De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação em Goiás foi de 6,7% no primeiro trimestre de 2023, indicando estabilidade estatística em relação ao trimestre imediatamente anterior (6,6%). Essa foi a quarta taxa seguida que fica abaixo do patamar de 7,0%.

Em números absolutos, a população desocupada em Goiás foi estimada em 267 mil pessoas, no primeiro trimestre de 2023, com queda de 76 mil em relação ao mesmo trimestre do ano de 2022 (343 mil pessoas), ou seja, variação de -22,2%.

Já a taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho durante o período analisado. A informalidade atinge 37,2% em Goiás, a menor taxa para um 1º trimestre da série. A taxa passou de 36,7% no quarto trimestre de 2022 para 37,1% no primeiro trimestre de 2023, sendo considerada uma estabilidade estatística.

O emprego formal registrou estabilidade na comparação entre o quarto trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023. O setor privado apresenta estimativa de 1,4 milhão de trabalhadores. Em relação ao trimestre anterior, não houve variação estatisticamente significativa. Já com relação ao 1º trimestre de 2022, o emprego formal registrou um crescimento de 9,8%, o que representa 209 mil novos postos formais no 1º trimestre de 2023.

Rendimentos

Pela primeira vez, rendimento médio goiano supera o nacional No primeiro trimestre de 2023, a pesquisa estimou que o Rendimento Médio Habitual de Todos os Trabalhos foi de R$ 2.898 em Goiás.

Esse valor representa estabilidade em relação ao quarto trimestre de 2022 (R$ 2.820), porém com alta de 12,7% em relação ao primeiro trimestre de 2022 (R$ 2.572). Pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012, o rendimento médio real do estado ultrapassa a média nacional. No país, o rendimento médio real de todos os trabalhos foi de R$ 2.880 no primeiro trimestre de 2023.

Comércio

Já o comércio tem aumento de cerca de 87 mil pessoas em relação ao primeiro trimestre de 2022 Em relação aos grupamentos de atividades no trabalho principal, a pesquisa não registrou variações estatísticas significativas em relação ao quarto trimestre de 2022, com exceção do setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que subiu 10,3%, ou seja, aumentou 39 mil pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2023.

Em relação ao mesmo trimestre de 2022, houve aumento de 12,1% de pessoas ocupadas no grupo da Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, passando de 720 mil para 807 mil pessoas no primeiro trimestre de 2023. Também houve aumento no grupo da Indústria geral, que subiu 9,3%, passando de 436 mil pessoas para cerca de 476 mil.