A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD, que no Brasil é presidida pela empresário e político goiano Alexandre Baldy, está em processo de negociação para adquirir a principal produtora de lítio do país, visando assegurar matérias-primas para impulsionar a revolução dos veículos elétricos. Baldy, revelou que explorou possíveis acordos de fornecimento, parceria ou aquisição da empresa Sigma Lithium, maior exploradora de lítio do Brasil, cuja avaliação atinge US$ 2,9 bilhões (R$ 14,3 bilhões).

Esse movimento estratégico da BYD no Brasil ocorre em um momento em que a demanda por lítio, essencial para as baterias de carros elétricos, está em ascensão globalmente. Baldy reuniu-se recentemente com a presidente-executiva da Sigma, Ana Cabral Gardner, em São Paulo, explorando oportunidades. Recentemente, a BYD ultrapassou a Tesla como o maior fabricante de veículos elétricos do mundo.

Enquanto a BYD busca ativos de lítio no Brasil para estabelecer uma cadeia de suprimentos integrada, Baldy destacou um diálogo “ativo” em curso com a Sigma. A BYD está atualmente construindo sua fábrica de veículos elétricos no Brasil, representando o primeiro empreendimento fora da Ásia, com um investimento total de R$ 3 bilhões.

BYD Song Plus DM-i foi o modelo mais vendido do mercado brasileiro no acumulado 2023, com 7.669 veículos. | Foto: Divulgação.

Os planos ambiciosos da BYD no Brasil alinham-se com a tendência de expansão internacional de empresas chinesas de veículos elétricos e energias renováveis. A fabricante de Shenzhen também planeja a construção de uma fábrica de veículos elétricos na Hungria, além de estar em negociações para um local no México. O sucesso da BYD na China, ao vender veículos elétricos de alta tecnologia a preços acessíveis, é atribuído, em parte, ao controle abrangente de sua cadeia de suprimentos, que inclui minas, baterias e chips de computador.

Diversos fabricantes automotivos de grande porte têm firmado acordos diretos com mineradoras para garantir o fornecimento de lítio, crucial para a descarbonização das frotas de veículos globalmente. No primeiro ano de produção, a Sigma registrou uma perda líquida de US$ 19 milhões (R$ 94 milhões) nos primeiros nove meses de 2023, representando quase metade do mesmo período do ano anterior.

Leia também: