O Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo) iniciou reuniões contínuas sobre o indicativo de greve dos técnico-administrativos em educação das instituições federais de ensino (Ifes) em Goiás. A categoria é a que tem os mais baixos salários entre as carreiras do Executivo federal.

Entre os diversos setores, houve intensificação da mobilização na área da saúde na Universidade Federal de Goiás (UFG), em locais como o Hospital das Clínicas (HC), as Faculdades de Odontologia e de Farmácia, o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) e o Hospital Veterinário (HV), entre outros.

A equipe de mobilização tem buscado debater a proposta de greve com a categoria. O Sint-Ifesgo expõe à comunidade em geral que há risco de greve nas instituições federais de todo a Brasil se o governo federal não apresentar uma proposta razoável de reestruturação de carreira para os técnicos. Isso poderá afetar a prestação dos serviços em saúde e em outras áreas de atendimento.

O estado de greve foi aprovado na plenária nacional da Fasubra Sindical, federação que congrega os sindicatos da categoria, em dezembro de 2023. Caso não haja resposta favorável na próxima reunião, agendada para a quinta-feira, 22, os técnico-administrativos das Ifes de todo o País vão deliberar em assembleias, marcadas para março, sobre a deflagração de greve ou não. Segundo o Sint-Ifesgo, até agora o governo não apresentou nenhuma proposta para as reivindicações da categoria.

Também em assembleia, a categoria deliberou paralisação de 24 horas e atos em todas as reitorias das universidades e institutos federais no dia 22, como forma de pressionar o governo a uma resposta favorável as reivindicações. Na mesma data, Brasília receberá caravanas de todo o País.

Servidores técnico-administrativos das universidades e institutos federais em ato realizado em Brasília, em dezembro, pela reestruturação salarial | Foto: Comunicação Sint-Ifesgo