Cezar Santos
Cezar Santos

Dilma busca dividir a crise com governadores

Presidente chama chefes de Executivos, mas em nenhum momento reconhece que ela causou a crise

A presidente Dilma Rous-seff amarga os piores índices imagináveis de popularidade. E isso, claro, não acontece porque os brasileiros são malvados. O cidadão aponta o polegar para baixo em alusão ao governante quando ele sente no bolso as dificuldades aumentando no seu dia a dia.

Cai a popularidade de Dilma por que o desemprego está aumentando, estão ficando mais caros os produtos no supermercado, e as famílias sentem cada vez mais dificuldade para pagar as prestações e, pior, as contas de água, de luz e de telefone.

A economia brasileira afunda por causa principalmente do afundamento da política. Dilma Rousseff é a culpada maior pela situação, não adianta dourar a pílula.

Pois eis que na quarta-feira, 30, a presidente chama a Brasília os 27 governadores brasileiros para uma reunião. O objetivo foi dividir a crise com eles, com muitos recados e advertências. A presidente, acuada pela impopularidade, acredita que reunir governadores pode contribuir para alguma mudança na sua imagem. Ou seja, ela estaria “vendendo” para a opinião pública um arremedo de estadista que nunca foi e nunca será.

Dilma fez isso em 2013. Depois de uma semana de manifestações populares contra o governo nas principais cidades do país, no mês de julho, ele chamou governadores e prefeitos das capitais para uma conversa. Falou do direito de protestar, condenou o vandalismo e os atos de violência. Foi o único gesto que ela conseguiu esboçar em resposta às reivindicação. O encontro deu em nada.

Na reunião de quarta-feira passada o resultado inócuo se repete. Vejamos algumas das colocações que ela fez aos governadores no Palácio da Alvorada.

Dilma disse que a redução da inflação é a condição para um novo ciclo de expansão da economia. Defendeu as medidas adotadas pelo governo para controle de gastos e alertou que projetos em tramitação no Congresso vão gerar mais despesas, se aprovados, e podem afetar os Estados.

“O primeiro passo para esse ciclo [de expansão] é justamente garantir o controle da inflação, porque a inflação corrói tanto a renda dos trabalhadores como o lucro das empresas. E promover o reequilíbrio fiscal, a estabilidade fiscal. (…) Essa redução da inflação vai criar as bases para um novo ciclo de expansão sustentável do crédito”, afirmou a presidente.

Ok, é preciso controlar a inflação. Que foi provocada por políticas equivocadas que ela, Dilma, e seu desastrado ex-ministro da Fazenda Guido Mantega tomaram, mesmo com todas as evidências de que estavam erradas. Exemplos: para não atrapalhar sua reeleição, Dilma segurou ou fez segurar preços de combustíveis, de energia, de tarifas de transporte. Segurar preços artificialmente gera inflação mais à frente, a história mostra.

Falou ainda a petista: “A estabilidade fiscal do país é muito importante e a estabilidade econômica do país é muito importante. E é uma responsabilidade de todos os poderes da federação…”

Mas ela não disse nada sobre sua gestão (?) ter causado instabilidade fiscal no País, maquiando números, disfarçando maus resultados, mais uma vez, para não atrapalhar sua reeleição.

A presidente também falou sobre a crise internacional e teve um momento de lucidez na sua análise. Ele, que sempre colocou a crise internacional como causadora dos problemas econômicos brasileiros, fez um reconhecimento ao dizer que isso não é desculpa. “Como governantes, não podemos nos dar ao luxo de não ver a realidade com olhos muito claros. Nós temos, não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade”.

Ao final do discurso, Dilma disse que, como governante, é alvo de “injustiças” mas que sabe “suportar a pressão”.

A verdade é que a petista colocou seu governo a serviço de seu projeto político de reeleição e de uma plataforma ideológica atrasada, quando optou por gastar milhões e milhões dos impostos dos brasileiros em ditaduras e semiditaduras comandadas por amigos do petismo, como Cuba, Venezuela e outros.

O resultado é o que a sociedade está sofrendo agora. Encontros com governadores podem produzir boas fotos, mas nada adiantam se Dilma não reconhecer os próprios erros e trabalhar arduamente para corrigi-los. O que nós brasileiros estamos passando agora é resultado direto de políticas erradas, inabilidade, arrogância e incompetência de Dilma Rousseff, a culpada pela crise.

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Marcelo Luiz Correa

Isso é o que se chama de apologia da malandragem, essa descarada e seu partido de corruptos e incompetentes são os causadores desta crise, e agora, como quem acabou de chegar de uma longa viagem e sem saber de nada, chama os amigos e os inimigos para ajudarem a salvar o barco que está afundando!