Os resultados alcançados por Goiás em áreas estratégicas da administração pública entraram no centro da disputa eleitoral pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Em diferentes debates realizados na capital federal, candidatos recorreram aos indicadores goianos de educação, saúde e segurança pública como referência para comparar o desempenho das duas unidades da Federação e defender mudanças na gestão do DF.

Durante debate promovido pela TMC nesta terça-feira, 8, o candidato José Roberto Arruda (PSD) usou Goiás como parâmetro ao abordar os resultados da educação. Ao comparar população, orçamento e desempenho das redes de ensino, ele destacou a posição alcançada pelo Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Brasília tem um orçamento de R$ 75 bilhões. Goiás aqui do lado, um orçamento de R$ 50 bilhões, quase a metade do nosso. Goiás tem 7 milhões de habitantes, Brasília apenas 3 milhões de habitantes. Brasília tem R$ 75 bilhões, está em último lugar no Ideb, Goiás está em primeiro”, afirmou.

Os resultados do Ideb 2025 reforçam a presença de Goiás entre os destaques nacionais da educação pública. Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep aponta que sete das dez escolas públicas com melhores notas no ensino médio do Brasil são da rede estadual goiana. O CEPI Brasil Ramos Caiado, de Araguapaz, ocupa a segunda colocação nacional, com nota 7,9, seguido por unidades de Formosa, Itapaci, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis e São João d’Aliança entre as dez primeiras.

No indicador geral do ensino médio, Goiás alcançou nota 5,0, a maior de sua história, ficando 0,1 ponto atrás do Paraná, que registrou 5,1. O resultado goiano também superou a média brasileira, de 4,3. A trajetória é de crescimento: o índice passou de 4,3, em 2017, para 4,8, em 2023, até atingir 5,0 em 2025.

A comparação com Goiás também apareceu no debate promovido pelo jornal Correio Braziliense, no último dia 1º. Desta vez, o candidato do Novo ao GDF, Kiko Caputo, ampliou a referência para saúde e segurança pública. “Goiás sempre esteve na rabeira do Distrito Federal, tanto que a nossa saúde pública era muito pressionada porque as pessoas de Goiás vinham se tratar aqui. (…) Hoje, o que nós vemos é a saúde pública na UTI, a escola no último lugar do Ideb e a segurança pública com essa sensação horrorosa, ao contrário de Goiás, que tem 80% das escolas em tempo integral, uma segurança pública de fazer inveja ao Brasil inteiro e uma saúde que está fazendo a turma sair do DF para ir se tratar lá”, afirmou.

Na saúde, a mudança de cenário citada por Caputo foi acompanhada por uma forte expansão da rede estadual goiana. Entre 2019 e maio de 2026, Goiás investiu R$ 32,65 bilhões no setor, enquanto o orçamento anual saltou de R$ 2,04 bilhões, em 2018, para R$ 5,5 bilhões, em 2025. No período, a rede estadual passou de 16 para 31 unidades, com a entrega de quatro novos hospitais — Hecad, Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), Cora e Hospital Estadual de Águas Lindas (Heal) —, além da abertura de seis policlínicas e da incorporação de cinco hospitais municipais à estrutura do Estado.

A ampliação também alcançou a capacidade de atendimento. O número de leitos hospitalares praticamente dobrou, passando de 2.142 para 4.259 entre 2018 e 2026, enquanto os leitos de UTI avançaram de 274 para 720, crescimento de 163%, com presença em 22 municípios. O volume de procedimentos acompanhou a expansão: as cirurgias eletivas hospitalares passaram de 2.153, em 2018, para 35.412, em 2025, e as cirurgias de urgência saltaram de 4.330 para 76.167 no mesmo período.

Na segurança pública, os indicadores também aparecem no debate sobre as diferenças entre as duas unidades da Federação. Nos últimos sete anos, foram investidos mais de R$ 30,7 bilhões na área em Goiás. Entre 2018 e 2025, os homicídios dolosos recuaram 62%, os roubos de veículos caíram 95%, os de cargas, 98%, e os roubos a transeuntes, 92%. Somente em 2025, 213 dos 246 municípios goianos não registraram homicídios.

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