“Com ACM Neto, Salvador é muito mais feliz”

Durante passagem por Goiânia, vereador soteropolitano diz que situação da capital da Bahia melhorou nos últimos seis anos e elogia seu correligionário Ronaldo Caiado, governador eleito de Goiás

Duda Sanches: “Ronaldo Caiado levanta uma voz muito forte contra a corrupção e a favor de um Brasil diferente” | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O vereador de Salvador Duda Sanches (DEM) esteve em Goiânia na sexta-feira, 26, com o objetivo de trocar experiências e conhecer de perto a realidade da capital goiana.

Acompanhado pelo presidente da Juventude do PSD de Goiás, Michel Magul, o parlamentar soteropolitano se encontrou com o presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo (MDB), o ex-deputado federal e presidente do PSD goiano, Vilmar Rocha, e o senador Wilder Morais (DEM).

Em 2012, Duda Sanches foi eleito pela primeira vez aos 22 anos. Reeleito quatro anos depois, o jovem vereador é, hoje, vice-líder do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Nesta entrevista ao Jornal Opção, mostra uma boa expectativa em relação ao governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

Qual é o objetivo de sua visita a Goiânia?
Goiânia é uma cidade moderna, que se parece com Salvador em vários sentidos. E essa troca de experiências entre legisladores é muito importante. Muitas adaptações de leis são usadas de uma cidade para outra. Comecei a agenda, organizada por meio do meu amigo Michel Magul, na Câmara Municipal de Goiânia. Pude trocar muitas ideias acerca de mobilidade urbana com o presidente da Casa, Andrey Azeredo, e falei um pouco sobre meu projeto de educação financeira nas escolas, que, a partir de 2019, já vai ser uma realidade na cidade de Salvador. Essa troca de informações cria, sem dúvida nenhuma, um elo entre cidades, pessoas pensantes e projetos interessantes. Todo mundo sai ganhando. Já não é a primeira capital que eu visito com esse objetivo de trocar informações com os legisladores e também ter acesso a políticos experientes, como o ex-deputado federal Vilmar Rocha e o senador Wilder Morais. Foi muito interessante e eu estou muito feliz de poder ter estado aqui.

Na prática, o que Goiânia pode aprender com Salvador e Salvador aprender com Goiânia?
Goiânia, hoje, está beirando os seus dois milhões de habitantes. Salvador tem três. Aqui, são 35 vereadores. Em Salvador, 43. São cidades que têm mais ou menos uma quantidade de pessoas e de problemas semelhantes, como, por exemplo, a questão da mobilidade. Salvador tem uma renda per capita bem menor, o que nos traz um pouco mais de dificuldade. Isso é natural. A renda per capita é bem menor no Nordeste. Mas, em geral, os problemas são parecidos. Na educação, pude trocar essa informação sobre educação financeira nas escolas para trazer a ideia a Goiânia. Essa troca de experiências é fundamental e é assim, viajando e conhecendo a cultura de outros lugares, que aprendemos coisas novas.

Qual é a sua expectativa, como alguém de fora de Goiás, em relação ao governador eleito Ronaldo Caiado, que é do seu partido?
Já era admirador de Ronaldo Caiado desde que estou na política. Acompanho o trabalho dele e vejo sua luta por um Brasil diferente. Aliás, meu líder, o prefeito ACM Neto, é presidente do Democratas, partido de Ronaldo Caiado e de Wilder Morais. Nós, inclusive, recebemos Ronaldo Caiado neste ano na tradicional festa do Senhor do Bonfim e eu fui o responsável por estar com o senador e governador eleito na nossa caminhada, onde ele pôde sentir sua popularidade na Bahia, tendo sido recebido de braços abertos. O senador Ronaldo Caiado tem uma história que não se assemelha apenas com a história da Bahia, mas a do Brasil inteiro. Uma história de cansaço com a corrupção e com o governo do PT de Lula e de Dilma. Ele levanta a voz de uma forma muito forte, assim como Jair Bolsonaro e Wilder Morais, contra a corrupção e a favor de um Brasil diferente.

Comenta-se, nos bastidores, que ACM Neto teria sugerido Mauro Ricardo Costa para ocupar a Secretaria da Fazenda em Goiás. Como sr. avalia esse nome, que foi Secretário da Fazenda de Salvador?
Sem dúvida nenhuma, é um bom nome. Em Salvador, passamos por um momento muito sensível no início do mandato do prefeito ACM Neto. Tivemos uma gestão anterior muito caótica, que terminou com a cidade no Cauc [Sistema Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias], uma espécie de SPC/Serasa dos municípios. Salvador estava com nome sujo no Cauc, o que inviabilizada a cidade de conseguir empréstimos em bancos. O Mauro Ricardo chegou e deu a dose amarga do remédio. Tivemos alguns procedimentos que a população, a priori, desaprovou, mas, logo depois, viu que era necessário para organizar as contas e deixar tudo andando da melhor forma possível. Mauro Ricardo deixou o legado dele. Um legado de contas organizadas. E Salvador vive hoje uma série de benfeitorias, como a construção do primeiro hospital municipal da cidade e reforma da orla, coisa que muita gente duvidava que ACM Neto tivesse essa coragem de fazer. Conseguimos todos esses grandes feitos porque tínhamos as contas organizadas. E Mauro Ricardo foi quem trouxe essas contas para o verde, quem conseguiu fazer o que muita gente achava que era impossível. Acredito que, se assumir a Secretaria de Fazenda no governo de Ronaldo Caiado, ele vai trazer anos de prosperidade e equilíbrio financeiro para Goiás. Sem equilíbrio financeiro, nenhuma gestão sobrevive. Não é à toa que Mauro Ricardo roda o Brasil inteiro fazendo isso, reativando a economia dos Estados e dos municípios. Antes de ir para Salvador, foi secretário de Estado em São Paulo, secretário da cidade de São Paulo e secretário do ex-governador do Paraná Beto Richa. É muito experimentado e, onde ele toca, as coisas se equilibram. Nem sempre todos concordam, mas ele certamente trará equilíbrio fiscal para Goiás.

Como vice-líder de governo, qual é a avaliação que o sr. faz desses quase seis anos de mandato de ACM Neto como prefeito de Salvador?
A população pode dizer mais do que eu. Tanto é que ele já foi eleito cinco vezes o melhor prefeito do Brasil entre as capitais brasileiras. Foi uma transformação muito forte que Salvador viveu. Quem pôde estar lá seis anos atrás e visita Salvador hoje, vê uma cidade completamente diferente. Era uma realidade de ruas escuras, de uma saúde que não funcionava para o cidadão soteropolitano e de uma orla e pontos turísticos completamente inacabados. Hoje, vivemos uma cidade que pulsa, onde o carnaval está valorizado e que atrai turistas o ano inteiro. Em muito pouco tempo, vamos virar a capital nacional de corridas e de esportes náuticos. Salvador, hoje, é uma cidade completamente diferente e digo isso não só pela relação que tenho com o prefeito ACM Neto, mas como cidadão. As pesquisas mostram e tenho a certeza de que, pelo sexto ano seguido, o prefeito ACM Neto vai levar este título.

Procede que, em Salvador, há uma espécie de Orçamento Impositivo dos vereadores?
Em Salvador, ACM Neto criou, no início da gestão, a emenda parlamentar, um dispositivo similar ao que acontece no Congresso Nacional, mas no formato municipal. Cada vereador tem direito a R$ 1 milhão para gastar com projetos sociais e obras que venham a beneficiar a população, claro que após a aprovação do Executivo. Os vereadores são um elo mais próximo da população. Conseguimos chegar aonde o problema está e saber o que a população está precisando.

ACM Neto é, de fato, o herdeiro de seu avô?
Não tenho dúvida. ACM Neto é um grande líder que carrega as principais virtudes de seu avô. Não é fácil começar tão jovem. Ele foi o deputado federal mais novo do Brasil e o mais votado da Bahia, com 428 mil votos. Chegou muito jovem e muitos secretários que já passaram por sua gestão foram referências que ele teve no passado. Já pensou você ser uma criança vendo os adultos conversarem e, anos depois, se tornar o líder deles? Não é para qualquer um. É para quem talento e consegue fazer isso de uma forma muito natural. Ele é, sim, o herdeiro do legado político que ACM deixou e, sem dúvida, já colocou sua marca e o seu jeito de governar na cidade. Com ACM Neto, Salvador é muito mais feliz. A autoestima do soteropolitano é muito maior hoje.

Por que ACM Neto não disputou o governo da Bahia nas eleições deste ano?
A Prefeitura de Salvador é de uma responsabilidade muito grande. Quando ACM Neto fez o compromisso com a cidade de ser candidato a prefeito pela primeira vez, ele disse que, em hipótese alguma, sairia para concorrer a governador. Ele não verbalizou isso, mas já sabíamos que o compromisso dele com Salvador é maior que a vontade pessoal de ser governador. Nossas pesquisas eram as melhores possíveis e indicavam que ACM Neto estava na frente não só na nossa capital, onde já era esperado que nadasse de braçada, mas também no interior da Bahia, onde ele goza de muito prestígio. Mas, às vezes, a pessoa tem uma decisão pessoal que temos que respeitar. Ele tinha todos os fatores possíveis e imagináveis que diria que seria eleito, mas o coração dele disse que ainda não era a hora de ele ser governador da Bahia. ACM Neto reafirma a cada discurso que tomaria esta decisão novamente porque está muito certo de que não era momento certo. Quem está na cabeça dele é ele. Temos que respeitar e eu o respeito muito.

O governador Rui Costa foi reeleito com 75% dos votos e o candidato do DEM, Zé Ronaldo, ficou em segundo lugar com 22%. ACM Neto teria mesmo mais chances que o Zé Ronaldo?
Teria, inegavelmente. A força do prefeito ACM Neto é muito grande. A onda que ele provocou pela boa gestão em Salvador fez com que todos quisessem tê-lo também em suas cidades. E ele já era muito conhecido. A Bahia inteira ama Antônio Carlos Magalhães. Quando veio o neto, uma versão repaginada, atualizada, um gestor que foi experimentado, as pessoas passaram a querer isso para o Estado. Não tenho dúvida alguma de que haveria segundo turno, apesar de o Zé Ronaldo também ser um grande político na Bahia. Ele foi prefeito da minha cidade natal, Feira de Santana, a segunda maior da Bahia. Para se ter uma ideia de sua importância, Feira de Santana é maior do que seis capitais brasileiras. Zé Ronaldo foi prefeito durante quatro mandatos e é uma pessoa que goza de um prestígio muito grande em Feira de Santana e região, mas não foi suficiente. Zé Ronaldo não foi desaprovado por sua gestão. Ele, infelizmente, é desconhecido. Bahia é um Estado muito grande. Tentamos torná-lo conhecido, mas não obtivemos sucesso.

Por que o PT é tão forte na Bahia?
O Nordeste acaba sendo um grande celeiro eleitoral, um espaço onde o PT explora e tem frequentemente logrado êxito em votos. E a Bahia é o maior dos Estados dessa região. A Bahia tem importantes figuras do PT nacional, como Jaques Wagner e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. Muito do que se fez nos governos de Lula e Dilma foi levada para a Bahia. Apesar de oito dos 20 municípios mais perigosos do País estarem na Bahia, a saúde estadual estar quase à bancarrota e termos o pior índice de qualidade do Ensino Médio do Brasil, Rui Costa ganhou, porque a figura do Lula ainda é mitológica na região. As pessoas não têm a noção exata do mal que o Lula fez e da tragédia anunciada que eram os anos que as pessoas julgam ser de prosperidade. As pessoas acham que tiveram anos de prosperidade, quando os impostos da linha branca eram muito baixos e o preço do IPI foi congelado várias vezes. Nessa época, as pessoas compraram sua primeira moto, seu primeiro carro e construíram a sua casa, mas não sabiam que isso era uma tragédia anunciada. É como um pai de família, que chega em casa com dois filhos e sua esposa e resolve dar o melhor ano da vida para eles, comprar carro novo, dar televisão e colocar ar-condicionado no quarto. Mas chega o final do ano e ele não guardou dinheiro para pagar o IPTU, o IPVA e para comprar o material escolar dos filhos. Vai fazer o que, se não poupou? Foi o que Lula fez com a população brasileira, mas ele sabia que não teria como pagar essa conta quando saísse do governo e aconteceu todo esse absurdo de corrupção que acompanhamos Brasil afora. A Petrobras chegou a ser autossuficiente, descobrimos o pré-sal e sonhávamos em ser a maior petroleira do mundo. Mas tudo isso caiu junto com as mentiras que o PT contava.

Por que a Lava Jato não causou um estrago tão forte no PT na Bahia?
É inegável que Jaques Wagner e Sérgio Gabrielli, figuras importantes do PT da Bahia, encabeçavam todo esse processo, toda essa cadeia de corrupção. Sempre foram pessoas importantes do clã petista. A investigação demorou muito porque sempre tiveram foro privilegiado. Eles se esconderam atrás de cargo no governo do Estado. Agora, Jaques Wagner logrou êxito na campanha para senador. Vai ter foro. E veremos, mais uma vez, esse processo passando enquanto o ralo da corrupção continua a funcionar.

Como está a questão das Organizações Sociais na saúde na Bahia?
A saúde na Bahia, de alguns para cá, tem feito um processo de terceirização. Alguns hospitais e unidades de saúde foram abraçados por empresas privadas. Outras, por Organizações Sociais. Vimos uma melhora significativa. Porém, temos que ficar atento aos pagamentos, que devem ser feitos em dia. Quando se fala em atraso na área da saúde, se fala em gente morrendo. Isso não pode acontecer e, infelizmente, tem virado marca do governo Rui Costa do PT. Essa é a realidade que essas organizações têm em Salvador. Aliás, aprovamos no início deste ano um projeto para abraçar as OSs, não apenas de terceirizadas em hospitais, mas também OSs que cuidam de combate à pobreza e de vários outros temas.

Assim como ACM Neto, o sr. é parente de político. Seu pai, Alan Sanches, é deputado estadual. A ligação familiar na política, na sua avaliação, é mais negativa ou positiva?
É muito positivo ter uma pessoa que conhece o caminho. Ser filho de político ajuda e acelera esse processo, mas garanto que se manter político vai muito do talento e depende do quanto a pessoa se dedica a isso. Na minha primeira eleição, tive pouco mais de 8.400 votos, entre eles muitos que acreditavam no nome de Alan Sanches, um deputado de sucesso. Em 2016, cheguei a 14.455. Quase dobrei a minha votação. Isso é fruto dessa parceria que sempre vai existir com o deputado Alan Sanches, mas também tem o trabalho que a cidade pôde observar de um jovem que esperavam muito pouco por ser filho de político, por ser muito novo e por achar que não tinha experiência, mas que mostrou trabalho e conseguiu fazer muita coisa boa. Há muitos vereadores dignos que trabalham tanto quanto eu, mas o que eu faço, com amor, com dedicação, eu digo que ninguém faz mais.

“Ser jovem é uma vantagem diante de tanta gente arcaica na forma de pensar que existe na política brasileira”

Duda Sanches, ao lado de Michel Magul, durante entrevista ao jornalista Marcelo Mariano | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O sr. sofreu muita resistência por causa da idade quando foi eleito pela primeira vez em 2012 aos 22 anos?
Fui eleito o vereador mais novo de todas as capitais e, há seis anos, o jovem era muito menos respeitado do que hoje. Nesse momento em que vivemos, de muita corrupção, de tanto descrédito do político, as pessoas buscam pelo novo. Novo não só de idade, mas novo de pensamento. Alguém que seja um outsider, como o João Dória, em São Paulo, que não era da política e resolveu se envolver para buscar uma melhoria para a sua cidade e o seu Estado. Sofri resistência porque muitos achavam que a inexperiência era um defeito. Claro que a experiência nunca vai deixar de ter a sua importância. Sempre vai ser fundamental, mas os vícios e os hábitos ruins que a experiência por ventura pode dar não existem na juventude, nas pessoas que chegam com vontade, com a cabeça jovem e nova. As experiências que eu tive são experiências que pessoas de 70 e 80 anos não tiveram porque viviam em uma outra realidade. Sou autor, em Salvador, do projeto de educação social, que coloca uma matéria que lida com ética, cidadania, sustentabilidade e educação financeira nas escolas para alunos mais velhos. Sou autor da lei anticorrupção, que é palavra de ordem no Brasil. Tudo isso veio da cabeça de um jovem parlamentar. Fui ganhando espaço aos poucos. Comecei bem pequeno, mas, hoje, já sou vice-líder de governo dentro da Câmara Municipal e acumulo o cargo de presidente da Comissão de Saúde. Fui o vereador mais votado do meu partido, o Democratas, que é a maior bancada da Casa. Falo isso com muito orgulho por ter crescido politicamente e por saber que estou no caminho certo, no caminho da nova política, da nova forma de trabalhar. Confio muito que esse é o futuro do Brasil. Enfrentei muitos desafios e muitas pessoas desacreditadas, mas tenho convicção de que isso, hoje, é uma virtude. Ser jovem é uma vantagem diante de tanta gente arcaica na forma de pensar que existe na política brasileira.

Quais são os seus próximos passos na política?
Quando se fala em próximos passos na política, se pensa em cargos maiores que o de vereador. E é natural. Entrei na política pensando em ajudar as pessoas. Gosto do fato de ser vereador e de estar inserido nos processos das decisões da cidade, mas, quando falo em ajudar como vereador, me limito à cidade de Salvador. E eu quero ajudar mais pessoas. Quero ser deputado estadual e ajudar a Bahia a alçar voos maiores. Há muitos projetos que não posso dar entrada por não ter competência constitucional para isso. Muitas ideias que as pessoas sugerem, mas que a competência como vereador é limitada. Por isso, quero, sim, ser deputado estadual em breve. Vou buscar a minha reeleição daqui a dois anos, mas, daqui a quatro, quero poder estar preparado e ter condições para buscar um mandato de deputado estadual e, dependendo da conjuntura, até mesmo de deputado federal. Quero continuar ajudando cada vez mais pessoas.

O sr. está hoje no Democratas, mas já foi do PSD. Recentemente, tem sido ventilada a possibilidade de fusão entre esses dois partidos, o PSDB e o PPS. Esta seria uma boa ideia?
A quantidade de partidos que existe no Brasil é um absurdo. Hoje, principalmente após a aprovação do fundo eleitoral, é um verdadeiro ralo de dinheiro público, com o qual eu não concordo. Nos Estados Unidos, há apenas dois partidos. Em várias outras referências positivas de democracias consolidadas, não há tantos partidos como no Brasil. Quanto menos partidos tivermos, melhor. Os partidos, no Brasil, se tornaram moeda de troca por causa do tempo de televisão e dos fundos partidário e eleitoral. Dentro de um partido, há inúmeras formas de pensar, gente que pensa das mais diversas maneiras. Há quem seja pró-movimentos LGBT e há quem seja contra. Isso é um reflexo da sociedade. E os partidos e as câmaras legislativas são reflexos da sociedade. Sou a favor, sim, da fusão entre esses partidos, que têm sintonia na maioria dos Estados. Com certeza, teríamos problemas a se negociar. Por exemplo, o PSD da Bahia é aliado do PT e o PSD de Goiás, completamente contra. Precisaríamos alinhar esses pensamentos. São partidos que admiro, com grandes líderes, de pessoas comprometidas e, principalmente, com leitura liberal para o futuro do País. Se eles se aproximam dessa forma de pensar, acho que fusão é interessantíssima. Sou extremamente a favor.

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