Com a possibilidade de Bill Guerra Mochilink (Solidariedade) assumir a cadeira do vereador Léo José (sem partido), o próximo na fila seria Fabrício Rosa (PT). Entretanto, o atual petista concorreu pelo Psol nas eleições de 2020. Por isso, a sigla pode alegar infidelidade partidária e solicitar o mandato.

Em contato com o Jornal Opção, o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acredita que pode acontecer uma discussão jurídica a respeito da possível vaga. Conforme explica, o mandato em questão seria do Psol, partido em que disputou as eleições de 2020. Posteriormente, ele deixou a legenda no último ano para concorrer a deputado estadual.

“O nosso entendimento jurídico é de que o Psol teve 30 dias para solicitar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) o possível mandato depois da minha desfiliação. Esse prazo passou e eles não solicitaram. Pode acontecer uma disputa jurídica quando eu for nomeado, semelhante ao que aconteceu com outros candidatos”, explica Rosa.

Os casos citados são dos vereadores Igor Franco (Solidariedade) e Gabriela Rodart (PTB). Na primeira ocasião, o vereador acionado pelo Pros após ir para o PRTB, mas a ação está suspensa atualmente.  Já na outra, a parlamentar que era do DC chegou a ser afastada, só que voltou após revogação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para evitar a discussão judicial, Rosa e o Psol estão conversando a respeito da possibilidade de um mandato compartilhado. Segundo a presidente estadual da sigla, Cíntia Dias, mesmo com a desfiliação, o agente da PRF continua sendo um “camarada” do partido e que existe a possibilidade dos dois lados “andarem juntos”.

“Nós merecemos mandatos representativos”, afirma Dias, em entrevista para o Jornal Opção. “Teremos a oportunidade de retornar à Câmara com um mandato feminista e sem tirar o protagonismo de ninguém. Estamos acompanhando e sempre dialogando com o Fabrício Rosa e esperamos receber essa resposta juntos”, completa.

Caso ocorra novas cassações entre os vereadores e o Psol busque a cadeira na Casa, o próximo nome na legenda seria do mandato coletivo “Cíntia da Agora É Que São Elas”, representado pela própria presidente estadual.

Vaga na Alego

Além da Câmara Municipal, Fabrício Rosa também suplente na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Atualmente as chapas de deputado estadual do PL, Progressistas e PSDB podem cair por fraude à cota de gênero, segundo ele. Fora que ele também assumiria caso Antônio Gomide (PT) seja eleito prefeito em Anápolis no próximo pleito.

Caso Rosa se torne parlamentar estadual, o mandato coletivo de Cíntia Dias assumiria a vaga na Câmara, caso ocorram mais cassações.