“O melhor do governo é o presidente Bolsonaro, ele é o mais estratégico”

Presidente do PP e secretário de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy diz que o presidente continua forte e prevê que Caiado reverá a questão dos incentivos

 

Alexandre Baldy, presidente do Progressistas | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

 

O goiano Alexandre Baldy ocupa hoje um dos cargos de maior visibilidade política do País: desde o início do ano, é secretário de Transportes do Governo de São Paulo, função que assumiu a convite do governador João Dória (PSDB). Diariamente, ele gerencia um sistema usado por mais de 10 milhões de pessoas, um trabalho de pressão e que “exige soluções céleres”, diz. “Um grande desafio após ser ministro das Cidades”, como afirma, no governo Michel Temer.

Mesmo vivendo a maior parte do tempo em outro Estado, Baldy é presidente do Progressistas em Goiás e não fica distante das movimentações políticas locais. Um dos focos é sua cidade natal, Anápolis, onde articula um grupo antipetista. “Todos aqueles que quiserem lutar contra o PT do Lula deverão entender que têm de se juntar em um projeto”, afirma. Em uma dessas vindas a Goiás, na segunda-feira, 11, Baldy concedeu a seguinte entrevista ao Jornal Opção:

 

Augusto Diniz – O sr. está lidando com o maior sistema de transporte do Brasil. É possível fazer alguma relação entre o sistema de transporte público administrado o governo de São Paulo e o da Região Metropolitana de Goiânia?
No ano passado, decidi não me candidatar a nenhum cargo e concluir o mandato do presidente Michel Temer como ministro das Cidades, por acreditar que poderia entregar resultados mais expressivos. No fim do ano, recebi convite de oito governadores para ser secretário, a maioria para a área de transporte. Aceitei o convite do governador de São Paulo [João Dória/PSDB] porque era o maior desafio depois de estar como ministro. O Ministério das Cidades atua em assuntos muito expressivos, transversais à vida das pessoas, como o Minha Casa Minha Vida, saneamento básico, mobilidade e desenvolvimento urbano.

O transporte público nas regiões metropolitanas de São Paulo é um desafio tão grande quanto o do ministério. Dia a dia, transportamos 10,2 milhões de passageiros, mais de 5 milhões na estrutura que o governo do Estado gerencia. O impacto é muito maior que à frente do ministério, por causa da proximidade das pessoas. As cobranças, a fiscalização e as respostas são muito mais efetivas e imediatistas. É um trabalho com mais pressão e necessidade de mais ações céleres.

Isso nos faz entender muito de transporte público, especialmente em uma cidade que é singular, não existe nada igual no País. Não apenas por causa do tamanho de São Paulo, mas pela concentração de pessoas em determinadas regiões da cidade. Os modais de mobilidade urbana de São Paulo são comparados aos maiores do mundo, como os do Japão, Xangai e Beijing em termos de pressão do cidadão.

Não dá para comparar com Goiânia ou com a região metropolitana. Não apenas pelo número de pessoas transportadas pela plataforma do Estado, mas pelas suas particularidades. O desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo levou as pessoas de mais baixa renda para regiões distantes das que dão emprego.

Goiânia tem seus problemas, como todas as capitais do Brasil, e tem suas soluções. [Como ministro] contribui efetivamente para que o BRT fosse retomado, deixei autorizado mais de R$ 100 milhões em recursos garantidos para a obra da Avenida Leste-Oeste. Vi muito do dia a dia da mobilidade de Goiânia, liberando a retomada de corredores e outras obras. Mas não dá para analisar o sistema de São Paulo e entendermos o desafio de Goiânia.

“O transporte de massa tem de ter prioridade em relação ao individual” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Rodrigo Hirose – A CMTC elaborou um projeto para criar o fundo de financiamento do transporte, mas a proposta não foi para frente. O subsídio estatal é a única forma de ter um transporte melhor com uma tarifa menos onerosa?
O Brasil privilegiou o transporte individual em detrimento do transporte público. Essa história, que é de décadas, fez com que o Brasil distribuísse subsídios para montadoras de automóveis e motocicletas, abrindo mão de recursos para investimento em mobilidade de massa e privilegiando o transporte individual. O desenvolvimento urbano foi, consequentemente, muito focado no transporte individual.

Quando há a autorização para construção de novos bairros e edifícios, as prefeituras, como Goiânia, têm de repensar a utilização dos recursos das contrapartidas, para que eles sejam efetivamente usados em soluções de mobilidade. A mobilidade precisa de uma macro solução.

O momento agora é de desconstruir fundos. Mas criar uma base que possa sustentar investimentos é essencial, para que sejam retidos recursos de investimentos imobiliários que muitas vezes não vão para a mobilidade urbana macro, mas para melhorias que vão atingir uma microrregião, como praças, ruas, etc. Temos de reavaliar o desenvolvimento, o planejamento e a expansão imobiliária em função da mobilidade urbana. Entender quais são os projetos essenciais para melhorá-la.

O transporte de massa tem de ter prioridade em relação ao individual. O transporte público precisa gerar conforto, qualidade, eficiência e segurança. Se tiver essas quatro bases, é possível trazer as pessoas dos carros para o ônibus, o trem, o VLT, ou o modal que seja. Mas, se não houver essa confiança, pode construir uma linha de metrô que não vai atrair a pessoa do carro para a operação.

Não apenas Goiânia, mas o Brasil, especialmente nas regiões metropolitanas, tem de repensar o seu desenvolvimento urbano, a sua expansão urbana, o saneamento, abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e a mobilidade urbana.

Às vezes, se desenvolve uma região que é para a classe A e B. Ali, vão trabalhar milhares de pessoas das classes D e E, que precisam chegar e voltar para casa e não têm uma mobilidade eficiente. Elas, então, sempre sonharão em ter seu transporte individual, porque não suportam mais ficar no dia a dia em um transporte ineficiente, sem qualidade, sem segurança.

Augusto Diniz – Pensando nessa quebra de paradigma, a construção de viaduto é algo lógico para a melhoria na mobilidade urbana?
O viaduto pode ser uma solução para o transporte individual e coletivo. Não se pode pensar em apenas um objeto, em uma ferramenta. Não, o viaduto não resolve o problema de mobilidade. Cada desafio tem uma particularidade.

O Eixo-Anhanguera liga várias cidades da Região Metropolitana. Qual a solução para ele? Está sendo construído o Eixo Norte-Sul. Quais são os eixos que são as artérias da cidade? Quais são as ligações dessas artérias?

A mobilidade tem de ser mais profunda, tem de ser macro. A realidade, e não é só de Goiânia, mas de quase todas as capitais brasileiras, tem de ser reavaliada. Os erros do desenvolvimento urbano e imobiliário ocasionaram os fluxos do transporte individual que temos hoje. E mais grave: foi um grande erro o transporte individual ter sido privilegiado no Brasil. Montadoras de automóveis e motocicletas foram financiadas. As obras foram alavancadas em função do transporte individual e não do transporte coletivo.

Quando se constrói um viaduto, o motorista fica transtornado se for privilegiada uma faixa exclusiva para o ônibus. Porque ele quer que sejam deixadas duas faixas para o automóvel.

A destinação de uma faixa para o ônibus é para privilegiar a velocidade do transporte público, para que se diminua o número de pessoas que optam pelo transporte individual. A cultura tem de mudar.

“O Estado tem de ser provedor de políticas públicas e tem de subsidiar o transporte público” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Rodrigo Hirose – O presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia, Romário Policarpo, considera que Goiânia poderia ter optado pelo VLT ao invés do BRT. O BRT traz, realmente, uma melhoria importante para o transporte de massa? O VLT seria uma boa solução para o Eixo Norte-Sul?
O BRT causa um impacto muito positivo no transporte coletivo, pois ele tem privilégio nas vias por onde passa. Ele provoca qualidade, eficiência e celeridade e, possivelmente, segurança – entendida de modo amplo. O BRT é muito qualitativo.

O que diferencia o BRT dos demais modais (VLT, monotrilho, etc) é o volume de passageiros diários, da origem ao destino. Assim se define se é viável um corredor exclusivo, um BRS – solução que usamos muito quando estivemos no ministério em locais onde o BRT não se viabilizava porque não havia fluxo suficiente de passageiros.

A avaliação tem de ser criteriosa no fluxo de origem e destino. O BRT é um dos ápices do transporte sobre pneus e tem capacidade para transportar até 350 mil passageiros diariamente. Portanto, se a via tem esse fluxo, tem se de trabalhar nessa realidade. O custo do BRT varia entre R$ 3 milhões a R$ 5 milhões por quilômetro – dependendo da necessidade de desapropriações. O do VLT de superfície varia entre R$ 15 milhões a R$ 30 milhões por quilômetro. O custo do monotrilho varia de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões por quilômetro. O custo do metrô parte para R$ 800 milhões por quilômetro.

O custo é um impeditivo? Acredito que não, pois todo gestor tem de pensar grande. Projetos pequenos ou grandes no setor público dão o mesmo trabalho. Mas tem de ter viabilidade. Não adianta construir um metrô onde é viável um BRT, nem um VLT onde é viável um corredor de ônibus.

O princípio básico é o que é viável se construir. Não sei qual a análise que foi feita no Eixo Anhanguera, nem o que foi perdido. Se foram pedidos recursos federais, é uma lástima. Mas, se não foram, a qualquer momento ele pode ser retomado. Então não há o que se reclamar.

O Estado tem de ser provedor de políticas públicas e tem de subsidiar o transporte público. Temos legislação que permite a gratuidade para pessoas idosas acima de 65 anos em todo o País. Há legislações estaduais que permitem gratuidade para idosos acima de 60 anos de idade. Outras permitem a gratuidade para estudantes. Todo esse custeio é subsídio do poder público.

Esse subsídio é pago por toda a sociedade, por meio dos impostos, ou por quem paga as tarifas. Essa é uma decisão que o poder público tem de tomar de forma transparente, para que não haja radicalização nas análises. Tudo tem de ficar claro: quanto custa o subsídio, se a gratuidade é para idosos, para estudantes, para determinada faixa de renda.

Augusto Diniz – Na semana passada, o governo federal começou a enviar os projetos do chamado Pacto Mais Brasil. Uma das medidas é incorporar municípios com menos de 5 mil habitantes e menos de 10% de arrecadação própria. Como o sr. vê essa proposta?
O Brasil foi construído como uma República Federativa. Temos 27 unidades federativas e 5.570 municípios. Mas esquecemos, no momento de fazer a legislação tributária, da descentralização arrecadatória. Grande parte das atribuições que fazem a diferença na vida das pessoas é da prefeitura municipal e ela fica com 10% da arrecadação de impostos, 70% ficam no cofre do governo federal. Mas o governo federal não tem as atribuições sobre saneamento básico, habitação, mobilidade urbana, enfim, sobre o que muda a vida das pessoas nas cidades.

Cada cidade tem as suas particularidades. Extinguir cidades não é uma solução razoável. Há cidades que ficariam a 100 quilômetros do centro se fossem transformadas em distritos. Não existe um remédio único para um país continental como Brasil.

Como uma cidade que ficará a 300 quilômetros da sede terá gestores capazes de olhar para as demandas de água, esgoto, infraestrutura, educação e saúde das famílias? Vamos voltar a concentrar as pessoas sem qualquer planejamento.

Tenho muita cautela. Não é só acabar com prefeitos e vereadores. Por que não criar, por meio das emendas constitucionais, as câmaras de vereadores voluntários? Existem cidades, como Jesúpolis, que são exemplo de boa gestão e boa qualidade de vida para a população. Se ela passar a ser um distrito de Jaraguá ou de São Francisco, será que os gestores que estão focados no grande centro terão os mesmos cuidados?

Os deputados e senadores são hoje responsáveis por enviar recursos para mais de 2,5 mil cidades no Brasil, que não têm como investir em absolutamente nada se não for por meio de emendas. Os prefeitos são meramente gestores de RH. O problema foi ter criado essas cidades. Agora temos de pensar em soluções planejadas, de acordo com cada região. Não dá para baixar uma nova lei, votar uma nova legislação e criar uma solução única.

Não se pode comparar a realidade de mais de 90 municípios de Goiás com 825 municípios de Minas Gerais. Será que são os mesmos problemas do Pará? São iguais aos de Santa Catarina ou de Sergipe, que são Estados menores? Há muita pluralidade, tem de haver cuidado, equilíbrio e maturidade para pensar em soluções que sejam construídas para melhorar a vida das pessoas e não o contrário.

Rodrigo Hirose – O governo federal pretende, também, mudar as regras das carreiras públicas, adiando o alcance do topo da carreira, o que diminuirá a média dos salários, e ampliando o período para que o servidor conquiste a estabilidade. Qual sua opinião sobre essas propostas?
É desleal alterar as regras para os servidores atuais, não podemos alterar direitos adquiridos. Devemos sim repensar a relação entre o servidor público e o Estado daqueles que ingressarem por concurso público daqui por diante. Eles devem ter uma nova regulamentação.

As novas regras devem incluir um plano de carreira mais transparente e mais objetivo, com começo, meio e fim, que seja atrativo. O servidor que entrar no serviço público deve saber que tem de buscar atribuições, sem acomodação em sua área de atuação, e que de forma orgânica chegará ao topo da carreira.

Temos de racionalmente corrigir o erro da administração pública de não ter feito um plano de cargos e salários transparente, mais eficiente e produtivo, se aproximando do que se faz no setor privado. O gestor público errou no passado, não podemos punir os que estão hoje no serviço público em função da leniência daqueles que permitiram que os planos de cargos e salários alcançassem o topo da carreira rapidamente, no início da sua atividade.

Para os novos ingressantes, o plano de carreira tem de ser focado na meritocracia, na entrega de resultados e, principalmente, garantir que haja o trabalho. Hoje não temos a avalição do servidor público, dos resultados do trabalho dele. A sociedade hoje cobra muito mais, está mais conectada. O mundo virtual aproxima muito o serviço público da sociedade. E ninguém melhor para fiscalizar que a própria população. Precisamos de marcos claros e procedimentos para que a própria população faça a avaliação e saiba se o serviço ou servidor podem ou não continuar.

Augusto Diniz – Há um modelo que o sr. acredita ser o ideal para avaliação da produtividade do servidor público?
Não tenho essa resposta. Ele tem de ser construído. O mau servidor tem de ser avaliado tanto quanto um mau político. O mau político é punido na urna, não consegue ter vitória na eleição. O servidor público não tem um mandato, tem o concurso. Essa avaliação tem de ser feita com certa constância. Não dá mais, diante de tanta informação e de tanta ineficiência por parte do serviço público brasileiro, que se continue insistindo em um modelo absolutamente ultrapassado.

Euler Belém – Como o sr. avalia o posicionamento do governador Ronaldo Caiado em relação aos incentivos fiscais?
Acredito que ele tenha de conhecer o tema como gestor. Ele sempre defendeu os incentivos enquanto legislador, deputado federal e senador. Participei de várias caminhadas com o governador no Congresso, defendendo os incentivos fiscais.

“Caiado sempre defendeu os incentivos enquanto legislador, deputado federal e senador” | Foto: Governo de Goiás

Se existem distorções, desconheço. Fui secretário da Indústria e Comércio e era responsável pelas concessões na atração de investimentos, mas quem avalia as métricas, a arrecadação, subsídio ou aquilo que se abre mão de arrecadar em função de novos empreendimentos é a Secretaria da Economia.

O governador Ronaldo Caiado tem toda razão de fazer essa avaliação, mas tem de ter cautela. Os incentivos foram fundamentais para que Goiás se desenvolvesse, para que setores como o automotivo, o farmacêutico e outros que não são vocação do nosso Estado [se instalassem]. A indústria farmacêutica instalada em Goiás não tem nenhuma matéria-prima produzida aqui, o maior centro de consumo do País está no Sudeste. As indústrias automotivas, como a Caoa, a Mitsubishi e a John Deere, não têm em Goiás ou no Centro-Oeste o maior centro de consumo. Cerca de 70% das autopeças estão no Sudeste. Por isso expressiva parte das montadoras está em São Paulo ou no Sudeste. Não temos matéria-prima e consumo.

O Estado abriu mão de uma parcela daquilo que não existia. Era zero, passou a ser “x”. E parte desse “x” o Estado abriu mão para que a operação de implantação da indústria se viabilize. O frete no Brasil é caríssimo, pela falta de infraestrutura rodoviária, que transporta a maioria das cargas do País, para que venham as peças e os demais insumos.

Até as atividades vocacionais de Goiás, como a produção de alimentos, podem passar a ser exploradas como atividade primária e beneficiadas em outros Estados. Como no caso da soja, em que expressiva parte é colhida no Brasil e é beneficiada na China. Os empregos que geramos em função da produção primária da soja e dos produtos dela beneficiados são fora do País.

Temos de entender que vivemos em um mundo global. Uma planta industrial, que ia para outros Estados – como a Coteminas que há anos deixou Goiás para ir para Minas Gerais –, hoje vai para o Paraguai, que tem um custo energético bem menor, o custo trabalhista é bem mais barato, a composição tributária é bem mais simplificada. A indústria vai para a Argentina, para o Uruguai, para o Chile, até para Índia.

As esferas de administração do Brasil – União, Estados e municípios – não se conversam do ponto de vista tributário. Não existe um planejamento único de desenvolvimento do País. Não existe um desenvolvimento regional. Imagine o que seria de Manaus sem os incentivos fiscais. Não tem emprego, o que seria daquelas pessoas que moram lá?

Euler Belém – O Caiado vai repensar a questão dos incentivos?
Acredito que ele deve estar reconhecendo o que são os incentivos para poder tomar as decisões. As distorções, que eu não conheço, como disse, têm de ser corrigidas. Os setores que são vocação do Estado não precisam dos mesmos incentivos dos que não são. Temos de entender quais são as estratégias do Estado, quais são as atividades que ele deseja ter ou receber.

A indústria automotiva já está em Goiás. É interessante abrir mão dessa indústria? Em Catalão, ela representa mais de 50% da arrecadação tributária municipal. Ela volta para São Paulo, vai para o Rio de Janeiro, onde estão os portos que trazem os insumos, onde estão mais de 65% das autopeças e têm o maior centro de consumo. São Paulo, Rio, Minas Gerais e o Sul são os maiores centros de consumo nacional.

Uma empresa automotiva, que não é vocação nossa, tem de ter um incentivo maior do que a atividade alimentar, que produz, agrega valor e emprega mão de obra aqui naturalmente, pois a terra para produzir está aqui. O caso da mineração é semelhante. Não se vai achar uma mina dentro do Estado do Rio de Janeiro. Tem a necessidade de ter o mesmo incentivo? Agora, se avalia: possivelmente a empresa que tem mina aqui em Goiás pode ter na África ou qualquer outro país. Mas ela pode avaliar que aqui é mais viável e invista na exploração.

Augusto Diniz – Como o sr. avalia os trabalhos da CPI na Assembleia Legislativa que investiga as possíveis distorções dos benefícios fiscais?
Os deputados que defendem com veemência que todos os incentivos são ruins não conhecem Goiás como era e como ficou [depois dos incentivos]. Todos os goianos conhecem Catalão como era lá atrás e como está hoje; conhecem Anápolis antes e depois do polo industrial, e todas as cidades que se industrializaram em função dos incentivos fiscais. Eles [os deputados que criticam os incentivos na CPI] não conhecem a realidade do Estado, então não são representantes à altura para discutir o que é bom ou não para o povo.

Euler Belém – O sr. não acha um erro o senador Vanderlan Cardoso, que é do seu partido, defender a exploração do amianto em Minaçu, diante do fato que pesquisas no mundo inteiro condenam esse mineral?
Também sou defensor da produção do amianto. Não acredito nas pesquisas que baniram o amianto, porque o lobby que foi feito em torno dos produtos que são concorrentes foi muito agressivo. Hoje você abre o Jornal Opção e lê que o café é bom. Na semana seguinte, que ele não é bom. A dinâmica do lobby no planeta é muito agressiva. Hoje essencialmente nossos exploradores de minerais são empresas multinacionais ou de capital aberto, como a Vale. Esse lobby tem de ser avaliado e reavaliado e, até lá, a produção do amianto não pode ser considerada maléfica como essas ou aquelas pesquisas indicam. Portanto, compartilho dessa posição do Vanderlan.

Euler Belém – As histórias das pessoas que desenvolvem câncer em Minaçu não o preocupam?
Preocupam bastante, mas esses estudos nunca se basearam muito fortemente nessas pessoas que sofreram males ou qualquer dano. É semelhante ao que aconteceu com o acidente do Césio. Naquela época, a condição de pesquisa para entender quais foram as consequências era muito precária. Nós sabemos hoje quais foram os resultados absolutos dos efeitos que o Césio provocou naquela grande tragédia?

O Brasil investe pouco na pesquisa e sobre o entendimento sobre o que é bom ou ruim para a condição de vida humana. E esse pouco deixa condições como essa, como a do amianto, que fica sob desconfiança [fruto] de lobbys internacionais ou de empresas que tem objetivo de substituição dessa matéria-prima.

Rodrigo Hirose – O ministério que o sr. ocupou atuava na área de saneamento. O governo do Estado aprovou na Assembleia a abertura de capital da Saneago, por meio de IPO. O investimento privado é a saída para a expansão do saneamento no Brasil? E, por outro lado, empresas privadas teriam interesse em investir em pequenos municípios, que não são lucrativos?
Não existe uma solução única para um problema tão plural. Mais de 100 milhões de brasileiros não têm abastecimento de água com regularidade. Mais de 105 milhões de brasileiros não têm coleta e ou tratamento de esgoto sanitário. Essa realidade é inaceitável. A realidade das empresas públicas de saneamento, assim como boa parte das empresas públicas de serviço, é muito abaixo da necessidade da vida humana.

As empresas de saneamento não conseguiram entregar para a população um serviço de qualidade, seja no abastecimento de água, cuja perda na distribuição é elevadíssima, seja na coleta e tratamento de esgoto sanitário, que contribuiria na sustentabilidade do meio ambiente.

Enviei a Medida Provisória do marco do saneamento duas vezes para o Congresso, porque acredito que precisamos reformular o setor. Não acredito que uma única solução seja adequada ao País. São realidades muito distintas. O subsídio cruzado é a solução, mas não foi [aprovado] até hoje.

Onde temos um saneamento bom nas pequenas cidades de Goiás? Não temos um saneamento bom nem na minha cidade, Anápolis, onde falta água em pleno ano de 2019, com recursos que deixei recursos assinados para fazer investimentos.

Temos problemas inaceitáveis pela população. Não se pode ter falta de água onde há oferta de água. Não se pode ter falta de coleta e tratamento de esgoto nos grandes centros urbanos. Guarulhos tem somente 14% de coleta e tratamento de esgoto sanitário. É a segunda maior cidade de São Paulo.

As companhias públicas de saneamento falharam, não dão conta de atender. O saneamento básico precisa de R$ 700 bilhões em investimentos para universalizar o fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Nós temos R$ 700 bilhões em recursos públicos hoje? Não. Não temos condição de encontrar solução nas companhias públicas de saneamento. Vamos ficar sempre postergando a solução do problema.

“As companhias públicas de saneamento falharam, não dão conta de atender” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Não há recursos suficientes. Para trazer capital privado tem de ter um marco. O marco existente não é atrativo, as empresas privadas não investem. Agora, é solução para as 5.570 cidades? Não. Em um novo marco, que o público invista exclusivamente nas cidades pequenas, de até 10, 20 mil habitantes. Assim, o público é desonerado e o privado investe onde é viável. Temos de ser objetivos.

Abrir capital das empresas públicas, seja em Goiás ou qualquer parte do Brasil, não é solução, é postergar a solução. As empresas públicas já demonstraram que são ineficientes, não têm gestão ou produtividade, são fonte de corrupção ou cabide de emprego.

O que o povo precisa? Que o dinheiro de imposto seja retornado em serviço público. A água é essencial, não dá para quem paga uma carga tributária de quase 35% da nossa riqueza não ter água para beber.

Não é especificamente de Goiás, da Saneago, são todas as companhias de saneamento do País, com raras exceções. São três exceções no Brasil, mas mesmo assim há uma perda de distribuição e água absurda, uma riqueza essencial para a vida humana. Países estão em guerra por conta de água e nós não tratamos com responsabilidade um problema que é grave.

Augusto Diniz – Goiás tem trabalhado para entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Como o sr. avalia essa possibilidade?
Não tenho conhecimento da situação fiscal do Estado a ponto de opinar se é viável ou não. Não posso fazer uma afirmação leviana e irresponsável sobre a situação econômica ou fiscal do Estado.

Augusto Diniz – Mas e sobre o modelo do Regime de Recuperação Fiscal?
Cada caso é um caso. Preciso ter conhecimento sobre a situação econômica e fiscal do Estado para dar uma resposta contundente. Não gosto de falar sem que tenha uma informação clara, senão fico leviano, irresponsável e raso na resposta.

Temos um Fisco e uma Secretaria de Economia competentes, que dão conta de entender a condição do Estado. Se é necessário [o RRF], não sei. Mas é claro que as empresas públicas têm de ser colocadas nas mãos dos privados. Sou liberal, absolutamente defensor de que é mais privado e menos público, para acabar com a ineficiência, a corrupção e os espaços de vantagens públicas sobre o que é serviço pago pelo imposto do cidadão.

A minha opinião sobre todos os casos é que tem de privatizar os serviços públicos, que não têm eficiência e que são passivos de corrupção e má gestão. Não conheço a realidade da Saneago, mas hoje ela pode ter um bom gestor. E se na próxima eleição vier um governante que coloque um gestor ruim? Fica-se com serviços essenciais e que são viáveis de serem concedidos aos privados sob a perspectiva do governante eleito, que pode ser bom ou ruim.

Euler de França Belém – O sr. acha que a Enel é um símbolo da eficiência? A sociedade não acha e ela é privada.
Não, absolutamente. A privatização tem de ter qualidade, ser fiscalizada, passiva de ser aplicadas punições e até medidas drásticas, como a reversão, se não for prestado um serviço a contento da população. Acima de tudo e todos está a qualidade de vida das pessoas.

A Enel, em minha opinião, não tem qualidade nem em Goiás, nem em São Paulo e, até onde sei, nos locais onde ela atua. Portanto, para nós, ela é uma empresa como uma pública: incapaz, ineficiente, não fornece energia onde precisamos produzir. Deixamos de crescer o PIB e de gerar empregos.

Tem privatizações ruins, sim. Mas o modelo foi construído sobre pilares sólidos? Sob condições de mercado em que seja possível punir e fazer a reversão caso não haja a resposta para a população? Não quer dizer que aquele que vence uma licitação seja o melhor. O vencedor tem de ser cobrado e se não entregar resultado, perde totalmente [a concessão], volta para o Estado, que reavalia a condição de gerir. O metrô de Paris foi privatizado e depois reestatizado.

Há casos bem sucedidos e mal sucedidos nas privatizações da energia elétrica. Tem de se criar um marco para tentar acabar com todos os pontos negativos das empresas públicas. É claro que existem setores que é melhor continuar no público, tem de se avaliar caso a caso.

Euler de França Belém – O sr. está em São Paulo, que há anos tenta despoluir o Tietê. Em Goiás, é possível despoluir o Rio Meia Ponte e o Ribeirão João Leite?
A essência não está na despoluição do João Leite ou do Meia Ponte, mas coletar e tratar o esgoto sanitário de todas as cidades que colocam dejetos nesses mananciais. O problema não é a poluição que está neles, mas a emissão de poluentes todos os dias. Temos de ir na base: coletar o esgoto e tratá-lo, para que, ao chegar nos rios, ele chegue tratado.

Euler de França Belém – Por que a Estação de Tratamento de Esgoto não conseguiu despoluir o rio?
Tentei retomar a obra no ano passado, liberei recursos enquanto estava no ministério. Mas, despoluir o Meia Ponte é o fim. O meio é coletar e tratar o esgoto sanitário que é emitido no rio.

Rodrigo Hirose – Mas é ETE não faz esse trabalho?
Ela é suficiente, atende as residências, os comércios e todos os emissores?

Rodrigo Hirose – A questão então é ampliá-la ou construir outra?
A questão é saber se não há emissão de poluentes no rio.

Augusto Diniz – Em setembro o Partido Progressistas decidiu pela aliança pública com o governo Caiado. O que levou o partido a essa decisão?
A reflexão que fizemos, com pesquisas qualitativas, de que a população não quer discussões políticas e eleitorais no momento fora de eleição. A eleição para o governo do Estado foi democrática, o governador Ronaldo Caiado foi eleito democraticamente. A escolha majoritária [foi feita] ainda no primeiro turno de 2018 e temos de respeitá-la.

Entendendo o sentimento do cidadão de Goiás, decidimos ajudar para que o governo tenha sucesso, pois isso trará uma vida melhor para o cidadão. Em 2022, quando se iniciar o plano eleitoral, discutimos se seremos oposição ou aliado [do governo].

Nesse momento, temos de fazer uma boa política. Não gosto de nova ou velha política. Isso não existe. Existe a política boa e a ruim. Temos de deixar a eleição de lado e pensar no bem da cidade e do Estado e acima de tudo no bem da população, além de ajudar que o governante tenha sucesso. O sucesso do governante é o sucesso da população, seja no Estado ou seja do governo Bolsonaro.

Augusto Diniz – Mesmo não querendo antecipar as discussões, esse não é um sinal de que o apoio administrativo pode se reverter em apoio político nas próximas eleições?
Ele não pode ser interpretado, mas pode ser uma consequência.

Rodrigo Hirose – Em entrevista, o sr. manifestou a possibilidade de apoiar a reeleição do prefeito Iris Rezende [MDB], em Goiânia. Como está essa questão?
O projeto do Progressistas é ter o Vanderlan Cardoso como candidato a prefeito de Goiânia. Mas, se chegarmos a agosto de 2020 e o senador decidir que não será candidato, teremos a oportunidade de decidir qual será o projeto do partido em Goiânia. No cenário atual, se a eleição fosse hoje, nesse caso poderíamos sim apoiar o prefeito Iris.

Augusto Diniz – O sr. está em Goiânia para a filiação do deputado Rafael Gouveia [a entrevista foi concedida na segunda-feira, 11]. O que o Progressistas projeta em relação ao número de filiados até o ano que vem?
A chegada do deputado estadual Rafael Gouveia representa esse espírito que o partido deseja para o Brasil: figuras novas, corretas, honestas, trabalhadoras e dedicadas ao bem da população. A filiação nos dá mais entusiasmo e vontade de buscar novas figuras como ele, que são revelações na política, que precisam vir para o plano político-eleitoral para ser candidatos a vereador, vereadoras, prefeitos e prefeitas.

Temos atualmente quase 30 prefeitos em Goiás e nosso objetivo é eleger mais de 50 prefeitos e prefeitas no Estado, seja por meio da filiação daqueles que querem disputar a reeleição, seja atraindo lideranças que venham para o partido para disputar a eleição.

Euler de França Belém – O prefeito de Anápolis, Roberto Naves, vai se filiar quando ao Progressistas?
Fiz esse convite ao Roberto em 2018, acreditando que todos devemos nos unir como adversários do PT. Devemos ser adversários daquele que é aliado do Lula, de todo o projeto que deixou o Brasil na situação econômica, financeira e social em que ele se encontra hoje.

“Fiz esse convite ao Roberto em 2018, acreditando que todos devemos nos unir como adversários do PT” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O prefeito Roberto Naves faz uma gestão positiva, tem condição plena de ir à reeleição e terá meu apoio, vindo para o Progressistas, para ser o candidato em 2020. Ele está focado na administração. Acredito que definirá sua posição nos próximos meses e tenho confiança plena de que se filiará ao Progressistas.

Todos aqueles atores da cidade vão compartilhar desse sentimento. Nosso adversário na cidade é o PT do Antônio Roberto [Gomide, deputado estadual], o PT do Lula, que nesse momento representa toda a condição econômica e social que vivemos no Brasil.

Euler de França Belém – É possível uma aliança do PP com o MDB em Anápolis?
Todos aqueles que quiserem lutar contra o PT do Lula deverão entender que têm de se juntar em um projeto.

Euler de França Belém – O prefeito de Porangatu, Pedro Fernandes, vai para o PP?
Fiz esse convite a ele. Ajudamos a gestão dele no ano passado, que vem colhendo frutos. Gosto do perfil do Pedro. Fizemos eu, o Adriano [do Baldy, deputado federal] e o Professor Alcides [deputado federal] o convite para ele ser nosso candidato à reeleição.

Augusto Diniz – Em 2016, o deputado Professor Alcides foi candidato a prefeito, mas não foi eleito. Ele ainda alimenta esse projeto?
Não sei se ele alimenta, mas como é nosso desejo eleger o maior número de prefeitos e prefeitas em Goiás, somos entusiastas da candidatura do Professor Alcides a prefeito de Aparecida de Goiânia.

Euler de França Belém – Mas o Professor Alcides é entusiasta da candidatura à reeleição do prefeito Gustavo Mendanha.
Ajudei muito o Gustavo, o considero um bom gestor. Se o Professor Alcides decidir não ser candidato, não tenha dúvida que apoiaremos a candidatura do prefeito Gustavo.

“Ano passado, comentava-se que eu seria candidato a governador e nem candidato fui” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Euler de França Belém – O sr. pretende disputar o Senado em 2022?
É muito cedo. Ano passado, comentava-se que eu seria candidato a governador e nem candidato fui. Todos esses comentários são precipitados. Hoje estou feliz onde estou, gosto de desafios. Graças a Deus, não preciso de emprego e nem de cargos. O salário que ganho, faço doação. Não ando de carro público oficial.

Não faço isso para aparecer. Gosto do desafio que tenho hoje, que é cuidar do transporte de 10 milhões de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo.

Euler de França Belém – O sr. anda de metrô e de transporte por aplicativo?
Ando bastante de metrô. Fui reconhecido como o secretário de Transporte que mais anda de metrô. Aplicativos eu uso pouco.

Augusto Diniz – Como é ser presidente de um partido estando em outro Estado?
Conhecendo Goiás como conheço, girando o Estado com girei, deixando o volume de recursos nas cidades como deixei – acredito que fui o parlamentar que mais tenha deixado recursos para as cidades em um único mandato na história –, acredito que tenho muito serviços prestados e muito a prestar. Por isso, tenho legitimidade para presidir o partido, mesmo estando nessa missão em São Paulo. Quando voltar para Goiás, estarei mais preparado ainda para ajudar meu povo, em qualquer lugar que esteja.

Euler de França Belém – O sr. acha que em 2022 será a vez do centro, ou ainda  haverá a polarização entre esquerda e direita?
É muito precipitado para falar. A dinâmica do Brasil muda a cada mês, a cada ano. Se a eleição estará radicalizada, ou mais equilibrada, só no momento para poder avaliar. Qualquer candidato ou presidente tem de se preocupar com a geração de emprego e renda. É muito da vida econômica da sociedade que o cidadão avalia em uma eleição presidencial.

O problema da praça e da limpeza é visto pelo cidadão como responsabilidade da gestão municipal. O problema da segurança pública e do hospital, ele aplica ao governador. Mas o problema da sua condição social, se ele está empregado e colocando comida na mesa, é uma discussão presidencial.

Augusto Diniz – A tendência do momento atual, especialmente após a soltura do ex-presidente Lula, é de polarização cada vez mais forte?
Sim. Mas não sabemos se isso perdura até 2022.

Euler de França Belém – Quem é mais forte hoje: João Dória ou Luciano Huck?
No momento em que vivemos, Bolsonaro é o mais forte.

A circunstância de hoje não é boa seja para o Huck, o João Dória, o [Wilson] Witzel [governador do Rio] ou qualquer outra pessoa.

Euler de França Belém – Nem para o ministro Sergio Moro? Pesquisas o colocam à frente de Bolsonaro.
Quando radicalizamos nos extremos, nas ideologias, o Bolsonaro assume uma posição que se sobrepõe a todos os demais.

Euler de França Belém – O ex-governador Marconi Perillo está vivo ou morto politicamente?
Escutei uma vez, de um político muito tradicional, que fundo de poço de político sempre tem mola. Essa é a melhor resposta.

“Só pontuo o Moro e o Tarcísio Gomes [Infraestrutura]. Todos os demais ministros ainda deixo em avaliação” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Euler de França Belém – Como o sr. avalia o governo Bolsonaro do ponto de vista de realizações?
Ainda é um governo que ainda tem de mostrar muito a que veio. O melhor do governo é o presidente Bolsonaro. Ele é o mais estratégico. Engana-se quem não acredita que ele seja estratégico. Ele tem quadros que brilham, que só pontuo o Moro e o Tarcísio Gomes [Infraestrutura]. Todos os demais ainda deixo em avaliação.

Euler de França Belém – Do ponto de vista de gestão, a avaliação do governo Caiado é positiva?
Não tenho uma avaliação. Na pesquisa qualitativa que fiz, ele tem uma avaliação positiva da sociedade dentro da sociedade de Goiânia.

Euler de França Belém – A duplicação da BR-153 finalmente será concluída?
As concessões quando são bem feitas resultam em serviços de qualidade. A concessão da BR-153, no trecho entre Anápolis e Aliança, no Tocantins, foi ruim e, portanto, deu no que deu.

Euler de França Belém – A sua relação com o senador Vanderlan é boa?
É ótima. Não há conflito nenhum. Almocei com ele hoje, fui à empresa dele. A relação política e de amizade é excelente.

Euler de França Belém – Como está a relação do PP com o MDB de Daniel Vilela?
Muito boa. Apoiamos o Daniel em 2018. Temos uma relação de amizade pessoal e de respeito partidário. Mas o momento é de administração e gestão. Esse é o momento em que nos preocupamos com a consolidação do partido e, é claro, com o fortalecimento dele.

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