“As alianças devem buscar sempre favorecer a eleição de Lula”

Pré-candidato ao governo do DF, Geraldo Magela defende uma integração da região do Entorno do DF, apontado que isso deve ser feito com apoio do governo federal

A eleição para o governo do Distrito Federal ainda está se definindo. O certo é que o governador Ibaneis Rocha (MDB), que buscará a reeleição, vê crescer o arco de candidatos que estão no campo da oposição. Um desses nomes é o de Geraldo Magela (PT) que se coloca como uma oposição e busca confirmação da sigla para entrar na disputa.

Geraldo Magela é um petista histórico que atuou pela fundação do partido. Ele foi deputado federal por dois mandatos, também já ocupou a cadeira de deputado distrital e presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). O petista relatou o Orçamento da União no governo de Lula da Silva, e possui grande proximidade com as lideranças nacionais da sigla. Em entrevista ao Jornal Opção, Magela avalia as estratégias que o PT adotou para eleger Lula a presidência,  e aponta as propostas que tem para a região do Entorno do DF.

O senhor se coloca como pré-candidato ao governo do DF. Esse é um projeto consolidado ou ainda pode haver alguma outra definição? 

O meu projeto político está muito vinculado ao projeto do Lula. Considero que o PT tem uma grande tarefa neste ano de 2022: conseguir juntar um arco de forças políticas e sociais para voltar governar o Brasil. 

Temos uma avaliação muito severa do governo de Jair Bolsonaro (PL). Consideramos que ele trouxe retrocessos por ser um governo que não respeita os direitos dos trabalhadores, não respeita as mulheres e nem os segmentos minoritários da sociedade. Mais do que isso, provocou um retrocesso na economia e o isolamento do Brasil no plano internacional. 

Nosso maior objetivo é fazer com que o Lula ganhe as eleições. E para isso, eu, o PT do DF, o PT de Goiás e o PT do Brasil inteiro tem que estar a serviço deste projeto. Apresentei meu nome para candidatura de governador, mas pensando em ajudar na campanha do Lula. 

Quando o senhor fala em buscar um arco de forças, está muito ligado ao empenho de trazer outras lideranças para junto do projeto petista. É possível ter em Brasília uma frente que una o senador José Antônio Machado Reguffe (Podemos) e a senadora Leila Barros (PDT) ao PT?

No primeiro momento, quando falo que é preciso ter um amplo arco de alianças, elas são partidárias, mas também sociais. Cito os seguimentos religiosos, empresarial, cultural e social. Tem que ter o núcleo original na política e nos partidos.

No Distrito Federal estamos trabalhando como o Ibaneis Rocha sendo o candidato e o principal aliado de Bolsonaro. Então todos os outros que estiverem contra o Ibaneis, poderão e deverão estar juntos no primeiro ou no segundo turno. As vezes não é fácil fazer uma aliança no primeiro turno. Sei que o senador Reguffe e a senadora Leila estão se colocando como candidatos ao governo. Como PT também deseja ter uma candidatura, e eu sou um dos nomes que estão sendo analisados, é provável que essa aliança se dê no segundo turno. 

Certamente queremos juntar quem é contra o Bolsonaro e quem é contra o Ibaneis Rocha.

Entre os críticos de Ibaneis Rocha há os que dizem que Ibaneis Rocha governa para o Plano Piloto (inclusive na limpeza das ruas e canteiros), mas abandona os demais bairros do Distrito Federal ao deus-dará. A crítica procede?

Ibaneis tem uma característica de querer fazer grandes obras. Outro dia gravei um vídeo dizendo que qualquer governador, seja do Distrito Federal ou de Goiás, em Minas, ou São Paulo, se tiver recursos vai fazer obras. Qualquer cidade precisa de obras novas como hospitais, escolas, viadutos e túneis. Precisa ter dinheiro. Quando tem dinheiro qualquer governador faz obras. Mas precisa ter competência para fazer o cuidado das cidades.

Em Brasília tem um fato muito interessante. Governador tá fazendo um grande túnel no centro de Taguatinga – que é importante e que precisa ser feito – mas ele não conseguia cobrir os buracos dos asfaltos. O pessoal chegou a fazer brincadeiras com ele aqui, criando memes nas redes sociais, chamando de buracos do Ibaneis. 

Na verdade, governo quer fazer grandes obras, mas não consegue cuidar das cidades. Ele tem essa característica que é ainda pior que essa. Ele não gostar de cuidar das pessoas. Quando um governador governa um Estado, um Prefeito que administra uma cidade, ele tem que pensar primeiro nas pessoas. O Ibaneis não.

O atual governador quer fazer grandes obras,  mas não cuida e não sabe cuidar das pessoas. 

O governador de Brasília também de se preocupar com as cidades do Entorno do DF, que, a rigor, pertencem a Goiás e a Brasília. O que fazer para integrar o Entorno?

É necessário e é urgente. Nós temos que tratar as cidades que estão juntas do Distrito Federal – nem gosto de usar muito a palavra Entorno, mas as cidades próximas do DF. Vou dar um exemplo. Valparaíso e Águas lindas estão juntinho do Distrito Federal e nós não podemos tratar como o limite geográfico do Distrito Federal e de Goiás fosse o impeditivo para fazer ações conjuntas. 

Sendo eleito governador, vou conversar com o governador de Goiás. E não importa qual partido que seja, se for de um partido adversário, um partido aliado, eu vou procurar para que nós dois juntos possamos ir ao presidente da república falar sobre a área metropolitana de Brasília e Goiás. 

Precisamos ter recursos federais para estas áreas. Eu não tenho dúvidas que o Lula sendo presidente da República, que já conhece o problema, ele vai nos ajudar. Lula deu uma entrevista para uma rádio aqui e disse exatamente isso: que vai cuidar dos municípios vizinhos ao Distrito Federal ajudando a formar uma região metropolitana. 

Nós precisamos integrar transporte, segurança, educação e emprego. Muitos dos funcionários que trabalham aqui no Distrito Federal moram nas cidades vizinhas. Falamos de algo que é urgente e necessário. Seja quem for o governador de Goiás, se eu for governador do Distrito Federal, uma das primeiras coisas que eu vou fazer é marcar uma reunião com o presidente Lula, para falar sobre a criação da região metropolitana de Brasília e as cidades vizinhas de Goiás.

A corrupção é um dos problemas de vários governantes do Distrito Federal. O que fazer para coibi-la?

Infelizmente esse é um câncer político. É um câncer administrativo que precisa ser enfrentado com todo mundo junto. Não pode ser do jeito que os procuradores e o juiz Sérgio Moro fizeram na Lava Jato. Aquilo ali foi uma perseguição. Eles desrespeitaram todas as lógicas e todas as regras constitucionais. Tanto que agora os processos estão sendo anulados. O Deltan Dallagnol sendo condenado.

Não é daquele jeito que se combate corrupção. Corrupção se combate primeiro com o governo sério. Segundo, com fiscalização, controle social e dos órgãos, como tribunais de conta, além de das assembleias e a Câmara Legislativa. Mas precisamos dar total e absoluta transparência nos atos do governo.

Considero que a imprensa pode fazer um papel fundamental ajudando a fiscalizar. Agora tem que garantir que a imprensa tenha acesso, não pode ser acesso controlado. Considero que é preciso o Governo Federal, os governos estaduais e municipais, junto com a sociedade, formatarem e aplicarem um plano de combate à corrupção e de controle social das informações de estado.

Sei que é difícil. Não tenho ilusões. Eu já fui deputado cinco vezes, já fui secretário de governo por duas vezes. Então eu conheço bem o assunto. 

Vou te dar um exemplo: fui relator geral do orçamento do Governo Federal no ano de 2009/10 e não houve uma denúncia sequer. Nós fizemos um orçamento absolutamente transparente e não houve nenhum tipo de problema. Então é possível? É. É possível administrar sem ter corrupção? Claro que é. Aliás, é mais fácil. Mas é preciso ter presente o controle da sociedade e da imprensa sobre os atos do governo.

O senhor disputou o governo do Distrito Federal e perdeu para Joaquim Roriz por 1.025 votos. Ou seja, quase ganhou. Por que não ganhou, o que faltou?

Aquela eleição ainda hoje é a mais lembrada do Distrito Federal. Isso  porque o Roriz era um líder político que começou em Goiás depois veio para o Distrito Federal, com um carisma muito grande. Ele é muito competente nas relações políticas. Ele realmente foi um político de maior tradição aqui no Distrito Federal. Foi governador três vezes, ou seja, é uma pessoa muito forte.

Lembro que quando comecei a campanha, eu tinha 2% na intenção de votos. E ele tinha 60%. Quando eu saía pras ruas as pessoas riam de mim. Diziam:  você é doido, vai disputar com o Roriz. E brincava com as pessoas dizendo que a única coisa que eu não sou é doido, mas sou corajoso.

No primeiro turno daquela eleição, o Roriz teve 42% e eu tive 40,5. Quando terminou o segundo turno, ele tinha cerca de 50,5% e eu 49,5%. Foi uma eleição com muitas denúncias de fraude com desaparecimento de urnas eletrônicas, com equipamentos que se quebraram, ai tinha que passar para apuração no papel. Ou seja, foi uma eleição muito contestada.

Aquela eleição ficou marcada. Apresentei um bom programa de governo. O Roriz tinha um programa que se chamava leite e pão.  Quando eu conversava com as pessoas elas perguntavam se eu ia acabar com o programa, e eu dizia: vou dar o leite, o pão e o nescau. Isso começou a criar um clima na cidade em que as pessoas entendiam que eu fala a língua delas, das pessoas mais pobres. 

Hoje eu ainda digo: sendo governador, vou manter tudo que foi bom nos outros governos. O que for ruim eu vou acabar. Então, assim, eu não tenho problema de manter um programa que foi o Roriz que tenha criado, ou o Rodrigo Rollemberg. O que for ruim eu vou mudar.

A campanha de 2002 foi muito disputada, muito boa e ficou na história do povo do Distrito Federal. Até hoje ainda tem gente que diz que vai votar em mim porque eu não ganhei naquela, mas vou ganhar agora. 

O cenário hoje é muito diferente daquela eleição de 2002, mas há questões sociais talvez estão ainda mais graves neste momento. Parte do que o senhor fez naquela campanha o senhor pode resgatar agora?

Com certeza é realmente da eleição hoje vai ser marcada por alguns temas muito importantes, um deles são as desigualdades sociais que cresceram último período, principalmente no governo Bolsonaro e no governo Ibaneis, aqui no Distrito Federal.

Hoje nós temos no Distrito Federal, cerca de 3 milhões de habitantes. É muita gente . Se contarmos os municípios vizinhos isso vai dar por volta de 4 milhões. E não tem emprego para todo mundo. Quando acontece isso a temos a pobreza e quando tem pobreza, precisa ter políticas sociais.

Não tenho dúvidas de que esse será um tema crucial e muito importante para as eleições deste ano. O governador quer fazer grandes obras, mas não cuida das pessoas. Se andar pelo centro do Plano Piloto será possível ver um grande número de pessoas morando e vivendo nas ruas. Isso é falta de uma política de acolhimento e de atenção social.

O desemprego aqui hoje é muito alto. Brasília não pode continuar sendo a cidade só do serviço público. Então certamente vamos apresentar propostas que atenderão desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, mas pensando especialmente nas pessoas.

Há uma  alta politização do eleitorado de Brasília. O senhor pensa que isso eleva o grau de exigência sobre os políticos?

Diria que o perfil do eleitor de Brasília é  de um eleitor muito bem informado. Às vezes a pessoa que mora em Planaltina trabalha no ministério. Outra pessoa serve cafezinho no Palácio do Planalto e mora lá em Águas Lindas. Tem o motorista do ministro que mora em Sobradinho. Então a informação circula mais rapidamente do que em qualquer lugar.

Isso torna o eleitor de Brasília muito exigente. E o eleitor de Brasília está adotando uma tradição de não reeleger governador. Roriz foi o único que foi reeleito. 

O PT vai lançar quem para senador e vice-governador? Fica para a composição política? Com quem o PT vai compor em Brasília?

Não estamos avançando em chapas porque nós ainda estamos resolvendo a divergência dentro do PT.  Hoje tem duas pré-candidaturas eu e a professora Rosilene Corrêa.  Temos outras pré-candidaturas nos partidos que vão compor a federação. Tem o João Vicente Goulart, no PCdoB, o Leandro Grass do PV e temos no PSB a candidatura do Rafael Parente.

Mas nós também vamos buscar nestes partidos e em outros, como o Solidariedade, como a Rede e o PSOL, a possibilidade de construir uma chapa ampla. Nós queremos no primeiro turno ter uma chapa forte e competitiva. Mas nesse momento nem a candidatura a governador ainda está definida.

Nós queremos definir isso no mais tardar até o final da primeira quinzena de abril. 

O senhor não avalia que, com quatro candidatos das oposições — José Antônio Reguffe, Leila Barros, Izalci Lucas (PSDB) e o sr, —, a possibilidade de reeleição de Ibaneis Rocha cresce?

Não. Acho que é exatamente o contrário. A existência de várias candidaturas, algumas que são de centro, como a do Reguffe e do Izalci, certamente vão tirar votos que poderiam ir para o Ibanês do primeiro turno. A minha avaliação é que tendo várias candidatura diferentes no primeiro turno,  forçarão o segundo turno e poderão fazer com que quem estiver disputando com o Ibanês no segundo turno ganhe eleição.

Imagino que o Reguffe, a senadora Leila, o Izalci, se não estiverem no segundo turno e eu estiver, tem uma chance muito maior de me apoiar, do que apoiar Ibaneis. Senão eles não seriam oposição. O Ibaneis tem a máquina, tem recursos, tem muitas possibilidades de atrair aliados que se não conseguir atraí-los no primeiro turno dificilmente atrairá no segundo turno.

Aposto muito que o Lula estará em vantagem para ganhar a eleição no segundo turno. Acredito que o segundo turno será entre o Lula e o Bolsonaro, mas com o Lula com muita possibilidade de ganhar. Isso certamente vai ajudar quem for oposição a Ibaneis,  porque ele é bolsonarista.

Preocupado com a eleição para presidente, Lula da Silva está sugerindo que o PT abre a cabeça de chapa em alguns Estados, como Minas Gerais e Bahia, para aliados. Como o sr. avalia a questão? É uma decisão correta?

Corretíssima. O PT não pode brigar para ter candidaturas agora, se isso não ajudar o Lula. Então imagine uma aliança do PT com o PSB em Pernambuco é muito importante para ajudar o Lula. O PT não precisa disputar o governo em Pernambuco. Como o PT não precisa disputar o governo em Minas Gerais, se nós tivermos a condição de apoiar o Alexandre Kalil, que é do PSB, para o Governo e receber o apoio dele para o Lula, é muito importante. Sou muito favorável que o PT abra mão onde puder abrir para ajudar na campanha do Lula.

Só devemos ter candidatos onde não pudermos ter candidaturas a governador competitivas, que precise de ser um petista. Mas no geral as alianças devem buscar sempre favorecer a eleição de Lula.

Sua campanha será, digamos, casada com a campanha do ex-reitor Wolmir Amado, pré-canditato a governador pelo PT em Goiás? Diz-se isto porque Brasília e Goiás compartilham o Entorno do Distrito Federal. Quer dizer, há eleitores do Entorno que votam em Brasília e vice-versa.

Tem que andar de forma parceira. Não tenho dúvidas de que uma candidatura do PT ou da esquerda, que estejam juntos apoiando o Lula, temos que fazer campanhas conjuntas nas cidades vizinhas ao Distrito Federal. Inclusive com esse compromisso que eu coloquei, de que eleitos iremos ao presidente Lula no primeiro momento para criar a região metropolitana de desenvolvimento econômico e social das cidades vizinhas ao Distrito Federal. 

É muito importante que qualquer candidatura do PT ou da esquerda que o PT esteja apoiando, possa estar trabalhando em conjunto com a minha candidatura aqui no DF. Vamos caminhar, trabalhar, propor e depois governar juntos. 

Penso que o governo do Distrito Federal não pode brigar com governo de Goiás. Se tiver diferenças tem que ser na mesa que se resolva. Vi o governador Ibaneis destratando o governador Caiado. Os dois se desentendendo e quem é que perde? É o povo que precisa de governos estarem trabalhando juntos.

Se amanhã eu estiver no governo aqui do PT e o governador de Goiás não for do PT eu vou buscar diálogo e entendimento. Mas se for do PT e o presidente for Lula, aí vamos trabalhar juntos para ajudar a população do Distrito Federal e dos distritos vizinhos.

O senhor acredita que formando uma frente ampla, somando esquerda e centro, o PT pode conseguir eleger Lula no primeiro turno?

O ideal seria que isso acontecesse . Tenho inclusive usado um argumento que nós precisamos compreender que a eleição de 2022 ela é plebiscitária. É uma eleição entre a democracia e o protofascismo – vamos dizer assim. Entre a possibilidade de paz e prosperidade, e o recuo, a violência e a beligerância permanente.

Em 2026 podem disputar candidato do PMDB, do PSDB, do União Brasil, do PT, do PDT, do PSB… Será outro momento se nós conseguir começar 2023 com o paí pacificado, voltando a desenvolver, a ter emprego, a combater a pobreza, a miséria ter a oportunidade para todo mundo, a voltar a ter interlocução com outros países, e deixar de ser uma párea, aí sim nós podemos passar quatro anos e em 2026 ter projetos em disputa na eleição presidencial. Por isso seria muito bom que o Lula ganhasse no primeiro turno.

Considero que é difícil, porque a proliferação de candidaturas, especialmente no centro, é muito grande. Mas nós esperamos convencer os eleitores do PDT, os eleitores do PSDB e do MDB. Se nós não convencermos os candidatos, nós vamos tentar convencer os eleitores de que é melhor resolver tudo logo no primeiro turno. O Lula já disse que vai governar com todo mundo, não vai ser um governo só do PT, ou seja, será um governo de coalizão e de recuperar a paz e a prosperidade.Vamos brigar para ganhar no primeiro turno. Agora eu não tenho ilusão. 

Ibaneis Rocha disse que iria conversar com Lula da Silva? Conversaram? Se conversaram, o que resultou?

A informação que tenho é que eles não conversaram. Se conversaram, não divulgaram. O Lula não costuma fazer reuniões secretas, até porque nesse momento qualquer conversa que o Lula fizer ela tem que ser pública.

O Lula não tem problema de conversar com o Ibaneis, como não teria problema de conversar com qualquer outro governador de outro partido. Ele foi um presidente da república nos seus dois mandatos absolutamente plural. Não fez qualquer tipo de discriminação. Se o Ibaneis quisesse conversar com o Lula, seria recebido, sem dúvida alguma. O problema é que o Ibaneis já declarou que ele é bolsonarista e que ele defende as políticas do Bolsonaro. Fica difícil uma conversa entre os dois. Eles não vão se encontrar para falar de Corinthians e Flamengo. Então é uma conversa que neste momento não teria muito sentido.

O ex-deputado estadual Luis César tem levantado demonstrado apoio ao seu nome em uma candidatura do PT do DF. O senhor acha que dá para fazer uma dobradinha na região do entorno?

Com certeza. O deputado Luiz Cezar Bueno foi um parlamentar exemplar no estado de Goiás. Tenho como amigo, mas especialmente como um companheiro pela história e pelo jeito que ele faz política. Vou ajudá-lo. Se eu não for candidato eu vou virar cabo eleitoral dele. Considero que o Luiz Cesar Bueno é um daqueles deputados imprescindíveis.

Ele foi candidato ao Senado cumprindo uma tarefa partidária há três anos e agora é bom que ele volte para Assembleia Legislativa do Estado de Goiás porque ele vai ajudar seja um governador do PT, ou seja, um governador da esquerda a fazer um governo bom com o Lula aqui no Planalto.

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