“Sou candidato a senador. E essa não é uma decisão pessoal mas partidária”

Deputado federal e presidente estadual do Republicanos, João Campos confirma que já foi sondado pelo governador Ronaldo Caiado e pelo prefeito Gustavo Mendanha para uma possível aliança em 2022

Já no seu quinto mandato de deputado federal, João Campos (Republicanos) está decidido a disputar a vaga ao Senado por Goiás. Defensor das pautas conservadoras e de uma forte aproximação com eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (em partido), o parlamentar confirma que apesar de diálogos terem se iniciado, seu projeto para senador ainda não está atrelado a chapa que visa reeleger o governador Ronaldo Caiado (DEM) ou alguma outra oposicionista.  

Em entrevista ao Jornal Opção, o deputado falou de suas articulações políticas, o cenário atual e as pautas conservadoras, além das avaliações sobre o governo do presidente Bolsonaro. 

O senhor está na bancada evangélica e também na bancada da bala, já que também é delegado. Acho que o senhor talvez seja um dos que mais representam bancada conservadora em Goiás. Neste sentido, houve muita expectativa dos eleitores a partir da eleição do presidente Bolsonaro e até mesmo de outros parlamentares e até governadores que embarcaram em um discurso bem parecido. O senhor considera que a partir dessa ampliação da representação do conservadorismo houve de fato algum avanço nas pautas que contemplam esses eleitores?
O governo Bolsonaro, portanto falando do poder Executivo, pouca coisa podia fazer. Isso porque quase todas as decisões deste tema dizem respeito às decisões do Legislativo. E nós não conseguimos avançar. No primeiro período deste mandato o presidente da Câmara era Rodrigo Maia, que embora tivesse contato com o voto da maioria da Frente Parlamentar Evangélica para a eleição dele a presidente, ele fez aliança com toda a esquerda. E sobrestava os nossos temas em detrimento da esquerda. Nós não conseguimos avançar. 

Há, portanto, uma expectativa de avançar nesta segunda etapa do mandato.

Falando especificamente dos temas relacionados aos projetos que facilitam o acesso a armas, que era uma pauta muito forte que o senhor já atuava. Muita coisa tentou ser feita por decretos e Medidas Provisórias (MPs). E praticamente não evoluiu muito nesse quesito. Esse é um discurso que o eleitor vai se sentir à vontade para ouvir novamente em 2022 ou ele pode ter a sensação de que foi apenas eleitoreiro sem resultados práticos? O eleitor pode se convencer novamente com essas propostas?
Tem dois aspectos. O primeiro é que esse discurso não terá a mesma força. Ele ainda será importante mas não terá a mesma força. O segundo aspecto é que embora não tenha a mesma força, as pessoas que defendem essa pauta continuam acreditando no presidente Jair Bolsonaro. Isso porque ele se empenhou tanto neste sentido que do ponto de vista do poder Judiciário ele até cometeu excessos. Determinada matéria tinha que ser apreciada pelo parlamento para ser lei e ele vendo a dificuldade do parlamento aprovar ele editou decreto. Em algum momento e em algumas hipóteses o Judiciário veio e disse: “esse texto não pode ser objeto de decreto”.

Ficou demonstrando a vontade e empenho dele (Bolsonaro) em fazer aquilo que ele colocou na campanha em relação a este tema e alguns outros fossem levado a termo. 

E matérias como prisão em segunda instâncias e aquelas que tratam do aborto. Havia uma expectativa a respeito e me parece que não se caminhou nada em relação aos temas. O senhor avalia como?
Acredito, mas com a sinceridade que deve nos orientar, sobre a segunda instância depende muito de setores da mídia brasileira cobrar do parlamento essa pauta. 

Essa pauta está sobrestada. Já quando iniciou a pandemia, essa matéria estava pronta para ser votada na Comissão Especial e, pelo menos em tese, estava consensuado o texto. Veio a pandemia e aí o projeto não foi votado até hoje. No período da pandemia até março desde ano havia uma explicação: a casa não tinha nenhuma comissão funcionando, nem permanente nem especial, e o plenário só funcionava em relação a matérias que tinham alguma conexão com a pandemia. Mas de março para cá não foi a termo porque faltou vontade política.

As comissões voltaram a funcionar, o plenário da Casa segue funcionando de forma híbrida e qualquer comissão pode funcionar e deliberar. Não está faltando vontade política. Mas para que o parlamento se movimente – e eu entendo bem do parlamento – se não houve uma cobrança da mídia e da parcela da imprensa que defende essa bandeira como eu defendo, não vai sair da gaveta. E tá pronta. A Comissão Especial não tem que realizar mais nenhuma audiência pública e nem debate. Agora é votar. Votou na Comissão Especial, o Arthur Lira imediatamente vai levar ao plenário. 

Estou convencido do que falta é uma movimentação para que o parlamento se sinta inquietado e cobrado.

Já a pauta do aborto, quem pretende avançar sobre ela não somos nós. Entendemos que o que está na legislação hoje nos contempla. O que nos aborrecia nos governos anteriores é que eles queriam mudar o que está hoje. Na medida em que não tinham força política para mudar, buscaram o Supremo e o poder Judiciário.

O poder Judiciário, indevidamente tomou decisões em substituir o poder Legislativo. O que é um absurdo. Esse absurdo não é só em relaçao a mate´ria do aborto. O Supremo Tribunal Federal, e por conseguinte, o poder Judiciário no Brasil vem há algum tempo praticando um ativismo perigoso para a democracia e para o Estado de Direito.  À medida que um poder, mesmo que pontualmente, se propõe e substitui o outro ele agride todo o nosso sistema. Mas isso está sendo suportado, lamentavelmente. Quem é que tem que reagir quanto a isso? O Congresso Nacional e a própria sociedade. E nenhum, nem outro, reage. 

Um dos argumentos que se utiliza, e que alguns setores da sociedade absorvem, é que o parlamento não delibera, então o judiciário vem e delibera. Para não me aprofundar neste tema, digo: quantos processos que são da alçada do poder Judiciário e ele não delibera? Significa dizer que o Legislativo e Executivo podem deliberar em substituição ao judiciário em razão da demora? Ora, eu poderia aqui usar um ditado antigo: pau que em Chico dá em Francisco. 

Em relação ao aborto, quem pretende alterar a legislação são aqueles que tem uma visão e uma concepção diferente da nossa. Nós nos sentimos contemplados.

A bancada evangélica deu mais de 70% dos votos a favor do voto impresso. O senhor foi um dos que votou a favor. O senhor acha que sendo derrotado no Congresso dar-se por encerrado o assunto ou esse tema pode ainda voltar ser pauta política?
Eu acho que há de voltar. Mas, evidentemente, para as próximas eleições é inexequível, impossível… em razão de prazos e procedimentos que se a matéria voltar e for aprovada não daria tempo  de levar a termo. Mas penso que, não só pela parcela expressiva da sociedade que apoia o voto impresso auditável, mas o próprio parlamento. Foi um placar de 229 deputados que votaram a favor. Portanto é uma quantidade muito expressiva. Se não se tratasse de uma PEC, mas se fosse um Projeto de Lei, teria sido aprovado. 

Esse é um tema que tem adesão de parcela muito expressiva da sociedade e de uma parcela muito expressiva do parlamento, por isso é que eu entendo que não está encerrado, mas para as próximas eleições está sim. 

Há informações – eu não tenho fontes ou dados aqui –  que empresas que trabalham com a fabricação de urnas eletrônicas no Brasil e no mundo, já sem saber o que iria acontecer e como o parlamento iria deliberar, já fabricam as urnas com um dispositivo para conectar impressora e daí por diante. Penso, e agora só penso, que além desse avanço em rela~~ao as novas urnas já virem preparadas para isso, penso que já existem estudos avançados e trabalhos realizados no sentido de que se for preciso fazer alguma alteração na plataforma do processo eleitoral, que já tem estudos avançados neste sentido também. 

Embora prejudicado para essas eleições, acho que esse é um caminho que no futuro vai acabar acontecendo. Eu votei a favor e defendo o voto auditável não necessariamente assegurando que o sistema atual já foi fraudado. Não! É do ponto de vista seguinte: se esse sistema é seguro, como afirma o ministro (Luís Roberto) Barroso, presidente do TSE, mas se a gente puder acrescer a ele mais algum mecanismo de segurança, porque não? Acho que quanto mais segurança melhor para o cidadão, eleitor e para o sistema eleitoral que temos.

Podemos chamar o senhor de pré-candidato ao Senado?
Pode sim. Sou candidato a senador. Essa não é uma decisão pessoal, mas uma decisão partidária. De fato sou candidato ao Senado. Sei que embora tenha uma decisão partidária neste sentido, preciso, eu e meu partido, trabalhar para tornar essa condição de pré-candidato ao Senado algo viável, do ponto de vista político e eleitoral. 

O senhor é candidato ao Senado apenas compondo a chapa com o governador Ronaldo Caiado (DEM) ou, dependendo de como caminhar as articulações, o senhor pode estar em outra aliança adversária?
Exatamente por essa razão, e para que nós tivéssemos liberdade de compor e buscar espaço na chapa majoritária com a força política que mais nós nos identificarmos e achassemos conveniente, é que o partido tomou essa decisão, sem dialogar com nenhuma outra política do Estado. 

Nós entendemos que teremos um candidato ao Senado. E foi uma decisão interna do partido, sem consultar o governador ou o presidente de qualquer outro partido de Goiás. Isso para que tivéssemos essa liberdade. E temos. Temos liberdade de dialogar com todas as forças políticas de Goiás em relação a isso. 

O governador já procurou dialogar conosco. Eu sou presidente do partido e em junho o governador me convidou para um diálogo e disse: “tenho interesse em uma aliança com o Republicanos”. É claro que ali foi uma primeira conversa e não se estabeleceu nenhum compromisso. 

Se você disser que o Gustavo Mendanha, que é um possível pré-candidato, já conversou com o Republicanos? Sim.  Conversou comigo. Disse do interesse, mas ao final da conversa ele disse: ‘eu não decidi se serei candidato ou não. Estou avaliando, conversando e vou fazer pesquisas qualitativas e etc para depois tomar uma decisão”. Mas ele fez um diálogo comigo demonstrando interesse para que estivéssemos juntos. 

Se surgir um outro grupo político formando uma chapa majoritária e quiser dialogar, nós não temos dificuldade alguma.

Para o Republicanos é mais interessante estar na chapa com Caiado ou Mendanha?
Nós não temos essa resposta. Quando tivermos ela, teremos uma decisão de fazer a aliança. Então a gente não tem ainda essa resposta.

O senhor está no quinto mandato de deputado federal e conhece bem como é disputar uma eleição ao Legislativo. Ao que tudo indica, no ano que vem seguirá a regra de não haver coligações –  ainda falta o Senado avaliar  projeto que permite a volta, mas a maioria dos senadores demonstram ser contra. Sem as coligações o seu partido vai enfrentar dificuldades para formar candidatos e chegar com boas chances nas urnas?
Eu espero que o Senado aprove, mas há sinalizações de dificuldades para os senadores aprovarem. Há uma certa resistência lá. Não aprovando, evidentemente que mantém as regras que estão em vigência, que são as que prevaleceram nas eleições municipais de 2020. Eram regras novas, adotadas pela primeira vez nas eleições municipais. 

Essa regra aponta que para deputado estadual e federal, cada partido tem que formar a sua chapa. Para deputado estadual ela apresenta um grau de dificuldade razoável, mas é possível. Mas para deputado federal, formar uma chapa própria é um grau de dificuldade muito grande. Por isso que o parlamento desejou mudar. 

O Republicanos terá dificuldades como os demais partidos. Mas eu creio que nós daremos conta de ter a chapa para deputado federal.

Com essas regras, o senhor acha que o seu partido consegue manter a representatividade que tem hoje?
Sim. E ampliar. Independentemente da mudança do sistema, seja para distritão, para coligação, ou manter o sistema atual, o partido já deliberou no mês de fevereiro último que o nosso desafio é eleger pelo menos dois deputados federais em Goiás. 

No governo Bolsonaro o presidente escolheu militares para assumirem postos-chaves nos ministérios e na gestão. O senhor concorda com a presença tão ampla dos militares no Executivo?
Visualizo essa questão com muita tranquilidade. Acho que não há dificuldade nenhuma em relação a isso. O que um prefeito, governador e presidente deve avaliar para formar a sua equipe é em relação a confiança e capacidade. Nas forças armadas tem muita gente capaz e de formação. Quem sabe determinados postos é que não fosse a melhor indicação, como aqueles postos de articulação política. Isso porque o militar, por melhor que seja sua formação e sua capacitação, ele não é político, não tem traquejo ou sensibilidade política. E neste ponto o presidente não tenha sido tão feliz, porque no início de seu governo os ministérios da articulação política estavam providos de militares.

Não há nenhuma censura ou demérito para os militares. Estamos falando do perfil em relação da atividade que aquele ministério desenvolve. Por exemplo: temos no ministério de Minas e Energia um militar. Ele é super qualificado e preparado. É um ministério técnico e dando resultados satisfatórios. Temos a presidência dos Correios, que agora será privatizado, um militar. Uma gestão tão eficiente que os Correios que vinham sempre acumulando prejuízos, passou a dar lucro. 

Independente de ser militar ou não, é preciso ter pessoas com aptidão, qualificação e perfil adequado em relação ao cargo que vai exercer.

O presidente e alguns de seus auxiliares, de forma recorrente, usam falas com tom de ameaça e que dão o sentido de uma possível ruptura institucional. O senhor acredita que pode haver essa ruptura?
Não acredito. Eu acho que essas manifestações do presidente e de outras autoridades de governo, e às vezes essas autoridades sendo militares, é uma demonstração muito mais de indignação em relação a excessos do judiciário, particularmente da Suprema Corte, do que um real desejo de ruptura. 

É muito mais para demonstrar essa indignação. Para chamar atenção da sociedade, da mídia, da sociedade organizada, para mostrar que o poder X está atuando, ainda que pontualmente, além das quatro linhas da Constituição. Ele diz “Ninguém vai falar nada? Ninguém nem se indigna?’ Eu acho que é muito mais neste sentido do que sinalizar que possa haver uma ruptura.

Além do mais, esse tensionamento tem acontecido entre o Executivo federal e o órgão máximo do poder Judiciário, que é o Supremo Tribunal Federal. Mas com o outro poder que é o Legislativo, o Congresso Nacional, não é assim. Com esse poder, inclusive, em algum momento, certamente vai atuar como moderador, é o que eu acredito. 

O seu correligionário, Rogério Cruz, assim que assumiu a prefeitura de Goiânia, diante de toda a situação que foi a morte do prefeito eleito Maguito Vilela, foram colocadas dúvidas sobre a capacidade de Rogério em gerir a capital. Depois de oito meses qual sua avaliação?
Eu avalio como positiva. Mas antes eu quero mais uma vez registrar minha tristeza pessoal pelo óbito do Maguito. Eu tinha uma relação estreita com ele. Dialogamos com certa frequência neste processo eleitoral, antes que ele fosse acometido pela Covid. Ajudei na construção do processo eleitoral e das propostas para Goiânia, e tenho uma tristeza pessoal por essa perda. Esse sentimento é de todos goianienses e do próprio Rogério. 

Falando do Rogério Cruz, hoje no curso de oitavo mês de mandato, eu vejo de forma muito positiva. Já existem pesquisas internas realizadas pela comunicação que indicam que a própria população de Goiânia começa a conhecer o Rogério e sinaliza positivamente. 

Rogério tem uma facilidade muito grande de se comunicar, quer seja por meio dos veículos de comunicação quer seja pessoalmente. Quem não conhece o Rogério, se é recebido por ele no gabinete já sai de lá dizendo: esse cidadão não é o que se imaginava. É um cidadão simples, inteligente e possuidor de muita boa fé, além de ser apaixonado por Goiânia. Ele está sonhando em fazer a melhor administração que Goiânia há de conhecer neste tempo. 

Eu aposto muito nisso também, mas evidentemente que as circunstâncias nas quais o Rogério assumiu a prefeitura provocavam de fato toda uma insegurança. Isso é inegável. O Rogério não era esse cidadão conhecido por todos os goianienses. O vereador é conhecido por um nicho muito pequeno da população, ou de uma comunidade, e a situação do Rogério não era diferente.

A leitura que tenho feito, sem nenhuma paixão, é que o Rogério vem aos poucos surpreendendo positivamente. Há duas semanas eu fui convidado por um grupo de empresários aqui em Goiás para um almoço e todos eles demonstraram entusiasmo com a administração do Rogério. Esse entusiasmo em função dos encontros que tiveram, da capacidade do Rogério de ouvir e dizer a visão e o que pensa. Esse grupo estava animado porque projeto que eles defendem há algum tempo e que foram apresentados ao Rogério, ele teria assimilado, se entusiasmado e se comprometido. Eu acho que isso por si só é o que vem acontecendo aos poucos e que vai se ampliar. 

E dentro deste processo houve o rompimento de um grupo do MDB com o Rogério. O senhor acha que foi uma decisão prematura?
Não houve um rompimento nosso, do Republicanos com o MDB. O MDB rompeu com a prefeitura. Na minha avaliação eu confesso que fiquei surpreendido com a decisão do MDB. Não tenho ânimos de fazer julgamento se o MDB errou ou acertou, mas era um momento de diálogo, de entendimentos políticos e a favor da cidade. Por isso eu fiquei surpreso à medida que isso aconteceu. Nós, os Republicanos, não desejávamos que isso acontecesse, mas aconteceu e a gente respeita. Não quero fazer juízo de valor se o MDB errou, acertou, se foi cedo ou se foi tarde. Nosso desejo é que nós continuássemos com uma gestão compartilhada.

Dentro deste contexto, caso o senhor consolide o projeto de candidato ao Senado, e venha estar numa mesma chapa com MDB e Ronaldo Caiado, como se desenha, haverá algum tipo de desconforto?
Zero de desconforto. De outro lado, ainda que tivesse, seria um problema do governador. Ele quem encabeça a chapa majoritária, ele precisa avaliar quem é que agrega mais em um projeto desta natureza. 

Como ficou seu projeto em que o Entorno do DF teria acesso ao Fundo Constitucional?
Nunca consegui avançar. É um projeto que na minha concepção é interessantíssimo e que não prejudica o DF, mas que beneficia Goiás. Mas não consegui avançar. eu apresentei uma Proposta de Emenda Constitucional e ela está na CCJ até hoje, já relatada, mas sem ir a voto em função da bancada do DF que tem uma visão diferente. Eles entendem que se o projeto for convertido em emenda constitucional, o DF vai ser prejudicado.

Por mais que eu tenha articulado, conversado e mostrado que essa visão não procede e que essa conclusão não prevalece, não os convenci. Isso ocorre nesta legislatura e em legislaturas anteriores. Dado a articulações deles não conseguimos sair do lugar.

O projeto está na CCJ até hoje. Você poderia me questionar o porquê? Isso ocorre porque o regimento dos parlamentos, em sua grande maioria, é preparado para de alguma forma não alijar as minorias, para garantir voz às minorias, ou senão as minorias estão na Casa mas não teriam voz ou mecanismos que prestigiem elas de alguma forma. Não é que isso tire a força da maioria, mas como o regimento dos parlamentos são elaborados para prestigiar também as minorias, os mecanismos permitem que um único deputado impeça uma votação. Esses mecanismos utilizados pela bancada do DF não permitiram que o projeto avançasse. 

Célio Silveira vem para o Republicanos?
Eu diria que temos 99% de possibilidade disso acontecer em razão dos diálogos que temos mantido. Eu como presidente estadual, com participação do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, com participação do presidente nacional, Marcos Pereira, colocamos um diálogo muito bom. O indicativo é esse. Temos uma possibilidade muito grande de termos o deputado Célio Silveira em nosso partido. Temos esse desejo, o deputado que tem história em Goiás como prefeito, como deputado estadual, como presidente da Alego, como deputado federal… É um homem reconhecido como um grande líder político no Entorno do DF, que é o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Ele é um deputado muito atuante e que se consolidar a vinda dele para o partido Republicanos isso nos dará muita satisfação. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.