Euler de França Belém
Euler de França Belém

Segunda turma de Jornalismo da UFG comemora 45 anos de formatura

Da agenda constam homenagem aos pioneiros, debate sobre mudanças estruturais no Jornalismo e lançamento da nova edição de livro sobre imprensa goiana

Jales Naves

Jales Naves 1

A segunda turma do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (1969-1972) vai promover na quarta-feira, 27, a partir das 9h, no auditório da Faculdade de Informação e Comunicação da UFG, no Campus Samambaia, três eventos para comemorar os 45 anos de formatura: homenagem aos pioneiros na criação do Curso; palestra/debate sobre tema da atualidade; e lançamento da segunda edição do livro “Contribuição à História da Imprensa Goiana”, de José Lobo, de 1949.

A iniciativa tem o apoio da Universidade Federal de Goiás, por sua Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), da Associação Goiana de Imprensa (AGI) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás.

Foi uma turma que se sobressaiu, pelas lutas que empreendeu, diante da falta de condições estruturais, como laboratórios, acervo bibliográfico e professores com formação específica, e pelas suas conquistas, como a criação do Centro de Estudos de Comunicação no âmbito da UFG, que teve a ousadia e a determinação de realizar o I Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação, enfrentando todos os riscos naqueles tempos sombrios. Fui o primeiro presidente do CEC e coordenador do ‘Encontrão’, realizado de 1º a 4 de novembro de 1972, em Goiânia.

Dos 10 alunos que concluíram o Curso – Jales Rodrigues Naves, Laurenice Costa Noleto Alves, Leila Daher, Manoel Juraci Souza Mota, Maria Batista Cordeiro, Maria Olímpio dos Santos, Marta Cardoso, Modesto Lopes dos Santos, Neila Castelo Branco Figueiredo e Teresa Cristina de Morais Lobo Garcia – um faleceu, Modesto, aos 65 anos, em 2011, e não foi possível encontrar Maria Olímpio.

Programação

A programação constará de homenagem aos pioneiros: jornalistas José Osório Naves, que na época presidia o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás, e Walter Menezes, então presidente da Associação Goiana de Imprensa (AGI), pela luta para criar o curso; a professora Lena Castello Branco Ferreira Freitas, que dirigia o Instituto de Ciências Humanas e Letras da UFG, acolheu e implantou o curso; os professores de seu período: Carlos Rodrigues Brandão, José Antônio D’Arrochela Lobo, José Salomão David Amorim, Luiz Fernando Valladares Borges, Luiz Gonzaga Motta, Maria Alice Menezes, Maria Sônia França, Sérgio Paulo Moreyra, Servito de Menezes Filho, Thomas Roland Hoag e Valquíria Braga dos Santos; e os alunos da primeira turma: Braz Wilson Pompêo de Pina Filho, Luiz Otávio Soares, Marli da Silva Brasil e Reynaldo Rocha.

Será apresentado o vídeo-documentário “Diálogos do Silêncio – O Curso de Jornalismo e suas origens”, projeto experimental dirigido pelo graduando em Jornalismo Johan Pedro Pires, orientado pela professora-doutora Rosana Borges e concebido com a intenção de aprofundar o conhecimento sobre o surgimento do curso na Universidade Federal de Goiás, dando destaque aos sujeitos e instituições relevantes ao processo. Além disso, também foram exploradas outras questões importantes, como a relação dos alunos do curso com o mercado de trabalho da época e a relação entre o Jornalismo e o estado de exceção instaurado com o Golpe Militar de 1964. Ficha Técnica: Direção: Johan Pedro. Orientação: Rosana Borges. Roteiro e Produção: Johan Pedro. Imagens: Fernando Macedo, Isabela Lefol, Johan Pedro e Thainara Pedatella. Apoio: Comunica Estúdio Escola | FIC-UFG, TV Brasil | EBC, TV UFG. As fotografias apresentadas fazem parte do acervo de fotos tiradas pelo fotógrafo Thomas Hoag, disponíveis publicamente no site: http://telelabufg.wixsite.com/telelab.Realização: Laboratório de Produções Audiovisuais e Televisivas Integradas (TeleLab).

No segundo momento, palestra sobre mudanças estruturais no Jornalismo e sua relação com as redes sociais, a ser proferida pela professora doutora Nélia Del Bianco, da UFG. E, na terceira parte, o lançamento da segunda edição do livro “Contribuição à História da Imprensa Goiana”, do escritor José Lobo, ainda pouco conhecido nos meios acadêmico e jornalístico. A obra resgata os títulos, faz um resumo, com rápidos comentários sobre a linha de cada publicação, e indica quem conduziu os primeiros jornais goianos.

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Uma atitude pioneira, Euler, de reconhecer o trabalho daqueles que lutaram pela criação do Curso de Jornalismo, em 1966, e também pela sua implantação, em 1968.