Cezar Santos
Cezar Santos

O PT avisou: Temer não vai ter paz

Badernas com depredação são arquitetadas por partidos de esquerda para disseminar a ingovernabilidade

Badernaço em Brasília: depredação a pretexto de protesto é estratégia para sabotar o governo Temer | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Badernaço em Brasília: depredação a pretexto de protesto é estratégia para sabotar o governo Temer | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Está se concretizando o aviso dado por petistas quando a eminência do impeachment de Dilma Rousseff se concretizou. Em abril, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que o partido decidiu, em reunião, não reconhecer um eventual governo de Michel Temer. E que o partido pretendia, então, intensificar as manifestações nas ruas para pressionar o Senado a não aprovar o processo de impeachment — que já tinha passado na Câmara dos De­putados — da presidente Dilma Rousseff.

“O PT não vai permitir que ele ponha em prática seu programa. Não podemos permitir que depois de anos de avanço venha um cara sem voto, traidor, retirar direitos conquistados com muita luta. Não vamos permitir”, afirmou Falcão, emendando: “É muito mais do que oposição parlamentar só. É dizer para a população, para a sociedade, que com governo ilegítimo não tem paz, não tem estabilidade, tem luta”.

Na narrativa de que o impeachment, feito dentro das regras constitucionais, seria golpe, outros petistas já tinham verbalizado que ao mais que provável governo Temer não seriam dadas as condições de governar. E como seria feito isso?

Além da cerrada oposição no Congresso, feitas pelos parlamentares petistas do PT, do PSol e do PCdoB, a ação só poderia se dar, como de fato vem ocorrendo, pela ação das franjas desses partidos, quais sejam, sindicatos e os tais movimentos sociais atrelados a eles, grupos como MST (que não tem existência formal, é bom que se diga), UNE e outros, como grupelhos de black blocs.

A oposição no Congresso é normal, e é bom que exista. A democracia pressupõe oposição, e quanto mais qualificada, mais esclarecida, melhor. Ajuda no processo, obriga o governo a redefinir rumos, verbaliza insatisfações que possam ser contempladas dentro do jogo de negociação política.

O problema é que ao PT a democracia não interessa quando ela não lhe é vantajosa. O partido tem um caráter totalitário e não gosta de oposição, a não ser aquela oposição anódina, formal, protocolar. Lembremos que Lula, certa vez, disse que o DEM, que fazia uma oposição mais consistente ao PT, tinha de ser extirpado da política brasileira. Isso se chama totalitarismo.
As recentes manifestações ocorridas em Brasília, mais exatamente no Congresso, com agressões, depredações, queima de automóveis, são nitidamente orquestradas pelos partidos de esquerda, PT à frente, mesmo que formalmente os petistas neguem. São estratégias para desestabilizar o governo Michel Temer, que tem a dura missão de começar a consertar os estragos dos 13 anos de erros do PT.

Michel Temer não é o presidente que os brasileiros escolheram, mas o que a Constituição determinou. Sabotar o governo dele neste momento é jogar contra o Brasil.

Na terça-feira, dia 29, um protesto contra o governo e contra projetos do presidente Michel Temer terminou em confusão nas cercanias do Congresso Nacional. Seriam mais de 12 mil pessoas que se reuniram em frente ao gramado do Congresso e depredaram, picharam e até incendiaram carros que estavam estacionados — dois, um deles da TV Record, foram virados de ponta-cabeça.

No caso, a Polícia Militar e a Polícia Legislativa reagiram ante a ameaça de invasão do Congresso e de maior depredação do patrimônio público e privado. Atiraram bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar o ato.

Manifestantes mascarados atiraram coquetéis molotov e outros objetos contra os policiais. Alguns prédios públicos foram depredados, entre eles, os Ministérios da Educação, do Planejamento e da Defesa. Carros foram incendiados, pessoas agredidas, mobiliário urbano destruído, tudo a pretexto de “protestar” contra a PEC que limita os gastos públicos.
Com o grito de guerra “fora, Temer”, o protesto reuniu sindicatos, índios, organizações de esquerda e os tais movimentos sociais a serviço do PT. O pretexto da manifestação foi protesto contra a proposta de congelamento de gastos federais e contra a reforma do ensino médio, entre outros pontos.

Lembrando que a reforma do ensino médio é a mesma que o governo Dilma estava prestes a mandar ao Congresso.

Como não poderia deixar de ser, senadores e deputados de es­querda que foram acompanhar a con­fusão reclamaram da ação da polícia, afirmando ter havido uma repressão contra todos, inclusive os parlamentares. Eles queriam que a polícia ficasse inerte diante da depredação.

Petista na organização

Alguma dúvida de que essas manifestações são arquitetadas pelo PT e seu aliados?
Pois dirigentes do partido foram flagrados acompanhando e dando instruções a militantes, durante o badernaço na terça-feira. Conforme reportagem do site Diário do Poder, dirigido pelo jornalista Cláudio Hum­berto, servidores do Ministério das Relações Exteriores flagraram em seu estacionamento, a poucos me­tros da arruaça, um desses grupos de dirigentes petistas supostamente envolvidos.

“Foi fotografado em um desses grupos o ex-deputado e presidente do PT no Distrito Federal, Roberto Policarpo, que ganha a vida como sindicalista do setor público, dos mais beneficiados pelos gastos sem limites de governos petistas.

“A suspeita é que grande parte dos manifestantes recebeu cachê de entidades organizadoras, como CUT, que também distribuiu lanches em vias paralelas à Esplanada dos Ministérios, onde começou a arruaça.

“No vandalismo criminoso, o prédio do Ministério da Educação foi um dos mais atingidos: um grupo de bandidos invadiu o prédio, quebrou vidraças, câmeras de segurança, computadores, caixas eletrônicos, divisórias etc, provocando pânico entre funcionários.”

O site publica uma foto do ex-deputado e sindicalista no estacionamento de um ministério, no momento da baderna. A resposta de Policarpo é que sua participação no ato, que considerou pacífico, foi apenas de apoio. “Só estávamos lá para apoiar o protesto contra a PEC (dos Gastos) e a reforma do Ensino Médio”, explicou.

O ex-deputado federal disse que estava longe do ponto onde iniciou-se a confusão que culminou com sete ministérios e caixas eletrônicos depredados, além de cerca de dez carros virados, saqueados, destruídos e incendiados ao longo da Esplanada dos Ministérios.
Ele não participou da organização da baderna? Sim, nós acreditamos em mula-sem-cabeça e em Papai Noel.

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