Cezar Santos
Cezar Santos

De Goiás para o Brasil

Marconi Perillo ganha inserção nacional ao adotar políticas e ações que servem de exemplo a outros Estados e ao governo federal, como o ajuste fiscal

Governador Marconi Perillo: um político goiano com  inserção nacional

Governador Marconi Perillo: um político goiano com
inserção nacional

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem se destacado em nível nacional, especialmente neste um ano e meio de seu quarto mandato à frente do Executivo estadual. O primeiro fator a chamar a atenção do País foi o ajuste fiscal que ele iniciou antes mesmo de assumir, tarefa facilitada pelo fato de ele ter herdado o governo de si próprio, reeleito que foi.

Marconi fez o chamado dever de casa, numa ação que nenhum outro governador tomou. O tucano definiu o ajuste nas contas do governo estadual ainda em novembro de 2014, menos de um mês após ser consagrado nas urnas e quando surgiram os primeiros sinais da forte crise econômica que se abateria sobre o País a partir do ano seguinte, resultado dos equívocos em série de Dilma Rousseff e também, em menor medida, de um cenário internacional menos favorável.

O tucano adotou um conjunto de medidas de contenção de despesas que estabeleceu a redução do número de secretarias de 16 para 10, a extinção de 5 mil cargos comissionados e a suspensão de 6 mil contratos temporários. As medidas possibilitaram ao Estado manter em dia o pagamento de contratos, a continuidade dos investimentos e a regularidade da folha do funcionalismo, quitada dentro da lei —Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e até o rico Distrito Federal. Entre outros, estão pagando com atraso o funcionalismo.

Em paralelo, Marconi determinou um forte ajuste nos custos com manutenção da máquina administrativa, especialmente com diárias de viagens, telefones, energia elétrica, aluguéis e materiais de consumo em geral. As primeiras medidas, como a redução de secretarias e extinção de cargos, passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2015, primeiro dia do quarto mandato do governador e apontavam para uma redução geral de R$ 1 bilhão nas despesas.

Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, em março, comparou as medidas de ajuste realizadas pelos governadores e Goiás surgiu como o Estado que mais reduziu o tamanho da máquina e como tendo promovido o maior corte de despesas.

Com o recrudescimento da crise econômica em abril e maio, Marconi Perillo “ajustou” o ajuste, diminuindo ainda mais as despesas públicas, sem prejuízo para as atividades essenciais, como os investimentos em Educação, Segurança e Saúde.

Nessa altura, governadores e até o governo federal voltaram os olhos admirados para Goiás. Chamava mesmo a atenção um governador que conseguira se antecipar aos efeitos mais danosos da crise e tomara medidas duras, mas necessárias. Analistas econômicos e os grandes veículos de comunicação ressaltaram o ajuste fiscal goiano.

Em Goiás, os efeitos da crise não foram tão duros como em outros Estados. Por sinal, o presidente interino Michel Temer se espelhou em Marconi para definir algumas medidas do governo provisório. O presidente e o governador mantêm diálogo aberto e constante sobre essas e outras questões e a secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, é cotada para integrar a equipe de Temer.

Além do ajuste fiscal antecipatório, outras ações evidenciam Marconi Perillo como o único político goiano com plena e inequívoca inserção nacional. As organizações sociais (OS) nas unidades de saúde do Estado elevaram sobremaneira a qualidade do atendimento à população — de forma cuidadosa e sem açodamento, as OS também estão sendo introduzidas na Educação. Governadores e secretários de Saúde de vários Estados já vieram a Goiás conferir a eficácia do sistema, que agiliza o gerenciamento das unidades e produz resultados para quem efetivamente precisa, o cidadão.

Também a criação do Con­sórcio Brasil Central projetou Marconi Perillo ainda mais no cenário nacional. Ao reunir os Estados do Centro-Oeste, mais Tocantins e Rondônia, o bloco liderado por Marconi Perillo ganhou força na proposição de programas e ações para o desenvolvimento não só de seus integrantes, mas de todo o País.

Além do constante diálogo com o presidente (ainda interino) Michel Temer, as portas estão abertas para o governador de Goiás também com o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Não se pode esquecer que a bancada goiana afinada com o governador tem 14 deputados, além de 2 senadores. Como ex-deputado federal e ex-senador, Marconi conhece de cor e salteado os meandros das casas legislativas.

A abertura de canais do tucano se dá com as maiores lideranças políticas de Brasília e São Paulo. Marconi mantém relacionamento estreito com os maiores empresários brasileiros. O governador de Goiás é o que se chama de player da política nacional, convidado a opinar sobre os temas de relevância seja para consultas informais por parte de governadores, seja em eventos técnicos pelo país afora.

Não por acaso, o nome de Marconi Perillo é citado como possibilidade para disputas nacionais. O ex-presidente da Repú­blica Fernando Henrique Cardoso e o senador mineiro Aécio Neves, por exemplo, várias vezes citaram o goiano como um dos nomes do PSDB aptos a voos mais altos na política nacional.

Diante do clamor dos brasileiros por renovação na política, por gente nova e com propostas, podemos fazer um exercício de imaginação: se Marconi Perillo fosse um político de São Paulo — ou de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro —, com uma mídia nacional em cima de seus feitos, certamente seria hoje a opção primeira de seu partido para disputar a Presidência da República.

Defesa da Responsabilidade Fiscal

Há menos de duas semanas, o governador de Goiás assinou artigo na seção Tendências/Debates, da “Folha de S.Paulo”, intitulado “Mais responsabilidade fiscal”. O texto traz uma análise sucinta e pertinente do complicado mo-mento econômico do País, resultante da condução errática da economia pelo governo de Dilma Rousseff (PT), o que agravou a dificuldade fiscal dos Estados.

Marconi faz a defesa da aprovação pelo Congresso Nacional da do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que permite aos entes federados a readequação das despesas às receitas, desde que mantidas as contrapartidas que garantirão a transparência nos gastos e a reversão da trajetória de crescimento dos dispêndios.

No dia seguinte ao artigo, o PLP 257, uma das principais medidas do ajuste fiscal proposto pelo governo para equilibrar as dívidas dos Estados, foi aprovado na Câmara.

Como explica o governador no artigo, o PLP 257 é muito mais que a mera renegociação das dívidas dos Estados com a União: é, principalmente, o compromisso dos governadores com o controle das despesas correntes. Os mecanismos para a contenção dos gastos estão estabelecidos nos três pilares do projeto.

A defesa do projeto em questão evidencia a afinação do governador goiano com as necessidades maiores das administrações estaduais. E o tucano assinalou que não estava batalhando em causa própria.

“Como governador de Goiás, sinto-me completamente à vontade para defender o PLP 257. Em primeiro lugar, não figuramos entre seus maiores beneficiários. Em segundo, nosso Estado já está colhendo os frutos do ajuste iniciado no final de 2014, antes de mergulharmos na crise de 2015.

Enfrentamos o desgaste de suspender aumentos salariais e demitir servidores comissionados e temporários, fazendo o maior corte proporcional de despesas do país.”

O tucano lembrou que as medidas garantiram a normalidade no pagamento da folha dos servidores e a manutenção dos investimentos -mais de R$ 1 bilhão em 2015.

Marconi Perillo assinalou ainda que o ajuste começa a se refletir nos números reais da economia, mostrando o acerto de providências ainda em curso. “O superávit fiscal foi de R$ 1,7 bilhão de janeiro a junho, 120% superior ao mesmo período de 2015. En­cerramos o primeiro semestre na liderança nacional da geração de empregos, com 16,6 mil postos de trabalho criados, três vezes mais que o Mato Grosso -segundo colocado e o único Estado, além de Goiás, a registrar alta.”

O tucano lembrou que as medidas inverteram a trajetória de queda nas receitas, que começam a reagir e tiveram crescimento de dois dígitos entre janeiro e junho. “A aprovação do projeto pelo Congresso Nacional é a consolidação do ajuste para Goiás, o reforço da responsabilidade fiscal em todos os Estados. A lei garantirá a conquista do objetivo primordial: recursos para novos investimentos, promovendo a volta do crescimento e a geração de empregos no país.”

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