O Morro do Sumaré no Rio de Janeiro apresenta ao seu visitante uma das mais belas vistas da Cidade Maravilhosa. O Cristo Redentor de braços abertos sobre a Guanabara de frente para o esplendoroso Pão de Açúcar. Mas nem só visitante vai ao Morro do Sumaré. Pessoas que trabalham na televisão costumavam andar pelo lugar para ver qual o ponto ideal onde seria erguida mais uma torre de TV.

Em 1955, essas torres começaram a levar as imagens e os sons das emissoras de televisão para lugares mais distantes do Rio de Janeiro. Essa foto mostra os técnicos da TV Rio trabalhando no projeto da torre da emissora. Dá para imaginar o esforço deste pessoal para levar até o topo do morro toda a parafernália exigida na construção das torres. Mas valeu o esforço porque o Brasil inteiro veria em casa as belas imagens do Rio de Janeiro mediante os sinais emitidos do Morro do Sumaré.

Quando Silvio Santos inaugurou a TVS no Rio, em 1976, lembrou da aquisição do material da extinta TV Continental cuja torre ficava no Sumaré. Ele comemorou o fato daquela torre já fazer transmissão a cores no final dos anos 1960, o que facilitou os primeiros trabalhos da TVS. Até hoje quem vai ao Corcovado ou ao Pão de Açúcar vê o Morro do Sumaré e as várias torres de televisão.

Em Goiânia, as emissoras montaram suas torres de transmissão nos morros do Serrinha e do Mendanha. Antigamente, quando o entorno desses morros não era ladeados por grandes e altas construções, as torres serviam de orientações para quem buscava encontrar o seu destino. Quantas vezes eu via a torre cimentada da TV Anhanguera no alto do Serrinha e já sabia que era perto da estrada que seguia para Marília (SP).

São histórias da televisão, ambientadas no Sumaré, no Serrinha e no Mendanha, que acabam se embaralhando com as nossas próprias histórias.