De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, órgão integrado ao Ministério da Fazenda, a Dívida Pública Federal chegou a R$ 5,951 trilhões em dezembro de 2022. Um crescimento de 1,57%, se comparado com o mês anterior, um montante de R$ 5,871 trilhões. Entretanto, apesar da quantia aumentar cerca de 6% em relação ao último ano, o valor ficou abaixo do Plano Anual de Financiamento (PAF) que previa algo entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões.

Para o economista César Bergo, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), em entrevista para o portal Brasil 61, o grande empecilho foi que a arrecadação de impostos não foi suficiente para custear os gastos do governo federal. “Então, ele (governo) teve que recorrer ao mercado para completar o seus gastos e investimentos, emitindo os títulos públicos”, afirmou o especialista. 

“Fora que precisou de contratos com entidades internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ou seja, o governo buscou esses recursos para complementar todos os seus gastos e investimentos”, explicou o economista, ressaltando que em 2022 ainda houve uma arrecadação alta em valores, cerca de R$ 2,21 trilhões, segundo a Secretaria da Receita Federal. 

Outro ponto observado por Bergo é o perfil da dívida pública, incluindo a redução dos prazos de pagamento da dívida e as taxas flutuantes, algo que considera um acelerador de débitos. Sendo que em 2023, segundo ele, o governo pretende adorar taxa prefixada e alongar os prazos de pagamentos para evitar essa situação.

Para o próximo ano, conforme aponta o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a expectativa é um “ambiente econômico mais favorável”. Ele aposta que um avanço na Reforma Tributária e outras medidas no arcabouço fiscal possam melhorar a situação dos negócios e gerar novos investimentos.