“Quem ignora o turismo está indo contra as tendências de desenvolvimento econômico e social”

Empossado na última semana, novo presidente da Goiás Turismo não descarta possibilidade de incorporação da pasta à Industria e Comércio

Fabrício Amaral é o novo presidente da Goiás Turismo I Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O governador Ronaldo Caiado (DEM) se comprometeu a montar um time de técnicos que o auxiliarão na condução de seu mandato ao longo dos próximos quatro anos. Ao que tudo indica, o democrata tem cumprido à risca sua promessa de campanha e nomeado especialistas para compor pastas do primeiro e segundo escalões do governo. Prova disso é o mais novo presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, que, por meio de abaixo assinado, teve o nome reivindicado por diversas instituições ligadas ao segmento no Estado, é advogado e possui vasta experiência no ramo.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o mais novo presidente da pasta adiantou seus primeiros diagnósticos, algumas das prioridades a serem tratadas junto ao governador, além das efetivas parcerias que estão sendo estabelecidas na intenção de emancipar a visibilidade turística do Estado. Fabrício, apesar de defender a manutenção da pasta, não descarta a possibilidade de ela ser incorporada à Secretaria de Industria e Comércio de Wilder Morais (DEM). “Por questões administrativas, a tendência é que se extinga a Goiás Turismo.” Na ocasião, o advogado avaliou ainda a crise econômica do município de Abadiânia — afetada pela prisão do médium João de Deus. “Isso é só o começo. A situação é grave”, considera.  

O sr. não possui vínculos políticos, portanto, a indicação para o cargo foi estritamente técnica. Quem, afinal, é Fabrício Borges Amaral?
Sou natural de Patos de Minas (MG). Me mudei para Goiânia aos 12 anos de idade. Hoje, aos 42, me considero um goiano de coração. Me formei aqui em Direito e depois fui para Brasília, onde cheguei a ocupar o cargo de procurador do Ministério do Turismo. Depois fui contratado pela ONU para cuidar da parte de legislação do turismo no Brasil. Existe uma Lei Federal chamada Lei Geral do Turismo que é um marco regulatório de minha autoria. Participei da elaboração de planos de turismo nacional, ganhamos prêmios na Espanha da Organização Mundial de Turismo (OMT) e isso me tornou muito conhecido nessa área.

Mais tarde fui para iniciativa privada e comecei a dar aula. Sou professor com especialização em diversas áreas. Sou mestre e estou fazendo meu doutorado. Voltei para o mercado advogando dentro das principais funções do turismo no País. Tenho também um livro publicado na área de legislação e políticas públicas. Em função deste currículo e também da minha atuação nesse segmento, pude contar com reconhecimento no Brasil e fora dele.

Como o governador havia dito que indicaria técnicos para ocupar as pastas, meu nome foi ventilado entre as instituições. Aos 45 do segundo tempo acabei sendo nomeado como uma indicação estritamente técnica. Nunca fui político e mesmo assim estou aqui para desenvolver um projeto para Goiás com base na minha experiência e relacionamentos.

Ainda no período em que as discussões sobre quem ocuparia a pasta estavam mais acaloradas, o nome do sr. foi reivindicado por cerca de 40 instituições ligadas ao turismo. À época, o sr. tentou alguma aproximação com essas instituições ou elas, por si só, se prontificaram a indicar o seu nome?
De um lado temos o poder público ligado ao turismo e do outro a iniciativa privada. Em Goiás ainda é muito incipiente a aproximação e diálogo entre esses dois atores fundamentais. Por isso, minha ideia para os próximos quatro anos é colocar esse pessoal para se comunicar, tendo em vista que o mercado dita as regras e a política pública as apoia e fomenta. Praticamente todos eles conhecem meu trabalho de maneira efetiva. São pessoas que já viram minhas palestras ou receberam alguma consultoria.

Movimento pró-indicação da minha parte não houve. Liguei para duas ou três pessoas e o movimento cresceu. Quando me dei conta já haviam 40 municípios; praticamente todas as regiões turísticas e a iniciativa privada em peso, representando centenas de empresas e milhares de empregos. Independentemente de terem emplacado meu nome ou não, é importante entender que o governador acreditou nesse projeto e nós iremos mostrar resultado em cima dessa parceria. O compromisso com o governador foi: “Vocês indicam um nome técnico e cobrarei resultados”. Ele cumpriu da parte dele e nós teremos de cumprir a nossa. Se eu não gerar resultados vou embora.  

Como o sr. avalia a atuação da Goiás Turismo no Estado ao longo dos últimos anos?
A Goiás Turismo sempre teve um papel muito importante. O turismo no País e no mundo é uma tendência de desenvolvimento inegável. Não há como virar as costas para o turismo tendo em vista a quantidade de empregos e distribuição de renda que ele oferece. Quem ignora o turismo está indo contra as tendências de desenvolvimento econômico e social. O Ministério do Turismo foi mantido. Essa foi uma sinalização do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A Goiás Turismo, no formato que está, é uma autarquia e tem muita autonomia administrativa, patrimonial e financeira. Isso permite convênios mais rápidos com o Ministério do Turismo e também com outros ministérios. Temos autonomia administrativa, mas na nossa avaliação ela foi utilizada de maneira equivocada. Digo no sentido de ficar promovendo shows e desenvolvendo algumas questões que não iremos fazer. Promover show não é papel do Turismo. Isso é papel da Agropecuária, Cultura, mas não do turismo. Costumamos brincar que o que tem valor é da Cultura, o que tem preço é do Turismo. O turismo é economia e geração de emprego sobretudo.

A nossa proposta para a Goiás Turismo é desenvolver um trabalho técnico de apoio aos municípios que possuem grandes dificuldades. Eles não conseguem elaborar um projeto de captação de recursos, por exemplo. Nesse sentido poderão contar com o apoio da pasta. Eles também não possuem pessoal suficiente para montar um produto turístico e comercializá-lo. Iremos apoiá-los oferecendo trabalhos técnicos de base de desenvolvimento do Estado como um todo e não só de destinos consagrados.

Um outro viés é a infraestrutura. Precisamos de uma malha rodoviária adequada em todo Estado. A Agencia Goiana de Transportes e Obras (Agetop) é um órgão específico que iremos visitar reivindicando duplicações e melhorias para o deslocamento dos turistas. Precisamos também de voos diretos saindo de Goiânia e vindo para Goiânia. Quem sabe um dia transformar o aeroporto de Goiânia em uma base de alguma companhia aérea. Seria um sonho. Trabalhar um turismo internacional, pois praticamente não temos esses turistas aqui. Buscaremos esse pessoal para que eles visitem o nosso Estado e desenvolva um turismo internacional compatível com a nossa realidade. São muitas tarefas.

Temos muita autonomia e muito trabalho a ser feito. A grande vantagem do nosso segmento  é a capacidade de geração de emprego, renda e desenvolvimento social, que é justamente o que o governador quer e tem precisado bastante em função das questões fiscais que foram apresentadas.   

O que poderia ser feito para chamar atenção e atrair os turistas internacionais especificamente?
São várias vertentes e ações. Primeiramente precisamos trabalhar um banco de dados que hoje não se tem. Não temos imagens, por exemplo. Se me pedirem imagens de Goiás entregarei coisas antigas. Precisamos trabalhar esses banco para poder “vender” o nosso Estado. Precisamos mostrar o que Goiás pode oferecer em termos de turismo e negócios. O nosso perímetro de compras está praticamente empatado com São Paulo. Vamos ultrapassar o turismo de compras que movimenta milhões.

O que precisamos fazer é um estudo que mostre quem é o turista internacional que se interessaria por Goiás. Como não temos praia, temos um público específico e precisamos saber quem é esse pessoal. Há algo mais ou menos mapeado. O Observatório do Turismo de Goiás é considerado o melhor estudo e o melhor departamento de pesquisa do turismo do Brasil. Vamos fortalecer esse movimento e aprimorar esses levantamentos. Baseado nessas informações iremos elaborar nosso planejamento e buscar esse público.  

Foram mencionados muitos pontos a serem implantados e aprimorados, mas o que o sr. prevê de dificuldade? Quais seriam os possíveis empecilhos que poderiam dificultar todo esse processo?
Estamos montando um time bacana de técnicos. Esse time será consultor em muitos pontos em que enxergo uma solução. As maiores dificuldades são de caráter financeiro. Muitas das nossas ações demandam recursos. Mas, de modo geral, não vejo nenhuma dificuldade como empecilho para que nós deixemos de apresentar soluções. Vamos apresentar soluções por meio de parcerias com o Sistema S; como disse, o turismo não tem conversado com outras áreas. Por isso, já estamos estabelecendo parcerias também com a Cultura e Esporte, por exemplo.

Ainda tenho uma relação muito boa com Brasília e isso permitirá que eu trabalhe para trazer recursos de todos os programas federais possíveis. Estou montando uma equipe voltada exclusivamente para a captação de recursos e projetos. Teremos uma gerência voltada unicamente a desenvolver essa atividade. Se existe um núcleo como esse no Brasil, particularmente desconheço.

Quero tornar a Goiás Turismo uma referência nacional de identificação, utilização e acesso a recursos públicos federais. Estamos do lado de Brasília e isso é muito importante para nós. Farei visitas aos ministérios e órgãos públicos quinzenalmente em busca de oportunidades. Por essas e outras questões não vejo nada como dificuldade e sim como desafio.

Há alguns meses o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi privatizado. Uma das promessas é de que ele receberá grandes investimentos voltados principalmente à infraestrutura. Como o sr. avalia essa privatização?
Vejo com bons olhos. Não conheço o modelo de negócio da concessão, mas já estou procurando me colocar a par dessa questão. O fato é que tem que saber privatizar. Tem que saber chamar a iniciativa privada para explorar. O jogo deve ser de ganha-ganha. O Estado não pode pensar que pelo fato de estar em condição inoperante e não conseguir fazer gestão deve simplesmente entregar à iniciativa privada. Tem que ser uma coisa boa para a iniciativa privada, no sentido de ter viabilidade econômica e, consequentemente, o poder público manter suas bases de sustentabilidade ambiental, da fauna, flora, cultura e outros.

Outro fator importante é ouvir a sociedade e saber se esse desenvolvimento é mesmo bem-vindo. Antes de se fazer um processo como esse há diversos aspectos que precisam ser avaliados. Na minha opinião tem que se privatizar sim, porém o poder público deve trabalhar para fiscalizar e saber se o contrato está sendo cumprido; se os investimentos estão sendo bem aplicados e, caso necessário, fazer os devidos ajustes.

Ainda a respeito dessa privatização, qual a expectativa da Goiás Turismo para os próximos anos?
Há aspectos ligados ao Estado no que diz respeito ao cumprimento do contrato, pagamento de tributos, manutenção do espaço público em consonância com as normas ambientais em respeito a fauna e flora. Esse é um viés. O outro é que os turistas terão mais acesso à informação, segurança, alimentação. O turista poderá fazer suas atividades de maneira muito mais tranquila, a qualidade do serviço vai melhorar.

A tendência é aumentar cada vez mais e aí entra o papel da Goiás Turismo. Trabalharemos na divulgação do espaço no cenário internacional. Se aumenta a circulação de turistas, melhora as condições do Estado, dos hotéis, dos comerciantes, artesãos, guias, vira uma cadeia produtiva convergente. Avalio que seja bem interessante nesse sentido.

Por questões administrativas, a tendência é que a Goiás Turismo seja extinta”

Fotos: Fábio Costa/Jornal Opção

Além da exploração dos recursos naturais do Estado, também temos uma gama de turistas que se deslocam até Goiás por questões religiosas, como é o caso de Trindade. Tendo em vista esse segmento, o que tem sido planejado para a região?
Trindade enfrenta um grave problema que é a baixa temporada fora da festa. Precisamos nos aproximar ainda mais das associações da fé, dos carreteiros de bois e entender onde o Estado, por meio da Goiás Turismo, poderá contribuir de maneira técnica e eficiente para melhorar a oferta turística. Vamos estudar as possibilidades para entender o que pode ser feito exatamente na baixa temporada. A sazonalidade de Trindade é muito agressiva. Você chega a 100% e chega a 20% em outros períodos, acaba que os empresários não sobrevivem.

Todos esses fatores implicam na queda da qualidade do serviço, em desligamentos tendo em vista que as pessoas não possuem trabalho o ano todo. Esse será um desafio a quatro mãos. Buscaremos identificar as oportunidades em baixa temporada. E claro, na época da festa, pretendemos melhorar a segurança, trazer mais qualidade para os romeiros, aumentar a promoção da festa no cenário internacional. Ideias não nos faltam.  

Ainda sobre o turismo religioso, temos visto os reflexos negativos da prisão de João de Deus no município de Abadiânia. Comerciantes estão fechando as portas, números de visitantes caíram drasticamente, pouco dinheiro está circulando. A cidade entrou em colapso. O que o sr. tem planejado para reverter a situação?
O Estado tem por obrigação apoiar o município de Abadiânia. Sem entrar no mérito dos atos do João de Deus, isso é uma questão que cabe à Justiça debater, não é o papel do Estado. Porém, do ponto de vista dos negócios, o que posso fazer, e farei isso o mais breve possível, é chamar o Sebrae-GO, o sistema S, o pessoal do Banco do Povo, que já é nosso parceiro, e mostrar caminhos a curto, médio e longo prazo aos empresários. Não só aqueles ligados ao turismo, pois o impacto recai sobre a cidade inteira. O impacto ainda será muito sentido. Na minha visão, isso é só o começo. A situação é grave.

A solução será montar uma força tarefa de forma muito profissional e propositiva. Temos ali o lago do Corumbá que conta com algumas centenas de ranchos. Precisamos estudar o que podemos fazer para melhorar aquele espaço. Fazendo isso iremos gerar emprego, trazer estrutura, benefícios fiscais. Temos mecanismos permitidos pela legislação de serem usados em momentos de crise. Temos também uma produção muito interessante de artesanato e alimentação naquela região, podemos expandir esse comércio. E, claro, focar nas pessoas que estão em Abadiânia.

Na questão do turismo religioso, acho que o Estado tem que se colocar à disposição no sentido de ajudar na formatação do desenvolvimento econômico e social. Se as pessoas de lá entenderem que ainda há espaço para o turismo religioso, será muito bem-vindo. Mas não creio que seja o foco do Estado interferir neste aspecto. A questão é criar alternativas de emprego e renda, e apresentar soluções a curto e médio prazo para o pessoal.

Se a situação é grave em Abadiânia, as medidas a serem tomadas para inibir o impacto devem ser feitas em caráter de urgência. Sendo assim, pode-se considerar que essa será a primeira das grandes atuações de sua gestão frente a Goiás Turismo?
Um dos prioritários, pelo menos. Nós precisamos ouvir as pessoas que ali estão. Precisamos de uma aproximação com o município e oferecer a eles a nossa ajuda. É uma questão municipal, mas o Estado pode entrar em contato com o prefeito, com os secretários e traçar um planejamento juntos. Precisamos entender como podemos ajudar essas pessoas a se recolocar no mercado, aumentar sua qualificação para ter mais oportunidades. A Goiás Turismo se coloca à disposição, fora dos aspectos religiosos e de fé, que não nos cabe julgar ou entrar no mérito, mas de acolher todo e qualquer problema social. Creio que o Estado pode contribuir.

O que em Goiânia pode ser aproveitado para de atrair mais turistas?
Temos alguns vieses interessantes em Goiânia. Aproximadamente 70% das pessoas que descem dos aviões em Goiânia, chegam à capital para reuniões de trabalho ou para desempenhar alguma atividade ligada aos negócios. Essas pessoas chegam à capital para eventos, para visitar empresas e acabam dormindo em hotéis, comendo em restaurantes, usando servidos de transporte e outros. A partir desse entendimento, a primeira coisa a ser feita é um trabalho, que eu já participava enquanto consultor, de melhorar a baixa temporada.

Essa semana tivemos uma reunião com a prefeitura na intenção de baixar o tributo na área de eventos do ISS, estamos perdendo eventos porque o tributo está alto. O prefeito se mostrou sensível a isso e irá montar um grupo de trabalho sobre o Imposto Sobre Serviços (ISS) da área de eventos. Assim ficaremos mais competitivos. Outro ponto diz respeito ao turismo de compras. Precisamos melhorar a Rua 44. Apesar de ser atribuição municipal, isso gera um impacto nos negócios e na tributação de todo o Estado. Podemos colaborar com apoio à comercialização e divulgação das feiras. Hoje a 44 é referência internacional.

O nosso desafio é deixar as pessoas que nos visitam por mais dois ou três dias no Estado. Assim, elas irão conhecer Caldas Novas, Trindade, Pirenópolis e outros municípios interessantes da região. Inclusive, há outro projeto relacionado ao trem turístico que envolve muitos municípios. A ideia é que a região da estrada de ferro, que contempla mais de doze municípios, tenha esse trem que sai de Senador Canedo e retorna cerca de três horas depois. Com isso, o turista passa por cada uma das cidades, consome comidas típicas. O projeto já foi iniciado pelos municípios e na semana que vem nos reuniremos para desatarmos os nós do processo.

Técnicos do governo federal vieram a Goiânia para avaliar a situação fiscal do Estado. A ideia do governador é que Goiás ingresse no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Caso isso ocorra, quais seriam os reflexos para o turismo goiano?
O plano de recuperação afeta todo o Estado pois são normas de uma lei federal e temos que acompanhar isso, além de atuar como um parceiro nesse momento delicado. O meu perfil é de inovação. Não pensei sobre isso ainda, mas a minha preocupação é o que pode ser feito sem dinheiro e sem incentivos fiscais. Não podemos ficar lamentando, vamos criar alternativas. Estou criando uma escola de gestão para ensinar os municípios a buscarem dinheiro em Brasília, por exemplo, para ensinar a participarem de uma feira para venderem seus produtos, de modo que não fiquem esperando apenas o dinheiro do Estado.

Do ponto de vista de investimentos, não temos um histórico de incentivos fiscais para o turismo, isso está muito mais ligado à indústria, tendo em vista o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) envolvido. Porém, a vinda de indústrias para o Estado gera renda, gera emprego e afeta o turismo de maneira positiva. Vejo com preocupação pelo Estado, mas penso que não irá afetar tanto a nossa atuação, tendo em vista que o turismo já tem pouco dinheiro e entrega muito resultado. É uma questão de adaptação. Mas, obviamente, teremos restrições no orçamento. É natural. Mas vejo como novos desafios para que possamos criar alternativas e soluções.

Sobre a possível extinção ou readequação da Goiás Turismo por parte do governador Ronaldo Caiado, o que, de fato, foi conversado?
Não tive uma posição concreta em relação à extinção da Goiás Turismo. Temos autonomia administrativa. Seria interessante que a pasta permanecesse como uma autarquia. Mas o plano B de se agregar à Secretaria de Indústria e Comércio também é bem-vindo pelo perfil do senador Wilder Morais, que irá assumir a pasta. Estive com o senador e percebi que se interessou muito pelos nossos projetos. Wilder entende que indústria, comércio e turismo podem montar um tripé bem interessante de desenvolvimento. Sem contar que Wilder tem um perfil empreendedor e tende a aprovar praticamente todos os nossos projetos.

Teremos um pouco mais de demora em relação aos procedimentos administrativos e decisões, mas em função da parceria com o senador Wilder não vejo que haverão grandes prejuízos para o desenvolvimento. Não me interessa cadeira de presidente, ser subsecretário ou qualquer outro cargo. Isso para mim não tem importância. O importante é colocarmos as coisas no lugar e entregar resultados.

Por questões administrativas, a tendência é que se extinga a Goiás Turismo. Já fiz a defesa da manutenção da pasta como também coloquei que se for se transformar em Indústria, Comércio e Turismo, precisaremos de x atenção, de x orçamento e de x pessoas para desempenharmos um papel satisfatório. Afinal, seremos cobrados por isso. De um formato ou de outro, nossos projetos não vão parar.

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