Na História do Brasil, as mortes de políticos geram comoção, mas também levantam suspeitas sobre as causas. A morte de João Pessoa em 1930 caiu no colo do presidente Washington Luís e foi o estopim da Revolução de 1930. Getúlio Vargas deu um tiro no peito saindo da vida e entrando para a história. A cantora Virginia Lange morreu acreditando que Vargas foi assassinado, ou melhor dizendo, suicidado.

Durante a ditadura civil militar aumentaram ainda mais as suspeitas sobre as mortes de alguns políticos. Se é morte de ex-presidentes deposto ou cassado aí ninguém segura as teorias sobre possíveis assassinos. Juscelino Kubitschek morreu em um acidente de carro na Via Dutra em 1976. A suspeita é que alguém deu um tiro que acertou o motorista do ex-presidente provocando a forte colisão. Em 1977, Carlos Lacerda foi outro político que morreu de forma suspeita. Dizem que foi envenenado. Será? Bem, a dúvida é a mãe de todas as teorias da conspiração.

Maria Thereza e João Goulart: a beleza e o poder | Foto: Reprodução

João Goulart foi outro político cuja morte gera até hoje suspeitas de assassinato. Depois do Golpe de 1964, ele passou a morar em uma fazenda no interior do Uruguai. Desde a sua deposição não voltou ao Brasil. Vontade de voltar não faltava, mas o temor de alguma retaliação o impedia. Ele tinha problemas cardíacos desde os tempos da Presidência e tomava remédios para controlar a pressão arterial. Mas ele não resistiu a um ataque cardíaco e morreu em 6 de dezembro de 1976. Dois ex-presidentes mortos no mesmo ano. Logo no velório, começaram as suspeitas de envenenamento, de que algum agente entrou na fazenda e trocou os remédios que Jango tomava. Tempos de Operação Condor! Em 2013, seu corpo foi exumado, mas não encontraram nada que mudasse a causa oficial da morte.

Essas teorias sobre prováveis causas da morte de políticos são boas para alimentar a imaginação e gerar discussões intermináveis. A única certeza é que, um dia, partiremos dessa para um mundo melhor. Espero que sem suspeitas da causa da morte.