Mesmo perdendo de 1 a 0 para a Escócia, Haiti surpreeende com equipe competitiva e organizada em campo
14 junho 2026 às 10h32

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A derrota do Haiti por 1 a 0 para a Escócia, na estreia das duas seleções na Copa do Mundo de 2026, deixou uma impressão diferente da esperada. Se antes o Haiti era apontado como o adversário mais frágil do Grupo C, a atuação em Boston mostrou uma equipe competitiva, organizada e capaz de criar dificuldades para rivais tecnicamente superiores.
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O placar foi construído ainda no primeiro tempo, quando John McGinn aproveitou uma sobra dentro da área e marcou o único gol da partida. Até aquele momento, a Escócia conseguia controlar melhor as ações, apoiada na qualidade de Scott McTominay no meio-campo e na movimentação do atacante Ché Adams.
Mas a segunda etapa contou uma história diferente.
Com a vantagem no marcador, os escoceses recuaram suas linhas e passaram a apostar nos contra-ataques. O Haiti assumiu o controle da posse de bola, pressionou no campo ofensivo e criou as melhores oportunidades do período. Faltou eficiência nas finalizações para transformar o domínio em gol.
A principal virtude haitiana foi a velocidade de transição. Quando recuperava a bola, a equipe conseguia avançar rapidamente e encontrar espaços, principalmente pelos lados do campo. O meio-campista Bellegarde se destacou pela qualidade dos passes, enquanto o lateral-esquerdo Experience mostrou personalidade e participação constante nas ações ofensivas.
Outro nome que chamou atenção foi o zagueiro Adé. Seguro pelo alto, forte nas antecipações e eficiente na saída de bola, ele foi um dos responsáveis por manter o Haiti vivo na partida mesmo diante da pressão inicial da Escócia.
Apesar dos pontos positivos, o Haiti também expôs limitações importantes. A equipe teve enorme dificuldade para criar jogadas quando precisou propor o jogo de forma mais organizada e insistiu em cruzamentos contra uma defesa formada por jogadores altos e fisicamente fortes. Além disso, as bolas paradas ofensivas foram pouco efetivas e desperdiçaram oportunidades de pressão.
Do lado escocês, a vitória trouxe os três pontos, mas não necessariamente tranquilidade. O destaque absoluto foi McTominay, que comandou o meio-campo com intensidade, qualidade nos lançamentos e presença constante no ataque. O ponta Ben Doak também mostrou velocidade e capacidade de desequilíbrio no um contra um, enquanto Ché Adams foi importante como referência ofensiva.
Por outro lado, a equipe europeia apresentou dificuldades para controlar o jogo quando teve a vantagem no placar. A defesa sofreu com a pressão haitiana, a saída de bola mostrou momentos de insegurança e o banco de reservas não conseguiu manter o mesmo nível dos titulares.
Para o Brasil, que enfrentará o Haiti na próxima rodada e encerrará a fase de grupos diante da Escócia, a partida deixou lições importantes. O Haiti demonstrou que não será um adversário fácil e pode punir equipes que concedam espaços para contra-ataques. Já a Escócia indicou que se sente mais confortável atuando de forma reativa, fechando espaços e explorando a velocidade de seus homens de frente.
Se o resultado confirmou o favoritismo escocês, o desempenho mostrou que a maior surpresa da noite foi justamente o Haiti. Mesmo derrotada, a seleção caribenha saiu de campo com a sensação de que poderia ter conquistado um resultado melhor.
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