornal Opção que o governo federal tem dialogado intensamente com os estados para construir consenso sobre a reforma tributária. Em almoço com o chefe das relações institucionais do governo federal, Alexandre Padilha, Olavo Noleto disse que críticas de Ronaldo Caiado (UB) ao projeto já foram incorporadas pelo texto do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O ministro Alexandre Padilha se encontrou com o governador Ronaldo Caiado para debater o tema, e afirma respeitar a posição do chefe do executivo estadual. Padilha afirmou que a reforma tributária deve ser aprovada com facilidade na Câmara dos Deputados, e afastou qualquer possibilidade de divergência sobre o texto em votação dentro do governo.

Segundo Padilha, é possível chegar a um relatório que agrade até mesmo aos críticos da proposta. “Até hoje, tivemos vitória em todas as matérias votadas: recriamos programas sociais, concluímos o novo marco fiscal, reformulamos o governo”, disse Padilha. Agora, trabalhamos para aprovar a reforma tributária em um ambiente que é o mais favorável possível. Todos querem acabar com o caos tributário do país, que limita o crescimento. Acreditamos que é possível aprovar uma reforma que seja boa para todos.”

Olavo Noleto afirmou: “Absorvemos na proposta da reforma as queixas dos governadores. Temos absoluta convicção de que o Brasil precisa de uma reforma tributária. Entendemos que estados produtores, fortes no agro, têm uma percepção diferente, mas queremos que saibam que a reforma é fruto de diversos interesses diferentes, e que foi construída pensando no bem de todo o Brasil.”

Segundo Olavo Noleto, a pasta está à disposição para construir acordos. “Não vamos deixar de votar a reforma, mas tentaremos até o último minuto encontrar harmonia, pois temos certeza de que a reforma tributária é boa para Goiás também, e queremos que o governador Caiado esteja contemplado.”

A principal queixa é a de que a reforma tributária extingue a possibilidade de estados oferecerem isenções de ICMS para atrair indústrias e empresas. Noleto rebateu a ideia de que isso seria ruim: “Os incentivos fiscais já foram bons para o país, mas não mais. Hoje, estamos em um jogo de soma zero, pois as empresas pulam de estado para estado em busca de isenções, de forma que, na média, o país não ganha. Isso é consensual entre os secretários de fazenda.”

“Estamos à disposição para construir acordos que sejam bons para o país”, afirma Olavo Noleto | Foto: Leoiran / Jornal Opção