Reino Unido veta China e aproxima Brasil do 5G americano

Novidades em inteligência artificial serão decisivas até na administração pública, pois vai mexer inclusive nos empregos

Nilson Gomes

Especial para o Jornal Opção

O primeiro-ministro Boris Johnson decidiu na terça-feira, 14, banir do Reino Unido a Huawei, superpotência chinesa da tecnologia. Com isso, se abre mais espaço para o Brasil optar pelo 5G dos Estados Unidos, maior rival da China pela ocupação do planeta na inovação.

A quinta geração da telefonia (5G) terá internet até 20 vezes mais rápida que o 4G atual. Diversão garantida para crianças e jovens baixarem games e virem filmes no streaming. Mas o que move a expectativa ao se optar entre empresas norte-americanas ou chinesas é uma espécie de domínio do mundo, com lances de emoção mais fortes que o roteiro do jogos dos adolescentes.

Por causa da pandemia, o governo brasileiro adiou a escolha, mas já deu sinais claros de preterir os asiáticos. Apesar de a China ser seu maior parceiro comercial, mesmo em tempos de crise, integrantes da equipe do presidente Jair Bolsonaro fazem ruidosa guerra de posts com críticas aos chineses. Agora, têm um motivo extra.

Boris Johnson, primeiro-ministro da Inglaterra, baniu do Reino Unido a Huawei, superpotência chinesa da tecnologia | Foto: Reprodução

O Reino Unido, composto por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, é estratégico para as Américas, aliado importante na Europa. Se o racional Boris Johnson desconfia dos propósitos nada comerciais do Partido Comunista Chinês, muito mais os bolsonaristas adoradores de teorias conspiratórias.

Ideologias à parte, o ideal é que o 5G venha logo. Na América do Sul, até o Suriname já tem. No Brasil, uma telefônica inicia timidamente a fazer a transição do 4G pelo Rio de Janeiro. Militantes da área, como o autor destas linhas, torce para que se implante logo no Brasil inteiro. E, de preferência, começando por Goiânia, que é geograficamente estratégica.

Dentro do conceito internacional de Cidade Inteligente, tracei o planejamento de tornar Goiânia a capital brasileira de tecnologia social. Para isso, o 5G será tudo, ainda mais na eficiência e universalização.

Está no plano de metas entregar para cada aluno de 6° a 9º ano um tablet com internet que presta. Com o 4G, pode-se entregar o aparelho, mas não com o principal: internet que presta. A tecnologia será vital para o aluno ter escola em tempo integral, com o segundo turno no tablet.

O mesmo vale para os demais setores da gestão. Uma das maiores barreiras para criar empregos e empresas é a burocracia. O 5G será de suma importância para eliminar a tal da burocracia. Um exemplo: dará acesso imediato ao empreendedor quanto a registro, que estará 100% a cargo do poder público, não de quem quer abrir um negócio.

Com o 5G, será fácil fazer do Paço Municipal uma grande hub de inovação e a prefeitura funcionar no celular do prefeito. Assim também as demais novidades anunciadas, as outras nove hubs, os 80 coworkings, a sala modelo Google em cada escola da rede pública e a fintech para ajudar o MEI, o pequeno e o microempreendedor.

Hub é um lugar que reúne a busca por experiências em empresas iniciantes de tecnologia, as startups, com seus idealizadores (incubadores) e quem acredita nelas (os aceleradores, investidores-anjo). Coworking é um local com salas compartilhadas.

Fintechs são empresas menores e menos cruéis que bancos para financiar os sonhos dos empreendedores.

No pós-pandemia, será possível gerar milhares de empresas e empregos nesses lugares. A função do 5G é simplesmente torná-los possíveis.

Nilson Gomes é jornalista. É colaborador do Jornal Opção.

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