A Avenida Assis Chateaubriand foi inaugurada em 1968 e faz uma homenagem ao criador dos Diários Associados, primeiro conglomerado de comunicação do Brasil. Ela liga o Bosque dos Buritis até a Praça do Cigano e é a principal ligação entre o Setor Central e o Setor Coimbra. Milhares de pessoas passam por ali. A Avenida Assis Chateaubriand faz parte da história de Goiânia e da minha também.

Quando penso nessa avenida e puxo o fio da memória, lembro-me que o escritório do meu pai ficava nela. Era só pensar em Assis Chateaubriand e minha mente associava o lugar onde meu pai trabalhava. Outra lembrança que tenho é minha mãe levando eu e meu irmão na padaria “Bom Biscoito”, que ficava perto da Praça do Cigano. De fato, o “Bom Biscoito” tinha bom biscoito, bom doce, bom salgado, tudo de bom.

Dois tempos de uma grande avenida | Fotos: Reproduções

Na minha cabeça de criança eu nunca entendi o cruzamento da Assis com a T7. À direita segue livre para continuar na Assis e à esquerda parava no sinaleiro para seguir pela T7. Às vezes tinha carro que parava onde deveria seguir livre e avançava o sinal quando era para parar. Da sacada do meu prédio eu via aquele cruzamento e a fila de carros imensa. Só faltava o Datena ou o Oloares Ferreira para narrar aquela bagunça.

A Praça Tamandaré é outro ponto que marca a Assis. Nós morávamos ali perto e sempre passávamos pela Praça. Lembro também de ver a sede da antiga TV Goyá, que ficava por ali. Eu pensava como as imagens saíam de lá e chegavam na minha casa.

Vendo a foto da Assis Chateaubriand nos tempos da sua inauguração se percebe um Setor Oeste com muito terreno desocupado. Não demoraria para casas e prédios dividirem espaço com a avenida. E num desses prédios meu pai alugaria uma sala para montar seu escritório e o “Bom Biscoito” abriria as portas para minha mãe levar seus dois filhos para comer um bom biscoito. Um não, vários.