Lucio Costa foi convidado por Rodrigo de Melo Franco para ser diretor da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1931. Nascido na França, em 27 de fevereiro de 1902, o arquiteto foi chamado para inovar o ensino de artes plásticas e reformular o curso de Arquitetura.

Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro | Foto: Divulgação

Uma das medidas adotadas por Lucio Costa foi a vinda do renomado arquiteto francês Le Corbusier (cujo nome verdadeiro era Charles-Edouard Jeanneret-Gris), em 1936. Novos ares adentraram no curso de Arquitetura e inspiraram os alunos da Escola Nacional de Belas Artes. Um deles era Oscar Niemeyer.

Os novos ares que circulavam pela intelectualidade brasileira ganharam impulso depois da Revolução de 1930. Getúlio Vargas criou o Ministério da Educação e Saúde e convidou Gustavo Capanema para ser o primeiro-ministro da nova pasta.

Lucio Costa e Le Corbusier Foto: Reprodução

Gustavo Capanema decidiu construir a sede do novo ministério e chamou Lucio Costa e Oscar Niemeyer para fazer o projeto. O prédio do Ministério da Educação, no Centro do Rio de Janeiro, foi uma das primeiras construções projetadas com os novos conceitos de Arquitetura moderna feita pela Escola de Belas Artes.

Lucio Costa e Oscar Niemeyer voltaram a se encontrar em meados dos anos 1950, quando o presidente Juscelino Kubitschek decidiu construir a nova capital federal no Planalto Central.

Juscelino Kubitschek e Lucio Costa: Brasília na pauta do político e do arquiteto | Foto: Reprodução

Lucio Costa fez o projeto do Plano Piloto, pensando Brasília com um formato de avião, largas avenidas, setores divididos por quadras e prédios baixos. Niemeyer projetou os prédios públicos e palácios. Inaugurada em tempo recorde, Brasília era a materialização daqueles tempos de modernidade, liberdade criativa. Naquele tempo não tinha teto dos gastos públicos.

Em 1969, Lucio Costa fez o projeto da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, expandindo a cidade para oeste. O projeto era semelhante ao de Brasília com avenidas largas, construções baixas e preservação dos mangues da região. Na década de 1970, Lucio Costa foi muito questionado ao defender a demolição do Palácio Monroe, no Centro do Rio, antiga sede do Senado Federal. Ele achava o palácio “um erro arquitetônico”.

Lucio Marçal Ferreira Ribeiro de Lima Costa morreu no Rio de Janeiro em 13 de junho de 1998. Ele tinha 96 anos.