“Há uma crise psicológica instaurada no Brasil”

Para o presidente nacional do PHS, existe uma certeza em relação a 2018: a direita, independente de quem seja o candidato, irá vencer as eleições

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Foto:Fernando Leite/Jornal Opção

Eduardo Machado é um dos poucos políticos goianos com expressão nacional. Como presidente nacional do PHS, nos últimos anos, ele tem tido influência direta nas decisões políticas mais importantes do País, como o pleito que levou o polêmico Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados.

Por isso, nesta entrevista ao Jornal Opção, Eduardo Machado fala a respeito da situação do Brasil e é enfático ao dizer que a crise atual está só no começo, dando como certa, por exemplo, a aprovação do parlamentarismo por parte dos deputados federais. “Eu não tenho dúvida de que o projeto do deputado Roberto Freire (PPS-SP) será aprovado, afinal, é do interesse de praticamente todos os parlamentares”, afirma.

Em Goiás, como aliado do governo estadual, Eduardo fala sobre as possibilidades de sucesso do plano nacional traçado para Marconi Perillo (PSDB) em 2018, dada sua avaliação positiva à frente do governo goiano. Como presidente da Metrobus, empresa que gere o Eixo Anhanguera, o político ressalta que o Estado passará por uma onda de privatizações em breve: “Um Estado que está terceirizando a saúde e a educação não precisa ter uma empresa de ônibus”.

No cenário político estadual, Eduardo ainda aproveita para especular sobre as próximas eleições e aponta a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, como uma possível forte candidata da base.

Marcos Nunes Carreiro – O País passa por um momento político e econômico muito complicado. Como o sr. analisa essa conjuntura?
Infelizmente, estou entre os mais pessimistas. Seria muito bom dizer que estou confiante, mas preciso dizer o contrário. As coisas estão péssimas e vão piorar bastante. A crise moral por que passa o País fez as empresas desistirem de investir e com isso a arrecadação despencou mais de 40% nos últimos seis meses. A crise afeta todos os setores. Amigos meus, donos de restaurante, me mostram que o faturamento caiu mais de 40%. Além disso, caiu também o gasto dos clientes; quem gastava 200 reais, hoje gasta 100; casal que pedia uma sobremesa para cada, hoje pede uma só para dividir.

Fora isso, além da crise de fato, existe a crise psicológica. Mesmo quem continua ganhando o mesmo que ganhava, recuou o consumo com medo da crise. As pessoas não investem mais. Isso está levando centenas de milhares de empresas a fecharem em todo o Brasil, o que afeta diretamente a arrecadação. A consequência direta dessa crise financeira do governo federal bate nos Estados e nos municípios, que já estão em situação ruim e agora vai piorar.

Há também a questão do nível de endividamento: está pior que o da Grécia, que quebrou. Conversei recentemente com o economista Armínio Fraga [ex-presidente do Banco Central], e ele me disse que a possibilidade de o Brasil voltar ao eixo do desenvolvimento, sendo otimista, se tudo der certo a partir de agora, é em 2030! (enfático) Sendo realista, nem é pessimismo, a coisa está terrível.

Frederico Vitor – Os ajustes feitos pelo ministro Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda farão efeito a médio prazo?
Levy é extremamente bem intencionado e competente. Numa comparação, não adianta pôr o Messi para jogar no Goiânia Esporte Clube, porque não vai surtir efeito. Joaquim Levy é um craque, mas sozinho não joga.

Frederico Vitor – No setor do agronegócio, a crise não é tão acentuada quanto nos setores de indústria e serviços. Isso não evidencia que falta uma política industrial no País?
Sem dúvida. Os setores que exportam não passam por tanta crise. Recentemente, conversei com diretores da Marcopolo, indústria brasileira de carrocerias de ônibus, que está em todo o mundo. A Marcopolo está aumentando as vendas em todos os lugares, menos no Brasil, onde as vendas estão caindo. A solução do Brasil é investir mais em empresas que possam exportar, o que não é simples.

Euler de França Belém – Há um projeto do deputado Roberto Freire (PPS-SP) para implantar o parlamentarismo no Brasil. O sr. tem acompanhado a questão?
O projeto foi apresentado há alguns anos e agora foi desengavetado e deu-se uma celeridade grande a ele na Câmara. Já foi aprovado nas Comissões e está na mesa para entrar na pauta do plenário. Eu não tenho dúvida de que será aprovado, porque é do interesse de praticamente todos os parlamentares.

Alexandre Parrode – Mas esse projeto não vai demandar uma discussão profunda? O próprio governo vai trabalhar contra, por representar mais uma vontade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Há projetos que os deputados votam com seus partidos, mas outros eles votam de acordo com o próprio interesse. É o caso desse. Dou um exemplo: há poucos dias, num almoço na casa do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), em Curitiba (PR) — a filha dele é deputada e a mulher é vice-governadora do Paraná — discutíamos se a janela [PEC da reforma política que permitirá que parlamentares e outros políticos eleitos mudem de partido sem perderem seus mandatos] vai passar ou não. A mulher dele disse que não passaria, e ele lembrou: nesse projeto os deputados vão votar em interesse pessoal e por isso passa.

Voltando ao parlamentarismo, hoje para a pessoa comandar o Brasil, ser “dona do governo”, vamos chamar assim, tem de ter 50 milhões de votos. Com o parlamentarismo, vai precisar de 270 votos. Com isso, vale analisar a importância de cada um desses 270 votos. Ou seja, os deputados federais e senadores passarão a ser super, hipervalorizados. A pergunta: será que eles querem isso? Depende deles. Então, pelo que eu conheço e baseado em conversas que tive com vários deles, todos são a favor do parlamentarismo.

Alexandre Parrode – E o impeachment? A discussão foi ressuscitada depois de mais uma pesquisa que mostra desaprovação recorde da presidente Dilma Rousseff.
Não acredito em impeachment. Para isso, se PT e PMDB juntos estiverem contra, será necessário um número de votos inalcançável. Estive com o vice-presidente Michel Temer, em jantar no Palácio da Alvorada, e ele está 100% em sintonia com a presidente. Não acredito que o PMDB entre nessa de im­peachment, por mais que Eduardo Cunha possa querer. Ele é muito forte, mas Temer é a voz maior no partido. O PMDB quer o poder, como todos querem, mas para ele o caminho mais curto não é o impeachment, e sim o parlamentarismo. Com o parlamentarismo, que, na minha opinião vai vir, quem será o primeiro-ministro? Não sei dizer se será Eduardo Cunha, Renan Calheiros ou Michel Temer, mas será um deles. Depois, no voto direto, não consigo imaginar nenhum deles sendo presidente da República.

Euler de França Belém – Qual a força real de Eduardo Cunha dentro do PMDB?
Há esse triunvirato no partido: Cunha, Renan e Temer. Cada um tem sua parcela de poder. A opinião de Cunha é muito forte, mas não che­ga a ser tão forte como Temer. Mas a força dele [Cunha] é indiscutível.

Marcos Nunes Carreiro – Por que Eduardo Cunha tem essa força?
Ele construiu um histórico de credibilidade no Parlamento: como deputado, como inicialmente líder no PMDB carioca e depois como líder da bancada do PMDB na Câmara. Ele cumpre todos os compromissos que faz. Dou um exemplo pessoal: um dia ele me ligou e me convidou para conversar. Queria meu apoio na eleição para a presidência da Câmara. Nos encontramos e ele se comprometeu que onde o PHS quisesse estar nas comissões da Câmara a gente estaria.

Demos nosso apoio — se não fossem nossos cinco votos ele não se elegeria; haveria segundo turno, e aí ele fatalmente perderia —, ele se elegeu e nos perguntou onde queríamos participar; citei as posições. Aí ele me disse: vai ter a CPI da Petrobrás, vou dar a vice-presidência para vocês. Percebi a força dele quando vi no site do UOL a manchete: “PHS conquista a vice-presidência da CPI da Petrobrás”, e embaixo estava assim: “PTB, PDT reclamam que não tiveram espaço na mesa”. Todos os nossos deputados estão onde queriam estar. Essa credibilidade que Eduardo Cunha construiu com os parlamentares deu a ele a força que ele tem. Hoje, o grande problema no meio político é a falta de palavra.

Marcos Nunes Carreiro – Se os políticos não sentem que Dilma pode sofrer impeachment, por que está havendo uma debandada da base? Ontem (quarta-feira, 5), o PDT e o PTB romperam.
Na verdade, essa debandada não se dá baseada na baixa popularidade do governo, e sim por falta de atendimento aos pleitos. Quem sai é porque pediu algo e não foi atendido. Dizem que quando um parlamentar bate no governo, não é porque quer sair, mas porque quer entrar mais um pouco.

Euler de França Belém – Renan Calheiros e Eduardo Cunha, os dois presidentes do parlamento, estão citados nas investigações da Ope­ra­ção Lava Jato. Como fica essa situação?
A questão é que há muita gente sob suspeita, mas há poucas provas concretas. Dilui-se o peso de estar sob suspeita por ter gente demais nessa condição. Mas, querendo ou não, isso gera essa crise de credibilidade que as instituições sofrem. Nunca na história do Brasil o parlamento, o governo e os partidos políticos tiveram tão pouca credibilidade. E é justamente pelo envolvimento de muitos dos principais atores políticos em escândalos de corrupção. O que se espera é que a sociedade, ao ver isso, tome atitude nas urnas. Bater panela na rua não resolve nada. No ano passado, depois de tantas manifestações, os eleitores reelegeram o governo. Espero que estes movimentos despertem na sociedade uma consciência maior na hora do voto.

Euler de França Belém – Há teses que dizem que esta crise não é só moral, mas sim por conta da economia que não vai bem. Se a economia melhora, recupera um pouco a credibilidade. O que o sr. acha disto?
Acho que a crise moral levou à crise econômica. Concordo que se melhorar a econômica, pode até consertar a moral. Mas não vejo isso. Pelo contrário, como disse antes, vai piorar.

Euler de França Belém – O sr. acha que a crise do PT está cristalizada?
O cristalizar seria ficar onde está. Não sou otimista. Em minha opinião a crise está começando. Estou entre os pessimistas. Acredito que a crise financeira está no início.

Euler de França Belém – A crise está no começo como? Vai piorar a questão do desemprego?
Tudo vai piorar. O efeito cascata é muito em longo prazo. No momento em que a economia trava, e ela está travando completamente, a onda de demissão vem, assim como a própria crise psicológica, que faz as pessoas deixarem de gastar mesmo tendo dinheiro. Um exemplo: conversei outro dia com uma promotora de Goiás e ela me disse que parou de gastar. Ora, ela é estável, ganha bem e sabe que vai continuar ganhando. Mas ela está em pânico de gastar. Essa é a crise psicológica que está matando o comércio. O faturamento do setor automotivo já caiu mais de 40% em relação há seis meses. Aí vem a onda de demissão e a queda gigantesca da arrecadação no setor público, aliado à inadimplência, com consequências diretas para os governos estaduais e municipais. O FPM [Fundo de Participação dos Municípios] do mês passado fez com que os prefeitos do Brasil inteiro começassem a analisar em demitir não somente comissionados, mas efetivos, o que a lei permite em caso de insolvência financeira. Não tem dinheiro para pagar.

Frederico Vitor – Goiás é o Estado mais industrializado do Centro-Oeste e setores do governo dizem que o Estado está passando imune à crise, embora a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, diga que a situação está complicada. Como o sr. avalia o Estado nesse contexto?
Goiás, com certeza, está passando por uma crise financeira ímpar. Mas não por culpa do governo do Estado, e sim por consequência direta de tudo que falei antes: a crise financeira nacional. Seja pela diminuição dos repasses (FPE e FPM), seja por consequência da diminuição da atividade da indústria, que caiu pela metade. O ICMS caiu aos níveis de 10 anos atrás. Com isso vem a queda das vendas e a aumento da inadimplência. A situação financeira de todos os Estados está das piores.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. esteve no jantar da presidente Dilma na semana passada. Ela convidou os presidentes de partido justamente para pedir apoio. Que espécie de apoio?
Ela alega que está sendo vítima de uma intolerância generalizada, que as pessoas começaram a achar bonito falar mal do governo. Independente das ações do governo, elas querem ser contra para ficar melhor na foto. Ela pediu essa reflexão, para que os nossos parlamentares pensassem no Brasil, e acho que ela tem razão. Não é hora de votar contra o governo, somente porque ele está mal avaliado. Uma coisa não tem nada a ver com outra. O clima no jantar foi de aproximação e ela deixou bem claro que não quer nenhum partido como “cordeiro do governo”. Ela pediu lucidez nas análises dos projetos. Ou seja, uma analise sem ódio e sem rancor, para fazer o que fosse de melhor para o Brasil. Foi este o recado.

"Marconi tem planos nacionais para 2018. O grande trunfo dele é ser querido por todas as alas do PSDB, onde há vários pontos de conflito” | Foto:  Fernando Leite

“Marconi tem planos nacionais para 2018. O grande trunfo dele é ser querido por todas as alas do PSDB, onde há vários pontos de conflito” | Foto: Fernando Leite

Marcos Nunes Carreiro – Logo após esse jantar, o sr. foi se encontrar com Eduardo Cunha, certo? O que foi debatido?
Sim. Muitas das pessoas que estavam no jantar da presidente, depois seguiram para a residência oficial do presidente da Câmara. Foi um bate-papo; não houve uma pauta política especifica. Foi só para confraternizar mesmo.

Frederico Vitor – Neste contexto todo, como fica a imagem do ex-presidente Lula? Ele será candidato em 2018 para tentar salvar o PT ou ele deve recuar?
Eu acredito que ele deve recuar. Se fosse para voltar, ele teria sido candidato já em 2014, e seria eleito já no primeiro turno. Mas atualmente, levando em consideração os níveis de aprovação do governo, não consigo imaginar esta possibilidade.

Frederico Vitor – Então, que o PT fará no processo eleitoral de 2018? O partido vai empurrar um candidato apenas para cumprir tabela? Comenta-se sobre o ministro da Defesa, Jacques Wagner.
É possível, mas não consigo imaginar. Atualmente, o fator PT inviabiliza qualquer candidatura. Já em 2016 o PT vai sentir o recado nas urnas. Há um ano, nas eleições passadas, quando a situação do partido era bem melhor do que agora, pedi no grupo de WhatsApp da minha família votos para: Marina Silva (PSB) presidente, Marconi Perillo (PSDB) governador, Vilmar Rocha (PSD) senador, Chiquinho Oliveira (PHS) estadual, mas para federal pedi voto para Rubens Otoni (PT). Muita gente me respondeu que no PT não votava. Tentei argumentar dizendo que o voto não era no PT, mas em Rubens Otoni. Não adiantou. Isso há um ano. Agora piorou mil vezes. O PT vai se arrebentar.

Marcos Nunes Carreiro – Quem será o candidato do PSDB à Presidência: Aécio, Alckmin ou Marconi?
Aécio ficou como o nome da vez, afinal teve uma votação muito alta. Por outro lado, há fatores que pesam contra ele: em primeiro lugar, ter perdido o governo de Minas Gerais, o que destruiu sua base. Além disso, ele tem feito um mandato muito fraco como senador e não consegue se firmar como líder da oposição, em um momento em que a coisa mais fácil do mundo é ser líder da oposição no Brasil. Aliado a tudo isso, tem a força do PSDB paulista e, nesse contexto, Alckmin vem como player. Sobre Marconi, vejo que seu grande problema é ser governador de um Estado pequeno. Quando nós analisamos o percentual de votos que representa Goiás a nível nacional, ficamos desanimados. Alckmin vem forte para esta disputa. Ele está animado, tem articulado com os partidos e tem se movimentado. Por tudo isso, acredito que está complicado descobrir quem será o candidato. Mas uma coisa é certa: a direita ganha esta próxima eleição. Digo que, se Eduardo Campos não tivesse morrido, provavelmente ele não ganharia a eleição, mas deixaria tudo armado para ele em 2018.

Marcos Nunes Carreiro – É certo que Marconi tem planos nacionais para 2018.
Sim. O grande trunfo dele é ser querido por todas as alas do PSDB. No partido, há vários pontos de conflito, mas Marconi é querido por todos os grupos; articula isso muito bem. Toda semana ele está em São Paulo falando com Alckmin; depois vai para Curitiba tomar um café com Beto Richa. Passado algum tempo, tenho notícia de que ele está em Manaus, com Arthur Virgílio. Ele é um craque na articulação interna do PSDB.

Euler de França Belém – E ele seria o novo no partido.
Sim, no plano nacional ele pode encarnar o “tempo novo”.

Euler de França Belém – O sr. é um dos raros casos de político goiano com projeção nacional. Como o governador Marconi é visto no País?
Em todos os lugares em que chego, pelo fato de ser apresentado como um goiano, automaticamente as pessoas vêm dizer o que pensam sobre Marconi. Outro dia eu estava em Natal e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Fábio Dantas (PCdoB), me perguntou: “Todo mundo com quem converso fala que Marconi é um craque, um hábil, que é bom demais. É verdade?”. Isso o vice-governador do Rio Grande do Norte, que nunca veio a Goiânia. Mas a impressão que ele tem é baseada nas informações que recebe. O que precisa ser questionado em relação a Marconi é o seguinte: o político de Macapá, por exemplo, sabe que ele existe. E o porteiro do prédio dele? O porteiro sabe que Alckmin existe, diferentemente de Marconi. Acho que este é o grande dificultador do projeto.

Euler de França Belém – Mas o sr. não acha que Marconi tem feito o trabalho certo, atendendo recomendações de Fernando Henrique Cardoso, e se colocando nacionalmente?
Ele está se colocando muito bem. Só estou dizendo que é uma caminhada difícil, mas é possível. Se fosse impossível, dentro dessa lógica, ele não seria o governador de Goiás. O possível existe. Uma vez saiu uma nota no Jornal Opção dizendo que, se dependesse de partido, Marconi seria candidato a presidente pelo PHS. Uma jornalista, de outro veículo, usando o Twitter, disse que não seria possível, já que Goiás é um Estado minúsculo e o PHS é um partido nanico. Ora, Fernando Col­lor (PTB-AL), quando foi eleito presidente, era mil vezes menos político que Marconi; o Estado de Alagoas era inúmeras vezes mais insignificante que Goiás; e o PRN muitas vezes menor que o PHS. E o Collor virou presidente. Possível é. Porém, qual o caminho Marconi deve percorrer? Se tornar conhecido. E, para isso, ele criará uma agenda nacional, seja a questão do Pacto Federativo, da Segurança Pública ou outra.

Euler De França Belém – O governador irá agora para o Mato Grosso. O secretário de Planejamento de Goiás, Thiago Peixoto, já está lá articulando com as frentes do Centro-Oeste, fazendo consórcios. Isso já faz parte da agenda.
Se ele for candidato à Presidên­cia, os holofotes se voltam para ele. E, quando a sociedade buscar saber quem ele é, encontrará o que aconteceu em Goiás: a transformação que é realmente impressionante em todas as áreas do governo. Um dia, em um evento, uma formatura do Corpo de Bombeiros com cerca de 300 pessoas, Marconi compareceu e disse que assumiu o governo de Goiás em 1999 e que, dos presentes, a maioria era criança naquela época. Por isso, contou sobre como era o Corpo de Bombeiros quando assumiu o governo de Goiás. Ele começou a falar citando exemplos como: hoje, são 38 quarteis no Estado; quando Marconi assumiu eram três. Outro exemplo: equipamentos. Em 1999, a corporação tinha três caminhões especializados; hoje, são 50. A remuneração da época era de um salário e meio; hoje, são seis salários mínimos. Marconi descreveu cerca de 30 desses itens, sempre fazendo analogias. Todos ficaram espantados e apaixonados. Eu dei como exemplo o Corpo de Bombeiros, mas se a gente procurar em qualquer outra área, na Cultura ou alguma outra, encontraremos a mesma transformação. E essa transformação que aconteceu em Goiás, se bem divulgada em todo o Brasil, é o pavimento certo para que Marconi se torne presidente. Depende de essa comunicação ser bem feita. Ela já é boa em qualidade, mas ainda falta quanto à intensidade.

“Ana Carla Abrão seria uma governadora excepcional”

Fotos:  Fernando Leite

Fotos: Fernando Leite

Euler de França Belém – E para governador em 2018? Está entre Ronaldo Caiado, José Eliton e Daniel Vilela?
Em 2006, Marconi estava com um nível de aprovação que o permitiu eleger uma figura como o Alcides Rodrigues. E não estou nem avaliando o governo que ele fez. Estou analisando que ele é uma figura muito menor que José Eliton (PP) é hoje. O que quero dizer é que a aprovação de Marconi conseguiu eleger Alcides contra Maguito Vilela (PMDB); lembrando que quando Maguito deixou o governo de Goiás, ele tinha uma aprovação altíssima e que, fatalmente, ganharia a eleição de Marconi em 1998. Essa mesma aprovação que elegeu Alcides pode ser o fator decisivo para eleger José Eliton, independente dos adversários. E, levando em consideração a crise, a aprovação do Marconi cresce cada vez mais e, assim, José Eliton pode ser o grande herdeiro disso. A aproximação dos dois — o próprio Marconi deixa isso claro para sociedade — mostra uma sintonia, que é muito positiva. E nós também temos outros bons nomes para o governo. Eu colocaria Thiago Peixoto (PSD) [secretário de Planejamento], sem se esquecer de Ana Carla [secretária da Fazenda].

Euler de França Belém – Ana Carla pode ser candidata?
Ela diz que não. Mas, em minha opinião, por sua inteligência, comportamento e eficácia, eu digo que seria um excepcional nome para Goiás. Se eu pudesse escolher um nome para suceder Marconi, escolheria a Ana Carla. E digo que o Marconi também não acharia ruim essa ideia. Para se ter uma ideia, semana passada, eu almocei com ele e tocou o telefone. Era a Ana Carla com uma notícia, que o deixou extasiado de felicidade. Primeiro façamos um retrospecto: no início do ano, o governo do Estado estava sem dinheiro algum e ela veio com a ideia de emitir debêntures. Marconi criou um grupo de economistas para avaliar essa ideia e todos foram contra. (enfático) Disseram que não tinha mercado e que não daria em nada. Ana Carla disse que daria para vender por cerca de R$ 150 milhões e todos disseram “Esquece, não tem como vender”. Ela criou e vendeu por R$ 200 milhões. O que falta, portanto, no governo de hoje são pessoas que têm iniciativa para buscar soluções para os problemas e ela tem esse perfil. Particularmente, por mais que ela diga que não pensa em entrar para a vida pública, eu imagino que, mesmo que inconscientemente, ela quer. Vamos analisar: eu almocei com ela, também recentemente, e eu perguntei onde estava morando. Me respondeu que em São Paulo, que a família, os filhos estão lá. Bem, a família morando em São Paulo já representa um motivo para ela não querer estar aqui. Ela era diretora do Banco Itaú e, fatalmente, eu posso afirmar a vocês que ela deveria ganhar quatro vezes mais do que ela ganha aqui. Ela pediu demissão para estar aqui. Ou seja, por que isso? Por que ela quis ser secretária da Fazenda em um momento tão difícil, deixando a família, deixando um excepcional cargo e a carreira pela qual ela é apaixonada?

Euler de França Belém – Não pode ser, talvez, para ser ministra ou presidente do Banco Central em um eventual governo federal tucano?
Sim, mas, de qualquer maneira, ela tem uma veia política: o pai, Irapuan Costa Júnior, foi governador e senador; e a mãe, Lúcia Vânia, é senadora. Isso nos faz pensar que ela tem um gosto. E eu tenho certeza de que ela seria uma excepcional governadora de Goiás.

Marcos Nunes Carreiro – Em Goiânia: quem será o candidato à Prefeitura de Goiânia pelo PSDB, Jayme Rincón ou Giuseppe Vecci?
Sem dúvida que Jayme Rincón tem o perfil que a base procura e eu diria que ele, hoje, é o candidato consenso entre todos os líderes da base aliada do governo Marconi, pois é o segundo homem do Estado, uma pessoa solícita, que está pronto para receber a todos. Além disso, é eficiente, pragmático e já provou que é um excelente gestor. Portanto, não tenho dúvida que a base caminha, muito fortemente, para tê-lo como candidato. É claro que existe, em minha opinião, um erro de condução por parte do PSDB municipal. É isso ou as notícias estão sendo mal divulgadas, pois as notas que vejo espalhadas por aí dizem que Rafael Lousa [presidente do diretório municipal do PSDB] está estudando quem será o candidato da base. Ele não tem legitimidade para isso. Ele pode, no máximo, discutir quem o PSDB pode indicar. E só, como Vilmar Rocha [presidente do PSD em Goiás] tem deixado muito claro. Essa postura gera certa dificuldade, pois Vilmar, chateado com essas notícias, começa a instigar o PSD a ter candidato próprio. E nós não podemos nos dividir neste momento. Ainda assim, o candidato natural da base, sem dúvida, é o Jayme, independente se ele é do PSDB ou não, esteja ele em qualquer partido da base, pois ele cativou a todos. E digo isso não só por gostar dele como pessoa, mas também por acreditar nele como um gestor capaz.

Marcos Nunes – E se não for ele?
Se não for ele, a base pode se dividir em até duas ou três vezes. Ele é o nome que une a base em Goiânia.

Euler de França Belém – Então saem, no mínimo, dois candidatos?
Como o sr. bem disse, “no mínimo”. Talvez, até três.

Frederico Vitor – Quanto ao outro lado: o sr. acredita que Iris Rezende será novamente o candidato pelo PMDB?
Eu acredito. Ele é candidato e está certo em ser. Nós não podemos menosprezar a candidatura dele, pois há menos de um ano nós tivemos eleição e, nos dois turnos, ele ganhou do governador Marconi em Goiânia. Como se despreza um homem desses?

Euler de França Belém – Mas existe uma cortina de fumaça. Uma que diz que ele pode não ser candidato. O que está por trás disso?
Isso é estratégia. A velha estratégia. Ainda assim, é preciso considerar que Marconi, ao contrário dos demais governadores do Brasil, vem crescendo de um ano para cá na aprovação. Aliás, ao contrário até dos prefeitos e da presidente. Ele tem feito isso até pelo ritmo de obras. Eu posso afirmar essa aprovação. Na região de Goiânia em que ele era mais fraco, a Noroeste, e por conviver muito lá sei disso, depois da inauguração do Hugo 2 [Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol)], o impacto político foi muito forte. Ainda que seja bem reconhecido em toda Goiânia, afinal é um hospital de primeiro mundo e todos que passam por ali saem impressionados, o impacto lá foi maior. São muitos os relatos. Contam que a sala é “chique” e que os funcionários são muito eficientes e ágeis. Eles servem água, café, chá. É outra história.

Euler de França Belém – Há candidatos no Brasil que conseguem votações expressivas para o Legislativo. A população vota nesses candidatos para cargos do Executivo? Temos em Goiânia o caso do Delegado Waldir.
Não vota. As pessoas usam critérios distintos para votar em cargos legislativos e executivos. Na hora de votar em um cargo legislativo, ele vota por emoção, por protesto ou até por sacanagem, como chamo, que é votar em alguém como um Jorge Kajuru da vida. “Ah, ele vai por ‘fogo’ no Congresso, vou votar nesse cara aí.” Mas para o Executivo eu não conheço nenhum exemplo de candidato caricatura que se candidatou a prefeito, governador ou presidente e foi eleito. E olha que dizem que todo caso tem exceção; nesse caso, nem exceção existe. Isso é porque o cidadão pensa: “Ele estará à frente da minha cidade, do meu Estado”. Por isso, esses candidatos caricatos não têm êxito.

Euler de França Belém – Existe a possibilidade de, entre Waldir e Iris, dois candidatos com popularidade, Vanderlan Cardoso crescer e ganhar a eleição?
O fato é que eu não creio que Waldir seja candidato, pois a base caminha para ficar 100% unida com a candidatura do Jayme. É a minha leitura. Porém, nesse cenário que estamos imaginando, a tendência é que exista uma polarização entre Jayme e Iris e as pessoas tomem partido, esvaziando uma terceira candidatura. Isso é muito comum. Em Catalão, eu vejo muito isso. Lá, as pessoas querem mostrar que são Jardel Sebba (PSDB) ou Adib Elias (PMDB) e, nesta briga, quando surgem terceiros candidatos, eles sequer são lembrados. Temos o exemplo de um candidato nosso, do PHS, que até teve uma votação boa para deputado, mas que resolveu ser candidato a prefeito em Catalão na última eleição. Ele constatou que nem sua família votou nele. Isso devido à polarização que é muito forte. É o que tende a acontecer em Goiânia entre os que são Marconi, seja na pessoa do Jayme, e os que são Iris. Vanderlan seria esvaziado.

Frederico Vitor – Como o sr. vê o fator Ronaldo Caiado? Por incrível que pareça, ele será um dos maiores cabos eleitorais do PMDB não só aqui em Goiânia, mas também no interior.
Eu vejo Ronaldo mais forte em um projeto nacional, como um bom vice para o PSDB, seja quem for candidato, do que como “puxador de voto” em Goiânia. Não tem expressividade de voto em Goiânia. Ele teve uma vitória apertada contra o Vilmar e, se a eleição fosse hoje, Vilmar teria ganhado. Eu não quero menosprezar a força dele em nível estadual. Pelo contrário. Ele é muito forte, principalmente no interior do Estado. Mas, em Goiânia, não consigo vê-lo como “puxador de voto”.

Eduardo Machado: “É indiscutível o potencial de Daniel Vilela. É um player nacional de seu partido, mas pesa contra ele o fato de o PMDB estar se deteriorando em Goiás”

Eduardo Machado: “É indiscutível o potencial de Daniel Vilela. É um player nacional de seu partido, mas pesa contra ele o fato de o PMDB estar se deteriorando em Goiás” | Fernando Leite/Jornal Opção

Marcos Nunes Carreiro – Por que a base do governo estadual não investe mais em Aparecida de Goiânia, que é o segundo maior eleitorado do Estado?
Faltam nomes. Os nomes que a base tem na cidade ficaram envelhecidos. Os ex-prefeitos Ademir Menezes (PSD) é um excelente nome, assim como José Macedo. Mas ficaram perdidos. Um nome que estava em ascensão dentro da base era Veter Martins, mas também se perdeu em uma grande bobeira. Ele iria ser candidato a deputado estadual nas últimas eleições e seria eleito. Porém, teve o registro indeferido porque a foto estava errada. O PHS, com mais cinco mil votos, elegeria o terceiro deputado [foram eleitos Francisco, o Chiquinho, Oliveira e Jean Carlo].

Euler de França Belém – Veter está em qual partido?
Se filiou ao Solidariedade. Ou seja, está completamente na base do PMDB, e assumiu recentemente uma diretoria da CMTC, por indicação do prefeito Maguito Vilela.

Euler de França de Belém – Maguito Vilela é uma incógnita? Em sua opinião, qual o seu projeto político?
Maguito, em minha opinião, tem um projeto duplo: um é a possibilidade de ele ser candidato ao Senado e o outro é Daniel candidato ao governo do Estado. Então, ele articula essas duas frentes.

Euler de França de Belém – O sr. acha que Daniel Vilela pode ser um bom candidato ao governo? Ele tem se preparado bem.
É indiscutível a potencialidade de Daniel, que é um player nacional do PMDB. Eduardo Cunha e Michel Temer gostam dele. Porém, o PMDB está se deteriorando em Goiás. E não digo isso criticando. É um fato. Essa ausência de poder prejudicou o partido. Se pegarmos o PMDB há 20 anos, há 10 anos e agora, veremos que o número de diretórios, de filiados e de mandatários em geral caiu drasticamente. Isso pode dificultar. Mas existe um contraponto: como o projeto Marconi já está há 20 anos no poder, um discurso de “tempo novo” pode ter efeito. Atualmente, apesar de a aprovação do governador Marconi ser positiva e crescente, é indiscutível que a sociedade queira alternâncias naturais.

Marcos Nunes Carreiro – E como o sr. vê a situação para 2016 em Anápolis?
Foi criado em Anápolis um grupo de partidos para discutir candidatura própria.

Marcos Nunes Carreiro – O chamado G5.
Sim. E o nosso presidente na cidade, Pastor Elismar Veiga, é pré-candidato e temos também Vander Lúcio Barbosa (PSD), que é dono do jornal O Contexto. Estão discutindo a cabeça de chapa entre os dois. Se Alexandre Baldy for o candidato, existe a possibilidade de o grupo compor com Baldy tendo Elismar como vice. Se não for o Baldy, o G5 lançará candidatura.
Marcos Nunes Carreiro – Alguns políticos de Anápolis têm especulado sobre a possibilidade de a base do governo estadual apoiar a reeleição do prefeito João Gomes, o que levaria a uma composição PT-PSDB na cidade. É possível?

João Gomes é um prefeito nota 10, mas não consigo imaginar esse alinhamento. A cultura política em Goiás, com exceção de Luziânia, não permite esse tipo de aliança.

Euler de França de Belém – O sr. acha que, em Luziânia, Marcelo Melo é o candidato forte? Disputará pelo Pros.
Deve ganhar. Estive com Eurípedes Júnior [presidente nacional do Pros] no jantar da presidente Dilma e na última semana estive com o próprio Marcelo. Todas as quartas, na sede do partido, faço o que nós chamamos de sessão de reflexão e ele esteve conosco.

Euler de França de Belém – E Júnior Friboi?
As notícias que tenho de Júnior Friboi vêm justamente do Marcelo. São muito amigos. Ele diz que não quer se filiar agora e que irá ficar fora do assunto político por um tempo, mas que ainda sonha em ser governador em 2018. Agora, eu acho que a pessoa, para chegar ao ponto de ser governador, não pode ser inconsistente. Júnior é. Se ele quiser ter um cargo legislativo, ele terá a hora que quiser. Mas não consigo imaginar ele construir uma carreira política para chegar ao posto de governador sendo assim. O Vanderlan eu consigo imaginar, porque tem foco e continua trabalhando e percorrendo o Estado. Quando foi publicada a notícia de que eu tinha saído da Metrobus, Vanderlan imaginou que eu tinha rompido com o governo e foi o primeiro a me ligar. Ou seja, está ativo em seu projeto.

Euler de França de Belém – E porque estamos nos esquecendo de Marina Silva nesta entrevista? Tem chance como candidata à Presidência da República?
Não enxergo isso.

Euler de França de Belém – Por quê?
As pessoas de esquerda a veem como alguém que traiu a esquerda por ter deixado o PT; os de direita, a enxergam como ligada ao PT. As pessoas, quando vão votar, procuram por certos valores e a origem e a forma dela criam certa dificuldade. O mesmo aconteceu com o presidente Lula. O Lula que virou presidente não era o Lula barbudo que vestia camiseta; era o Lula polido, que vestia terno Armani e não cometia tantos erros gramaticais. Não apenas sua imagem foi remodelada, mas também seu discurso, que era completamente diferente daquele de 1988; quase igual ao de Fernando Henrique Cardoso. Além disso, ele conseguiu colocar de vice um ícone do conservadorismo, um empresário bilionário, que deu credibilidade para ele, que era José Alencar. Então, a Marina pode virar presidente? Sim, mas precisa trazer credibilidade. E não acredito nisso para agora.

“O Estado não tem que se preocupar com pneu furado e sim com regular e fiscalizar” 

Marcos Nunes Carreiro – O sr. é presidente da Metrobus. Dizia-se que quando o sr. assumiu, o caixa financeiro da empresa estava um tanto prejudicado. Confere?
É verdade. A extensão foi maravilhosa no ponto de alcance social, mas terrível quando se trata de caixa. Mas os ajustes que fizemos recentemente corrigiram essas divergências e, agora, a empresa caminha bem.

Marcos Nunes Carreiro – Que espécie de ajustes foram feitos?
Contenção de despesas, demissão de comissionados, a própria reengenharia de tráfego e benefícios que a empresa tinha direito, mas que as diretorias anteriores não iam atrás. Vou dar um exemplo: existe há alguns anos uma lei que desonera as empresas de transporte urbano no que diz respeito ao combustível. Então, toda empresa de transporte urbano compra combustível sem ICMS; a Metrobus não comprava. Quando assumi, procurei entender sobre as leis do setor, descobri isso, fiz o ofício e protocolei. Só essa ação reduziu a despesa em R$ 600 mil por mês. E há várias outras ações nesse sentido. Agora, a empresa entrou no azul.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. defende a privatização da Metrobus. Por quê?
Não é por problemas que a Metrobus tenha, mas por acreditar que, conceitualmente, não cabe ao Estado esse papel. Não tem sentido o Estado se preocupar com pneu furado, com retificação de motor ou com lâmpada queimada de terminal de ônibus. O papel do Estado é fiscalizar e regular o setor. Um Estado que está terceirizando a saúde e a educação não precisa ter uma empresa de ônibus.

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Maxuel Rezende Vale

Em Goiânia nas eleições 2014 os candidatos mais votados no 1º turno foram:

Ronaldo Caiado – 303.609
Iris Rezende – 258.863
Marconi Perillo – 231.513
Delegado Waldir – 178.708
Vanderlan Cardoso – 171.760
Vilmar Rocha – 160.914

Maxuel Rezende Vale

O entrevistado acredito que equivocou-se quando disse que o senador Ronaldo Caiado não tem expressividade de voto em Goiânia, observamos a votação das últimas eleições no município