No domingo, 9, na cobertura do debate entre os candidatos a governador de São Paulo — Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT —, na Band, um cinegrafista da GloboNews deu uma cabeçada no repórter Igor Carvalho, do “Brasil de Fato”. Os dois disputavam “espaço”.

Igor Carvalho caiu praticamente nocauteado, com suspeita de fratura no nariz. Na segunda-feira, 10, vários sites publicaram que a Globo demitiu o cinegrafista, alegando que  não tolera violência.

“A Globo repudia com veemência qualquer forma de violência. Após analisar os fatos relacionados ao episódio, a empresa rescindiu o contrato do profissional envolvido”, posicionou-se a TV Globo.

As reportagens sobre a agressão e a demissão do cinegrafista são corretas. Exceto num ponto: por que ninguém, nenhum cite, mencionou o nome do agressor?

Procurei o nome do agressor no UOL, “Veja”, Terra, “Revista Oeste”, “Jornal de Brasília”, “Na Telinha” e “Notícias da TV”. Todos moitaram o nome do cinegrafista. Porque, exatamente, não se sabe. Seria o velho corporativismo?