Em 1963, os Beatles já dominavam a Europa. O yeah-yeah-yeah daqueles quatro garotos de Liverpool contagiava a juventude do Velho Mundo.

Mas a Beatlemania não seria o que ela de fato foi, o abalo que provocou, se os Beatles não tivessem conquistado os Estados Unidos. Brian Epstein, empresário da banda, já planejava a chegada triunfal dos seus meninos na terra do Tio Sam. O disco “Meet the Beatles” estava no topo das paradas musicais do Novo Mundo. Se os norte-americanos curtiram o som vindo da Inglaterra, só falta conhecer pessoalmente a banda que fazia aquela música tão contagiante.

Quando os Beatles começaram a fazer sucesso nos Estados Unidos, o barulho dos tiros que mataram John Kennedy ainda ecoava. E foi no aeroporto rebatizado com o nome do presidente que os Beatles desembarcaram na América.

John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr pisaram pela primeira vez nos Estados Unidos em 7 de fevereiro de 1964. O público os aguardava com cartazes de boas-vindas e berros ensurdecedores. Os policiais teriam que andar com protetores de ouvidos. A terra de Elvis Presley era sacudida pelo rock britânico.

A passagem dos Beatles pelos Estados Unidos foi um sucesso. Eles apresentaram no “Ed Sullivan Show”, o programa de maior audiência da televisão norte-americana, fizeram shows lotados e venderam discos igual se vende água no deserto. Dominada a Europa, a América se rendia aos Beatles. A Beatlemania estava completa.