Empresa que comprou o Grupo Jaime Câmara estuda construir sede no Centro de Goiânia
08 agosto 2026 às 23h33

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Na semana passada, o grupo Zahran assumiu finalmente o controle total do Grupo Jaime, que foi extinto. Agora a empresa do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul também dirige a Rede Anhanguera. Trata-se do maior grupo de comunicação do Centro-Norte do país.
Para a reunião com os funcionários, os principais dirigentes do Grupo Zahran estiveram em Goiânia: Caio Turqueto, presidente, Pedro João Zahran Turqueto, vice-presidente, e Nicomedes Silva Filho, diretor geral da RMC e da Rede Anhanguera.
Os três executivos estiveram com integrantes do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia.
“O Popular”, mais que a TV Anhanguera — afiliada da TV Globo —, tinha um contencioso com o prefeito Sandro Mabel. Tanto que os secretários municipais decidiram não conceder entrevistas ao jornal. A visita de cortesia dos dirigentes do Grupo Zahran ao gestor municipal aparentemente acabou com a crise.
Incisivos, os executivos enfatizaram que o grupo de comunicação agora tem outro comando e, ao mesmo tempo, uma visão mais empresarial do negócio, seguindo a modelagem da TV Globo. O objetivo é valorizar e fortalecer o jornalismo regional. As redações dos vários veículos terão de seguir a filosofia editorial do grupo.
Uma das novidades ventiladas pelos executivos do Grupo Zahran é que planejam comprar ou construir uma nova sede para a TV Anhanguera, “O Popular”, “Daqui” e rádios.
A nova sede poderá ficar no Centro de Goiânia. Na Serrinha, o grupo poderá ficar no máximo três anos. Depois, tem de sair. Porque a Opus, associada com o empresário Jaime Câmara Júnior, planeja construir edifícios no lugar.
Nas conversas, inclusive com importantes empresários do setor privado, os executivos admitiram que ainda estão “tomando pé da situação”. Por isso, as mudanças internas serão feitas, mas com a devida cautela, para não prejudicar o andamento dos meios de comunicação e, mesmo, o faturamento.
Quem conversou com a equipe de executivos do Grupo Zahran notou que são “bem profissionais” e “objetivos”. Não planejam “impor” nada. Primeiro querem entender melhor o mercado (público e privado) e estabelecer uma nova sintonia com os principais anunciantes.
De cara, os nomes de todos os executivos anteriores foram sacados do expediente. Não estão mais lá Jaime Câmara Júnior, Guliver Leão, Breno Machado e Ronaldo Ferrante. Mas, de acordo com uma fonte, Ferrante, para garantir a transição na área comercial, permanecerá mais algum tempo na empresa, mas sem os poderes de antes.
O expediente de “O Popular” mantém todos os editores. Não houve, até agora, nenhuma mudança. Fontes sustentam que os executivos do Zahran avaliaram os produtos que compraram — TV Anhanguera, “O Popular” e rádios — como positivos. Mas planejam dotá-los de mais energia criativa. Querem uma cobertura factual forte, presente, mas não “pegação” no pé de autoridades públicas e privadas. A opção é por um jornalismo firme, verdadeiro e respeitoso.
A reportagem de “O Popular” sobre os novos donos e executivos menciona Jaime Câmara — o pai de Jaime Câmara Júnior —, com destaque, mas cita Joaquim Câmara Filho en passant. Como se ele não tivesse sido decisivo na criação do jornal. A omissão de seu nome resulta da prática de mau jornalismo — o que o Grupo Zahran poderá, em breve, corrigir.
Recomenda-se que Nicomedes Silva Filho — diretor-geral da RMC e da Rede Anhanguera — leia a biografia de Joaquim Câmara Filho escrita pelo jornalista e pesquisador José Asmar.


