Foto: Fernando Leite
O candidato peemedebista, Iris Rezende, obteve apenas 4,59% dos votos anapolinos e a proposta de aliança política para o segundo turno não favorece sua candidatura no município

No é segredo que o PMDB não é bem visto no município anapolino. O governo de Maguito Vilela (PMDB), de 1995 a 1998, deixou resquícios. A cidade não foi prestigiada pelo então governador como um polo industrial em expansão. E o resultado novamente apareceu nas urnas neste ano: o candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende, obteve apenas 9 mil votos (4,59%) em Anápolis. Nessa conta, alguns fatores interferiram. Primeiro, a gratidão do eleitorado anapolino pelo governo municipal do petista Antônio Gomide. O imbróglio com o então vice Tayro­ne Di Martino que renunciou à candidatura na última semana antes das eleições, não tirou Gomide do páreo e o petista levou 56,41% dos votos de Anápolis, quase 111 mil eleitores.

Segundo, o tucano Marconi Perillo soube bem destacar as obras que fez no município. A aprovação se mostrou nos 34,13% dos votos, ou seja, cerca de 65 mil eleitores votaram no candidato tucano. Porém, o voto útil foi conversa fiada. Marconi não levou os votos de Gomide e tampouco derrotou Iris no primeiro turno, como pré-anunciado.

E para o segundo turno, diferentemente do terceiro colocado em número de votos, Vanderlan Cardoso (PSB), que se posicionou neutro, Gomide e o PT estadual decidiram creditar apoio à candidatura de Iris. O prefeito do município, João Gomes (PT), desmentiu a informação dos bastidores de que apoiaria o tucano-chefe, com quem tem amizade e aliança antigas. De todo modo, João Gomes disse que não participou da reunião que resultou no apoio da sigla a Iris. “As decisões são muito rápidas, pois é um período muito curto entre primeiro e segundo turnos. Meu trabalho é dedicado à prefeitura. Meu expediente começa às sete da manhã e saio às dez horas da noite. Por isso, faremos o que for possível, fora do expediente”, afirmou o prefeito João Gomes.

O vice-presidente do PT, Ceser Donisete, comentou que a proposta de apoio é campanha de rua. Enquanto o material gráfico não fica pronto, como bandeiras e adesivos, o presidente informa que o partido tem mobilizado as li­deranças de todo o Estado. Se­gun­do ele, a aposta é valorizar os jovens, as mulheres, os professores e firmar a bandeira de Iris e da candidata à Presidência da Repú­blica, Dilma Rousseff (PT), não apenas em Anápolis, mas em todo o Goiás.
O “porém” é que, ainda que seja preferência do eleitorado anapolino, Gomide não consegue transferir votos e, muito menos, o foco do atual prefeito é em prol de Iris. Além disso, a campanha tucana será proativa e propositiva. Segundo o presidente do PSDB de Anápolis, Valto Elias, houve uma conversa com as lideranças e com a base aliada na última semana. Ficou definido que, a partir desta semana, a campanha estará nas ruas. “Res­saltaremos o que foi feito, como os investimentos no polo industrial, as obras do aeroporto de cargas e do Centro de Conven­ções, que fortalecem a cidade. E nós também mostraremos o que poderá vir com a reeleição de Marconi Pe­rillo. Já existem 40 empresas na espera de uma vaga no Daia 2”, conclui.