Servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia realizaram, nesta segunda-feira, 10, uma assembleia para decidir sobre a deflagração de greve, mas a votação terminou empatada, adiando a decisão final. Com isso, uma nova assembleia foi convocada para ocorrer em até 72 horas, quando a categoria deve bater o martelo sobre a paralisação.

Mesmo sem definição oficial de greve, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) já registram funcionamento parcial nesta segunda, com número reduzido de servidores.

A mobilização é liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e ocorre em meio ao impasse com a Prefeitura de Goiânia sobre a reformulação do Plano de Carreira dos servidores administrativos da educação.

Na última assembleia extraordinária, realizada em 3 de agosto, a categoria rejeitou por unanimidade a proposta apresentada pelo Paço Municipal, que previa a redução dos percentuais entre níveis e letras da carreira. Segundo os trabalhadores, a medida não representa valorização profissional.

Na ocasião, também foi aprovada uma contraproposta, encaminhada pela comissão de negociação — formada pela presidenta em exercício do Sintego, Ludmylla Morais; pela deputada estadual Bia de Lima; e por representantes dos cargos administrativos da rede.

Sem avanço nas tratativas até esta segunda-feira, 10, a assembleia foi marcada por divisão entre os servidores, resultando no empate que adiou a decisão sobre a greve.

Prefeitura diz não ter sido notificada

A Prefeitura de Goiânia informou que não recebeu comunicação oficial sobre eventual paralisação. Segundo a gestão, há prazos legais a serem cumpridos antes da deflagração de greve, incluindo a notificação prévia às famílias dos alunos.

A expectativa agora é que a nova assembleia, prevista para os próximos dias, defina se a categoria irá ou não iniciar a greve, o que pode impactar o funcionamento das unidades escolares e administrativas da rede municipal.