Cândido Portinari (1903-1962 — viveu 58 anos), nascido em Brodowski (SP), foi um dos principais nomes da arte brasileira do século 20. Ele recebeu o convite do “prefeito furacão” de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, nos anos 1940, para fazer os painéis da Igreja São Francisco de Assis, em frente à Lagoa da Pampulha.

Portinari: um dos maiores artistas plásticos brasileiros | Foto: Reprodução

O arcebispo de Belo Horizonte na época, Dom Antonio dos Santos Cabral, não gostou de um painel de Portinari que colocava um cachorro ao invés de um lobo próximo a São Francisco. As linhas arquitetônicas de Oscar Niemeyer e os painéis de Portinari não agradaram as autoridades eclesiais mineiras e a igreja só foi consagrada catorze anos depois de pronta.

Em 1956, Portinari pintou o painel Guerra e Paz, que está exposto na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Aliás, a sede da ONU foi projetada por Niemeyer.

Eram tempos que a cultura brasileira fazia bonito lá fora. Nesta mesma década, Portinari começou a apresentar problemas de saúde causados pela intoxicação por chumbo presente nas tintas que usava para fazer seus quadros e painéis. Mesmo assim, ele continuou produzindo e viajando para o exterior onde expôs suas obras e era reconhecido. Em 6 de fevereiro de 1962, ele morreu no Rio de Janeiro. No final dos anos 1980, quando o Brasil lutava contra a inflação, as cédulas de dinheiro mudavam constantemente. O governo resolveu homenagear brasileiros ilustres e Cândido Portinari foi um dos escolhidos. Seu rosto estampou a nota de cinco mil cruzados. O dinheiro desvalorizou, mas não a arte de Portinari