O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que a inflação oficial do país desacelerou em 0,41% em novembro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 9.

Esse resultado do mês passado ficou abaixo do esperado pelo mercado, isso porque no mês anterior, outubro, a taxa ficou em 0,59%. Em novembro do ano passado, o índice fechou em 0,95%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação alcançou 5,9%, abaixo dos 6,47% registrados no período anterior. Foi a menor taxa desde fevereiro de 2021, quando terminou em 5,2%.

A inflação quando é controlada significa que a economia está bem e crescendo de maneira esperada. No Brasil, a meta anual de inflação garante que os preços de mercadorias e serviços fiquem equilibrados. O que preocupa é a hiperinflação. Isso ocorre quando há descontrole de todos os preços.

A previsão da inflação no Brasil é feita pelo Banco Central (BC). Para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizada pelo IBGE. O órgão faz o monitoramento nas principais regiões brasileiras.

Grupos

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês passado. Os segmentos de transportes e alimentação e bebidas foram os que mais impactaram o resultado do índice, responsáveis por 71% da alta do indicador.

Na sequência, os combustíveis puxaram a alta em transportes, com elevação de 3,29% em novembro (em outubro, o indicador havia recuado 1,27%). Os preços do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do óleo diesel (0,11%) tiveram altas no mês passado. O gás veicular, por sua vez, recuou em 1,77%.

O setor de vestuário foi a maior variação, fechando no período acima de 1% pelo quarto mês seguido. Saúde e cuidados pessoais tiveram desaceleração em comparação a outubro (1,16%). Habitação ficou acima do registrado no mês anterior (0,34%).

Confira os resultados do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas: 0,53%
  • Habitação: 0,51%
  • Artigos de residência: -0,68%
  • Vestuário: 1,10%
  • Transportes: 0,83%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,02%
  • Despesas pessoais: 0,21%
  • Educação: 0,02%
  • Comunicação: -0,14%

Oferta e demanda

O aumento da demanda, a pressão nos custos de produção (oferta e demanda), a inércia inflacionária e as expectativas de inflação influenciam a inflação, o que pode levar a uma hiperinflação. Além disso, a emissão de moedas pelo governo pode colocar mais dinheiro em circulação e falta de produtos.

Com a hiperinflação, o dinheiro passa a valer menos, tendo como consequência a perda do poder de compra ao longo do tempo. Com isso, há aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda.