“No Congresso, vou lutar por mudanças que o País precisa”

Terceiro mais votado na base aliada para a Câmara dos Deputados, ex-secretário de Planejamento diz que Marconi Perillo é o melhor para Goiás continuar no caminho do desenvolvimento

Foto: André  Sadi

Foto: André Sadi

“O Brasil não aguenta mais protelar reformas importantes como a política, a previdenciária e a trabalhista. Ou fazemos isso ou vamos nos aprofundar num caminho que está nos levando ao atraso econômico.” É com essa disposição que o tucano Giuseppe Vecci quer chegar ao Congresso para seu primeiro mandato como deputado federal, a partir de janeiro de 2015. Terceiro mais votado na base governista, Vecci fala de seus projetos primordialmente voltados para a área econômica.
Sobre a disputa pelo governo do Estado, Vecci afirma que Marconi Perillo é o melhor nome para continuar comandando o Estado. “Marconi é jovem, inquieto, ousado e tem visão de futuro, por isso reúne melhores condições que o adversário dele, Iris Rezende, para continuar conduzindo nosso Estado a um crescimento econômico e social.”

Euler de França Belém – A revista britânica “The Economist” e outros veículos dizem que o Brasil não cresce menos pela crise internacional e mais pelos erros da política econômica local. Como o sr. vê essa crítica?
É um conjunto de fatores que temos que observar para entendermos um pouco melhor. Para crescer o país precisa ter investimento. Que, por consequência, tem que ter poupança da iniciativa privada ou do governo, das contas internacionais ou nacionais. É preciso ter poupança para investir. E não sobra dinheiro. O governo não tem poupança. A capacidade de investimento do Brasil é muito pequena em comparação a outros países, que têm subido, este ano, a 16,5% do PIB (Produto Interno Bruto). China e outros países têm 30% ou 40%. Sem investimento como gerar riqueza? Inves­timento é a base do crescimento. Portanto, nós estamos privilegiando o gasto corrente em detrimento do investimento. O governo federal vem aumentando o gasto corrente, aumentando o consumo via crédito e outras formas, e isso é em detrimento de investimentos fundamentais para o nosso crescimento. Investimento, hoje, a infraestrutura corresponde a 2% ou 3% do PIB do Brasil. É muito pequeno para um país que tem estradas, portos e aeroportos a serem feitos, que precisa de obras para fornecer eletricidade, falta armazenamento e outras coisas. Ou seja, os investimentos são fundamentais. E, para isso, é preciso mexer em toda estrutura, porque para ter investimento tem que reduzir o gasto corrente, que é o custeio, o serviço da dívida. Para isso ocorrer, vai dar choque com tudo que pensa o governo atual. Lula falou que o povo brasileiro já fez todos os sacrifícios que tinha a fazer e, hoje, tem que ser recompensado. Ele fala isso, enquanto outros países estão se matando para crescer e cada vez mais melhorar. Aqui, nossa política é de que já fizemos tudo que tínhamos que fazer. Isso nos acomoda, acomoda o país. O Brasil fica acomodado frente aos nossos concorrentes. Por isso, é necessário fazer uma reforma, que o Brasil evita. Há quanto tempo foi feita a última reforma? A presidente Dilma disse que, nem que a vaca tussa, ela fará reforma trabalhista e previdenciária. E se não fizer, não terá recurso para fazer investimento e gerar riqueza. É difícil, é uma questão complicada.

Marcos Nunes – De que forma se solucionaria os problemas da previdência? Quais seriam os mecanismos?
Seria necessária coragem de aproveitar esse momento em que nós estamos vivenciando no Brasil de gerarmos riqueza para depois envelhecermos. Pois, imagina, do jeito que estamos vivendo agora na previdência, todos querem aposentar com 50 anos de idade, enquanto temos capacidade de trabalhar até os 74 anos de idade ou, ao menos, é o que as estatísticas colocam. Não é retirar os direitos das pessoas. É ter consciência de que não podemos viver do curto prazo e o Brasil teima em não resolver esses problemas graves, e continua protelando decisões vitais. O Brasil leva em banho-maria coisas que são vitais para o crescimento sustentável do país.

Todos querem ficar mais velhos. O Brasil ficou mais velho. A taxa [expectativa de vida] pulou de 64 anos de idade para 74 anos e, em algumas regiões, até 75; ou seja, se a pessoa fica velha é algo bom, significa que não morreu cedo, mas todos querem aposentar cedo. Há um déficit na previdência e ninguém quer tocar no assunto. Evita falar no fator previdenciário. “O Brasil já fez seu sacrifício, não pode mais…” está errado. Se não tem coragem de fazer a reforma da previdência, os mais novos terão que pagar por vocês e por todos que aposentaram mais cedo.

O cidadão continua trabalhando, apenas continua. Veja a contradição, vivemos com o menor nível e desemprego no país, mas em compensação, o seguro desemprego dobrou, o gasto dobrou. Ou seja, tem alguma coisa errada. Como eu posso ter o menor índice de desemprego e dobrar os gastos com o seguro desemprego? Essas são questões fundamentais que nós precisamos ter coragem e não levar em banho-maria, para não deixar como está e ver como é que fica. É necessário coragem. Por isso comentei, há pouco, a indisposição do PT em fazer reforma: “Não, não, o povo brasileiro não precisa fazer reforma”.

Cezar Santos – Seria uma concepção diferente na forma de ver a questão social?
Não há tanta diferença, de considerar que o PT é social e o PSDB é mais da economia. Não é nada disso. Nós precisamos ter uma visão mais ampla. Ninguém precisa de esmola. Precisa, sim, de oportunidade para crescer na vida. E eu até diria que temos muita oportunidade, mas a educação e o trabalho são as grandes oportunidades das pessoas. A educação porque propicia a alguém que tenha nascido pobre, economicamente, ter condições de crescer na vida. A educação é que diminui o abismo entre ricos e pobres. É ela que cria oportunidades. E o trabalho dignifica as pessoas, faz com que tenham condições de ter oportunidades na vida e com dignidade. Não há dignidade maior para uma pessoa que ela, com seu próprio esforço, gerar seu sustento. Proteção para os pobres é fundamental num país tão desigual como o Brasil. Mas, isso não é para a vida inteira.

Deputado federal eleito Giuseppe Vecci: “Marconi sabe da gravidade do problema das drogas e está enfrentando” | Foto: André  Sadi

Deputado federal eleito Giuseppe Vecci: “Marconi sabe da gravidade do problema das drogas e está enfrentando” | Foto: André Sadi

Cezar Santos – A concepção do Bolsa Família está errada?
O Bolsa Família não pode ser para a vida inteira. Ela tem que ser por dois, três ou até cinco anos. Não é pelo gasto com a Bolsa Família, é pela cidadania. As pessoas não podem passar pela vida como dependentes de um político, de um governo; elas têm de crescer com seu próprio esforço, com sua própria luta. Houve problema de desigualdade, algum problema social grave? Que venha uma proteção social, o Bolsa Família. Mas, que seja apenas como porta de entrada. É necessário capacitar, qualificar essas pessoas para que elas possam ter uma porta de saída e que, assim, possamos gerar riqueza, crescimento para o país. Ninguém é contra a proteção social, que é fundamental. Mas, é necessário por um pingo no “i” nessa questão.

Cezar Santos – Os países europeus fizeram reformas trabalhistas.
Pois é, e por que ela é necessária? Não é para tirar poder ou ganhos da classe trabalhadora. A Alemanha, o país mais rico da Europa e um dos mais ricos do mundo, fez isso. A Espanha e a Itália fizeram isso, para ter uma flexibilidade, para gerar mais empregos, para ter um efeito multiplicador na economia. Mas o Brasil evita qualquer tipo de reforma. Isso traz uma dificuldade muito grande para que possamos crescer com sustentabilidade. Enquanto não tivermos a coragem de fazer algo que agradará um tanto e desagradará a outro tanto, nós não teremos aquilo que é fundamental para o país crescer. Cito um exemplo: Fernando Henrique Cardoso quebrou o monopólio da Petrobrás, em 1997, e fez as licitações das áreas, etc. Houve um investimento grandioso. Hoje ainda estamos com um viés que o investimento estatal que é bom e o da iniciativa privada é perigoso, não presta. E o que precisamos é investimento, é crescimento da riqueza, não é apenas criar as condições de crescimento do país via poder público. Por isso, acredito que devemos parar com esse viés ideológico. Devemos ter coragem de dizer que o investimento privado é bom no interesse público, que nós precisamos do capital do mundo inteiro para investirmos em diversas áreas. Aliás, a presidente da República, depois de 13 ou 14 anos, reconheceu isso. Ela está fazendo concessão de rodovia, concessão de aeroportos, de portos. Nós não temos poupança interna, não temos condições de fazer os investimentos necessários. E, quando digo nós, estou dizendo o Estado brasileiro, seja em nível nacional, os Estados e municípios.

Cezar Santos – Os indicativos mostram que a economia vai mal, mas parece que pouco está influenciando a campanha. O sr. percebe isso?
Se estivesse influenciando decisivamente, o PT estaria fora do processo eleitoral. Não chegaria nem ao segundo turno. Portanto, certamente essa questão influencia, mas não é tão fortemente, uma vez que estamos vivendo um momento delicado, com um crescimento econômico pífio, a inflação em alta. E, além disso, problemas de corrupção, problemas disso, daquilo e etc. Isso não tem abalado o discurso dos candidatos.

Cezar Santos – No caso de vitória de Aécio Neves, evidentemente, a condução errática da economia mudaria. Mas se Dilma se reeleger, ela também terá que fazer alguma coisa ou poderá continuar com essa política econômica desastrosa?
Quem ganhar a eleição terá que fazer algo, não importa quem seja. Não tem outro jeito. Pois, volto a repetir, nós precisamos ter crescimento econômico no Brasil e, para isso, é preciso ter investimento, é preciso melhorar a eficiência do gasto público e da iniciativa privada, o que requer melhorias na produtividade. A palavra, hoje, para poder crescer é produtividade. É poder fazer mais com o mesmo tanto ou com menos. Fazer mais com mais, qualquer pessoa dá conta. Fazer mais com o mesmo tanto ou com menos que é fundamental. E, para isso, você vê os discursos na política, eles só falam em dobrar o número de efetivos, fazer isso e aquilo e nada de produtividade. Ninguém fala sobre o que é fundamental. O mundo inteiro fez assim, cresceu em cima da produtividade. E como se faz isso? Nós definimos novos processos de trabalho, qualificamos e capacitamos o trabalhador e investimos em tecnologia. Isso aumenta a produtividade. No agronegócio, a produtividade aumentou muito, pois teve essa soma. Para melhorar a eficiência do país de forma geral, é preciso melhorar a produtividade. A China, que é comunista, chamou o mundo inteiro para poder investir em infraestrutura quer seja econômica, produtiva e, no Brasil, ainda estamos com esse viés de que queremos privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, e não precisamos de nada disso. Quer seja no governo do Aécio ou da Dilma, eles terão que chamar a iniciativa privada com concessão, com outras formas, para atrairmos investimentos e termos essa infraestrutura no país inteiro. Ao fazer a infraestrutura, se diminui os custos de produção, aumenta a produtividade, cria condição de ganhos maiores. Portanto, em alguns setores, nós temos crescido e gerado riqueza de uma forma muito positiva, como no setor do agronegócio. Mas no campo da indústria, o país está fechado. Está parecendo a época da ditadura, quando tinha reserva de mercado para a informática. Nós estamos fechados, não estamos conseguindo nos relacionar com o mundo. Os países que estão ao nosso lado, como o Peru, o Chile, a Colômbia e outros estão conseguindo fazer acordos no mundo inteiro, estão criando uma condição de maior desenvolvimento.

Marcos Nunes Carreiro – Já há um monte de propostas de reforma tributária no Congresso. Por que não anda?
Eu fui secretário da Fazenda e, em 2003, participava das reuniões do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária], que reúne todos os secretários da Fazenda do Brasil. Naquela época, todas as discussões que existem sobre simplificação tributária dentro de uma reforma já estavam postas à mesa. O que não conseguíamos era ter consenso. As propostas são inúmeras. É outra coisa que não damos conta de fazer. Não conseguimos fazer a reforma política, a reforma tributária, previdenciária, trabalhista, o pacto federativo, nada disso. Nós não conseguimos fazer nada que seja estruturante para o país.

Marcos Nunes – Dessas propostas para reforma tributária, quais seriam as mais efetivas e de que maneira podem ser feitas?
Existem muitas, como a de criar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), acabando com ICMS, com o PIS, o Cofins e, certamente, há uma modificação grandiosa do que é o imposto hoje no Brasil. Há outra proposta de se manter com o ICMS, mas reduzindo seu valor, por exemplo, 4%. São inúmeras as propostas no Congresso Nacional e que ferem diversos interesses de Estados ricos ou de medianos como o nosso. Ou seja, certamente para se fazer uma reforma de envergadura, é preciso de um pacto político. E as pessoas têm que aprender a perder, não é só ganhar. As pessoas precisam ter compreensão, ter desprendimento para que avancemos no Brasil, mesmo que um ou outro perca algo, momentaneamente. No caso das reformas, todos tinham noção que tínhamos um fundo de compensação de perdas. E, mesmo assim, nada foi para frente. Não houve consenso. Para ter consenso é preciso ter vontade política. O governo tem que ser forte, tem que colocar sua proposta, tem que ter coragem em sofrer desgaste. Os políticos precisam deixar de pular no muro, pois tudo que fazemos na vida tem o lado do sim e do não. E não podemos viver apenas do lado do sim, precisamos ter coragem de fazer a reforma ainda que sejamos criticados, para o bem do país.

Frederico Vitor – O sr. falou sobre o acordo do Pacífico, entre Chile, Peru, Colômbia e até mesmo o México. E o nosso Mercosul? É um acordo mais ideológico que econômico?
Com certeza. Nós nos apequenamos, nos reduzimos, nos estreitamos com essa visão do Mercosul. Só que o mundo hoje é globalizado. E, há muito tempo, precisamos ter a coragem de fazer as reformas tão fundamentais para que possamos auferir rendas, ganhos, com o comércio mundial. É preciso abrir, o que ferirá alguns segmentos da economia brasileira, vai chocar um ou outro segmento. A importação de bens de capital, máquinas, tecnologia, etc., é fundamental para o crescimento do país, para que possamos criar um parque industrial voltado a produzir com valor agregado e não só com commodities. Não que commodities seja algo errado, de forma alguma. O Brasil ganhou dinheiro com commodities. Goiás também está ganhando dinheiro com minérios de ferro, com soja, com milho, com carne e precisamos continuar ganhando. Não é defeito, pelo contrário. Mas temos que avançar para outras questões que não só essa. Com valor agregado, com conhecimento, para melhorarmos um pouco mais a situação e evitar que ela se dificulte mais ainda.

Cezar Santos – Mesmo porque a China está crescendo menos do que vinha crescendo, e já diminuiu as importações. Em 2015 o cenário para o Brasil, que tem a China como principal comprador, será mais complicado?
Isso é fundamental e aí vamos entrar em outra questão. O Brasil ainda é muito dependente do Estado, que é intervencionista. A economia do Estado e seu poder é muito grande. Se não conseguirmos melhorar a produtividade do setor público, fica difícil avançar e melhorar todas essas questões. Volto a repetir. O Estado precisa ter poupança para priorizar os gastos para investimentos. Não é só para o custeio. É preciso destinar mais do que 18% do PIB do País para investimentos. Só para tomar como o exemplo, o Estado de Goiás cresceu mais do que a média nacional, graças a um conjunto de fatores que levou que nós tivéssemos uma formação bruta de capital. Isso teve um efeito multiplicador na economia que é bom para todo mundo. Quando a economia cresce é um jogo de ganha-ganha. Ganha todo mundo. Cresce a riqueza e circula o dinheiro. Ganha desde o feirante, o dono do açougue, os empresários, mas em especial a população que tem a possibilidade de emprego, renda e a melhoria da qualidade de vida.

Cezar Santos — É incrível como isso é tão óbvio, mas o governo federal não enxerga. Quando se faz a crítica ao baixo crescimento há um desdém das autoridades econômicas, que dizem que PIB não é tudo, etc. Não é uma visão curta do problema?
Em longo prazo não podemos criar um contingente de dependentes do Estado. A melhor coisa que podemos fazer pelas pessoas é libertá-las do Estado. Da dependência exacerbada em relação ao Estado brasileiro. E para isso ocorrer é preciso ter geração de riqueza. Essa dependência não é o que desejo aos meus conterrâneos brasileiros. Não isso que desejo como político e como economista. Como gestor público desejo que o Estado gere divisas e todos possam compartilhar e contribuir para a geração dessa riqueza. Se num primeiro momento foi com a ajuda do Es­tado, no segundo momento as pessoas possam desprender dele com seu próprio esforço. O Pronatec, um programa do governo federal de qualificação da mão de obra foi positivo. A educação é vital.

“Marconi Perillo é o melhor nome para Goiás”

Marconi é jovem, inquieto e ousado, por isso  tem melhores condições que o adversário dele para continuar conduzindo os rumos do nosso Estado” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Marconi é jovem, inquieto e ousado, por isso
tem melhores condições que o adversário dele para continuar conduzindo os rumos do nosso Estado” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Cezar Santos — O estímulo ao empreendedorismo fica muito na boca dos políticos, mas percebemos que não passa de retórica. Falta financiamento, há muita burocracia e outros entraves que desestimulam. Isso não deve ser encarado numa forma mais séria?
Temos que deixar de protelar algumas decisões de fundamental importância para o crescimento do Brasil, como a simplificação tributária e a desburocratização. São coisas que devem ser enfrentadas. Isso traz desgaste? Sim, mas deve ser enfrentada. O País precisa enfrentar a burocracia, o emaranhado de entulhos que não se traduzem em um avanço ao empreendedorismo.

Cezar Santos — Diferentemente de outros países, no Brasil de hoje as pessoas pensam em se tornar funcionário público, pois não há incentivo ao empreendedorismo.
Temos uma cultura que abomina a competitividade, incentiva a desconfiança dos vitoriosos e simpatiza com os fracassados. Quando vejo a simpatia do Brasil por Bolívia, Cuba e Venezuela noto uma forte simpatia pelos fracassados. E internamente no Brasil vemos isso. Nós não valorizamos mais o esforço e o resultado. O sofrimento do percurso redime o fracasso da chegada, de uma forma geral. Nos outros países é o contrário, ou seja, o resultado que redime o sofrimento e o esforço do percurso. Não há no Brasil uma cultura de resultado, de luta e de crescimento pelo próprio esforço. Vemos inúmeras pessoas no Brasil que não se curvam diante das dificuldades, dos problemas, que têm garra e determinação. É esse o Brasil que vai para frente. Há muita gente que mesmo com um salário mínimo, vai para frente, compra carro, constrói sua casinha e são verdadeiros heróis. Em contrapartida há outro Brasil, acomodado e esperando o governo. É precisa dar o choque nas pessoas no bom sentido.

Cezar Santos – O sr. tem sido talvez o principal auxiliar de Marconi Perillo em sucessivas administrações. Qual o principal argumento que o sr. diz ao eleitor para dar mais um mandato ao governador?
Marconi, por sua garra, pela sua competência, por sua capacidade de renovar, de inovar, pela visão estratégica de futuro que ele tem, é o melhor candidato que Goiás tem para continuar comandando nosso Estado. Isso não quer dizer que não haja falha ou defeito em nosso governo, mas estou dizendo que Marconi é jovem, aguerrido, inquieto e ousado, por isso tem melhores condições que o adversário dele para continuar conduzindo nosso Estado a um crescimento econômico e social. Marconi é um homem moderno, de percepção, que reúne experiência e maturidade e por isso saberá fazer os ajustes para que o governo continue melhorando. E não podem dizer que estamos de salto alto, não é isso, mas Marconi poderá fazer os ajustes necessários. Ele já disse que não tem compromisso nem com partidos nem com pessoas para formar sua equipe, e isso é muito bom porque lhe dará mais condições para escolher pessoas pelo mérito de competência. Com essa liberdade política ele vai chamar gente nova para seu governo, gente comprometida com o que ele sempre quis focar, a geração de desenvolvimento e crescimento.

Há muito ainda a ser feito, temos de ter a humildade em reconhecer isso, mas também temos de vangloriar o que foi feito até agora. Na comparação com os outros Estados, Goiás vive um momento muito positivo do ponto de vista de riqueza e social. Mas repito, ainda temos muito que avançar e pelo peso político que Marconi vai ganhar no quarto mandato, ele conseguirá manter alianças e parcerias positivas com governo o federal.

A palavra, hoje, para crescer é produtividade. É poder fazer mais com o mesmo tanto ou com menos. Fazer mais com mais, qualquer pessoa dá conta.”

A palavra, hoje, para crescer é produtividade. É poder fazer mais com o mesmo tanto ou com menos. Fazer mais com mais, qualquer pessoa dá conta.”

Cezar Santos – Independente­mente de quem for eleito presidente da República?
Se for com o Aécio, melhor, muito melhor. Mas se for com a Dilma não haverá problema, Marconi já soube fazer de forma republicana.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. tem uma vasta experiência em planejamento estratégico e foi um dos mais votados na base aliada, o que lhe dá condições de ocupar mais espaços. Isso faz parte de seu projeto?
Seria muita presunção al­guém que nem pisou no Congresso Nacional ainda falar nisso. Eu espero fazer um bom trabalho como parlamentar e a partir daí ver o que vai ocorrer. Meu interesse primeiro é trabalhar efetivamente nessa nova função.

Euler de França Belém – O sr. tem pretensão de disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016?
Não, estou com pretensão de ser deputado federal.

Frederico Vitor – Marconi Perillo tem vasto currículo político. O sr. acha o quarto mandato de governador o cacifa para um voo nacional?
Com certeza. Marconi é o maior nome da política de Goiás e não temos de ter timidez, não. Certamente ele vai enfrentar um mandato difícil, porque não há nada fácil, e terá de tomar medidas que possam cada vez mais colocar o Estado no rumo do desenvolvimento. Na próxima eleição, acredito que ele terá possibilidade sim de se candidatar em nível nacional. Ele é o melhor nome que temos. Acredito que ele, depois de quatro mandatos de governo, também vai aspirar a cargos nacionais.

Marcos Nunes Carreiro — De que forma a renovação no Legislativo pode ajudar, independentemente de quem seja o presidente, a fazer o País voltar a crescer?
Hoje há um misto de indignação do povo brasileiro com a classe política. Alta carga tributária, serviço público de baixa qualidade, desvio e corrupção, tudo isso faz ferver o caldeirão. Há uma apatia com a classe política no Brasil. É preciso que o político capte esse sentimento com esse novo eleitor que, com razão, está cobrando transformações e reformas. Mas por que essas reformas não são feitas? Porque gera desgastes. Vai fazer reforma da previdência, política e trabalhista e acaba em desgaste. Mas é preciso fazer, se não, a classe política vai continuar descreditada e a apatia com os políticos vai permanecer por parte do eleitorado. Temos que dar mais condições para que cada vez mais pessoas vindas dos diferentes estratos sociais possam se candidatar. É preciso retomar, como foi no passado, as condições para que os empresários, sindicatos, movimentos populares e as pessoas comuns possam participar. Mas para isso é necessário uma reforma política.

Marcos Nunes Carreiro — O sr. é um dos novos que está entrando agora na Câmara dos Deputados. Vai defender tais mudanças?
Com certeza. Logicamente, como qualquer político, desejo angariar a simpatia das pessoas, mas terei a coragem de fazer mesmo que tenha desgaste. Quero fazer a reforma que o Brasil precisa. Apesar de que a minha foto pode ficar estampada nos postes e outros lugares desagradáveis qualquer, tenho que ter a coragem de não fazer as reformas e fugir da mesmice. Se não for para fazer isso, não seria necessário eu ir para lá. Não me sinto melhor do que ninguém, mas me sinto qualificado e preparado para fazer aquilo que preciso fazer. Efetivamente, o que discutimos aqui é fundamental para se fazer no Congresso Nacional. Quero me somar a outras pessoas que lá estão, porque ninguém faz nada sozinho. Lá são 513 parlamentares, quero me somar à maioria e certamente poder contribuir nesse processo.

Marcos Nunes Carreiro — O sr. foi o quarto deputado federal mais bem votado, com 120 mil votos. Esse discurso favoreceu essa votação expressiva em Goiás?
O que facilitou não foi só o discurso, a minha história é de um longo tempo na administração pública, como empresário e economista. Tudo isso significa que sou político para poder realizar. Sou político para ajudar as pessoas a crescerem por meio de políticas públicas que geram oportunidades. Sou político para ajudar os municípios a não ficarem com o pires na mão pedindo bênção para governo A, B ou C. Sou político para ter coragem de ir ao Congresso Nacional e propor um novo pacto federativo que distribua direitos e deveres entre a União, Estados e municípios. Sou político para ajudar o Estado de Goiás a continuar crescendo mais do que a média nacional. Sou político para ajudar o Brasil a fazer a reforma tão fundamental ao chamado crescimento sustentável, que está virando só discurso. Ninguém aguenta mais essa gangorra. Temos que dobrar a renda per capita do Brasil, que hoje é de aproximadamente 18 mil dólares e em outros países chega ser 40 mil. Só lengalenga não vai resolver.

Cezar Santos – Nesta campanha, pela primeira vez o sr. foi pedir voto para si, já que nunca havia sido candidato. O que lhe causou mais impacto na campanha?
É árduo fazer política e não é igual para todos. Alguns se baseiam em um setor, na religião, em esportes, enquanto outros em ideias e realizações. Então, isso é desigual, sendo necessário haver uma aproximação do eleitor e poder colocar suas ideias. Fiz inúmeras reuniões, palestras e discussões. Caminhei pelo Estado inteiro e tive votos em 245 dos 246 municípios de Goiás.

Cezar Santos – Em qual o sr. não teve?
Lagoa Santa foi o único município em que não tive nenhum voto.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. esteve lá?
Não. Mas houve outros municípios em que não estive presente, mas tive votos. E isso reflete uma responsabilidade muito grande. Eu sentia claramente no olhar das pessoas toda essa apatia, mas também percebi toda a esperança que elas ainda depositam em políticas públicas e espero, sem me sentir melhor que ninguém, honrar essas pessoas com o meu mandato.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. ocupou cargos importantes em vários governos no Estado. Por que resolveu agora disputar um cargo eletivo?
Como já disse, para continuar realizando. Talvez eu esteja um pouco na contramão da história, pois as pessoas vão ficando mais maduras e querem cuidar dos seus afazeres particulares. Eu fiz o contrário, um pouco mais maduro resolvi entrar na política. Muita gente, incluindo o jornalista Euler Belém, que muitas vezes me cutucou para entrar na política, me falava disso; o Marconi também, me dizia que sou muito crítico, então deveria ter cargo eletivo. É uma experiência nova e nela vou continuar realizando. Por mais responsabilidade social que você tenha na iniciativa privada, ainda é muito pouco diante do que pode fazer um agente público, que pode fazer muito mais, já que faz políticas públicas. Ser um parlamentar, poder estar no Congresso Nacional para poder realizar coisas para os municípios, para o Estado, para o País, é um desafio. Estou levando isso muito a sério e quero apender um pouco mais como parlamentar.

Cezar Santos – O grande ideólogo do seu partido, Fernando Hen­rique Cardoso, é a favor da legalização das drogas. Qual sua opinião como economista? Do ponto de vista econômico, seria vantajoso para o País?
Um assunto que ocorreu na semana passada. A Itália aumentou seu PIB contabilizando a prostituição e as drogas. Mas não falo isso por defesa a aumentar o PIB por causa de drogas. Isso não é, a meu ver, relevante, como mostra a ineficácia das atuais políticas públicas em relação às drogas. E vemos pessoas com muito senso de responsabilidade e religiosidade como Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton [ex-presidente dos Estados Unidos] se preocupando em criar alternativas para quebrar esse paradigma da repressão, para poder criar uma alternativa. Eu acredito que o Uruguai está criando uma experiência da qual certamente poderemos tirar lições para enfrentar esse gravíssimo problema, que não é um problema apenas de consumo, mas de violência. A maioria dos homicídios cometidos em Goiás e no Brasil advém das drogas. Não é apenas a questão econômica, isto é, o que ela gera de riqueza para os traficantes, mas o que ela gera de desastre para as pessoas. Então, acho que devemos ter a capacidade de conciliar e entender que a família cuida dos valores e dos princípios de cada um de nós. E dentro desse cuidar, a questão das drogas precisa ter um olhar. Não pode passar despercebido. O país precisa abrir uma discussão sobre o assunto, mas sem paixão.

Frederico Vitor – A segurança pública é, depois da saúde, o tema de maior relevância no momento. O sr. acha que a redução da maioridade penal terá, em curto prazo, uma solução eficaz?
Eu preciso aprender muito sobre isso, mas, a princípio, não sou muito favorável. Acredito que, primeiro, precisamos fazer uma revisão no nosso Código Penal, porque não adianta prender o cidadão de manhã e precisar soltá-lo à tarde. Feita essa revisão, diminuiremos a impunidade no País. A partir daí, teríamos condições de enxergar outros pontos. Até lá, acho que não adianta reduzir a maioridade penal, pois acontecerá o mesmo que já acontece hoje.

Frederico Vitor – A União concentra, hoje, a maior parte do “bolo” orçamentário e os Estados reclamam que ela não está atendendo à demanda por segurança nas unidades federativas. Isso passa também pela questão do pacto federativo. Nos próximos quatro anos, essa questão será um ponto de debate importante?
Sim. Educação, saúde e segurança não são para ser cuidados apenas por um ente federativo, mas pela nação. Então, precisamos somar esforços da União, dos Estados e dos municípios para enfrentar a questão da segurança. Um dos principais problemas da segurança são as drogas, que estão ligadas às fronteiras do país. As fronteiras têm a ver com o governo federal, que não consegue defendê-las como deveria. Isso cria problemas para os Estados. Assim, precisamos ter um plano nacional ou algo que possa somar essas forças a fim de combater a insegurança, pois é uma epidemia nacional.

Marcos Nunes Carreiro – Em Goiás, o governo apostou nos Credeqs. O sr. acha que essa, que é uma política de risco, foi uma decisão acertada por parte do governador Marconi Perillo, no que concerne tanto à saúde quanto à segurança?
Não tenho a menor dúvida. Participei das discussões e ajudei a elaborar as propostas não apenas dos Credeqs como também das comunidades terapêuticas. Quer dizer, é preciso ter coragem para enfrentar os problemas que batem a sua porta. Se o dependente químico consegue ficar na família, que irá assisti-lo, ótimo. Mas quantos não podem? Quantos precisam de atendimento feito pelo Estado ou pelas instituições que tratam do assunto? Então, acho que não podemos nos abster de enfrentar esse problema e o governador Marconi Perillo sabe a gravidade dessa questão no Estado. Tanto que criou não apenas os Credeqs como também um grupo executivo de combate às drogas, que está fazendo alianças e parcerias com todas as comunidades terapêuticas pelo Estado. E são muitos os modos de fazê-lo: preventivamente, tratamento e repressão. O Estado precisa trabalhar nesse tripé e acho que isso está sendo feito. Ou seja, acabou a inércia. O Estado chamou para si e está enfrentando essas questões. Eu já conheci pessoas, em próprio local de trabalho, que saíram perambulando por aí à procura de uma local para colocar o filho depende químico, sem conseguir um local próprio para recebê-lo.

Marcos Nunes Carreiro – Não se trata apenas de construir, mas colocar esses locais para funcionar com mão de obra qualificada. Isso será feito de modo satisfatório ou pode haver alguma dificuldade?
Esse é um problema do país. Há clínicas particulares pelo Brasil inteiro que cuidam do tratamento para famílias que podem pagar. Mas quem tem um poder aquisitivo baixo vai tratar seu familiar onde? Então, acho que já há pessoas qualificadas nisso. O governo irá fazer concursos e criar condições para isso.

Cezar Santos – O sr. acha viável a proposta do candidato a governador Iris Rezende de dobrar o efetivo da PM?
A primeira ação que precisamos tomar é melhorar a produtividade das pessoas. Se tivéssemos dinheiro sobrando, não teria problema nenhum. Dobraríamos o número de policiais, de médicos, de professores, entre outros. Mas não há recursos sobrando, logo, é preciso fazer com que as pessoas produzam mais. E como fazemos isso? Melhorando a qualificação, a capacitação das pessoas e com tecnologia. É disso que a segurança pública precisa. É necessário trabalhar com inteligência, como foi feito agora com a prisão desse serial killer, em que a polícia trabalhou com criatividade e inteligência de segurança. É lógico que há uma defasagem no número de efetivos, mas, com todo o respeito a essa proposta de dobrá-lo, me soa eleitoreira e sem a menor condição de ser realizada, pois o custo disso ultrapassaria a Lei de Respon­sa­bilidade Fiscal. O Estado ficaria inviabilizado. Ou seja, isso deverá ser feito de modo gradativo e melhorando a produtividade. Se o policial consegue desvendar dez casos por mês, é preciso melhorar sua qualificação para que ele passe a desvendar 12, 13 casos por mês, além de dar condições para que ele possa fazer isso: materiais, físicas, etc. E isso tem que ocorrer em toda a administração pública, em toda a economia do país.

Euler de França Belém – Conte uma história interessante da sua campanha.
Na primeira caminhada que fiz, em Mineiros, entrei numa loja com meu material de campanha, e o dono me disse essas pessoas entram na loja da gente e nem pedem licença. Eu quase morri de vergonha (risos). Depois disso, em nenhum local que fui no Estado inteiro, eu entrei sem antes pedir licença. Dá licença, dá licença para pedir seu voto? São coisas simples que podem fazer a diferença. Eu aprendi isso na primeira caminhada, foi pedagógico pra mim.

Euler de França Belém – Do ponto de vista técnico, quando começa a crise da Celg? Ou ela sempre esteve em crise?
Todas as circunstâncias levam a crer que começou quando ela vendeu Cachoeira Dourada. Já no governo Ary Valadão pensava-se transformar a Celg numa geradora, com Corumbá, Ca­choeira Dourada, São Domingos e outras usinas. Como foi feita com a Cemig, que virou uma grande geradora. A venda de Cachoeira Dourada [em 1998, no governo Maguito Vilela-PMDB] matou a galinha dos ovos de ouro da Celg. Soma-se a isso ela não ter se estruturado, criado condição para enfrentar esse baque. Num dia tinha energia, no outro dia tinha de comprar energia. Para piorar, apenas uma ínfima parte do dinheiro da venda de Cachoeira Dourada foi aplicada em investimento na Celg, a maior parte foi para o caixa do Tesouro para fazer outros tipos de obras. Então, a Celg ficou numa situação de penúria, que se agravou de lá para cá. Foi deteriorando. Há outras distribuidoras no Brasil também sem geração, mas a Celg ficou com a dívida e sem a receita de Cachoeira Dourada, aí é cruel.

Euler de França Belém – Como especialista em gestão, como analisa o momento ruim porque passa Goiânia? É problema de gestão? Há um déficit mensal de R$ 30 milhões, que chegou totalizou R$ 400 milhões. Segundo o ex-secretário de Finanças da Prefeitura Cairo Peixoto, é incontrolável isso aí, há dois anos não se consegue resolver. Cairo disse que só se resolve se conseguir dinheiro extra.
Tudo no setor público é gestão. Comparando, quem está no leme de um barco está fazendo gestão. No remo pode estar qualquer um, mas quem está no leme é que dá as cartas. Muitas coisas podem ser feitas pela iniciativa privada, ninguém elegeu político para ficar chorando dificuldade financeira, que todos sofrem, uns mais outros menos. Eleitor elege político para ser criativo, para ter ideias, para fazer gestão, para fazer gerência, para ter capacidade de catalisar os anseios da sociedade e dar os ru­mos. Não há nada que não pos­sa ser consertado. Em Goiânia tam­bém dá para consertar, mas tem de ter coragem para tomar me­didas difíceis, coragem para inovar, para ser criativo, para chamar a iniciativa privada. Quantas concessões tem a Prefeitura de Goiâ­nia? Quanta coisa ela pode fa­zer usando o poder permissionário dela? O problema é que tudo esbarra num viés ideológico de A ou de B, os interesses políticos.

Euler de França Belém – O que o sr. está lendo no momento?
Estou lendo um livro intitulado “Complacência” [dos economistas brasileiros Fabio Giam­biagi e Ale­xandre Schwartsman], cujo subtítulo é Entenda Por Que o Brasil Cres­ce Me­nos Que Pode. Os autores têm uma afinidade maior com a social-de­mocracia, com o PSDB. Fa­zem uma análise do Brasil. É um livro muito interessante, di­dático, e não é apenas para economista ler. Qualquer pessoa consegue ler o livro e entender, um pouco, de economia. Os autores também são muito críticos. Dizem que, quando três economistas se reúnem, certamente haverá quatro propostas. Não há convergência, não há nada. In­te­res­sante que um dos autores, Sch­wartsman, ex-diretor do Banco Cen­tral, foi alvo de uma queixa-crime do BC por ter criticado medidas equivocadas da instituição. Eles fazem uma análise interessante do momento econômico brasileiro e a leitura é muito fácil.

Euler de França Belém – Por que o título “Complacência”?
Eu não sei ainda. Talvez em relação ao Brasil. A complacência que nós mesmos temos conosco.

Deixe um comentário