Primeira praça é adotada pela iniciativa privada em Goiânia; veja como funciona o programa
31 julho 2026 às 12h09

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A Praça Arquiteto Neddermeyer, no Setor Central, foi a primeira Área de Preservação Municipal (APM) contemplada pelo programa Adote uma Praça, lançado pela Prefeitura de Goiânia. A parceria com a iniciativa privada foi formalizada na manhã desta sexta-feira, 31, com a empresa de exames diagnósticos CRD.
A praça está localizada na esquina das ruas 64 e 60, também no Setor Central, próxima à sede da empresa.
Durante a solenidade, o prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou que o programa beneficia a administração pública, as empresas participantes e a população. Segundo ele, a proposta é transferir à iniciativa privada a manutenção de praças municipais, garantindo melhor conservação dos espaços.
“O projeto Adote uma Praça visa pegar praças municipais que podem ser cuidadas pela iniciativa privada e mantê-las muito mais arrumadas com eles. É bom para a iniciativa privada, é bom para a administração e é bom para a população”, disse.
De acordo com o prefeito, a iniciativa também busca fortalecer a arborização da cidade. Para isso, a Prefeitura, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), fornecerá periodicamente mudas de flores aos parceiros, com o objetivo de recuperar o título de “cidade jardim”.

Como contrapartida pela manutenção dos espaços, as empresas poderão instalar publicidade nas áreas adotadas. Em parques de maior visibilidade, como o Vaca Brava, Mabel afirmou que poderá haver autorização para instalação de estandes de vendas. “O custo daquela área é muito alto para se manter, então a instituição tem que ter o retorno financeiro daquilo que está aplicando.”
Segundo o prefeito, a meta da administração é alcançar entre 100 e 150 praças adotadas. Entre as próximas parcerias estão a do Serviço Social da Indústria (Sesi), que ficará responsável pela Praça do Avião, e a da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), que adotará uma praça próxima ao antigo Terminal Aeroporto.
Responsabilidade social
A gerente de Operações do CRD, Lais Torres, afirmou que a decisão de adotar a praça foi motivada tanto pela proximidade com a sede da empresa quanto pelo compromisso com a responsabilidade social. Os valores envolvidos na parceria não foram divulgados, e o termo de cooperação tem prazo indeterminado.
Segundo ela, antes da revitalização, o espaço encontrava-se em situação de abandono e era utilizado para descarte irregular de lixo.
Decidimos ser os pioneiros nesse projeto da prefeitura porque entendemos que o Centro é um lugar importante, para o qual precisamos voltar os olhares.
Pelo acordo, a empresa ficará responsável pela conservação, limpeza e manutenção da arborização da praça, enquanto a Prefeitura continuará encarregada da iluminação pública e da coleta periódica de resíduos.
Desburocratização da gestão
Também participaram da assinatura os vereadores Anselmo Pereira (MDB) e Rose Cruvinel (UB), que defenderam a iniciativa como uma forma de desburocratizar a adoção de áreas públicas e estimular a requalificação dos espaços urbanos.
Segundo Anselmo, a parceria representa a efetiva aplicação de uma legislação existente há anos, mas que nunca havia sido implementada. “Essa lei existe há mais de seis anos. Nenhuma praça até agora teve essa parceria como tem o CRD.”

Rose Cruvinel afirmou que a simplificação do processo deve incentivar novas adesões por parte da iniciativa privada. “Antigamente, para adotar uma praça, era uma burocracia tão grande que a pessoa desistia. Hoje o prefeito desburocratizou essa lei e as pessoas de toda a cidade que queiram adotar uma praça podem procurar a Prefeitura ou o secretário, porque agora a coisa vai acontecer.”
Leia também: Prefeitura de Goiânia regulamenta a adesão ao programa Adote uma Praça


