“Iris Rezende é o responsável pelo caos que Goiânia vive hoje”

Os equívocos do candidato peemedebista quando foi prefeito levaram à situação por que a capital passa atualmente, diz o presidente da Agetop

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Goiânia vai acabar de acabar. A frase foi extraída de uma declaração já ao fim desta entrevista ao Jornal Opção, mas resume bem o pensamento — e o prognóstico — de Jayme Rincón a partir de uma eventual vitória de Iris Rezende (PMDB) na eleição do próximo domingo. O presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) e que chegou a ser pré-candidato a prefeito pelo PSDB é extremamente incisivo ao falar sobre o que seria colocar a administração da capital novamente nas mãos do peemedebista.

Se Paulo Garcia (PT) sofre hoje uma grande desaprovação popular isso se deve, no entendimento de Jayme, ao que herdou da gestão de Iris Rezende, que esteve no comando da cidade de 2005 a 2010 — já havia sido prefeito na década de 60, de 1966 a 1969 —, quando deixou o cargo para ser candidato ao governo estadual, sendo derrotado, pela segunda vez, por Marconi Perillo (PSDB) — a primeira foi em 1998 e a terceira seria em 2014. “Iris continuou mandando na Prefeitura até o começo desse ano, quando Paulo Garcia brigou com ele. Na verdade, nós temos só dez meses que Iris saiu da gestão”, diz.

Para o presidente da Agetop, a vitória de Iris significará “quatro anos de atraso” para a capital. Por isso, ele está 100% envolvido com a candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB), apoiada pelo governo estadual, que ele integra. “Vanderlan é um político an­tenado, moderno. E então, quando vemos Iris com chances de vencer uma eleição para a Pre­fei­tura de Goiânia, é preciso ficar preocupado. Não é que as pessoas não saibam votar, mas é que não conseguiram ver ainda, com muita clareza, o que Iris de fato é”, sentencia Jayme Rincón.

Patrícia Morais Machado — Um dos pontos que a campanha de Iris Rezende pegou como gancho para tentar enfraquecer Vanderlan Cardoso é o de que ele é o candidato do governador Marconi Perillo. Parece que Vanderlan “mordeu a isca” e ficou se defendendo. Há quem diga que Vanderlan tem de se expor e mostrar os benefícios que o governo estadual fez para Goiânia, outros acham que ele precisa continuar sem expor muito o governo na aliança. Qual sua opinião?
Os números desmentem essa afirmação em relação à aliança, em sua forma pejorativa, ou como uma dificuldade. Vanderlan tinha 11% e disputava o 3º lugar com Adriana Accorsi (PT). A partir do momento em que o governo e o governador Marconi se aliaram a Vanderlan, ele subiu para mais de 33% e terminou o primeiro turno encostado em Iris. E agora, no segundo turno, a disputa está voto a voto. Se tivesse algum estorvo por parte do governador, Vanderlan não teria chegado a esse patamar. Ora, se ele só cresceu depois que o governador esteve junto, como Marconi poderia estar atrapalhando? Então, esse argumento é uma falácia, que não tem consistência.

Sempre defendi que o próximo prefeito de Goiânia esteja afinadíssimo com o governo estadual, e principalmente com alguém como o governador Marconi Perillo, que sempre foi municipalista. Nós não fizemos mais por Goiânia até agora por causa da birra insana de Iris em não permitir qualquer parceria do governo estadual com a Prefeitura, a ponto de ele ter proibido o prefeito Paulo Garcia (PT) de firmar parceria conosco. Com isso, o grande prejudicado foi o cidadão goianiense. Qualquer prefeito que entrar, até pela situação caótica da cidade, vai precisar do governo federal e do governo estadual, da mesma forma que o governo estadual sempre precisou de parcerias com a União.

Sempre defendi, independentemente de partidos ou de passado político e resquícios que possam ter ficado nessa relação, que Vanderlan assumisse claramente a parceria com o governo estadual. Eu sabia que o eleitor entenderia isso com muita clareza. Até sugeri para o pessoal do marketing o seguinte: coloque no vídeo o governador Marconi com Van­derlan lhe dizendo “governador, eu preciso de sua ajuda, preciso da parceria com o governo do Estado para resolver os enormes problemas que a turma de Iris Rezende, e principalmente o próprio, deixou para Goiânia. Preciso de sua ajuda para recuperar e reconstruir Goiânia, porque a situação de Goiânia hoje é caótica, fruto do atraso, da má gestão de Iris e de sua turma”. O governador responderia que, mesmo não tendo nenhuma parceria alguma com Iris ou Paulo Garcia, sua gestão trouxe obras importantíssimas para a capital.

Cezar Santos — Independen­te­mente de parcerias com Iris Re­zen­de, que ficou no comando da Pre­feitura de 2005 ao início de 2010, e ele tendo atrapalhado parcerias no período de Paulo Garcia, o governo estadual pode dizer que tem um rol de realizações na capital?
Certamente. Nós fizemos o Hugol [Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, unidade de saúde de alta e média complexidade em urgência e emergência, com foco em traumatologia, queimaduras e medicina intensiva], duplicamos e iluminamos todas as saídas de Goiânia, iluminamos a BR-153, construímos o Credeq [Centro de Referência e Excelência em Dependência Quí­mica] na região metropolitana, construímos o Centro de Excelência do Esporte [leva o nome do arquiteto Eurico Calixto de Godoi, moderno complexo esportivo localizado na região central da capital, com a reconstrução do Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira], fizemos três viadutos nos limites onde o governo podia atuar — nas saídas para Trindade, para Inhumas e para Nerópolis — entre outras realizações. Mesmo com toda essa dificuldade da Prefeitura de Goiânia em firmar parceria conosco, nós conseguimos fazer. Então, nessa sugestão que fiz ao marketing da campanha de Vanderlan, o governador diria “mesmo com toda essa dificuldade, eu já fiz muito pro Goiânia, imagine se eu tiver um prefeito parceiro! Eu vou fazer muito mais, estando afinado com o prefeito.”

Repito: o eleitor entenderia isso com muita clareza. Agora imagine se a Prefeitura de Goiânia voltar para as mãos de Iris, que é radical, rancoroso, que tem uma relação de ódio maluco em relação a Marconi Perillo e as pessoas que cercam o governador. Seria um atraso muito grande.

Cezar Santos — Vanderlan Cardoso ficou na defensiva, ficou acuado, se explicando de forma enviesada quanto ao apoio do governo à candidatura dele?
Realmente, e é um equívoco. A partir do momento em que alguém en­tra numa discussão tendo de dar explicações, já entra em desvantagem. Isso já é um pressuposto. Em São Paulo, o João Dória teve uma ex­periência vitoriosa como candidato do PSDB, ignorando todo tipo de acusação, inclusive em relação ao go­vernador Geraldo Alckmin, que não é bem avaliado na capital. Eu es­tava em São Paulo e vi o primeiro pro­grama que Alckmin participou junto com Dória, e que foi exatamente nessa linha que sugeri aqui, entre o governador Marco­ni e Vanderlan. O governo estadual tem muito que fazer por Goiânia e pode fazer, mas para isso tem de ter parceria com o prefeito.

Patrícia Morais Machado — Apa­re­ceu agora uma denúncia do empresário e sócio da Delta, Fernando Cavendish. Isso não acaba corroborando a necessidade de Vanderlan descolar da imagem do governador?
Coincidiu agora de aparecer essa notícia velha, requentada, armada. O que apareceu agora de Cavendish é exatamente o mesmo que disseram na CPI do Cachoeira, em 2012. Estão requentando um assunto que foi discutido exaustivamente em Goiás. E tem um detalhe: foi discutido e investigado. Nós fomos investigados, os dois contratos do governo estadual com a Delta, a vida do governador Marconi Perillo, minha vida, a vida das pessoas próximas a nós. Fomos investigados até a alma e não acharam nada. Numa investigação dessas, se não acharam é porque não havia nada.

A acusação diz que Caven­dish deu propina para PPPs [parcerias público-privadas] de rodovias. Mas como se vai dar propina para alguém que não era governador? Ora, Marconi era senador naquela época, então, a menos que alguém fosse pagar propina antecipada, isso não existe, nunca aconteceu, nunca foi tema (enfático). Bem, depois falam de contrato de saneamento, mas o único contrato de financiamento foi uma subdelegação e quem ganhou foi outra empresa, a Foz Ambiental. A Delta nem participou.

Falam também de obras. Mas que obras? De duas licitações? Nós licitamos R$ 6 bilhões na Agetop. A Delta ganhou R$ 43 milhões, ou 0,7% dos contratos. E essas duas licitações eles ganharam com 21% de desconto, tendo participado 11 empresas. Que benefício a Delta poderia ter tido no governo? Nenhum.

E mais, eles não doaram para nossa campanha em 2010 e foi por uma razão muito simples: não queríamos conversa com eles nem eles conosco. A Delta era conhecida por nós e por toda a população goiana como empresa de Iris Rezende. Quem trouxe a Delta para Goiás e quem fez a Delta crescer aqui foi Iris. Nós não tínhamos relação nem queríamos nos aproximar da Delta, porque teríamos empresa muito mais sérias, maiores, mais idôneas, dispostas a nos ajudar. Não tínhamos nenhuma razão para ter relação com eles.

Então essa história não existe, mas agora ela foi plantada, chegou ao jornal “Estado de S. Paulo” como um dos anexos de uma delação que o Cavendish provavelmente faria. Mas o próprio jornalista disse “no caso de vocês (de Goiás) é um parágrafo; do Sérgio Cabral (ex-governador do Rio de Janeiro) tem muita coisa. E tem uma página inteira relacionada à Prefeitura de Goiânia”. Se sabem que tem uma página inteira sobre a Prefeitura de Goiânia, por que não divulgaram isso? Então, em relação à Delta, quem tem de ficar preocupado chama-se Iris Rezende Machado, mais ninguém. E eu tenho certeza de que ele está extremamente preocupado, deve estar rezando agora, muito, para que isso não venha à tona antes das eleições. Os malfeitos de Iris começarão a vir à tona — e mais cedo ou mais tarde virão, não é possível que uma pessoa consiga fazer tudo que Iris fez de errado ao longo de sua vida política, com esse enriquecimento, sem ser punido algum dia. Vai chegar o momento de todos esses malfeitos serem apurados.

Lembro-me de que, na época da CPI do Cachoeira, nós fizemos representação para a Justiça, para que investigassem os contratos da Delta com a Prefeitura de Goiânia, porque os problemas estavam lá, mas nunca investigaram. Quando foi para a CPI da Assembleia investigar, Iris pediu a um de seus auxiliares para entrar na Justiça e conseguiu uma liminar dizendo que a CPI da Assembleia não tinha poder para investigar contratos da Prefeitura de Goiânia. Então, estou absolutamente seguro com relação a essa história de Delta com o governo estadual, com o governador Marconi Perillo. Repito, quem tem de ficar preocupado é Iris Rezende.

Euler de França Belém — E teve algo da Delta em relação ao governo de Alcides Rodrigues [que sucedeu Marconi Perillo e ficou no governo de 2006 a 2010]?
Não acredito. Quando cheguei à Agetop havia só um contrato da Delta feito com o governo Alcides. O que sei que houve de maior porte da Delta com o governo Alcides foi que eles ganharam licitação para aluguel de veículos para a Secretaria de Segurança Pública. Pelo histórico do governo Alcides, provavelmente deve ter tido algum benefício.

Euler de França Belém — E com a Prefeitura de Anápolis?
Na CPI do Cachoeira surgiram até gravações estabelecendo relações da Delta com o então prefeito Antônio Gomide. Mas, se existiu algo, deve ser revelado agora com a delação de Fernando Cavendish.

Euler de França Belém — Nessa relação da Delta com Iris é importante registrar que Cláudio Vieira, que era o contato da empresa em Goiás, conseguiu indicar o sogro para secretário de Turismo da Prefeitura de Goiânia, quando Iris era o gestor.
Exatamente, a relação da Delta com Iris é umbilical, explícita, de conhecimento de todos os que militam no meio empresarial. Iris deve estar muito preocupado com essa delação de Fernando Cavendish, que vai causar um estrago enorme não só na vida política e moral dele, não, mas na vida patrimonial de Iris. Quando as coisas vierem à tona, e se Iris for objeto de algum processo, não tenho dúvida de que os bens dele serão bloqueados, até para saber a origem dessa fortuna, uma das maiores do Brasil, de um cidadão que nunca teve qualquer negócio empresarial. Iris foi político desde jovem.

Patrícia Moraes Machado — Iris diz que seu patrimônio foi construído com a herança de seu pai e o trabalho na advocacia.
Acompanhei muito de perto o período de advocacia de Iris, até porque seu escritório trabalhava para nossa empresa, que era de meu tio, amigo pessoal de Iris. Se você pedir a ele para relatar três causas importante que ele tenha ganhado e que hoje teriam um valor, corrigido, maior do que R$ 200 mil de honorários, ele não vai citar. Iris praticamente não advogou. Fez uns cinco ou seis júris na época em que esteve cassado, sua presença seria notada sempre. Ele era criminalista numa época em que ninguém desta área ganhava muita coisa, diferentemente de hoje. Ou seja, Iris não tinha uma carteira de clientes que pudesse justificar 1% de seu patrimônio.

Patrícia Moraes Machado — Mas a história é de que Iris teria herdado os bens de seu pai…
Ora, mas a vida inteira Iris falou que era um menino pobre e que seu pai era oleiro em Cristianópolis. Falava isso para a população, sempre. Então, ou ele mentiu neste momento, abusando da boa fé do povo, falando que o pai era oleiro e humilde, ou ele mentiu quando falou que herdou seu patrimônio do pai.

Patrícia Moraes Machado — Iris falou em um debate que seu pai era um industrial.
Não vamos nem levar em conta o que Iris está falando nos últimos debates, porque ele está se superando. Iris sempre menosprezou a inteligência das pessoas e sempre usou os mais humildes e necessitados em benefício próprio. Nunca quis dar a vara para ninguém, nunca quis ensinar ninguém a pescar. O que ele fez, sempre, foi criar no cidadão menos favorecido uma dependência enorme, de alguma forma. Sua carreira inteira foi feita em cima de demagogia.

Mais um detalhe: ninguém consegue tomar uma ação, alguma coisa em seu programa de governo, que tenham transcendido seu próprio mandato. Tudo que ele faz começa e termina com ele. Por quê? Porque ele usufrui do mandato, do poder e da boa fé das pessoas. Este é o grande problema de Iris. No dia em que teve um adversário de verdade, como foi Marconi — jovem, trabalhador, articulado e com planejamento —, Iris perdeu. Por que Marconi ganhou tantas eleições? Porque atuou em todas as áreas, com programas que estão aí até hoje: programas de incentivo fiscal, o Bolsa Universitária, o Renda Cidadã, o Inova. Veja o programa Rodovida, da Agetop, ele é interessante vai ficar para os próximos governos.

É por causa disso que Iris nunca mais ganhou o governo. Não adianta dizer que trabalhar muito, só isso não produz resultados. É preciso trabalhar com planejamento, com competência, com inteligência. Vi uma propaganda dele agora, dizendo “Iris não planeja, Iris executa projetos”. Ora, pelo amor de Deus! (enfático)

Esse é o Iris que corre risco de ser eleito prefeito de Goiânia. Exatamente por ter tido um prefeito que não planeja é que Goiânia está desse jeito. Temos um Plano Diretor que Iris conduziu e que veio para atender exclusivamente aos interesses do mercado imobiliário. Acabou com o trânsito da cidade e deixou que se construísse tudo em qualquer lugar. Então, de cara, não se desenvolve vocações em determinadas regiões, é preciso atravessar a cidade inteira por conta de como ficou constituído esse Plano Diretor.

Veja as intervenções de trânsito que Iris executou. Basta analisar e ver que nunca teve qualquer planejamento, é só coisa pontual — corta uma praça aqui, fecha um retorno ali, e por aí vai. Paulo Garcia é um sujeito inteligente, articulado, antenado, mas herdou isso e não teve tempo de se “libertar” de Iris Rezende, que não vê nada do que acontece no mundo, que só foi ao exterior uma vez, se não me engano. Por não ter planejamento nenhum, vemos esse trânsito caótico.

Agora, vem prometer sinalização sincronizada, controle automatizado, tudo mentira. O que Iris está prometendo é o que ele nunca fez. E não vai fazer nada de novo. Iris não acredita em modernidade, não acredita em inovação. Só acredita em sua própria intuição, acha que sabe mais do que qualquer um.

Cezar Santos — Mas o que estaria faltando nesta campanha, em relação a essa questões?
Está faltando ligar os problemas de Goiânia ao grande responsável por eles, que é Iris Rezende. Faça uma imagem dos transtornos do transporte coletivo na hora do rush. Então corra lá e descubra quem é que fez a última licitação do transporte? Quem assinou? Foi Iris, como prefeito de Goiânia. Havia uma câmara deliberativa da qual o governo participava minoritariamente. A Prefeitura bateu o pé e fez a licitação do jeito que queria. Ou seja, quem é responsável por esse transporte caótico chama-se Iris Rezende Machado. Tem de filmar e dizer “esse é o transporte do Iris, o Iris não fez e não fará”. E não fará mesmo, porque não admite discutir nenhum assunto de maneira séria, com planejamento.

Patrícia Moraes Machado — A crise do lixo que Goiânia enfrentou também foi em decorrência de ações de Iris?
Hoje, salvo engano, há duas cidades no Brasil em que o serviço de coleta de lixo não é terceirizado: uma delas é Goiânia. Quando Iris assumiu a Prefeitura, em 2005, foi na contramão mais uma vez e rescindiu os contratos das empresas terceirizadoras. Comprou caminhões para a Comurg. Seria o mesmo que eu fosse cuidar da manutenção rodoviária da Agetop como ele cuidava na época do Crisa (Consórcio Rodoviário Inter­municipal S. A.) e do Dergo [Departamento Estradas de Rodagem de Goiás], comprando máquinas e fazendo execução direta, contratando funcionários. Aí, se uma máquina quebrar e você for muito ágil como administrador, vai ficar 90 dias com ela parada, esperando para comprar peça e consertar. Uma das razões pelas quais João Dória ganhou na cidade de São Paulo foi por falar que vai terceirizar tudo. E tem mesmo! (enfático) Governo tem de cuidar de saúde, educação e segurança pública, o resto tem de entregar. E aí é fiscalizar bem fiscalizado.

O erro de Iris ao mudar a forma de administrar a Co­murg levou às crises do lixo em Goiânia. E não tenha dúvida, se ele entrar, vai comprar uns caminhões novos e vai achar que resolveu o problema de Goiânia. Então, vejamos: limpeza, culpa de Iris; trânsito, a culpa é de Iris; transporte coletivo, a culpa também é dele. Os equívocos de Iris Rezende levaram à situação que Goiânia vive hoje.

“Vanderlan é o melhor para nossa cidade”

galeriaAugusto Diniz — Iris apresentou a proposta de resolver a questão do transporte em Goiânia colocando em circulação imediatamente, nos primeiros meses de gestão, 1,2 mil ônibus em circulação. Só colocar ônibus resolve?
Iris gosta de fotografia. O que ele vai fazer? Tirar uma foto mostrando esses ônibus e pronto. Isso não resolve, como não resolveu no passado — e ele era prefeito. Iris é extremamente simplista nas decisões que toma e em suas ações. Há problemas no trânsito para solucionar e fazer com que esses ônibus possam se locomover; há a questão dos abrigos nos pontos, que é uma atribuição da Prefeitura, e veja a situação caótica de quem é usuário de transporte hoje em Goiânia.

Não adianta, então, colocar milhares de ônibus — e não vai colocar (enfático). Eu digo isso porque converso com os empresários do transporte em Goiânia e eles vivem uma situação financeira desesperadora.

Augusto Diniz — Ninguém sabe, por exemplo, quem vai assumir o BRT…
O grande problema é que Iris é irresponsável com o que fala. Eu o vi fazer uma filmagem ali no cruzamento da Avenida 136 com a Marginal Botafogo e falar que vai construir um viaduto ali “e tantos quantos forem necessários”. Eu vi e fiquei rindo, sem acreditar, pensando que esse cidadão ainda tem chance de ser prefeito de Goiânia, com uma atitude dessas. Tenho certeza de que uma das alternativas para melhorar o trânsito é, realmente, construir viadutos em alguns pontos de estrangulamento. Se for muito, temos hoje dinheiro para construir um ou dois. Mas “tantos quantos forem necessários”? Seguramente, teríamos de fazer 15 a 20 viadutos para dar uma agilidade boa no trânsito, no mínimo. Ele não vai fazer isso porque não terá dinheiro, ainda mais sem querer fazer parceria com o governo do Estado.

Vou contar uma história. Quando fomos construir os viadutos das Gos 080, 060 e 070, iríamos fazer mais três viadutos em Goiânia. Falamos eu e o governador com o prefeito Paulo Garcia, depois, em uma segunda vez, eu fui sozinho conversar com ele. Um ele chegou a aceitar, mas a conversa vazou e Iris não deixou, quando ainda tinha uma relação com Paulo Garcia.

Então, como Iris pode fazer “tantos quantos forem necessários” sozinho, sem parceria? Não, não vai (enfático). A Prefeitura de Goiânia, como todas no Brasil, assim como os governos, vive uma situação muito difícil em termos financeiros. Depois, vejo Iris ir a uma escola e falar que vai reformá-la e também construir “tantas quantas forem necessárias”. Deveria ser até proibido um candidato falar uma coisa dessas, deveria ter uma forma de controle no que se fala. Iris se alimenta da pessoa incauta, do crédulo, que acredita nessas ilusões que ele diz. Goiânia hoje está do jeito que está porque, infelizmente, Iris foi prefeito.

Iris vive totalmente fora da realidade. Por isso eu digo que Iris não é velho de idade, isso não importa, Fernando Henrique Cardoso [ex-presidente, entre 1995 e 2001] tem até mais idade que ele. O que Iris foi, sempre, é velho de espírito, de práticas. E, no momento, em que a cidade precisa de alternativas modernas, inovadoras, vamos eleger Iris prefeito? Nós vamos ter seguramente quatro anos de atraso.

Eu estou trabalhando o que eu posso, pedindo voto, indo atrás para que Vanderlan seja prefeito. Nós não podemos fazer isso com Goiânia, não podemos entregar mais uma vez Goiânia na mão de Iris. Vai ser um atraso em um período em que a cidade está definindo uma série de coisas em termos, por exemplo, de vocação.

No caso de Iris, nós vamos perder quatro anos. E com outras cidades sendo polos de atração de investimento, adotando práticas modernizadoras em todas as áreas. As pessoas de fora, quando vêm conversar com Iris para trazer alguma alternativa, saem tão decepcionadas, dizem “esqueçam, com esse prefeito aí vocês vão continuar desse jeito”.

Veja a própria equipe de Iris: ela é ruim. Quem Iris teria hoje para compor uma equipe moderna? Não tem ninguém. Eu acho que é o momento de o goianiense refletir muito e ter muito cuidado com o voto. Goiânia não merece Iris. Isso eu repito e afirmo com muita segurança. Os problemas que Goiânia vive hoje são consequência do que Iris fez.

Euler de França Belém — E tendem a se agravar. Os arquitetos e urbanistas falam exatamente o que o sr. está falando, não é uma fala só sua. O caos em Goiânia foi criado por Iris.
O problema de Iris é que ele viveu de política a vida inteira. Ele quer agradar a todo mundo. Isso já não combina muito com uma gestão eficiente. Qualquer interesse que venha de qualquer lugar, Iris dá um jeito de acomodar. Ele fez isso em todas as áreas na Prefeitura. Mas a mais grave é simples: ele saiu construindo parques, o que é uma ideia louvável.

Mas hoje nós temos um comparativo. Fizemos um parque recentemente no autódromo. É só o cidadão ir ao parque que nós fizemos, ver o que lá tem de equipamentos públicos de lazer e ver o que foi feito nos parques de Iris. Isso que eu estou falando eu fiz, antes e depois de construir o nosso. Um absurdo. É um desrespeito ao cidadão. Por que Iris faz porcaria? Porque ele quer fazer rápido e de qualquer jeito.

Faça o seguinte. Ande em Goiânia. Se você conseguir andar em uma rua de Goiânia em que o asfalto não estiver péssimo vai ser um milagre. Por quê? Porque ele fez porcaria.

Euler de França Belém — A pavimentação dos bairros que ele asfaltou foi malfeita?
Claro. Se você andar nos bairros vai ver que acabou tudo, porque acha que tem a fórmula milagrosa. Eu não esqueço nunca que, quando Iris foi asfaltar esses bairros, ele chamou as empresas e começou a discutir questão de preço, não porque ele quisesse economizar não, mas porque queria fazer mais. É diferente. E é a economia da porcaria. Falou “eu dou a brita, dou isso e aquilo” e fez um modelo de contrato que virou uma salada. Estava na cara que ele ia fazer porcaria. Mas por quê? Porque na hora que ficasse malfeito ele não teria nem de quem cobrar. Era preferível que ele tivesse feito até menos, mas aí ele não teria o discurso de que asfaltou Goiânia, mas faria bem feito, faria para durar. Mas o feitiço vira contra o feiticeiro. Se Iris virar prefeito — se o eleitor quiser, não vai virar — o asfalto ruim que ele fez vai cair no colo dele.

Eu estou falando isso com muita segurança e tenho dito isso aonde eu vou, tenho insistido muito nessa história: nós não podemos ter Iris prefeito novamente, isso é um crime com Goiânia. Um crime. (enfático)

Euler de França Belém — Pesquisas independentes e até o Ministério da Saúde apontam para a excelência do Crer [Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique San­tillo]. Chegam a dizer que foi a coisa mais fantástica que já foi feita na saúde. Tornou-se referência. As pesquisas em saúde também mostram que o atendimento da saúde estadual acontece e com qualidade. Agora, na parte que cabe à Prefei­tura, descobrem que Iris a sucateou. Outro equipamento que foi fechado por Iris foi o Hospital Geral de Goiânia (HGG), que ficou mais de oito anos sem funcionar.
Não tem cabimento o que ocorre na saúde do município contaminar nossa parte. Eu fui ao Hugol visitar o vice-governador, dr. José Eliton [que se recupera do atentado sofrido em Itumbiara e que matou o candidato José Gomes da Rocha, ex-prefeito da cidade]. Em que Estado que o governador quando sofre um caso assim e vai para o hospital público? O próprio pai do governador teve um problema em Trindade e foi levado para o Hugol. E eu falo que, se acontecer alguma coisa comigo, me levem para o Hugol.

Eu não tinha ido ao Hugol depois da construção e da inauguração. Eu saí de lá encantado. É uma obra que marca a gestão do governador Marconi. Outra sugestão que eu tinha dado a Vanderlan: ir para a porta de um Cais e grava ali, depois sair e gravar no Hugol. Eu não discuto se a gestão é por OS [organização social] ou não. O que importa é a gestão eficiente e mostrar que essa é a saúde que ele quer para o goianiense. Não é aquela de Iris, não. A de Iris é a do Cais. Era Vanderlan dizer “a saúde que eu quero é a saúde que eu vou fazer parceria com o governo do Estado e vou adotar, que é essa aqui (do Hugol)”. Nós fazemos pesquisa, e isso o governador acompanha muito de perto, e toda avaliação de hospitais públicos administrados pelo Estado está entre 85% e 95%. Nem os hospitais privados têm uma avaliação assim.

Goiânia é uma cidade que hoje vive um momento difícil. Com dificuldades que eu acho até desproporcionais pela idade da cidade. Tem solução? Sim, mas a solução não é Iris. Eu acredito muito em uma gestão de Vanderlan. Primei­ramente, pela forma de ele administrar. Segundo, porque ele terá o apoio incondicional do governo do Estado e montará uma boa equipe. Ele é novo, antenado, oxigenado, um cara que respira o nosso tempo.

Augusto Diniz — O sr. tocou no assunto de pensar o futuro e na inovação na política. O candidato que saiu das eleições mais bem avaliado, apesar de não ter ido para o segundo turno, foi o deputado estadual Francisco Júnior (PSD), que conseguiu adotar uma postura de técnico que conhece o que apresenta à população, e acabou quase encostando na votação do Delegado Waldir (PR). O que representa a postura de Francisco ao resolver apoiar Vanderlan?
Para mim, não foi surpresa o resultado da votação de Francisco Júnior. Eu o conheço bem, é muito preparado, equilibrado, sensato, honesto. Acho que ele seria um excelente prefeito também. Seria normal que ele apoiasse Vanderlan, porque ele tem compromisso com a cidade. Francisco jamais ficaria nem sequer neutro. Ele apoiou Vanderlan por ele estar aqui, por ele gostar de Goiânia.

Outra coisa: ele já trabalhou com Iris. É só ele relatar como é trabalhar com Iris. Eu já ouvi, mas não vou cometer a inconfidência, mas já ouvi coisas dele e do deputado federal Thiago Peixoto (PSD) também [ambos deixaram o PMDB logo após a eleição de 2014]. Essas pessoas trabalharam com ele e, mais do que ninguém, podem falar o que é a gestão de Iris, o que é trabalhar com Iris. Minha primeira experiência em governo foi com o governador Marconi Perillo. E eu só tenho elogios. Eu não tenho um senão à conduta, à rapidez, à forma democrática de discutir as coisas, de ouvir, a sensatez, ao equilíbrio, tudo. Aí eu comparo isso ao que dizem as pessoas que trabalharam com Iris… meu Deus, é absurdo! (enfático)
Você falou também do Delegado Waldir. Eu sempre disse que quando o Delegado Waldir fosse para a eleição majoritária ele iria desidratar. Por uma razão muito simples: o eleitor não leva esse tipo de postura dele mais a sério. Outra coisa que ele falava era que as redes sociais decidiriam as eleições. Está claro que não, o que está decidindo agora é a televisão.

Essa campanha está sendo decidida na televisão. E aí eu acho que nós perdemos um tempo grande em não ligar os problemas de Goiânia ao grande responsável por eles: Iris Rezende Machado. Mas ainda dá tempo. É só uma pessoa sair de casa à noite e a cidade estar escura — o prefeito era Iris. Você vai pegar um ônibus e está aquele caos — o prefeito era Iris. Isso é muito óbvio. Iris saiu da prefeitura agora.

Euler de França Belém — Até hoje o secretário de Saúde [Fernando Machado] é de Iris.
Iris continuou mandando na Prefeitura até o começo desse ano, quando Paulo Garcia brigou com ele. Na verdade, nós temos só dez meses que Iris saiu da Prefeitura pela participação nociva que ele tinha na gestão e principalmente por não deixar Paulo fazer o que ele queria.

Euler de França Belém — Mas o eleitor pode pensar: se Iris é tão ruim assim, por que Marconi o procurou para apoiá-lo?
É uma situação que nós sabíamos que mais cedo ou mais tarde nós teríamos de explicar. Porque aí a gente estava vendo Delegado Waldir e Iris. Naquele momento o quadro era esse que estava indo para o segundo turno. Aí não tem jeito de se fazer outra opção. Iris é ruim? É. Mas o Delegado Waldir é péssimo. Nessas conversas, o pouco que foi conversado, o vice-prefeito seria do PSDB com participação na gestão. Na realidade, isso não era um tiro totalmente no escuro.

Euler de França Belém — Iris parece ter se mostrado na aliança. Mas quem inviabilizou o processo? Foi o senador Ronaldo Caiado (DEM), a Dona Iris [ex-deputada, PMDB]?
Foram exatamente os dois. Mas quem viabilizou a possibilidade de acordo…

Euler de França Belém — Quem articulou da parte de Iris, o ex-senador Mauro Miranda?
Foram Mauro Miranda, Ol­vanir Andrade e Paulo Ortegal que fizeram a interlocução por parte de Iris. E os três eram totalmente favoráveis, porque era muito claro que, se você ajuda a eleger um prefeito com o compromisso de ajudar a cidade, quem ganha é só a cidade. Nós levaríamos a uma possível gestão Iris o que ele nunca teve; levaríamos organização, planejamento, comprometimento de fazer algo bem feito. É só pegar as obras que Iris fez e as que fizemos, e existe uma diferença brutal. Veja o custo de cada uma.

Euler de França Belém — E quanto às rodovias? As do governo atual têm acostamento e muitas são duplicadas ou estão sendo. Já as de Iris, quando governador, nem tinham acostamento.
Hoje, temos um problema seriíssimo e do qual temos muita demanda. O interior cresceu mui­to e tem um tráfego muito grande nas rodovias. As pessoas pe­dem que se faça acostamento e nós dizemos que, infelizmente, é im­possível, por conta de problemas ambientais e uma série de outras questões. Iris, quando foi construir suas rodovias, deixou-as sem acostamento. Têm aterros e outras coisas que vão próximas à rodovia; existe também a faixa de domínio e, depois, as propriedades. Para que se faça acostamento é preciso terra para nivelar com a rodovia e, aí, já tem um problema ambiental: onde se busca essa terra? E o custo é quase de outra rodovia.

Ou seja, é mais uma irresponsabilidade que Iris cometeu. E ele fez isso nas ruas de Goiânia. Do lado da Rua 134, saindo da Praça do Ratinho e descendo em direção à República do Líbano, o trecho em frente àquela praça ali, ao afastar, ele estreitou a rua, ficando uma faixa sem dono… que só depois foi regularizada. Iris, além de não planejar, não segue o que foi porventura tenha sido planejado. Ele estreitou várias ruas de Goiânia e ninguém nunca falou nada. Da outra vez que estive aqui eu disse que ele era “lambão”. E por que ele continua fazendo isso? Porque as pessoas aceitam. Quando você o vê com chances de vencer uma eleição para a Prefeitura de Goiânia, é preciso ficar preocupado. Não é que as pessoas não saibam votar, mas é que não conseguiram ver ainda, com muita clareza, o que ele é. Se Iris eventualmente vencer, eu gostaria de voltar aqui no jornal daqui a quatro anos e fazer a mesma avaliação. E digo: Goiânia vai acabar de acabar.

Jayme Rincón, presidente da Agetop: “Iris prometeu resolver o transporte e a situação está a mesma até hoje”

Jayme Rincón, presidente da Agetop: “Iris prometeu resolver o transporte e a situação está a mesma até hoje”

Augusto Diniz — O sr. disse que a TV é que decidirá essa eleição. Vanderlan foi muito bem no segundo turno, mas, para o segundo, Iris voltou com um jingle muito bem feito, com uma propaganda melhor que a de Vanderlan. O que este precisa fazer para contra-atacar essa subida de Iris?
Eu concordo. Ele precisa, primeiramente, melhorar a propaganda de TV.

Cezar Santos — Parece que houve uma acomodação no staff de Vanderlan…
Eu nem sei se é acomodação. Acho que, no primeiro turno, era necessário mostrar quem era Vanderlan, torná-lo conhecido, e isso foi feito com muito mérito. Foi mostrado ao goianiense quem ele era. Iris não precisava gastar o primeiro turno dele com isso, pois a população o conhece. Depois, nós começamos a discutir muito programa de governo. Não é que não se deva mostrar os projetos — sim, tem pelo menos as linhas mestras do que pensa em fazer, isso é preciso mostrar —, mas não precisaria do nível de detalhamento que fizemos, pois fica enfadonho, chato. Com esse detalhamento, nos perdemos e Iris começou a falar das oito regionais — algo que copiou da gente — e que faria “tudo o que precisasse”.

Eu digo que não precisamos mais gastar tempo com isso, pois o eleitor sabe o que esperar de Vanderlan. Agora precisamos mostrar o perigo que corremos com Iris sendo eleito. O momento pede isso, não adianta mais falar do governo. E outra coisa que precisamos melhorar: o programa de Vanderlan tem muita locução dele próprio; a de Iris você escuta duas ou três vezes, no máximo. São participações rápidas — até porque, eu acho, que se ele ficar falando muito, Iris vai é perder votos. Vanderlan deveria falar menos e ter um programa de TV mais dinâmico. Estamos perdendo nessa vibração e fica parecendo até que quem é jovem é Iris. Eles estão conseguindo rejuvenescer Iris. E eu digo não referente à idade — Roberto Marinho [fundador das Organizações Globo] trabalhou até 100 anos, então.

Euler de França Belém — Mas a propaganda de Iris está muito mais enganadora neste segundo turno.
Ela não é só enganadora. É irresponsável, um estelionato. Repito a história do viaduto: não tem cabimento um candidato dizer que fará tal viaduto e tantos quantos mais forem necessários.

Euler de França Belém — Iris diz que resolveu o problema do transporte público e parece até que o leitor não está acompanhando, pois o sr. e eu sabemos que não resolveu.
Tanto que está aí a situação caótica até hoje do transporte de Goiânia. Ele não resolveu e não vai resolver. Eu insisti muito com nosso pessoal do marketing da campanha, para que insistem na tecla de que Iris não fez e não fará. Do jeito que está colocado, se dermos o azar de tê-lo como prefeito, passaremos pelo maior estelionato eleitoral de Goiás, comparavelmente maior até do que o de Dilma Rousseff. Nós ainda temos tempo de acordar.

Euler de França Belém — O ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Marcelo Augusto, disse que Iris só é candidato quando fala que não é candidato. O sr. acredita que ele se candidatará novamente, em 2018?
Sem dúvida alguma. No dia em que ele assinou uma carta, dizendo que não seria candidato, eu dei uma entrevista a uma rádio no dia em seguida, e comentei as eleições, dizendo que Iris era um candidato forte e que deveria ser respeitado, mas que deveríamos mostrar a população quem ele era. E me perguntaram se eu não tinha olhado a manchete do jornal, que trazia a declaração de que Iris não seria candidato. Eu respondi que não acreditava, que o repórter não acreditara e que ninguém em sã consciência acreditaria. Por isso digo: se vencer esta eleição, Iris é candidatíssimo e vai usar a Prefeitura como trampolim para o governo em 2018. Aposto o que quiserem.

Augusto Diniz — Mas ele diz repetidamente que ficará durante este mandato inteiro.
Ele disse isso também em 2010 e 2014. Iris será candidato até o último dia da vida dele. E, mesmo perdendo a eleição, ele é candidato em 2018. Ele não aprende, parece que gosta de apanhar, é sadomasoquismo. Nós temos de alertar a população e tentarmos fazer isso dentro do governo. Precisamos alertar a população de Goiânia, uma cidade que não merece quatro anos de Iris, pois levaremos dez anos, pelo menos, para nos recuperarmos.

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