O Palmeiras aparece como o 4º clube que mais lucrou com transferências de jogadores formados na base em todo o mundo, segundo levantamento do CIES Football Observatory. Entre 2021 e 2026, o clube paulista arrecadou 289 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão).

O ranking global é liderado pelo Chelsea, com 366 milhões de euros, seguido por Manchester City (318 milhões) e Aston Villa (293 milhões). O estudo considera como clubes formadores aqueles em que os atletas permaneceram por pelo menos três temporadas entre 15 e 21 anos.

A metodologia inclui bônus e valores previstos em negociações futuras, mesmo que ainda não tenham sido pagos. Na última década, o Palmeiras acumulou 356 milhões de euros em vendas de jogadores revelados na base, aproximadamente R$ 2 bilhões, ocupando a 9ª posição global e sendo o único clube brasileiro no top 10.

O ranking é liderado pelo Benfica, seguido por Ajax e novamente pelo Chelsea. Também aparecem Lyon, Sporting CP, Real Madrid, Monaco e Bayer Leverkusen. Além do Palmeiras, o levantamento, que analisou 100 clubes, inclui equipes brasileiras como Flamengo, São Paulo FC, Santos FC, Fluminense, Grêmio, Corinthians, Vasco da Gama, Athletico Paranaense e Internacional.

Os resultados financeiros do Palmeiras estão diretamente ligados à reestruturação iniciada após o rebaixamento entre 2013 e 2015. Na gestão do ex-presidente Paulo Nobre, o clube reorganizou o departamento de futebol e ampliou os investimentos nas categorias de base.

Nos anos seguintes, o Palmeiras passou a intensificar negociações internacionais e a vender jogadores ainda jovens, muitas vezes antes da estreia no time principal. Transferências recentes de atletas como Endrick, Estêvão Willian e Vitor Reis bateram recordes.

Vitor Reis, por exemplo, foi negociado com o Manchester City por 37 milhões de euros, tornando-se o zagueiro mais caro do futebol brasileiro. Outros nomes, como Eduardo Conceição e Allan, são apontados como possíveis próximas grandes vendas.

De olho na continuidade desse modelo, o Palmeiras estabeleceu a meta de arrecadar R$ 399 milhões com transferências de jogadores até 2026. O clube também afirma que parte das negociações, incluindo vendas menores e participações em transferências, como a de Gustavo Mancha, não foi contabilizada no estudo do CIES.

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