Bolsonaro não percebe que universidade pública está acima de controles ideológicos

Principais ministros ÔÇö Moro, Guedes, Pontes e Weintraub ÔÇö estudaram em universidades p├║blicas, o que prova que ideologias n├úo s├úo travas totalit├írias

Jair Bolsonaro e Donald Trump: o presidente do Brasil trava cruzada ideológica com universidade pública e o presidente dos Estados Unidos nem tenta fazer o mesmo | Foto: Reprodução

A universidade p├║blica no Brasil tem uma qualidade ÔÇö em termos de ensino e, sobretudo, pesquisa ÔÇö que nenhuma universidade privada tem. Se fosse inteiramente voltada para o mercado, como parecem propor o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro da Educa├º├úo, Abraham Bragan├ºa de Vasconcellos Weintraub, certamente n├úo faria pesquisas que, embora de longo prazo, um dia contribuir├úo para melhorar a qualidade de vida de todos os indiv├¡duos (os estudos que melhoraram o tratamento dos doentes de Chagas sa├¡ram das universidades p├║blicas, inclusive da Universidade Federal de Goi├ís). H├í problemas ÔÇö como em qualquer outro nicho da vida em sociedade. Dois deles n├úo merecem discuss├úo no clima passional, t├¡pico do Fla X Flu atual: certa paridade salarial e a aposentadoria aos 70 anos. Nos Estados Unidos, com quase 90 anos, o cr├¡tico liter├írio Harold Bloom d├í aulas na Universidade Yale, uma das mais importantes do mundo. No Brasil, estaria afastado da c├ítedra por lei. Num pa├¡s em que est├í se vivendo mais, um mestre com 70 anos ├ás vezes est├í no auge de seu saber e capacidade de lecionar na gradua├º├úo e orientar na p├│s-gradua├º├úo. Compulsoriamente, por├®m, ├® mandado de volta para casa. Um doutor que produz pensamento e ci├¬ncia, em escala nacional ou internacional, por vezes ganha o mesmo que um doutor que pouco ou nada produz. Tal paridade, injusta e improdutiva, ignora (e n├úo premia) o m├®rito.

├ë prov├ível que seja lenda universit├íria ou inven├º├úo da direita ÔÇö que, como a esquerda, aprecia desqualificar seus advers├írios ÔÇö, mas conta-se que um militante da esquerda se tornou professor da Universidade Federal de Goi├ís (UFG) sem sequer ter feito mestrado e n├úo ter not├│rio saber. Segundo a vers├úo, teria sido ÔÇ£aprovadoÔÇØ por ÔÇ£debaixo dos panosÔÇØ ÔÇö por exig├¬ncia dos l├¡deres de seu partido. Tempos depois, sob press├úo de seus pares, teria feito mestrado e doutorado. A hist├│ria ├® t├úo mirabolante que merece ser tachada de ÔÇ£est├│riaÔÇØ ÔÇö quer dizer, mera fic├º├úo de detratores. O reputado doutor em hist├│ria Angelo Segrillo ÔÇö autor de livros excepcionais sobre a R├║ssia e a Revolu├º├úo Russa de 1917 ÔÇö denunciou concursos p├║blicos ÔÇ£arranjadosÔÇØ na Universidade de S├úo Paulo, onde leciona, em artigos para o jornal ÔÇ£O GloboÔÇØ. Os textos deveriam ter gerado debate, mas a universidade, ao menos do ponto de vista p├║blico, silenciou-se.

Abraham Weintraub: apesar da vitalidade ideológica da esquerda, o ministro da Educação estudou e se tornou professor numa universidade publica | Foto: Reprodução

H├í outro problema: quando lhes interessam, os universit├írios, sejam professores ou alunos, falam em ÔÇ£pluralidade de ideiasÔÇØ. Mas, na universidade brasileira, notadamente na p├║blica, o que menos h├í ├® pluralidade ideol├│gica. Predomina o pensamento de esquerda e reitores, em geral de esquerda, nada fazem para ampliar o debate, com a inser├º├úo, por exemplo, dos pensamentos liberal e conservador, que, a rigor, n├úo s├úo id├¬nticos. N├úo h├í um veto institucional ÔÇö expl├¡cito ÔÇö, mas h├í, sim, um veto pol├¡tico, impl├¡cito (similar ao racismo ├á brasileira), que funciona muito bem. A universidade quase sempre se comporta como um ÔÇ£gueto da esquerdaÔÇØ e s├│ incentiva o debate entre os grupos de esquerda. Pluralismo, para a esquerda, ├® incluir debatedores exclusivamente de esquerda, isto ├®, das v├írias esquerdas. ├ë o m├íximo de pluralismo que se tolera.

Quando a Universidade Federal de Goi├ís prop├Áe t├¡tulo de doutor honoris causa para Lula da Silva, que est├í preso sob acusa├º├úo de corrup├º├úo, sinaliza que est├í ÔÇ£debochandoÔÇØ da Justi├ºa, uma institui├º├úo que ├® um dos pilares da democracia. O t├¡tulo soa como um desafio e um desagravo ao ex-presidente da Rep├║blica. Se ├® fun├º├úo da universidade desrespeitar as institui├º├Áes, como o Poder Judici├írio, como exigir que seja respeitada como institui├º├úo que ├®? Na verdade, grupos de esquerda se apropriam dos espa├ºos p├║blicos, e n├úo apenas nas universidades, e n├úo fazem a defesa dos m├║ltiplos interesses da sociedade, e sim de suas pr├│prias ideias. O reitor da UFG, o engenheiro agr├┤nomo Edward Madureira Brasil, ├® pesquisador respeit├ível, competente e gestor seri├¡ssimo ÔÇö e, realista, est├í ÔÇ£abrindoÔÇØ a universidade para a sociedade, para o mercado ÔÇö, mas, do ponto de vista ideol├│gico, n├úo consegue transform├í-la numa unidade plural. Trata-se de um ex-petista de mentalidade aberta, mas os grupos que o apoiam cobram uma universidade mais ÔÇ£fechadaÔÇØ ao debate.

S├®rgio Moro, ministro da Justi├ºa, estudou e se tornou professor de uma universidade p├║blica, portanto n├úo foi barrado pela esquerda | Foto: JF Diorio/Estad├úo Conte├║do

Quarteto fantástico estudou na universidade pública

Se a universidade p├║blica se equivoca, ao se tornar um aparelho ideol├│gico das esquerdas ÔÇö diria o hoje esquecido Louis Althusser, um marxista que admitiu n├úo ter lido Marx ÔÇö, o governo de Jair Bolsonaro equivoca-se, igualmente, ao ÔÇ£persegui-laÔÇØ por raz├Áes ideol├│gicas. Combater o suposto ÔÇ£malÔÇØ com mais ÔÇ£malÔÇØ n├úo leva ├á produ├º├úo do ÔÇ£bemÔÇØ.

Ideologias ├á parte, repetindo o que se disse no in├¡cio deste Editorial, as universidades p├║blicas congregam os principais pesquisadores do pa├¡s. De l├í, e n├úo das pragm├íticas universidades privadas ÔÇö cujo objetivo ├® formar rapidamente os alunos, que ├ás vezes saem malformados, para o mercado ÔÇö, saem as pesquisas que contribuem para o desenvolvimento global do Brasil, em v├írias ├íreas, como sa├║de e tecnologia. N├úo deixa de ser curioso que quatro ministros de proa do governo Bolsonaro tenham sido formados pela universidade p├║blica: Marcos Cesar Pontes (Instituto Tecnol├│gico de Aeron├íutica), da Ci├¬ncia e Tecnologia, Abraham Weintraub (Universidade de S├úo Paulo e ├® professor da Universidade Federal de S├úo Paulo), da Educa├º├úo, Paulo Roberto Nunes Guedes (Universidade Federal de Minas Gerais), da Economia, e Sergio Fernando Moro (Universidade Estadual de Maring├í e ├® professor da Universidade Federal do Paran├í), da Justi├ºa. O que o quarteto fant├ístico buscou na universidade p├║blica? Possivelmente o fato de n├úo ser paga e sua excel├¬ncia acad├¬mica. Quer dizer: a ÔÇ£onipresen├ºaÔÇØ e a ÔÇ£onipot├¬nciaÔÇØ das ideologias de esquerda n├úo impediram que entrassem, estudassem e dessem aulas nas universidades p├║blicas (dois deles, ao menos).

Luiz Felipe Pond├®: o fil├│sofo equivoca, pois Estados e munic├¡pios n├úo t├¬m condi├º├Áes financeiras de bancar o ensino superior; o pacto “federativo” s├│ beneficia a Uni├úo | Foto: Reprodu├º├úo

O fil├│sofo Luiz Felipe Pond├® prop├Áe o fim do Minist├®rio da Educa├º├úo e sugere que a educa├º├úo fique na cota dos Estados e munic├¡pios. A ideia sugere que, apesar de ser um cr├¡tico agudo da esquerda (e tamb├®m da direita bolsonarista), falta-lhe percep├º├úo do que ocorre nos Estados e munic├¡pios ÔÇö que est├úo sufocados por um pacto que nada tem de federativo e, portanto, n├úo t├¬m condi├º├Áes de bancar mais nada, exceto, ├ás vezes, as folhas do funcionalismo p├║blico (porque Estados e munic├¡pios se tornaram, ao longo do tempo, os maiores empregadores do pa├¡s). Na verdade, s├│ o governo federal tem condi├º├Áes financeiras de bancar o dispendioso e necess├írio sistema de ensino p├║blico. Por quest├Áes de alinhamento ideol├│gico, Bolsonaro n├úo indicou para o Minist├®rio da Educa├º├úo, nas duas escolhas, um educador com ampla vis├úo tanto de educa├º├úo quanto de gest├úo. Gerir (a) educa├º├úo n├úo ├® o mesmo que administrar uma f├íbrica de autom├│veis ou um frigor├¡fico. ├ë muito mais complexo e, dadas as diverg├¬ncias de ideias e prop├│sitos, contradit├│rio. Um educador do porte de Cl├íudio Moura e Castro, se investido de algum poder, poderia contribuir muito com o governo Bolsonaro e, principalmente, com o desenvolvimento do pa├¡s. Certamente, n├úo pertence ├á esquerda, mas tamb├®m n├úo integra a direita empedernida (esquerda e direita, extremos que se tocam, est├úo cada vez mais parecidas).

Debate universitário ser plural e sem vetos a ideologias

Abraham Weintraub frisa que o governo Bolsonaro cortou recursos financeiros (30%) das universidades que n├úo conseguiram apresentar o desempenho acad├¬mico ÔÇ£esperadoÔÇØ e decidiram promover ÔÇ£balb├║rdiaÔÇØ nos seus recintos. As primeiras v├¡timas, porque institui├º├Áes tidas como cr├¡ticas da direita e do governo Bolsonaro, foram a Universidade de Bras├¡lia, a Universidade Federal Fluminense, a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal de Goi├ís (que perdeu 32 milh├Áes de reais). Apesar dos problemas poss├¡veis, algu├®m em s├ú consci├¬ncia pode realmente dizer que as quatro universidades t├¬m baixo desempenho acad├¬mico em termos globais? ├ë prov├ível que determinada ├írea tenha problema em alguns anos, mas depois, com ajustes, pode super├í-los. As quatro universidades t├¬m um grau de excel├¬ncia que precisa ser exaltado e n├úo pode ser reduzido a uma a├º├úo puramente ideol├│gica e politizada. Numa universidade frequentada, em sua maioria, por jovens ÔÇö sim, admite-se, mais de esquerda ÔÇö como evitar certa balb├║rdia, que, por certo, n├úo ├® meramente ideol├│gica? Em qualquer lugar do mundo, menos em ditaduras ÔÇö como a chinesa e a cubana, ambas de esquerda (ainda que a primeira seja de um realismo capitalista absoluto) ÔÇö, jovens produzem balb├║rdia, que pode n├úo agradar, de um lado, a direita, e, de outro, a esquerda. Mas a vida ├® assim: contradit├│ria e n├úo funciona de acordo com as regras ÔÇ£absolutasÔÇØ do planejamento dos governos. Quanto ao desempenho acad├¬mico ÔÇö desde que a avalia├º├úo seja o desempenho acad├¬mico, e n├úo ├ás ideologias de esquerda ou de direita de professores e alunos ÔÇö, a universidade precisa curvar-se ao Minist├®rio da Educa├º├úo, no caso, representante da sociedade. Porque dizer que a universidade ├® ÔÇ£gratuitaÔÇØ n├úo ├® inteiramente verdadeiro. Porque a sociedade est├í pagando para que algumas pessoas ÔÇö muitas delas ricas ÔÇö estudem de gra├ºa. Vale discutir daqui pra frente, o que a esquerda n├úo quer ÔÇö porque se trata de uma de suas bandeiras dogm├íticas ÔÇö, a quest├úo do sistema universit├írio ÔÇ£gratuitoÔÇØ. Por que ÔÇ£de gr├ítisÔÇØ para os que podem pagar e, formados, n├úo contribuem com a sociedade, no sentido de presta├º├úo de servi├ºos n├úo-pagos ao p├║blico?

"Sistema previdenci├írio atual ├® perverso", diz Guedes na C├ómara

Paulo Guedes: ministro da Economia estudou na universidade p├║blica, em busca da “gratuidade” e da excel├¬ncia universit├íria | Foto: Reprodu├º├úo/TV Senado

O ministro da Educa├º├úo sublinha que ÔÇ£a universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagun├ºa e evento rid├¡culoÔÇØ. A universidade deve promover o debate, inclusive com integrantes da esquerda, ainda que deva torn├í-lo mais plural. Mas n├úo deve proibir as discuss├Áes, inclusive as ideol├│gicas, para ÔÇ£agradarÔÇØ o desejo de um ministro que n├úo esqueceu as aulas de Moral e C├¡vica e OSPB.

A Gr├®cia, Alemanha, It├ília, Fran├ºa, Inglaterra, Estados Unidos e o Brasil deram ao mundo fil├│sofos como Arist├│teles e Plat├úo, Kant, Hegel (e, gostando-se ou n├úo, Marx ├® um cl├íssico incontorn├ível) e Hannah Arendt; Benedetto Croce, Antonio Gramsci e Norberto Bobbio; Diderot, Voltaire e Rousseau (nascido na Su├¡├ºa, ├® considerado franc├¬s); Adam Smith, John Stuart Mill, John Locke, Isaiah Berlin e John Gray; Emerson, John Rawls e Richard Rorty; Mario Vieira de Mello, Oswaldo Porchat, Jos├® Arthur Giannotti e Bento Prado J├║nior. Se fossem jovens, e estudassem no Brasil, n├úo se tornariam o que se tornaram. Porque, para o governo Bolsonaro, a filosofia e a sociologia (vista como uma f├íbrica de ide├│logos de esquerda. Max Weber, o grande soci├│logo alem├úo, era de esquerda? Por certo, embora n├úo pertencesse aos quadros da direita radical, n├úo era de esquerda) n├úo t├¬m import├óncia. Porque, em tese, n├úo levam ├á fabrica├º├úo de celulares e pistolas. S├│ falta agora abolir a literatura, que, se d├í um imenso prazer aos leitores, n├úo ├® uma atividade, digamos, ÔÇ£produtivaÔÇØ. A vis├úo administrativa ÔÇö cujo pragmatismo leva ├á ideia de que se deve incentivar t├úo-somente ao que atende ao interesse imediato das pessoas (neste sentido, pesquisas de longo prazo n├úo t├¬m a m├¡nima import├óncia) ÔÇö leva a um empobrecimento do mundo. Fica-se com a impress├úo de que o governo de Bolsonaro serve n├úo apenas ├á ideologia de direita, e sim ├á ignorantsia.

Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, estudou na universidade pública e se tornou astronauta conceituado mundialmente | Foto: Bruno Peres/MCTIC

Bolsonaro quer ser o Jânio Quadros que deu certo?

A Defensoria P├║blica da Uni├úo ingressou com uma a├º├úo civil p├║blica na Justi├ºa Federal do Distrito Federal na qual clama para que ÔÇ£seja vetada a redu├º├úo de or├ºamento eÔÇØ seja ÔÇ£feito o desbloqueio dos repassesÔÇØ do Minist├®rio da Educa├º├úo ├ás universidades federais brasileiras. A a├º├úo fala em pluralismo, pe├ºa que falta nas universidades federais, quando deveria sugerir, mais do que um discurso ideol├│gico, a defesa da universidade como produtora de ensino e pesquisa de qualidade e que tem beneficiado a sociedade brasileira e a economia do pa├¡s (a agricultura, a pecu├íria, a ind├║stria e os servi├ºos devem muito ├ás pesquisas das universidades p├║blicas).

Em termos de educa├º├úo, Bolsonaro come├ºou mal, muito mal. H├í quem trate o presidente como ÔÇ£idiotaÔÇØ ÔÇö o que ele n├úo ├® ÔÇö, possivelmente porque se confunde, no pa├¡s, intelig├¬ncia com cultura (a direita chama Lula da Silva de ÔÇ£apedeutaÔÇØ, o que ele est├í longe de ser). Mas e se Bolsonaro ÔÇö para al├®m do fil├│sofo Olavo de Carvalho ÔÇö estiver seguindo uma esp├®cie de planejamento para atrair a esquerda, a partir da universidade, para uma radicaliza├º├úo que lhe interessa? A esquerda vai cair na armadilha, com respostas n├úo respons├íveis, fora do campo democr├ítico? Possivelmente, n├úo, porque h├í uma esquerda respons├ível, como ├® o caso do reitor Edward Madureira. Produzir um debate intenso e at├® fazer greve ÔÇö sem viol├¬ncia para n├úo atrair viol├¬ncia ÔÇö s├úo caracter├¡sticas da democracia. Jogar bombas pode ser o que querem alguns bolsonaristas. Vale ler o condicional: ÔÇ£Pode serÔÇØ. Porque, de teorias conspirat├│rias, o mundo est├í cheio e n├úo precisa de mais uma.

Pode-se sugerir que Bolsonaro quer se tornar o J├ónio Quadros que deu certo? Ainda n├úo se sabe, e ├® cedo para concluir alguma coisa, pois, at├® o momento, est├í obedecendo as regras do jogo democr├ítico (sem desrespeitar o Congresso e o Supremo Tribunal de Justi├ºa). Mas n├úo deixa de ser verdadeiro que o presidente est├í buscando radicalizar seu governo ÔÇö o que poderia levar a uma radicaliza├º├úo dos militares ÔÇö e, para tanto, parece que se interessa por radicalizar a esquerda. Com qual objetivo, n├úo se sabe. Ele come├ºa a dar mostra de que n├úo ├® controlado pelos militares e por Olavo de Carvalho. Alguma coisa se passa, mas n├úo se sabe do que se trata realmente.

Fica-se na torcida para que a democracia prevale├ºa. Acima de tudo e de todos. Bolsonaro, at├® agora, n├úo deu provas de que ├® contra o sistema democr├ítico. Mas o corte de verbas para as universidades merece uma explica├º├úo mais adequada. Se a motiva├º├úo for mesmo ideol├│gica, a├¡, sim, come├ºa a se verificar uma a├º├úo que atropela a democracia ÔÇö o direito de se pensar e agir diferentemente do governante da┬á circunst├óncia. O Estado ├® o Estado. O Estado n├úo ├® Bolsonaro ÔÇö que passar├í, como passaram Get├║lio Vargas, Costa e Silva e Emilio Garrastazu M├®dici.

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