“Vamos consolidar o trabalho feito pelo prefeito Maguito Vilela”

Pré-candidato do PMDB à sucessão em Aparecida de Goiânia diz que foi escolhido pelas lideranças da cidade e que está pronto para dar continuidade à atual gestão

Na foto Gustavo Mendanha

Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Anunciado na semana passada como o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha terá a responsabilidade de tentar suceder o bem avaliado pre­feito Maguito Vilela. O que contribui para seu eventual go­verno é que foi Ma­guito a es­colhê-lo para ocupar a posição.

Anunciado pelo próprio prefeito na semana passada, Gustavo não era o nome mais cotado para suceder Maguito — Euler de Morais, antigo companheiro do peemedebista, era o favorito. Porém, por meio de um trabalho de articulação bem feito, Gustavo conseguiu se firmar.

Nesta entrevista ao Jornal Opção — a primeira como pré-candidato a prefeito da terceira maior cidade do Estado — ele conta como se tornou o candidato do partido: “Foram feitas pesquisas quantitativas e qualitativas e tive o apoio de quase 90% dos vereadores à minha candidatura, quase 80% dos secretários, assim como líderes religiosos. Entre os 56 líderes comunitários pesquisados, obtive 50 votos”.

Qual trabalho será feito a partir de agora? “Agora co­me­çamos a buscar os companheiros para iniciar essa pré-campanha de verdade”, relata.

Euler de França Belém – O sr. é um político jovem e tido pelos colegas desse meio como bastante promissor. Tanto é que agora foi escolhido como pré-candidato do PMDB para dar sequência ao trabalho do prefeito Maguito Vilela em Aparecida de Goiânia. Como foi sua trajetória até chegar a essa condição?
Eu cresci nesse meio, venho de um berço político. Meu pai, Léo Mendanha, foi vereador e depois deputado estadual por dois mandatos e ocupou várias pastas como secretário de governo – como o que ocupa agora [Léo Mendanha é o atual presidente da Agência de Saneamento de Aparecida (ASA)]. Então, cresci vendo meu pai fazer política e participando de grandes reuniões e comícios em Aparecida e em Goiás. Mas em princípio eu não achava que seria político. Em 2008, meu pai teve uma ideia maluca no gabinete de Iris Rezende, que ia apresentar um possível candidato a prefeito de Aparecida.

Como meu pai sempre foi referência do PMDB na cidade, Iris o convidou para conversar sobre essa candidatura. Meu pai logo descartou o candidato, que tinha tido uma votação até boa. É evangélico e, como a cidade tem muitos evangélicos, ele teve 10 mil votos sem ter nenhum trabalho em Aparecida. O candidato era o Mattos Nascimento. Meu pai, muito franco, disse ao Iris que ele não tinha chances de ganhar, mas apresentou um nome que tinha, pelo reflexo da administração que Iris fazia em Goiânia, asfaltando e construindo parques. A população de Aparecida via em Goiânia um espelho refletido na nossa cidade, mas que não vivia essa realidade.

Na mesma hora, Iris ligou para Maguito, que nessa época era o vice-presidente do Banco do Brasil. No primeiro momento, ele se furtou da ideia, mas uma pesquisa mostrou que Maguito tinha, de fato, condições de vencer as eleições. Depois disso, Maguito foi para Aparecida conhecer as lideranças e todo esse trabalho foi capitaneado por meu pai. E eu participei de tudo. Em 2008, fui eleito ve­re­ador. Fiquei dois anos na Câmara Mu­nicipal, passei um ano como se­cre­tário de Esporte e desenvolvi alguns projetos interessantes. Acho que foi quando surgiu a minha paixão pelo Executivo. A função do par­lamentar é fazer leis e fiscalizar, mas na Secretaria de Esporte, embora seja uma pasta pequena, implementei alguns projeto de urbanização, trouxe algumas academias abertas para a cidade, identificamos alguns lugares para criar pistas de caminhada.

Quando voltei para a Câmara, meu trabalho como vereador e secretário me possibilitou ser um dos mais bem votados para vereador em Aparecida nas eleições de 2012. Já no primeiro dia como vereador, fui eleito presidente da Câmara e, então, começou um trabalho de participação em todas as decisões importantes da cidade e isso possibilitou meu crescimento como ser humano e político. Mas foi na minha reeleição como presidente do Legislativo que surgiu a ideia de colocar meu nome como pré-candidato à Prefeitura. Comecei ali o trabalho, construindo meu nome, até que fui escolhido como o pré-candidato oficial do PMDB.

Cezar Santos – O sr. não era o nome favorito no início. Euler de Morais era mais bem cotado. Qual foi o trabalho desenvolvido para reverter esse quadro?
O prefeito cumpriu o que nos disse na primeira reunião de pré-candidatos. E não esperávamos nada diferente por parte de Maguito, que é um democrata; às vezes, brincamos dizendo que ele deveria ter nascido na Suíça, porque ele sabe lidar muito bem com as situações e convergir tudo a favor de Aparecida de Goiânia. Então, comecei um trabalho de formiguinha e confesso que minha vontade inicial era a de ter quase toda a bancada da Câmara Municipal dentro do meu projeto, independente de partidos. Isso é tão verdade que, quando alguns vereadores perceberam que o prefeito iria me anunciar como pré-candidato, trocaram de partido, saindo da oposição e vindo para a situação.

Um deles, o vereador Nasci­mento, que tinha quase 30 anos de PSDB, se filiou ao DEM para compor nossa base. Fora ele, mais oito vereadores que pertenciam à base do governador passaram para nossa base. Essa relação com os vereadores possibilitou meu crescimento, pois apoiaram meu projeto, sempre dizendo que seria bom ter alguém do meu perfil como candidato a prefeito. Depois disso, busquei os secretários, as lideranças comunitárias e religiosas da cidade. Aparecida é uma cidade muito religiosa, afinal, foi concebida por alguns religiosos, que fundaram a Igreja Católica. O próprio nome da cidade deixa isso claro. E sempre tive uma relação muito boa tanto com católicos quanto com evangélicos.

O prefeito estabeleceu alguns critérios e, quando anunciou o nome escolhido, disse que não foi ele quem indicou e sim os critérios que foram atendidos. Foram feitas pesquisas quantitativas e qualitativas e tive quase 90% dos vereadores favoráveis à minha candidatura, quase 80% entre os secretários, assim como entre os líderes religiosos. Entre os 56 líderes comunitários pesquisados, obtive 50 votos. Confesso que fiquei muito feliz com isso, pois não pude estar em todos os bairros. O meio empresarial também me deu uma boa sustentação.

 

Cezar Santos – Depois da escolha, o sr. conversou com o Euler? Ele fará parte de seu projeto?
Tanto o Euler, quanto Valéria [Pet­tersen], Jório [Rios], Rodrigo [Caldas], Dr. Mário [Vilela], Ezízio [Barbosa] e Edilson [Ferreira]. Todos que colocaram seus nomes à disposição saíram maiores do que entraram no processo. Cada um fez o seu trabalho com muita humildade e sinceridade e todos nos respeitamos. Agora não é o projeto do Gustavo, mas um projeto da cidade, de continuidade de tudo aquilo que o prefeito Maguito fomentou nesses quase oito anos.

Eu falo da importância de Euler e Valéria. Não estava externado, mas todos sabiam que a decisão estava entre eu e os dois. Tanto Euler quanto Valéria são pessoas muito capacitadas e que tiveram importância dentro da admi­nistração do prefeito Ma­guito. Aliás, os secretários estão fazendo um bom trabalho. Aliás, estão aqui comigo Afonso Boa­ventura, secretário de Plane­jamento, e Fábio Camargo, secretário de Meio Ambiente. Eles também fazem parte do time que ajudou no sucesso da administração de Maguito Vilela.

O prefeito me ligou para uma reunião e eu fui pego de surpresa. Recebi a notícia com muita humildade. Agradeci a todos e disse que preciso deles nesta pré-campanha, na campanha e, depois, para ajudar a administrar a cidade. É esse staff do Maguito. Além de sua competência e capacidade, ele aprendeu a formar uma equipe de técnicos, o que nos possibilitou esse volume de obras e uma gestão eficiente.

Euler de França Belém – Definida a candidatura, a campanha precisa de candidatos sólidos para vereador e, também, de alianças políticas. Como está essa questão?
Já estou conversando com os partidos políticos de Aparecida há muito tempo. Inclusive, o prefeito Maguito fez uma reunião com todos os presidentes dos partidos da base municipal e todos indicaram meu nome como o candidato preferido a prefeito, fora os presidentes de partidos que têm pré-candidatos a prefeito: Ezízio, do PMDB, Adriano Mantovani, do PT, e Veter Martins, do Solidariedade. Eram 13 partidos na reunião.

Euler de França Belém – Quais são esses partidos?
PMDB, PT, DEM, PRP, PSC, PR, PSDC, PRB, PMB, PTC, PHS, PDT e PCdoB. Desses, apenas PT e Solidariedade ainda apresentam pré-candidatos a prefeito. Fora isso, tenho conversas constantes com partidos da oposição, como PSD, PSB e PP.

Euler de França Belém – A tendência é que o vice seja do PMDB ou do PT?
Então (risos). Há chance de cha­pa pura, mas não a defendo. Acredito que temos que dar espaço para outro partido que vai compor a base. O que o prefeito Ma­guito tem dito: a mesma me­to­dologia para escolher meu no­me, será usada para a escolha do vice. Lembrando que temos que pensar em um partido que venha a­gregar e no tempo de TV. De­ve­mos buscar um partido que aglutine, vendo talvez dentro do cenário nacional ou do cenário estadual.

Euler de França Belém – O partido vai esperar passa o impeachment para definir o vice?
O vice sempre é o último. Ele deve ser escolhido daqui a 30, 60 ou 90 dias.
Elder Dias – Por conta do cenário nacional, e da decisão estadual de não compor mais com o PT, podemos dizer que o vice pode não ser petista?
Isso não é determinante. Vai depender muito mais do cenário local. O PT é um partido que contribuiu muito com Aparecida e nós não podemos nos furtar disso.

Elder Dias – O prefeito Maguito Vilela foi contra o rompimento.
Sim. Agora, se tivemos uma grande quantidade de partidos contra a presença do PT, ele será prejudicado. Mas é o nosso cenário local que deve ser respeitado e o prefeito vai consultar os partidos que farão parte dessa nova coalizão.

Euler de França Belém – Mas o PT tem reivindicado a vice?
O PT reivindica a vice, assim como o Solidariedade, o PR e o DEM. Na verdade, todos os partidos com os quais estamos conversando têm reivindicado a vice. Isso vai depender muito do momento, das articulações.

Euler de França Belém – Em Apa­re­ci­da tem programa de TV na campanha?
Tem sim, e rádio também. Ti­vemos programa de TV já na segunda campanha de Maguito, em 2012. Desde 1996 já pode ter. Deverá ser transmitido pela TV Record, e é a Justiça Eleitoral que determina e depende dos candidatos, do juiz.

Euler de França Belém – Quantos habitantes e quantos eleitores há em Aparecida?
São cerca de 570 mil habitantes e devemos chegar a 280 mil ou 300 mil eleitores.

Euler de França Belém – Houve problema nos exames biométricos na cidade?
Tivemos o exame, muita gente está fazendo transferência de domicílio eleitoral, e o TRE, não sei por que motivo, está funcionando somente em meio período. As filas na porta do Tribunal são enormes.

Euler de França Belém – Quais empresários apoiam sua candidatura? Osvaldo Zilli lhe apoia?
Zilli, em pessoa — não como Associação, porque não pode —, a princípio, estava no projeto do secretário Euler de Morais. Eu tenho comigo vários empresários nos polos, que integram a Aciag [As­so­ciação Comercial e Industrial de A­pa­recida de Goiânia], inclusive o vi­ce-presidente do PMDB, José Luiz Ce­lestino. Estive no foro da habitação, com Marcelo Baiocchi, Fabi e Romeu, que disseram estar comigo na campanha. Passado o primeiro mo­mento, agora vamos juntar todos. Va­mos buscar o apoio de todos que es­tavam com Euler, com Valéria e com Ezízio. O anúncio foi feito na terça-feira (dia 12), e fiz questão de vir ao Jornal Opção para dar a primeira entrevista longa. Agora começamos a buscar os companheiros para iniciar essa pré-campanha de verdade.

Euler de França Belém – Um dos problemas mais sérios de Aparecida é o adensamento urbano. Maguito já falava da dificuldade de fazer as coisas porque os bairros são muito espalhados. O que foi feito nestes quase oito anos de administração do PMDB na cidade?
Melhorou muito, o prefeito Ma­guito levou a infraestrutura aos quatro cantos da cidade, beneficiando tanto a questão da mobilidade como os equipamentos públicos. Cons­truímos ao longo destes quase oito anos, quase 30 unidades de saúde.

Maguito tem a capacidade de fazer as forças convergirem para Aparecida de Goiânia. Temos investimentos internacionais no município” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Maguito tem a capacidade de fazer as forças convergirem para Aparecida de Goiânia. Temos investimentos internacionais no município” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Cezar Santos – Há um grande hospital em construção?
Sim, vale a pena falar desse hospital, uma obra na ordem de R$ 100 mi­lhões que vai contribuir muito com a saúde na cidade; será um dos mai­ores hospitais municipais do Bra­sil. Serão 230 leitos a mais em Apa­re­ci­da. Cerca de 80% da obra está pronta e deveremos inaugurá-lo em de­zembro, para iniciar com 40% da capacidade e depois, aos poucos va­mos aumentando. Será um hospital geral, com 30 UTIs, e que vai atender a toda a demanda. As pessoas vão para as UBSs [Unidades Básicas de Saúde], para os postinhos, para as UPAs [Unidade de Pronto Atendi­men­to] para o primeiro atendimento, e, dependendo da gravidade, serão encaminhadas a esse hospital. Essa obra está sendo construída com recurso federal e contrapartida da prefeitura.

Elder Dias – Brasília ajudou muito os governos de Maguito, que tem demonstrado ser muito grato. É isso mesmo?
Sim, o grande diferencial de Maguito é essa capacidade de fazer as forças convergirem para Aparecida. O governo federal contribuiu muito e o governo estadual também deu sua parcela. Temos inclusive investimentos internacionais no município. Claro, o nome de Maguito alavancou isso. Grande parte dos ministros foi colega de Maguito na Câmara Federal, na Constituinte, no Senado, no Banco do Brasil ou de quando ele foi governador. No Banco do Brasil, Maguito realizou a primeira PPP no País, na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro.

Euler de França Belém – Aparecida, na verdade, é uma cidade pobre, por isso precisa muito do governo federal, não?
Aparecida tem seus problemas crônicos. Em renda per capita, por exemplo, está entre as 100 menores do Brasil; fazemos parte do chamado G100, as 100 cidades com maiores demandas no País. Maguito já foi presidente desse grupo, hoje é o segundo vice-presidente. Mas também devemos destacar que Apare­cida está entre as 20 cidades com maior volume de investimentos no Brasil; estamos à frente de seis capitais. Inves­timos mais que Goiânia e Anápolis juntas. Aparecida investiu R$ 700 milhões nesses sete anos, sendo 61% de recursos próprios do município, o restante do governo federal e convênios. Mas não resta dúvida de que a parceria com o governo federal foi primordial para o sucesso da gestão do prefeito Maguito Vilela.

Euler de França Belém – E com o governo estadual, houve alguma parceria?
A relação é boa, democrática. Cla­ro que o governo estadual deve muito a Aparecida, e isso é histórico, não é o governador Marconi Perillo, mas todos que passaram pelo governo.

Euler de França Belém – Que obras o governo estadual tem na cidade?
Vários bairros foram asfaltados, alguns parques foram construídos. Grande parte do asfalto foi feito com recursos próprios. Também temos empréstimo feito ao Banco Andino que possibilitou a realização de vários eixos estruturantes e asfalto em vários bairros.

Cezar Santos – E o polo tecnológico, que foi anunciado há algum tempo?
É outro avanço do prefeito Ma­guito e que caberá ao próximo prefeito, que se Deus quiser será eu, edificar. Esse polo vai receber empresas na área de tecnologia e inovação.

Euler de França Belém – O Credeq ficou pronto?
Está pronto, mas não está funcionando.

Elder Dias – O que falta? Faltam pessoas, equipamentos?
Acho que falta pessoal.

Euler de França Belém – Dizia-se que Aparecida dependia muito de Goiânia na área de saúde. Isso mudou?
Posso dizer que hoje, em parte, Goiânia é que depende de Aparecida. Vários Cais e UPAs, nos bairros que fazem limite, são buscados por pacientes de Goiânia, e é claro que temos de atendê-los. Goiânia hoje faz parte da Grande Aparecida (risos). A verdade é que as unidades de saúde nos limites das duas cidades são praticamente todas de Aparecida: Nova Era, Vila Maria, Buriti Sereno, Cruzeiro, Garavelo, tudo isso. Agora no Parque Flamboyant também.

Aliás, é uma das nossas dificul­dades. A televisão mostra as filas quilométricas nos postos de saúde, mas veja que em média, atendíamos antes na faixa de 300 a 400 pessoas por dia, e agora estamos atendendo o absurdo de mil pessoas. E quando se olha o endereço da pessoa, grande parte delas é de Goiânia. Mas não se pode deixar de dar o atendimento.

Euler de França Belém – Como está o Hospital de Urgências de Aparecida? Há algum problema?
O Huapa, estadual, é gerido por uma OS e tem dado sua parcela de contribuição no atendimento à saúde. Acho que há problema de falta de pessoal, até por falta de investimentos, é uma dificuldade do Estado. Acho que todos os Estados sofrem esse problema. Os municípios também sofrem, Aparecida sofre. Mas lembremos que há Estados que não estão dando conta de pagar seus servidores, o que não é o caso de Goiás, não é o caso de Aparecida, nossos servidores estão recebendo em dia. Mas é preciso avançar, até para dar maior eficiência no serviço. Nós temos duas UPAs e a terceira vai ser entregue até julho no

Parque Flamboyant, na Região Leste. São 27 Uni­dades Básicas de Saúde, as UBS, que foram construídas no governo Maguito Vilela. Uma foi inaugurada nesta semana, no Setor Anhambi. Saúde é um problema em todo lugar, não só em Aparecida.

Euler de França Belém – A Prefeitura de Aparecida pensa em usar OSs também?
Acredito que ainda no governo Maguito nós vamos fazer uma experiência com a nossa maior UPA, que será passada para uma OS. Será um projeto-piloto, para servir de base para que possamos ampliar.

Euler de França Belém – A Prefeitura de Aparecida arrecada quanto?
Vamos chegar ao final deste ano na casa de R$ 1 bilhão por ano, considerando os convênios.

“Fizemos o 1º programa social para quilombolas do Brasil”

Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Euler de França Belém – Maguito disse que iria asfaltar a cidade toda, mas há quem diga que ele não fez isso. Quanto foi feito de asfalto efetivamente?
Maguito asfaltou muito. (enfático) Ele asfaltou cerca de 40% da cidade, foram 6 milhões de m², em 110 bairros e o serviço está sendo concluído em mais quatro bairros. Mais bairros serão asfaltados ainda este ano. Vai faltar entre 10 e 15% das ruas habitadas para asfaltar no próximo governo. Aparecida tem o agravante de que há muitos vazios urbanos.

Euler de França Belém – E a questão da especulação imobiliária?
Melhorou muito, a partir do momento em que levamos os equipamentos e a infraestrutura aos bairros, as pessoas começaram a construir as casas. Isso contribuiu para diminuir os vazios urbanos. Mas é um problema, tem gente que possui mil lotes na cidade.

Elder Dias- Tem uma legislação que coíbe a especulação?
Temos a legislação. O ITU progressivo está sendo aplicado. A prefeitura tem uma preocupação muito grande com isso, porque complica a situação da saúde, da dengue, da segurança pública. Quando o prefeito Maguito assumiu, o IPTU era mais caro que o ITU. A pessoa que morava em Aparecida, estava sendo penalizada e quem morava fora, mas tinha um lote na cidade, não. Ou seja, era vantajoso manter vários lotes. Então, criamos um mecanismo para que a pessoa venda esses lotes ou pague o preço da valorização que ele recebe.

Elder Dias – Atualmente, quem tem esses lotes, realmente está pagando o imposto progressivo?
Pagam. Alguns fazem acordo e vão doando lotes para a Prefeitura. Todo mês de novembro, nós temos um período de conciliação. Às vezes, eles esperam esse período para negociar suas dívidas.

Euler de França Belém – Saneamento básico é um dos fatores mais importantes em uma cidade e Aparecida sempre teve problemas graves nessa área. Na gestão do prefeito Maguito Vilela, o que foi feito para a área?
Na verdade, tivemos um problema que não foi só de Aparecida, mas nacional. A Saneago passou a responsabilidade dos serviços para a Odebrecht e, por causa de todos os escândalos envolvendo a empresa, nossa cidade ficou prejudicada. Poderíamos ter avançado muito mais, principalmente na área de esgoto. Em relação ao fornecimento de água, nós temos boa parte da cidade atendida, algo em torno de 60%, mas na parte de esgoto, cerca de 20%.

Euler de França Belém – Quais serviços a Odebrecht presta em Aparecida?
É uma subdelegação da Saneago para a Odebrecht. Existe um contrato vigente e a empresa tem alguns prazos, que estão atrasados. Está construindo a ETE e algumas redes, que estavam travando a cidade, pois os recursos federais para a construção do asfalto dependem das redes subterrâneas. Existe uma exigência da Caixa Econômica Federal para que a rede seca seja colocada antes do asfalto.

Euler de França Belém – As pessoas, então, precisam recorrer a poços artesianos?
Os poços já existem há muito tempo e nas partes onde ainda não há o sistema de saneamento eles continuam existindo. O que é preocupante e atrapalha a cidade, é o fato de que a falta de esgoto não permite grandes empreendimentos, inclusive a verticalização que poderia acontecer em alguns bairros. Como é possível fazer um grande prédio se não tem sistema de esgoto?

Euler de França Belém – Mas existem muitos prédios em Aparecida.
E esse é o problema. Quem trabalha na área, sabe, pois a presença dos serviços de limpa fossa é constante. Desde a primeira gestão do prefeito Maguito, nós não aceitamos mais a construção de fossas, porque o que acontecia antes era um prédio de 700 unidades com 10 fossas. Aquilo transborda e causa transtornos. Atual­mente, existem tecnologias que são mais caras, mas dispensam a rede de esgoto. O empreendedor constrói uma ETE, que trata o esgoto para lançá-lo nos córregos. A qualidade desse tratamento é medida pela Saneago. Se estiver dentro dos parâmetros, pode lançar. É assim que funciona hoje.

Estamos trabalhando a revisão do Plano Diretor. Antes, existiam bolsões de adensamento. Agora, vamos disseminar habitações coletivas, sempre olhando para mobilidade urbana. Então, acreditamos que essas alternativas podem solucionar alguns problemas, pois o contrato de subdelegação da Odebrecht estabeleceu que em cinco anos eles iam dotar a cidade inteira com os sistemas de água e esgoto. Não fizeram e ano que vem vamos romper o contrato.

Cezar Santos – Um problema recorrente em Aparecida ao longo dos anos diz respeito à queda de pontes. Como está isso agora?
É um problema que o prefeito Maguito e os ex-gestores também enfrentaram, exatamente por falta de planejamento. Algumas pontes antigas caiam porque a cidade não tinha asfalto, então, com o asfaltamento de grande parte da cidade, quando chovia, essas águas desciam para os córregos e os bueiros celulares e algumas pontes não aguentavam. Mas é um problema que está sendo resolvido ao longo do tempo; algumas pontes estão sendo reconstruídas e outras passam por manutenção permanente.
Tudo isso passa pelas galerias pluviais. Imaginem o Garavelo, que tinham galerias finas para aguentar, por exemplo, três ruas. Quando asfaltaram o setor inteiro, as águas entravam nas galerias de maneira violenta. Assim, era necessário refazer todo o serviço.

Euler de França Belém – Como foi equacionada a questão da habitação? Aparecida recebe muita gente de outros estados.
O primeiro conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida foi feito em Aparecida. Foram entregues 270 apartamentos. Mas existem outros programas. Alguns apartamentos estão sendo construídos. Tínha­mos, por exemplo, próximo ao antigo Cepaigo, uma vila de papelão. Eram pessoas que vivam do lixo. O prefeito construiu mais de 50 casas e entregou para essas pessoas.

O prefeito fez o primeiro programa social do Brasil voltado à comunidade dos quilombolas, que são remanescentes dos povos africanos e que se estabeleceram na cidade há muitos anos, no Jardim Cascata. Mas o conjunto habitacional foi construído no Jardim Dom Bosco. Ali eles mantêm suas tradições culturais, que são asseguradas pelo governo federal.

Cezar Santos – Como vereador, o sr. conhece a cidade. Então, o que precisa ser feito logo no início da próxima gestão?
A primeira coisa que precisa ser feita é a consolidação daquilo que o prefeito Maguito começou a fazer, mas não conseguirá concluir. Exis­tem, por exemplo, 19 Cmeis em fase de licitação; temos um grande parque ambiental sendo construído, o parque Lafaiete Campos Filho [será implantado em uma área de 46 mil m² no setor Village Garavelo]. Aliás, nessa área, nós avançamos muito. Aparecida não tinha nenhum parque e agora temos três.

A cidade foi construída. Maguito foi o prefeito das grandes obras e nós temos, agora, que urbanizar a cidade para dar qualidade de vida à população. A cidade precisa ser embelezada, além de ser modernizada. Precisamos modernizar a máquina administrativa, diminuir os custos dos serviços e melhorar a eficiência. Além disso, precisamos pensar também em criar uma cidade inclusiva. Acabar um pouco com a burocracia, buscando parcerias com o Sebrae e com as universidades, afinal, Maguito foi o prefeito que conseguiu atrair importantes entidades de ensino. Atualmente, temos a UFG no nosso município e teremos cinco cursos de engenharia.

Então, vamos buscar parceiras com essas entidades para que Aparecida esteja preparada para o futuro. Queremos uma cidade inteligente. Além disso, eu que vivi em Aparecida durante toda a vida, sei que precisamos investir na qualidade de vida, pois a população sempre teve que buscar lazer em outras cidades, como Goiânia. Temos que proporcionar lazer e cultura em todos os cantos da cidade.

Euler de França Belém – O sr. não pensa em fazer uma grande biblioteca na cidade?
Sim, queremos um espaço alternativo e que tenha internet. Aliás, esse é outro ponto: vamos buscar disponibilizar internet para todos os aparecidenses, por meio dos órgãos públicos, principalmente nas escolas. Que­remos uma cidade digital. Nossa intenção é usar a internet como meio de comunicação da gestão municipal.

Mas há duas obras que foram iniciadas nesta gestão e vão ficar para a próxima. A primeira é o parque tecnológico. AparecidaTec será um local em que vamos receber apenas empresas que trabalham com inovação e tecnologia.

Outro projeto importante para a cidade, e para o qual o prefeito vem buscando parcerias, será o Com­ple­xo Logístico Industrial e Alfan­de­ga­do (Clia), que é uma espécie de por­to seco. Nós poderemos importar e exportar diretamente de Aparecida. Os tributos ficarão na cidade. Hoje, temos empresas que produzem em grande escala. Temos, por exemplo, uma empresa de stents que manda seus produtos para todo o Brasil, todo o mundo. Quando o produto vai para fora, quem ganha parte do tributo é Itajaí e Santos.

A partir do momento que criarmos o Clia, os tributos ficarão na cidade. Foi um projeto cuja concepção começou com Maguito, mas a execução ficará para o próximo governo. O Aeroporto Exe­cutivo é outra obra importante, pela qual o prefeito batalhou desde o primeiro governo. Ele vem pensando e trabalhando numa parceria com vários empresários.

Euler de França Belém – Como será sua estrutura? Para que tipo de avião?
Ele é um aeroporto executivo, cuja pista terá 2 mil metros. Goiás é pujante na aviação; quase todos os empresários têm seu avião, o que tem trazido prejuízo para Santa Genoveva e para a “Escolinha”, como chamamos a pista que fica na GO-070 [saída para Inhumas]. Criaremos um ponto tirar essa movimentação dos aeroportos comerciais. Temos condições de oferecer este serviço. Além disso, ele será um espaço de manutenção.

Euler de França Belém – Em que fase está o processo de implantação?
Ele é uma parceria público-privado, então temos já alguns empreendedores; são 20 empresários. É uma SPE (Sociedade com Propósito Específico), cujo projeto já está em aprovação na Segplan [Secretaria de Gestão e Plane­jamento do Estado]. Sua parte urbanística foi finalizada e o Fábio Camargo [secretário de Meio Ambiente] está cuidando da parte ambiental, junto à Secima [Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado]. Então, em breve faremos o lançamento da pedra fundamental do aeroporto.

Elder Dias – O aeroporto é para este ano?
A pedra fundamental sai este ano, sim, mas a edificação ficará para 2017. O aeroporto será feito próximo ao Credeq.

Euler de França Belém – E o Centro de Convenções?
O Centro de Convenções é um compromisso do governo estadual. A prefeitura já disponibilizou uma área. Ela está escolhida, já à disposição do Estado. Este é um compromisso do governador e acredito que ele cumprirá. Além disso, nós temos uma recente construção de um anfiteatro de 600 lugares. Eu visitei o local, que fica ao lado do Centro Cultural José Barroso, que alguns chamavam de Rodeio Show. Será em frente a esta área. Na verdade, essa área do Rodeio Show é onde a prefeitura será edificada. Foi algo que o prefeito também buscou. Construiremos uma nova sede com oito andares, que receberá grande parte da estrutura da prefeitura.

Euler de França Belém – Como ficou a questão do Anel Viário?
Nós temos, na verdade, um problema sério que é a BR que não é uma BR, mas uma grande avenida. Nós teremos um eixo, que vai um pouco antes da divisa de Aparecida com Hidrolândia, e a BR terá um contorno por toda cidade, saindo depois do posto policial de Anápolis. Ela desafogará, e muito, a nossa BR.

Euler de França Belém – Goiânia, então, não terá a BR 153?
Será uma grande avenida. Na verdade, hoje ela já é uma grande avenida. Quem passa por ali às 18h vê a quantidade de carros que vão e voltam. Isso prova que a nossa cidade, hoje, não é mais uma cidade dormitório. Tem muita gente que trabalha em Aparecida.

Euler de França Belém – Essa mudança da BR será quando?
Já foi assinada a terceirização e a finalização do projeto é de cinco anos. Ele já tem dois anos andados, ou seja, serão mais três anos. Se o governo federal cumprir o compromisso, será em 2018.

Pré-candidato à Prefeitura pelo PMDB, Gustavo Mendanha: “Aparecida de Goiânia não é mais uma cidade dormitório" | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Pré-candidato à Prefeitura pelo PMDB, Gustavo Mendanha: “Aparecida de Goiânia não é mais uma cidade dormitório” | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Elder Dias – Um ponto que sempre é lembrado como demanda é a segurança pública. Como está a segurança em Aparecida?
Este é, sim, um dos grandes clamores da população. Nós temos uma guarda municipal que é muito forte e o prefeito avançou muito na questão da segurança. Tínhamos antes uma coordenadoria e, hoje, nós temos uma secretaria. Temos aproximadamente 500 homens nas ruas em uma guarda armada. Diga-se de passagem, nós fomos a primeira guarda municipal do Centro-Oeste a ser armada e nós temos que ampliar este número de guardas.

Temos também algo que contribui com a segurança em Apa­recida, que é uma central de video­monitoramento que conta, hoje, com aproximadamente 50 câmeras de alta-definição e que contribui com os agentes de trânsito, com a segurança. Existe um sistema integrado que conta com a Polícia Militar, com o Corpo de Bombeiros e o GGM [Gabinete de Gestão Integrada], que tem como comandante um ex-coronel do exército. Nós o ampliaremos.

Estamos licitando mais cem dessas câmeras e, no próximo governo, aumentaremos para 300, 400 câmeras. Nós também am­plia­remos a guarda. Estamos chamando mais 140 homens, pois a guarda contribui muito, uma vez que o efetivo da Polícia Militar em Aparecida é muito pequeno e não dá conta de fazer todo o serviço. Aparecida tem quase 200 homens e boa parte deles trabalha na área administrativa.

Outro ponto é o seguinte: nós temos cinco grandes eixos estruturantes e um dos principais é a NS1, que tem 17 km de pista dupla, contando com ciclovias e que ligará a nossa região leste, no Setor Santa Luzia, até a Uni­versidade Federal de Goiás, toda gramada e com iluminação nova. Aliás, essa é outra coisa que temos que comentar. Aparecida precisa avançar nas PPPs. Temos uma proposta de trocar toda a iluminação da cidade por uma iluminação de led, reduzindo o custo para ter uma iluminação mais eficiente.

Nós temos também a PPP do lixo. Esta é uma cidade em que o prefeito começou uma grande obra, uma cidade que estará sempre em construção. Todo prefeito que passar dará uma contrapartida e todos que passaram deixaram uma contribuição. Mas o Maguito, de fato, estabeleceu um marco. Eu tenho nele um professor. Engraçado é que tenho um pai com o perfil totalmente diferente do meu, alguns dizem que eu pareço mais ser filho do Maguito que filho do Léo. Recentemente, eu disse isto a ele que respondeu que teria que brigar com o Daniel, pois ele estava parecendo mais com meu pai que com ele.

Então, uma das minhas características, e que me possibilitou esta vitória, foi a capacidade de articulação, de diálogo com todos os setores, de procurar as pessoas que querem a melhoria de Apa­re­cida e fazer parcerias. Aprendi muito com Maguito, com sua for­ma de administrar. Por exemplo, o governo estadual é do PSDB, adversário histórico de Maguito, e ele nunca se furtou a buscar o diálogo, buscar parcerias com o governo estadual. É por isso que Aparecida está muito bem. Nós temos um prefeito que respeita e entende o momento. Governo não faz oposição a governo.

Euler de França Belém – Daniel Vilela, presidente do PMDB, quer ser candidato a governador em 2018. Ele tem seu apoio?
Claro. Daniel é um amigo e, se for escolhido candidato do PMDB, terá o meu apoio. Se amanhã começar uma pré-campanha, é claro que eu estarei com ele. Daniel é um amigo, eu o conheço desde criança, sou um pouco mais velho que ele, mas meu pai tem um relacionamento com Maguito de muitos anos, quando foi deputado e também líder de governo do PMDB na Assembleia Legis­lativa. Daniel, se estiver neste projeto, com certeza estarei junto com ele e Aparecida de Goiânia, como sempre, dará uma votação para o PMDB.

Euler de França Belém – O sr. acha que ele está preparado, está disposto?
Ele está preparado. Ele tem, na verdade, se preparado para isso, participando dos grandes debates, não se furtando à possibilidade de estar na Câmara Federal representando os goianos e, agora, com esta nova missão de estar à frente do PMDB do Estado de Goiás. Daniel já visitou grande parte das regiões do Estado, não deu conta de ir a todas as cidades, mas nós lançaremos quase 170 prefeitos do PMDB e Daniel fez esta articulação junto com o PMDB, com Jo­sé Nelto, com Adib Elias e outros. Acredito que ele está se preparando, se cacifando e, se for escolhido o nome, eu tenho certeza que estará disputando de igual para igual.

Euler de França Belém – O sr. apoia o impeachment da Dilma?
Eu, particularmente, como não voto… (risos)

Euler de França Belém – Mas é cidadão.
Para nós, de Aparecida, é uma situação difícil, pois viraríamos as costas a tudo aquilo que o PT fez para a cidade. Mas eu sou do PMDB e o partido fechou a questão. Claro que se eu fosse um deputado federal, estaria junto da base do PMDB, junto do Daniel, que é o líder desta bancada.

Euler de França Belém – Chamam o sr. de “Gustavinho paz e amor”. Procede?
Eu sou uma pessoa muito tranquila, pacífica e o mundo precisa de pacifistas. Vivemos um momento político de pessoas que querem só guerra e nós não estamos precisando disso.

Euler de França Belém – O sr. falou de indústria. A Mitsubishi, em Catalão, corresponde a 50% da arrecadação da prefeitura. A indústria de Aparecida representa quanto? E o que tem de indústria na cidade?
Dentro dos polos de Aparecida de Goiânia, temos aproximadamente 500 indústrias. Temos hoje quatro polos, mais a cidade empresarial. E nós temos novos polos, um deles é particular, também uma nova concepção, como se fosse um condomínio fechado, onde a segurança é compartilhada. O ex-prefeito Macedo deixou a cidade com um PIB de R$ 3,8 bilhões e chegaremos ao final do mandato do Maguito com aproximadamente R$ 15 bilhões de PIB. Então, a cidade teve um avanço muito grande com o Maguito, com esta capacidade de atrair empreendedores, nova indústria. De 6 mil CNPJs passaram para 32 mil ativos. De fato, temos indústrias, como de cosméticos, stent e outras. A predominância é de empresas. São polos empresariais.

Euler de França Belém – E quanto a Ademir Menezes e Marlúcio Pereira? A possibilidade de reconciliação existe, pois o sr. comentou que estava falando com o PSD?
Ademir é uma pessoa e Marlúcio é outra. Marlúcio é pré-candidato a prefeito pelo PSB. O Ademir está no PSD e o seu filho Max também e eles estão abertos, conversando comigo, com o Mar­lúcio, com o professor Alcides, mas eu tenho uma relação muito próxima com o Max, cresci junto a ele. Meu pai e o Adenir faziam parte do mesmo grupo; meu pai foi deputado e o Adenir era prefeito. A esposa do Max foi eu que apresentei a ele. Então, tenho ele como amigo intimo. Claro que política, sabemos separar muito bem. Tenho mantido um diálogo permanente com ele e o Marlúcio na eleição estadual e ele me disse que se eu viabilizasse o meu projeto, ele poderia me apoiar e, assim, temos conversado. Política é diálogo e nesta arte eu sou muito bom. Continuarei conversando e vejo, sim, a possibilidade de ter alguns desses partidos da oposição, da base do governador Marconi Perillo, dentro do meu projeto. l

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