“Marconi Perillo é o melhor prefeito que Goiânia já teve”

Secretário de Governo diz que obras pela cidade mostram que, apesar da alardeada rejeição, ninguém fez mais pela capital do que o governador tucano

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

De militante petista a filiado tucano, de vereador de Goiânia a secretário de Estado, de aliado de Paulo Garcia a escudeiro de Marconi Perillo. A vida de Tayrone di Martino fez uma trajetória de 180 graus nos últimos dois anos, desde que renunciou à candidatura a vice-governador na chapa “puro sangue” com Antônio Gomide (PT), em 2014. Ele entrou em rota de colisão com a cúpula de seu ex-partido após votar contra o aumento do valor do IPTU em até 400%. Acabou expulso no ano seguinte.

Depois de se filiar ao PSDB, Tayrone assumiu, no início de julho, a Secretaria de Governo, na vaga deixada por Henrique Tibúrcio. Desde então, ele ressalta que vem se dedicando ao máximo à gestão estadual e se diz um “aprendiz” ao lado de Marconi. “Ele trabalha 24 horas, já tem atividade desde as 6 horas da manhã e fica até tarde, faz inúmeras reuniões, se preocupa com tudo o tempo todo. Não tem como não perceber que é uma pessoa dinâmica, e eu tenho aprendido muito do ponto de vista político e de gestão.”

Nesta entrevista ao Jornal Opção, ele defende o governador e diz que, no que depender do Palácio das Esmeraldas, uma parceria com a Prefeitura de Goiânia, comandada pelo arquirrival Iris Rezende (PMDB), será “extremamente fácil”. Tayrone fala também de seus projetos para o futuro. Dizendo que vai “sempre disputar eleição”, ressalva que, no momento, só pensa em ajudar o governo em todas as suas ações.

Elder Dias — Passada a eleição para a Prefeitura de Goiânia, a pergunta é: como será o governador Marconi Perillo (PSDB) fazer uma parceria republicana com o arquirrival Iris Rezende (PMDB), já que são de grupos antagônicos em Goiás?
Acredito que será extremamente fácil, porque são dois grandes líderes e sabem que precisam mostrar resultados em suas gestões. A primeira declaração de Iris após a eleição foi para dizer claramente que vai ter parcerias com o governo, que vai procurar o governador, que sabe das diferenças políticas, mas que tem respeito pelo governador. Este, por sua vez, deixou isso claro, também, quando fez declarações logo após as eleições.

Antes, ambos já criaram parcerias em obras e ações conjuntas. E Marconi já ofereceu a Iris a maior homenagem do Estado, a Comenda do Mérito Anhanguera. Eles têm disputas eleitorais marcantes, Marconi lembra que já disputou seis turnos de eleições contra Iris, mas sempre ressaltou que respeita a história do peemedebista, da mesma forma com que Iris respeita a história do governador. Tenho clareza de que Marconi vai atuar pensando no benefício dos moradores de Goiânia, acima de qualquer divergência com Iris, depois de serem adversários políticos e terem disputado eleições homéricas aqui.

Alexandre Parrode — Há duas questões graves colocadas antes mesmo da eleição. A primeira, a atuação da Saneago: Iris já disse que quer reaver a concessão e municipalizar a água de Goiânia. Outra questão é uma dívida da Prefeitura com o Estado, na área da saúde, que seria na ordem de R$ 300 milhões, e que está sendo contestada. Isso poderá ser contornado?
Quando falamos de relação republicana, de os dois trabalharem para a população de Goiânia, não estamos dizendo que não haverá conflitos e defesas de teses de forma diferente. O governador vai defender o que ele acredita e Iris também. Nesses dois temas específicos, na questão da saúde, há de ver o que decidirá o jurídico. Acredito que isso é algo mais no âmbito legal que no político. Sobre a Saneago, avalio que Iris, ao assumir, vai refletir muito sobre isso, porque quando ele diz que vai municipalizar a água, há aí a questão legal. A prorrogação da concessão já foi aprovada pelo Legislativo goianiense, é matéria vencida. Ele teria de pedir à Câmara para revogá-la, abrindo um precedente jurídico. Então, legalmente, acho que ele teria problemas. Do ponto de vista financeiro, não acredito que o município tenha condições — e isso foi exposto na campanha — de arcar com algo assim. O vice-prefeito Agenor Mariano participou de um estudo sobre isso e sabe bem do imbróglio. O município não tem condições financeiras e estruturais de assumir isso sem provocar um prejuízo enorme para os cofres municipais. Num primeiro momento, pode-se achar que é lucro ter uma concessionária desse porte, mas na prática há de se fazer investimentos que não cabem na receita do município, que também precisa atender diretamente demandas como iluminação, asfalto, transporte coletivo e tantas outras áreas que são importantes.

O terceiro ponto é político. Iris Rezende disse que deve muito à população de Goiânia. Ele também deve à população de Goiás, que o elegeu governador duas vezes. E se analisar de forma fria, municipalizar a Saneago em Goiânia é não pensar na responsabilidade enquanto ho­mem de Estado também, porque isso desestruturaria vários fornecimentos de água da Saneago para todo o território goiano. Seria pensar no próprio umbigo sem considerar que é interesse de toda a população do Estado. Quando o governador defende a Saneago como um bem de todos no Estado, ele está pensando no conjunto da população. Não acredito que Iris vai pensar só na população de Goiânia — e veja que sou goianiense, mas também quero o bem de meus familiares que moram no interior e também precisam de água.

Alexandre Parrode — Mas o problema é esse, já que Iris diz que Goiânia banca outros municípios…
Se for isso, para um político que já foi governador, Iris deveria pensar no Estado como um todo, e não somente em seu reduto administrativo. E não digo isso só por ser Goiânia ou Goiás, mas do ponto de vista do ser humano. Quando se toma uma decisão sem pensar no outro, pensando só em si mesmo, não há uma boa política. Isso não é correto.

Elder Dias — Há uma equipe de transição para a passagem da administração atual para a que vai assumir com Iris Rezende. Dentro do PMDB, porém, há muita gente com um revanchismo à flor da pele e que quer em 2018 tomar o poder, a partir da saída de Marconi do governo. Não seria também o momento, pensando em mitigação dos danos, de haver uma comissão de negociação de parcerias entre o governo estadual e o municipal?
Certamente o governador Marconi Perillo vai propor essa e inúmeras outras ações para unificar e trazer um trabalho positivo para a cidade de Goiânia. Digo isso até pelo histórico. Nós tivemos o risco de ter na Prefeitura um aventureiro e, em minha avaliação, foi no momento em que o governador mandou interlocutores para um possível apoio a Iris Rezende que o peemedebista voltou para a disputa e se tornou, agora, prefeito eleito de Goiânia. Acredito que o próprio Iris percebe que não existe no governador a intenção de fazer algo negativo. Certamente, se tivesse havido mais maturidade no entorno de Iris, dentro do PMDB, ele teria sido eleito com o apoio de Marconi. Isso de­monstra que, da parte do governador, não haverá nenhuma dificuldade para dialogar e fazer um trabalho conjunto.

Pelo contrário, Marconi propôs isso em meio a um processo eleitoral, na campanha, queria que ali, naquele momento, já se unisse as duas grandes forças políticas pelo bem de Goiânia, porque é isso que a população quer. O povo não quer rixas, briguinhas políticas, coisas de vaidade, ele quer é resultado concreto. Se o governador demonstrou isso antes mesmo de Iris ter sido eleito, imagine agora ele como prefeito do Goiânia. Marconi fará todo o caminho possível para que o governo do Estado seja parceiro e trabalhe em comunhão com a Prefeitura de Goiânia, com Iris Rezende.

Elder Dias — O sentimento de revanchismo, então, é menor do governador em relação a Iris, que não aceitou o apoio oferecido por Marconi?
O governador deixou claro que não há esse sentimento hostil da parte dele. Ele quer é o bem de Goiânia, está pensando para frente. Apesar de ter ganhado de Iris em seis turnos de eleição, ele está pensando muito mais amplamente do que isso. Marconi Perillo hoje é um nome para disputar a Presidência da República, para ir para o cenário nacional, então não vai ficar em questão de revanchismo do passado. Por parte de Iris Rezende — por quem não posso falar —, não tenho certeza se quando ele negou a possibilidade de aproximação era uma atitude dele mesmo. Porque, depois que ele ganhou as eleições, todas as suas falas foram no sentido de trabalhar conjuntamente com o governador Marconi Perillo. Talvez outras pessoas, com interesses particulares e não interesses da sociedade, é que tentam fazer com que haja uma cisão entre Iris e Marconi. Acredito que Iris, como gestor, vai querer ter o apoio do governador, o que é salutar. E o governador vai querer ajudar Goiânia. Ele precisa do apoio de Goiânia e isso é salutar para ele.

Elder Dias — O governador, então, procurou Iris Rezende, mesmo antes de ele voltar à disputa?
Não foi diretamente o governador, mas ele enviou esses interlocutores para falar com Iris.

Elder Dias — Quem foram os interlocutores?
Isso cabe ao governador revelar, no momento em que achar oportuno. Por parte do PMDB, isso eu posso afirmar, uma das pessoas que participaram das conversas foi Mauro Miranda [ex-senador e membro da comissão de transição com o Paço]. Depois o governador gravou uma mensagem falando que tinha mandado pessoas para falar com Iris, no sentido de querer o bem da cidade. O governador está em um patamar em que quer o resultado. Quanto mais Goiânia e Goiás estiverem bem, mais fortalecido será o projeto político pessoal dele, mas, mais que isso: o Estado sai fortalecido.

Elder Dias — Então, a abordagem foi feita antes de Iris anunciar que voltaria à disputa?
Sim. Arrisco-me a dizer que Iris voltou à disputa motivado pelo governador, pensando na cidade, ter mandado interlocutores, para não deixar Goiânia nas mãos de aventureiros.

Alexandre Parrode — Durante todo o ano, todos da base do governo estadual, principalmente os vereadores, bateram na tecla de que os problemas pelos quais a cidade passava vieram das gestões de Iris. O sr. reconhece, então, que Iris foi um bom prefeito?

Elder Dias — Ou seria “menos pior”, diante dos chamados “aventureiros”?
Percebemos que, no processo eleitoral — e aqui não preciso ter medo de dar nome aos bois —Delegado Waldir se diminuiu. E isso aconteceu porque a população percebeu que ele não tinha capacidade, densidade e possibilidade de fazer uma boa gestão para Goiânia. Uma coisa é a pessoa ter força de vontade, desejo; outra coisa é essa pessoa ter articulação para construir aquilo de que ela está falando. Mas, naquele momento de pré-campanha, a população não tinha essa percepção.

Elder Dias — Mas não era possível perceber, mesmo na pré-campanha, que o Delegado Waldir não tinha consistência e que cairia invariavelmente?
Sim, mas os números, naquele momento, mostravam que ele liderava as pesquisas. Não havia contraponto, naquele momento. O único quer poderia fazer o contraponto era Iris, que tinha abandonado a disputa. Vanderlan ainda estava isolado e as outras candidaturas não estavam concretizadas. Então, na minha avaliação, o governador viu que o cenário era sombrio e fez a movimentação. Para ter ideia, nós tivemos aventureiros ganhando em outros municípios, porque todo mundo achava que o processo iria desidratá-los, mas isso não ocorreu. Obviamente, Iris tem problemas e dificuldades, pois deixa ações não concluídas e não dá o respaldo direto na vida da população. Tanto é que o grupo do governador encabeça uma proposta diferente para dirigir o Estado, uma proposta inovadora. Mas ele se mostrava ser o “menos pior” para dirigir Goiânia.

Alexandre Parrode — O sr. já foi do PT, era aliado do prefeito Paulo Garcia, tendo sido inclusive assessor dele quando ainda era vice-prefeito de Iris Rezende [2009-2010]. Desde então, em sua avaliação, o que a gente pode separar como “problema de Paulo” e “problema de Iris” na gestão da Prefeitura de Goiânia?
Acredito que Iris, de fato, deixou dívidas, como tem declarado o próprio prefeito Paulo Garcia. Mas também acho que não é só dívidas de Iris, mas uma herança que vem de outros mandatos. Essa questão da saúde pode ter se avolumado nas gestões de Iris, mas é um problema que é histórico em Goiânia, desde os mandatos anteriores a eles. Então, tinha dívida, só que Iris teve mais firmeza, em minha avaliação, para superar isso. Acho que Paulo Garcia sempre teve uma intenção positiva para a cidade e sempre quis o bem de Goiânia. Não acho que ele tenha se envolvido em coisas ilícitas, mas acho que faltou a ele firmeza, controle e vontade de fazer uma gestão que se transformasse em resultados.

Uma pessoa que assuma um posto como a do comando da Prefeitura de Goiânia tem de ter vontade de fazer a melhor gestão, seja de manhã, à tarde, à noite ou de madrugada. Na Secretaria de Go­verno, fico o tempo todo pensando no que preciso fazer para ajudar o Estado e o governador, para fazer as coisas dar certo. Acredito que uma pessoa que assume uma responsabilidade como essa deve pensar nisso 24 horas por dia. Então, na minha avaliação, faltou isso a Paulo Garcia, que deixou as coisas correrem frouxas em certo momento. Os secretários tinham mais autonomia sobre ele do que ele sobre os secretários. Por vezes, pelo desgaste que ele estava sofrendo, ele se desmotivou e começou a cuidar de outras coisas que não a própria gestão.

Elder Dias — Nos dois anos em que o sr. esteve como assessor direto de Paulo chegou a perceber essa falta de dedicação ao município?
Nos dois anos em que estive com ele praticamente não foram feitas mudanças na equipe. E ainda havia muita interferência de Iris na gestão, sem contar que Paulo montou um grupo, devido ao processo eleitoral, que estava perto, o qual ele ouvia bastante. Tive a oportunidade de fazer parte desse grupo. Depois que ele foi reeleito e eu me afastei para ser vereador na Câmara de Goiânia, não sei o que se passou. Quando eu estava no grupo, tentei sempre dar dicas, e ele chegava a demonstrar muito interesse em fazer com que as coisas acontecessem. Depois que fui para a Câmara, não acompanhei mais o processo e vi essa desmotivação acontecer claramente.

Elder Dias — Nesse período em que o sr. ainda não estava na berlinda do PT, mas no início do mandato, por que foi se distanciando de Paulo Garcia?
Sempre fui muito autônomo naquilo que defendo. Acho que político precisa ter a capacidade de se posicionar. Obviamente, em determinado momento, ele vai se ponderar e então se posicionar, para então saber se estava certo ou errado. Mas é preciso ter uma posição. No meio de meu mandato, percebi que muitas decisões tomadas pela gestão estavam erradas. E eu, como vereador do mesmo partido do prefeito, não tinha a oportunidade de opinar e ajudar a corrigir esses rumos. Se eu tivesse sido chamado para opinar e debater, eu daria minhas opiniões e poderia ter dado certo ou não. Porém, como as decisões eram tomadas no Paço sem ouvir os vereadores, eu dizia claramente: “Não vou votar ou defender qualquer coisa em que eu não esteja inserido na tomada de decisão”.

Não estou na política para ser mais um, qualquer um ou mesmo uma peça de xadrez que alguém mova para onde queira. Eu estou na política para estar junto ao jogador, pensando, analisando e tomando as decisões conjuntamente. Naquele momento, portanto, eu não fazia mais parte das tomadas de decisões. E foram várias as votações em que eu demonstrei este descontentamento na Câmara Municipal. Às vezes, inclusive, votando a contragosto por conta do partido e, muitas vezes, deixando claro para pessoas próximas e até para im­prensa que eu não concordava com as decisões tomadas.

Alexandre Parrode — Isso culminou nas discussões, por conta das eleições em 2014, quanto à candidatura a vice, por exemplo, e foi tudo muito rápido. Como foi isso?
Foram três votações simbólicas, na verdade. Uma foi a do Plano Diretor, com alterações para a região norte, onde pontuei algumas de minhas divergências, mas o partido deu uma orientação e eu não tive como votar da forma que eu queria naquele projeto. O segundo foi quanto à educação, em que eu até consegui interferir para que o resultado não fosse tão traumático. Fui eu quem ajudou a resolver na questão da greve dos servidores da educação, em que houve ocupação da Câmara, e assim que as coisas voltassem ao normal. Mas, naquele momento, eu já vi que a Prefeitura havia tomado várias decisões erradas e me desgastei a fim de tentar contornar e fazer com que o prejuízo para os professores não fosse tão grande, que as coisas fossem menos danosas para eles.

Depois, teve a votação para o IPTU. Eu sou de igreja, faço palestras para grupos de jovens e de casais, uma pessoa que quer chegar de cabeça erguida a qualquer lugar e que possa falar olhando “olho no olho” e, na­quela votação, achei vergonhosa a proposta e como ela estava sendo conduzida. O PT, que sempre defendeu os trabalhadores, apresentava ali uma proposta de em média 400% de au­mento do IPTU. É só pegar alguém que pagava 100 reais de IPTU e que passaria a pagar 500 reais, o que para mim é um absurdo, ainda mais no momento de crise que estamos vivendo. Eu não podia deixar de me posicionar e assim eu fiz. Não votaria aquela matéria, ainda mais como aconteceria, em um domingo à noite. Quando fiz isso, o partido começou a me perseguir e eu deixei claro que eu não deixaria de tomar posição e de demostrar meu descontentamento, o que ocasionou em todo o processo, na disputa à vice e tudo o mais.

“Normalmente, Goiânia é oposição ao governo”

galeriaAlexandre Parrode — Mas como era essa perseguição?
Primeiramente, todas as pessoas ligadas a mim eram chamadas e ouviam “se quiser continuar ‘vivo’ na política, você se afaste do Tayrone ou será demitido”, ou seja, elas se afastaram de mim porque eu me posicionava de forma independente. As lideranças políticas começaram a me ignorar e a atrapalhar todos os meus processos. Chegou um momento em que pessoas do PT foram à Câmara para me vaiar, pois eu me posicionava contra os interesses de Paulo, como esse de aumentar em 400% o IPTU da cidade. Eu participei de alguns movimentos de campanha, pois eu era da chapa majoritária e, nos eventos, várias pessoas da liderança do partido não me cumprimentavam quando eu lhes dava a mão. Eles me ignoraram completamente comigo já na disputa, no processo. Deixei claro ali que não estava na política para brincar, para fazer de conta. Precisava mostrar essa perseguição. Foi a primeira vez que um candidato de chapa majoritária foi suspenso, em todo o Brasil, do processo eleitoral. Eu não podia ficar quieto, tive de me posicionar e acredito que foi a decisão correta. Se voltasse no tempo faria o mes­mo, pois as pessoas nas ruas me reconhecem, dizem que fui correto, sério e que honrei o voto deles e que, por isso, estavam gratos ao que eu tinha feito. Hoje, quando digo que quero entrar de cabeça erguida, é o que faço em qualquer lugar que vou. Entro consciente de que fiz a melhor escolha, de que tomei a melhor decisão.

Elder Dias — Quanto aos pleitos municipais, o governador Marconi passou a ser influente, mesmo quando não era governador, desde 2000 até hoje. Em nenhum deles, o candidato por ele apoiado conseguiu êxito. Foram cinco derrotas. Qual a mensagem que Goiânia quer passar a ele quando dá essa resposta nas urnas?
Em minha avaliação, isso de querer eleger alguém da oposição não é algo específico do governo dele. Em toda a história de Goiânia — e o meio político e da imprensa afirmam isso — quem estava no governo, normalmente, tinha a prefeitura como de oposição. Isso ocorria até na época em que Iris e Maguito Vilela (PMDB) eram governo. Na época de Maguito, até quem foi eleito era do PMDB, Nion Albernaz.

Elder Dias — Isso, na verdade, acontece desde 1992, quando Darci Accorsi (PT) venceu as eleições e depois assumiu em lugar de Nion Albernaz [então no PMDB]. De 1982 até 1992 que tivemos dez anos seguidos de PMDB no governo e na Prefeitura.
Mas percebe-se que não é algo exclusivo ao governo de Marconi, já é anterior a ele. Vou afirmar algo que resume muito a importância dele para a capital: o governador Marconi Pe­ril­lo ele é o melhor prefeito que Goiâ­nia já teve. As grandes obras de Goiâ­nia foram feitas por ele. Se olharmos para a região Noroeste, temos o Hugol [Hospital de Urgências Go­vernador Otávio Lage], que é uma estrutura fantástica de saúde; lá ainda, na saída para Trindade e para Goianira, respectivamente na GO-060 e na GO-070, dois viadutos por ele construídos. Estão em rodovias estaduais cujas saídas são duplicadas — aliás não só essas saídas, mas para todas as regiões do município, e ainda iluminadas; inclusive, de Goiânia a Trindade, na Rodovia dos Romeiros tem ciclovia e um trabalho especial feito por ele.

Obras de esgotos também são algo que foi feito por ele. E ainda, em toda a cidade, os efeitos da Bolsa Univer­sitária, do Renda Cidadã e de todos os programas sociais contemplados pelo Estado. Tem ainda o Crer [Centro de Reabilitação e Readap­tação Dr. Henrique Santillo], que é referência de tratamento em todo o Brasil; o Hugo [Hospital de Urgên­cias de Goiânia], que melhorou muito por conta do governo Marconi, que fez a unidade funcionar com boa qualidade; e o HGG [Hospital Geral de Goiânia], que estava fechado durante os governos do PMDB e que Marconi reabriu.

No esporte, Marconi construiu o Centro de Excelência do Esporte e o Es­­tádio Olímpico, e a reforma e reativação do Autódromo de Goiânia também entra nisso; na cultura, a Vila Cultural, também feita por ele, com a revitalização da região do Teatro Goiânia. O Vapt Vupt também é uma estrutura que proporciona um atendimento qualificado a todos os cidadãos de Goiânia. É perceptível, então, que existem muitas obras feitas por ele na capital. Por fim, há ainda a barragem do João Leite, que garantirá água para toda a população metropolitana, incluindo Goiânia, pelos próximos 50 anos.

Portanto, são muitas as obras do governo estadual em Goiânia. No processo eleitoral, existe um distúrbio feito para jogar uma imagem negativa do governador para a cidade, o que na prática não se concretiza. E não se concretiza porque, quando ele foi candidato disputando com Iris em Goiânia — que é a cidade em que o Iris se fez politicamente — Marconi disputou, em total igualdade na disputa. O Iris ficou com pouco mais de 50% e o Marconi com quase isso. Ou seja, houve polarização em Goiânia, onde diziam que ele teria rejeição. Vanderlan Cardoso (PSB) também se aproximou disso, ficando com 43% dos votos válidos e Marconi já teve mais que isso na capital.

Obviamente, existe rejeição, que não é só na capital, mas em todos os lugares — o que é normal, todo agente de Estado na gestão tem rejeição. Mas ele tem feito muito pela cidade. Se a cidade tivesse dado essa derrota como alguns pintam para Marconi, ele não teria sido governador do Estado. A eleição aqui, e ele diz as pessoas, por mais que tenha tido aqui uma votação menor que a do Iris, foi de uma votação muito próxima e acirrada entre os dois.

Elder Dias — O que faltou, então, na “quase vitória”, seria uma comunicação melhor para passar para cidade o que Marconi tem feito por ela?
Não é nem questão de uma melhor comunicação, pois o governo tem feito a comunicação dele da forma que tem de ser feita no Estado e, inclusive, em Goiânia. Se eu fosse o candidato, eu teria assumido o governo e defendido as obras do governo — acho que faltou isso. Nessa eleição, faltou ao candidato Vanderlan, que foi para quem trabalhei e quem quis que fosse eleito, assumir as obras do governo do estado. Eu teria ido à frente do Hugol e dito a população: “Esta é uma obra do governo do Estado e feita sem nenhuma ajuda do município. Imaginem como seria se o Estado e a Prefeitura trabalhassem juntos para fazer não só essa obra, mas inúmeras outras para a cidade.” A campanha dele deveria ter assumido a parceria.

Elder Dias — Faltou, então, a Van­derlan se assumir como candidato da base aliada?
Ele teria de ter assumido a parceria com o governador e mostrado que estava junto dele e que trabalharia com ele para fazer muito mais.

Elder Dias — Mas o sr. acredita que ele deveria ter se assumido como candidato da base?
Eu acredito que ele teria de ter assumido todas essas obras e ter levado para frente o fato de que Goiânia foi sempre bem administrada pelo governo estadual e que Marconi Perillo foi o melhor prefeito que Goiânia já teve.

Elder Dias — Pergunto porque Van­derlan sempre se definiu como terceira via, e ao se aliar ao PSDB parece ter ficado em um limbo. Estava apoiado por Marconi e tinha Iris como adversário, mas até então sempre tinha estado desligado de ambos. De repente, estava ao lado de Marconi e não conseguiu assumir uma identidade nova.
As pessoas fazem essa análise de uma suposta rejeição do governador Marconi, mas, como já expliquei aqui, não acho que exista essa rejeição, ela é fictícia, não acontece. Quando as pes­soas colaram a imagem de Mar­coni em Vanderlan, na verdade o que passou para o eleitor foi o pensamento desconexo do candidato, que tinha disputado com o governador outra eleição, que tinha criticado o governo e agora estava tendo um posicionamento diferente juntamente com ele. Vou repetir, com as obras do governo feitas em Goiânia, pode-se tranquilamente dizer que Marconi Perillo, fez mais pela cidade inclusive do que Iris, quando este foi prefeito.

Alexandre Parrode — Chegou-se a cogitar uma aliança sua com o prefeito Jânio Darrot (PSDB), de Trindade, com uma candidatura a vice no município, o que acabou não se concretizando. O sr. virou secretário e temos hoje um orçamento de R$ 200 bilhões para os municípios. E para 2018, o que o sr. pretende? Se lançar como candidato a deputado estadual ou federal?
Primeiramente, falando sobre Trindade e Goiânia. Sou goianiense, moro em Goiânia, vivo em Goiânia. Só que eu casei com Trindade (risos). Minha mulher [Talitta di Martino, jornalista] é trindadense. Tenho uma relação muito boa com a Igreja Católica, com o padre Robson de Oliveira, com todo o trabalho que é feito pelos missionários redentoristas naquela cidade. Quando as pessoas fazem essas possibilidades, essas projeções, isso se dá mais pela proximidade que eu tenho com Trindade.

Mas eu não trabalho com projeto eleitoral em Trindade, até porque lá temos lideranças muito boas, com capacidade de disputar, ganhar e gerir a prefeitura. Eu me coloco como uma liderança de Goiânia, onde fui vereador. Hoje eu sou secretário de Estado, então acabo sendo uma liderança de todo o Estado. Mas meu berço político é Goiânia e eu vou defender isso, sem­pre tendo esse carinho especial por Trindade, porque minha esposa é de lá e vou a Trindade todas as semanas, à casa de minha sogra.

Elder Dias — E sobre suas perspectivas políticas?
Eu sou um agente político, obviamente vou disputar novas eleições. Preciso descobrir quais caminhos e quais eleições eu vou disputar. Só que, neste primeiro momento, não quero focar nisso, se vou ser candidato a deputado ou não, se eu vou estar no processo eleitoral em 2018. Estou focado na gestão e no trabalho que o governador Marconi Perillo determinou para que eu fizesse na Secretaria de Governo. O governador Marconi Perillo tem me dado muito espaço, eu estou muito feliz pela confiança que ele tem dado a mim. Quero retribuir isso à altura, porque obviamente tive um período em que eu não tinha convivência diária com ele.

O governador Marconi Perillo trabalha 24 horas. Se for procurá-lo em atividades, ele já tem atividade às 5 horas, 6 horas da manhã. Fica em atividade até tarde, faz inúmeras reuniões, se preocupa com tudo o tempo todo, liga o tempo todo. Não tem como não perceber que é uma pessoa dinâmica, com vontade, com desejo, com capacidade de execução. E eu tenho aprendido muito do ponto de vista político e do ponto de vista de gestão. E eu tenho dito isso claramente, o quanto eu tenho sido um aprendiz pelo quanto ele se dedica por esse Estado.

Elder Dias — Talitta di Martino, sua mulher, foi cogitada para ser candidata a vice na chapa de Jânio em Trindade. Foi sua a decisão de ela não ser candidata?
Não. Em casa a gente toma decisão conjunta, não tem essa história de o homem tomar a decisão (risos). Sou dessa família moderna de conversar, dialogar e chegar a uma decisão conjunta. Eu a respeito muito, cresci muito com ela, uma mulher espetacular, inteligentíssima, que tem uma capacidade fenomenal.

Elder Dias — Ela queria ser candidata?
Ela poderia ter sido candidata. Só que na vida a gente tem de tomar decisões de quais caminhos queremos seguir e a gente precisa seguir. Talitta apresenta o programa “Pai Eterno”, na Rede Vida, um programa de rede nacional. Se fosse candidata, teria de deixar o programa por praticamente quatro meses e ela não tinha essa vontade. Obviamente quando uma pessoa que ama o seu município, como ela, convidada para ocupar um posto desses, poderia até pensar duas vezes, mas a decisão foi de continuar ajudando Trindade promovendo a evangelização por meio da TV.

Alexandre Parrode — Temos tido no Estado uma realidade de ajuste fiscal muito forte nos últimos dois anos. A secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, que vai deixar o governo no fim do ano, promoveu um teto de gastos para todas as secretarias, mas a gente vê que as dificuldades da gestão continuam. E o cenário não é de melhoria para o ano que vem. O governador já falou inclusive em fazer um novo ajuste, uma reforma do secretariado e das pastas. Como está sendo discutido isso no governo?
O governador Marconi Perillo foi fenomenal, juntamente com a secretária Ana Carla, na visão de saber o momento político por que estava passando. Para ter ideia, o Rio de Janeiro não tomou essa precaução e agora estão tomando decisões muito piores por lá, mais drásticas para a população do que poderia ter sido feito com algo planejado lá atrás.

Agora o Brasil, por meio das políticas feitas pelo atual governo Temer, também tem seguido o mesmo caminho de Goiás. Por isso digo que Marconi pensou primeiramente na população de Goiás, não queria que tivesse desemprego, não queria ver a máquina pública inchar, queria manter os programas sociais e os projetos que estavam em execução.

A saída de Ana Carla é por questões pessoais. Acredito que o novo secretário também vai ter capacidade de continuar o ajuste e fazer o que deve ser feito. Co­mo secretário, posso afirmar claramente que todas as ações importantes que apresentei a Ana Carla foram apoiadas por ela, que ajudou a buscar recurso para todas. Ela, em nenhum momento, até por ser uma decisão do governador Marconi Perillo, prejudicou nada que pudesse ser benefício para a população.

Alexandre Parrode — Mas há uma perspectiva de reforma de secretariado? Tem se discutido isso?
O governador disse que não vai mudar os secretários dele por causa de processo eleitoral. Obviamente, o governador pode pontualmente fazer uma ou outra mudança, do mesmo jeito que foi comigo — eu entrei dessa forma, sem qualquer grande reforma do secretariado. Tem quatro meses que sou secretário de Estado. Acredito que o governador possa fazer, sim, alguns pequenos ajustes na equipe, mas não deve fazer uma grande reforma. O objetivo sempre vai ser uma equipe mais afinada, uma equipe mais unida, para dar o resultado que se espera.

Elder Dias — Qual seu posicionamento diante da PEC 55? Ela é realmente necessária? É o único caminho a seguir para controlar os gastos públicos?
Existe uma discussão falsa em relação à PEC 55. Todo mundo está falando que a PEC cortará investimentos em saúde e em educação. Só que, muito pelo contrário, ela não tira as necessidades constitucionais dos investimentos obrigatórios nessas áreas. O que a proposta fala é em limites de gastos, mas existem os dispositivos legais que vão garantir os recursos para a educação e para a saúde. Na verdade, quando ela entrar em vigor, será necessário de fato cortar. Ora, mas se não pode cortar na educação e na saúde, onde cortar? Vai ter de cortar nos excessos, e aí teremos a garantia de uma política econômica efetiva para o País.
Eu não seria a favor da PEC se ela fosse afetar os investimentos nessas duas áreas. Mas, conversando com vários economistas e outros especialistas, percebo claramente que não terá nenhum tipo de corte em educação ou saúde. Mais: acredito que tenha de ser uma prática rotineira revisar os gastos por parte do Estado. Não podemos mais, no poder público, ter aumentos constantes de salário, seja de políticos — e aqui me incluo, pois sou secretário de Estado e já fui vereador —, juízes, desembargadores etc. Não pode haver isso, aumentos e privilégios, de forma aleatória. Se temos uma PEC para conter gastos, essas questões vão começar a ser avaliadas de forma mais direta.

Se tomarmos a máquina pública do Brasil em comparação à dos Estados Unidos, por exemplo, vemos o tanto que ela é pesada. Lá há muito menos funcionários públicos do que aqui. Essa PEC será o argumento que vai delinear o que virá a partir de agora para cortar os excessos e para que as pessoas que forem cortadas tenham ciência de que está sendo respeitado um dispositivo legal — o que, na verdade, já ocorre, em outras legislações que previam diminuição dos gastos públicos. A diferença é que agora será um dispositivo constitucional.

Secretário estadual Tayrone Di Martino: “O governador Marconi trabalha 24 horas. É uma pessoa muito dinâmica”

Secretário estadual Tayrone Di Martino: “O governador Marconi trabalha 24 horas. É uma pessoa muito dinâmica”

Elder Dias — O presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos. Dois de seus ministros, o polêmico Geddel Vieira Lima (ex-secretário de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil) também se aposentaram nessa faixa de idade. Mas o que o sr. faria no lugar de Temer, sabendo que quer aprovar uma reforma da Previdência que estende a idade para ter o benefício? O sr. se “desaposentaria”, para dar o exemplo?
Eu ainda não sou pai, embora queira ser, em um futuro breve. Eu penso que para meus filhos, para que eles sigam o que eu queira que eles sigam, eu terei de dar exemplo a eles. Na vida pública é da mesma forma. Como secretário de Es­tado, eu estou organizando as edições do Governo Junto de Você. Em Trin­da­de, o evento caiu num feriado pro­longado, com encerramento no domingo. Fiz questão de estar presente no último dia de atividade e fiquei ali, na manhã, ajudando os funcionários. Era uma data em que eu poderia estar viajando, mas não fiz isso. Pelo contrário, mostrei para todos que eu estava participando junto. O velho ditado diz que a fala pode até comover alguém, mas os exemplos arrastam as pessoas, mostram os caminhos a ser seguidos.

Portanto, acho que seria totalmente salutar que o presidente Michel Temer tomasse uma medida como essa, de abrir mão de sua aposentadoria. Aliás, não só por parte dele, mas pelos agentes públicos, inclusive por quem for votar as matérias. Todos precisam dar o exemplo. Tenho 32 anos e tudo que mudar na lei vai me afetar diretamente. Estamos em uma situação calamitosa em relação à maquina do Estado, especialmente com a Previdência, que precisa ser revista. Não sei dizer os patamares, não tenho conhecimento técnico da área, mas se vai cortar direito de alguém, as pessoas que estão lá em cima precisam dar o exemplo, especialmente nas decisões duras.

Alexandre Parrode — O sr. foi vereador e pode falar: o Poder Legislativo — tanto em um cidade, como no Estado e nacionalmente — realmente representa a população?
Não é uma pergunta fácil. O Legislativo tem uma importância histórica e simbólica, que é a representação popular. Se não fosse o Legislativo, todas as decisões do Executivo seriam únicas, sem contraponto. Por exemplo, ter o Legislativo em Goiânia foi extremamente importante na decisão sobre o IPTU, porque, se não fosse esse poder, o prefeito teria tomado a decisão sozinho e estaríamos pagando 400% a mais de imposto.

Cabe à população, porém, escolher bem seus representantes, é ela quem vota. Eu não participo de eleição pensando em ter dinheiro para montar uma megaestrutura para ganhar outra eleição, até porque não tenho dinheiro, vim de família pobre e não tenho empresa nem capacidade financeira grande. Na eleição, é voto a voto, pedindo mesmo a cada pessoa, para ser eleito.

Só que percebemos, no processo eleitoral, muita gente, entre eleitores e também as chamadas “lideranças”, apoiando ou votando pelo quanto vão pagar ou o que vão ganhar. As pessoas, na hora de votar, precisam votar nas propostas e nas ideias. Infelizmente, acontece muito a primeira situação, ainda. Só vamos ter uma real mudança no Poder Legisla­tivo, para garantir essa representatividade efetiva, quando os interesses da população estiverem realmente acima de qualquer interesse privado. Na hora do voto, é preciso pensar em quem será melhor para a comunidade e a cidade em que se mora.

Elder Dias — O sr. conhece bem o Legislativo goianiense. Como o sr. está vendo o quadro sucessório na Câmara de Goiânia?
Primeiramente, houve uma renovação enorme na Casa. Muitas pessoas boas e novas ligadas a mim foram eleitas pela primeira vez — como Kleybe Morais (PSDC), Sabrina Garcêz (PMB), Anderson Salles (PSDC), Romário Policarpo (PTC) e Andrey Azeredo (PMDB). Além disso, fiquei feliz pela reeleição de muitos, como a Dra. Cristina Lopes (PSDB), Welington Peixoto (PMDB), Paulo Magalhães (PSD), entre outros — são vários os vereadores com quem tenho boa relação.
Sobre o processo eleitoral da Casa, o governador Marconi Pe­rillo já deixou claro que não vai participar disso, por achar que isso é decisão dos próprios vereadores. Obvia­mente, Iris Rezende, por ser prefeito, terá de participar. Eu não faria alguma aposta, mas acredito que o próximo presidente tende a ser alguém próximo a ele. Iris vai trabalhar duramente para eleger seu nome. Acredito que teríamos uma excelente pessoa na Pre­sidência com a Dra. Cristina. O atual presidente, Anselmo Pereira (PSDB), também tem capacidade de articulação muito grande. Perto de Iris, para mim hoje seria Andrey Azeredo, que terá um trânsito interessante no Paço. Mas eleição na Câmara é algo que ainda terá uma grande articulação. As entidades de classe vão querer participar do processo e, é claro, os próprios vereadores vão se mexer entre si. Tudo pode acontecer.

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