Realizada anualmente sempre na última sexta-feira de novembro, a Black Friday oferece preços mais atrativos e é aguardada por grande parte da população de Goiânia. Um levantamento conduzido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia constatou que 61,6% dos consumidores da capital devem ir às compras durante a data.

Serão aproximadamente 412 mil pessoas em busca das promoções oferecidas na data. A sondagem ainda mostrou que serão adquiridos dois produtos por cliente. O ticket médio será de R$ 200 para cada item. Localmente, serão movimentados no comércio aproximadamente R$ 165 milhões.

Pesquisa de preços

Diferentemente de outras datas comemorativas importantes para o comércio, na Black Friday quase todos os consumidores (99,6%) devem fazer pesquisas de preços antes de efetivar as compras. Na comparação com o ano passado, 40,8% dos participantes da sondagem informaram que investirão mais em 2023. Para 13,7%, o valor gasto será o mesmo que do ano passado, e para 11% o investimento será menor esse ano.

O pagamento parcelado no cartão de crédito e cheque aparece com 70,6% na preferência dos consumidores goianienses, seguido pelo pagamento à vista via Pix e cartão de débito (29,4%). Sobre o local de compra, o levantamento mostrou que 61,2% pretendem ir presencialmente às lojas.

Quando questionados sobre os produtos que serão adquiridos, 41,6% procuram por eletrônicos, enquanto outros 34,9% buscam roupas e 12,7% desejam comprar calçados. Na divisão por gênero, os homens preferem os eletrônicos (57,7%) e as mulheres têm predileção por roupas (46%).

Direitos do consumidor

A Black Friday é uma oportunidade para aproveitar descontos em diversos produtos, como eletrônicos, livros e eletrodomésticos. O dia de ofertas é realizado anualmente, sempre na última sexta-feira de novembro. Uma nova pesquisa do Google mostra que 67% dos brasileiros pretendem fazer compras para a data e sete em cada dez consumidores pretendem gastar igual ou mais do que no ano anterior – aumento de 5% em relação à expectativa em 2022.

A pesquisa do Google revela que um a cada quatro consumidores esperam gastar mais de R$ 1.000 com compras com essas promoções. Contudo, o cliente precisa estar atento ao mar de ofertas dessa época e, principalmente, com seus direitos. A advogada Ana Luiza Fernandes de Moura, ressalta que a política de trocas de produtos adquiridos na Black Friday permanece igual a de outros períodos.

Nas lojas físicas, a regra de ouro é que a troca de produtos sem defeitos é uma mera liberalidade do fornecedor. No entanto, se a loja se compromete a trocar, isso se torna obrigatório, como cumprimento de oferta. “Independente disto, a troca continua sendo obrigatória em caso de vício ou defeito do produto”, explica a advogada.

Mas, no caso de promoções de venda de mostruário ou de produtos com leves defeitos – uma geladeira com um arranhão, por exemplo – normalmente, a loja informa que não há direito de troca. Porém, se forem detectados problemas de funcionamento da mercadoria, o consumidor tem direito de receber a assistência da garantia e, se não for resolvido, a loja tem de devolver o dinheiro ou fazer a troca, orienta Ana Luiza.

Na internet

No entanto, na compra pela internet, Ana Luiza explica que essa lógica muda. “Neste caso, o consumidor pode exercer o direito de arrependimento, que é de até sete dias, a contar do momento compra ou da entrega do produto, independente se ele estiver com defeito ou não. Além disso, a devolução não pode envolver custos adicionais, como o frete, por exemplo”, salienta.

Independente do meio de compra, a advogada Ana Luiza Fernandes de Moura ressalta que se o consumidor se sentir lesado, deve procurar os meios de defesa. “É preciso recorrer ao Procon e, caso o problema não seja resolvido, busque um advogado especialista na área”, destaca.

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